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A-4 Skyhawk para o Dia dos Pais

Hoje, minha mãe com 1,55m de altura (é, tenho uma mãe “minion”) comentava que, sem dúvida alguma, a maioria das coisas pequenas são sempre mais flexíveis. Até ía discordar, mas enquanto mamãe dizia uma enxurrada de episódios a favor dos de pouca estatura, a minha fixação por aviões de guerra acabou por levar minha mente à Guerra da Coreia e, de lá, foi um pulo para visualizar o A-4 Skyhawk, tido como um dos aviões mais versáteis da História. Sim, fiquei balançando a cabeça em sinal de “positivo e operante”… Não há como ganhar discussões com mães. :)

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A-4 SKYHAWK (Wikipédia)

O americano A-4 media 8,38m de envergadura e 4,66m de altura, um avião pequeno e leve. Sua aplicação inicial era em porta-aviões e, para se ter uma ideia, a asa do A4 não precisava nem mesmo ser dobrada para que fosse transportado, tamanha a sua versatilidade. Sabe o “refueling buddy“, aquele conceito onde a dependência de aeronaves de reabastecimento é restringida? O A-4 foi pioneiro. Este aviãozinho também foi projetado para efetuar pousos de emergência, em casos de falhas hidráulicas, sobre os dois tanques externos que ele carregava. Pousos desse tipo acabavam por trazer alguns pequenos danos ao nariz da aeronave que podiam ser reparados em menos de uma horinha. Suas asas ganharam slats automáticos, operados sozinhos por pressão aerodinâmica. Demais, né? Simples e eficiente. Lesto e descomplicado, podia ser operado em porta-aviões pequenos. A propósito, o A-4 já foi operado pelo nacional “NAel Minas Gerais“, substituído posteriormente pelo “São Paulo”, um navio  superior.

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“Nael Minas Gerais” (naval.com.br)

Se você gosta de pesquisar guerras e seus aviões, vai lembrar dos A-4 em 1982, na guerra das Malvinas. A Força Aérea argentina com seus Skyhawks rendeu danos pesados a muitas aeronaves, atuando no afundamento das fragatas Ardent e Antelope, além de atentados consistentes a navios britânicos. Do conflito, dezenove pilotos argentinos morreram, as três aeronaves que atacaram Ardent foram derrubadas e das que estavam sob o comando da Força Aérea, 19 foram dizimadas, totalizando 22 aeronaves perdidas no conflito. A Força Aérea israelense também fez uso dos Skyhawks, foi assim na Guerra de Atrito e na Guerra do Yom Kippur. Os A-4 resistiram à mísseis rebuscados até serem substituídos por aviões F-16. Skyhawks também estiveram presentes na primeira Guerra do Golfo e, em combate, apenas um foi aniquilado. Dos 36 entregues, 23 sobreviveram à guerra e invasão do Iraque.

Vai dizer que esse não é um avião querido?

Hoje, dia 9 de agosto, dia dos pais… O papai do A-4, Edward Heinemann/Douglas’ Ed Heinemann, recebe os aplausos do Aviões e Músicas. :)

Segue link para quase três minutinhos de Skyhawk em vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=JwSGYBE4QQw.

Feliz dia dos pais, queridos leitores!

 

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Sobre o Autor

Potiguar, Professora. Ama Física, Avião e Música (necessariamente nessa ordem e em maiúsculo). Estudante de Manutenção Aeronáutica.
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