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A Embraer está sempre antenada. Espertinha!

Aeroporto de Santa Helena

Aeroporto de Santa Helena

O negócio é o seguinte: Tem uma ilha no meio do oceano atlântico que se chama Santa Helena, olhem aí no maps (podem dar zoom out até aparecer algum continente)

Santa Helena está a mais de 2.000 quilômetros de qualquer outro pedaço de terra interessante e só pode ser alcançada por navio e isso demora cinco dias saindo da Cidade do Cabo por exemplo. Portanto Santa helena é considerada um dos lugares mais remotos do planeta (será que filmaram Lost lá?)

Como se resolve essa solidão? Oras, basta construir um aeroporto não é? Só que Santa Helena, que é um território britânico, tenta fazer isso desde 1943 e somente conseguiu dar início às obras em 2010 depois de assegurar um fundo de £202 milhões!
Se você acha que a sua prefeitura demora pra tapar aquele buraco no asfalto da sua rua, imagine construir uma pista inteira no meio do oceano. O máximo tamanho de pista que conseguiram vai permitir que um Boeing 737-800 ou um Airbus A320 pousem lá.

Em Setembro de 2015, o primeiro avião de testes pousou, um Beechcraft King Air, que estava fazendo aferição nos equipamentos de rádio navegação do aeroporto. Em Abril de 2016 um Boeing 737-800 pousou para verificar a capacidade de rota, handling e manobras no pequeno pátio (só duas aeronaves podem operar ao mesmo tempo).

O aeroporto ia inaugurar em Junho de 2016, mas aí se descobriu um problema: os ventos na região propiciam um fator meteorológico nada legal para a aviação – o windshear.

Windshear é assim definido pela wiki:

Windshear,também denominado wind shear, cortante do vento, gradiente de vento, tesoura de vento ou cisalhamento do vento, é um fenômeno meteorológico que pode ser definido como uma rápida variação de corrente no vento, ou seja, uma rápida variação na direção e/ou na velocidade do vento ao longo de uma dada distância.

Resumindo: Os aviões hoje em dia possuem um computador que detecta windshear de longe e a primeira coisa que o piloto faz é arremeter. Só que arremeter várias vezes esperando o fenômeno passar estando um pouco longe de tudo não é legal não é mesmo?

E onde entra a Embraer nessa história?

Aqui e agora. O aeroporto foi construído pensando-se no A320 e 737-800, mas que operariam no limite de sua capacidade de peso. Então porque não pegar o Embraer E-190 e demonstrar que ele pode ter performance superior para esse lugar remoto (por ser mais leve) e ainda fazer os testes requeridos de Windshear na cabeceira 20?

Pois foi isso que a Embraer Commercial Aviation fez entre os dias 30 de Novembro e 2 de Dezembro deste ano. O voo partiu de Recife com 11 tripulantes e pousou suavemente na pista 02.

Como planejado, o E-190 completou uma série de pousos, decolagens e circuitos em Santa Helena, gerando dados e relatórios imprescindíveis para o início de um voo regular para a Ilha, e a administração do aeroporto já afirmou que o E-190 é uma das soluções potenciais para operar voos regulares para lá [*pisc*]

“O avião da Embraer completou vários pousos e decolagens da pista 20 – juntamente com vários ‘touch and goes’ (toque e arremetida). Foram feitas aproximações em vários ângulos e condições de vento, além de subidas em diversos ângulos diferentes com o controle de tráfego aéreo assistindo ativamente os testes e fornecendo dados meteorológicos para a aeronave. Durante os testes, até pouso com turbulência na pista 20 foi experimentado”

É isso aí Embraer, quem tem produto bom pra concorrer não tem medo de ir a campo e mostrar. Quem sabe faz ao vivo!

Olha que belezinha essa arremetida de teste – olhem o ângulo!

Embraer E-190

Embraer E-190

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Sobre o Autor

Graduado em Manutenção de Aeronaves, com muito bom senso :) 30 anos de aviação comercial (e contando), de Lockheed Electra à Boeing 787. Tentando simplificar a complexidade da aviação.
  • Lito, não sei se você sabe, mas foi nessa ilha que Napoleão Bonaparte morreu (ou foi assassinado com veneno – Há controvérsias) no dia 5 de maio de 1821, após ser exilado por lá. Uma ilha remota, mas que teve um habitante famoso…

  • Vinícius Cabrini

    O alternate usado para esses voos tem sido FNUB – Lubango! Situado em Angola, é o aeroporto internacional mais próximo, a 1100 nm mais ou menos! A minha dúvida é, como pousar nesse aeroporto sendo que vai ter que ter combustível para quase 3h aproximadamente para o alternate e mais algum excedente de “precaução“ digamos assim, como já foi dito por vocês aqui no blog?! o avião não pousaria muito pesado? Obrigado

    • Calculando os pesos fica tudo dentro do limite

    • Jose Penna Junior

      Neste voo especifico, com as devidas autorizações, o alternado considerado foi a ilha de Ascension (FHAW)

  • Luciano Gurski

    esses são os novos e-jets? Porque na foto parece os antigos….

    • Lucas Silva

      O da foto é o antigo mesmo. Procura na internet ejets-e2 para ver os novos ;)

    • Jose Penna Junior

      Na verdade essa aeronave é o primeiro protótipo do E1, o E190-001, voando a 12 anos.

      • Luciano Gurski

        UAL! E como abastece lá? O combustível vem de barco???

  • Jefferson Shoiti Arruda

    Muito bacana, Lito!! E grande sacada da Embraer!!

    Fui pesquisar no Youtube os vídeos e realmente é gritante o quanto o E190 fez um pouso bem mais suave em relação ao 737, que precisou arremeter várias vezes para pousar.

  • Bertoli

    Cerca de 700 milhas de Ascensão (FHAW) base da RAF.

  • Eduardo Papa

    Hoje, acredito que seja o único orgulho nacional… Oh empresa que impressiona…

  • Pedro Ferreira

    Lito, parabéns pelo blog e pelo canal, conheci a pagina no face e confesso que não dava muita atenção. Ai, comecei a assistir seus videos e não parei mais. Sou Piloto Privado, e o seu canal auxilia muito o pessoal que não é da aviação, pois voce tem a competencia de tornar alguns assuntos complexos em 5/5 para o pessoal de ‘fora’.

    obs: Lendo aqui no blog, da pra ouvir voce falando, isso é raro em outros lugares, parabéns novamente !!!!

  • Henrique Souza

    Muito boa a matéria! Parabéns!

  • Cesar Machado

    Parabens para a Embraer e parabens uma vez mais para o blog; Embraer 190 não só é mais leve como também o considero mais bonito e elegante que o B737 e o A320. Como se isso já não fosse suficiente ainda tem o manche parecido ao do meu avião favorito de todos os tempos, o mitico Concorde.

  • Bruno Aveiro

    Sempre quis ler reportagens sobre esse aeroporto e sempre acho muito pouco material. Muito legal a Embraer ter demonstrado toda essa capacidade para a ilha.
    Sensacional!

  • Tony Coelho

    Fico pensando como o Beechcraft King Air chegou lá.

    • Dênis Martins

      foi de navio…kkk

  • Clodoaldo Ramos

    Parabéns!

    Excelente post!

  • pedro

    O título da publicação leva a pensar que se tratar de alguma mutreta, mas é coisa boa.

  • Daniel Bristot

    Por curiosidade apenas (e preciosismo, mas não para ser chato, por curiosidade de nerd mesmo heheh) Santa Helena é na verdade o “centrinho” das ilhas remotas. A mais remota é Tristan da Cunha. Tristan da Cunha fica a 2000 km de Santa Helena e a 2400 da África do Sul. Lá obviamente não tem aeroporto, para ir de avião, só indo para o centrinho de barco, que é Santa Helena.

    • Daniel Bristot

      Ah! Napoleão Bonaparte tirou umas férias forçadas em Santa Helena, gostou tanto… que ficou para sempre. Bom, ficou para sempre porque estava preso lá. Escolheram um lugar meio ruim para ele escapar. em?
      O Mano! que acha de tirar umas férias lá?

    • Danilo Gamarros

      Orra, até você por aqui! rsrsrsrsr

  • sokapo

    Foram quantas horas de voo do Recife?

    • Jose Penna Junior

      Total de 04:30, voando no FL380.

  • Dio Bass

    Showw lito..

  • Cristian Prigol

    Sempre passava por essa ilha. Em dias de tempo bom eu via la de cima no voo da TAAG de Angola para o Brasil no 747-300. Saudades.

    • Rids

      A Ilha tem 14km X 9km e pode ser vista à 35mil pés. Bem observado.

  • PAULO XAVIER

    Lito, nesses testes, o piloto vai pro pouso já preparado para arremeter? ou seria dentro de diversos exercícios de pouso, viria uma solicitação para arremeter? Desculpa, não sei se fui claro na minha pergunta.
    Parabéns pelo seu trabalho!

    • Henrique Souza

      Em absolutamente todos os pousos que são feitos no planeta o piloto vai preparado para arremeter. Todas as vezes que um piloto está voando por instrumentos seguindo as IFR (Instrumented Flying Rules ou Regras de Voo por Instrumentos) passa-se pela Decision Height (DH) ou Decision Altitude (DA) durante a IA (Instrumented Approach ou Aproximação por Instrumentos). Isso é uma regra da ICAO e cada aeroporto possui a sua Altitude Mínima de Decisão. Decision Height e Decision Altitude têm uma pequena diferença: a primeira é medida em relação ao solo e a segunda em relação ao nível do mar. Elas são estabelecidas levando-se em consideração o relevo ao redor do aeroporto e o padrão para arremetida determinado na carta de aproximação para que a aeronave em voo arremetido tenha máxima segurança. Em aeronaves modernas, o GPWS (Ground Proximity Warning System) alerta o piloto com duas mensagens: “Approaching Minimums” e “Minimums”. A primeira mensagem é dada 100ft acima da DH e a segunda é quando essa altitude foi alcançada. Caso não existam condições suficientemente seguras para o pouso, este deverá obrigatoriamente ser arremetido quando a DH for alcançada. Arremetidas abaixo da DH podem acontecer e acontecem, mas sob risco. Se você quiser ouvir uma excelente fonia entre o capitão e o copiloto, procure por “Quito Approach – Lufthansa MD-11F” no youtube. “Approaching Minimums” e “Minimums” serão declarados após 14 minutos de vídeo. De qualquer forma, assista ao vídeo todo, pois é magnífico.

      Perceba, logo, que arremeter não é uma opção, mas sim uma obrigação quando as condições para pouso não são favoráveis à DH.

      Há um jargão em aeronáutica que vai mais ou menos assim: “o pouso é uma arremetida que não deu certo”.

      Espero ter ajudado. =)

  • Rafael Peres

    Muito legal Lito!! O Mano iria adorar estar dentro deste E1 nesta arremetida!
    A propósito, este E1 é um protótipo baseado em GPX.

  • C. A. Oliveira

    É um passatempo bem legal “caçar” pistas de aeroporto em ilhas remotas no Google Earth.

  • Jorge

    Uau… e pensar que houve sérias críticas de políticos e de pessoas do povo na época da privatização da EMBRAER. Se ela não tivesse sido privatizada, estaria hoje, com certeza, lotada de petezada, dando prejuízo atrás de prejuízo, sem contar que ainda estaríamos desenvolvendo, quem sabe, ainda, o Xavante, isto se não tivesse sido fechada. PRIVATIZAÇÃO DE TUDO JÁ.

    • Humberto Kubrick

      Só esqueceu de dizer que a EMBRAER foi bem sucateada pelo governo antes de ser vendida.

      • Lucas Timm

        Pode até ter sido, mas me responde…
        Qual a vantagem de um estado em possuir uma fábrica de aviões?

        • Humberto Kubrick

          “Pode até ter sido ” ou foi …?

          Tua pergunta é muito dúbia ,outra coisa ,ninguém compra “uma fábrica de aviões ” (dando a entender como fábrica o espaço físico e linha de montagem )sem ter mais alguma coisa …

          Assim foi com a EMBRAER ,assim foi com a VALE etc…

          Melhora essa tua pergunta que a gente conversa…

        • Thiago Garcia de Lima

          Te respondo com outra pergunta. Qual a vantagem de um estado em nao possuir uma fábrica de aviões?

          • Wesley Moreira

            Estado só tem que prover segurança pública, aparato judiciário, saúde e educação (apenas para os mais pobres). Não tem que ter mais nada, o Estado deve ter o menor tamanho possível de forma que precise de pouco imposto pra funcionar, e quanto menos dinheiro de impostos passar na mão do Estado, menos chances de haver corrupção, esquemas fraudulentos e desvios. O resto deve ser tudo privado e com garantia de livre mercado. No Brasil apenas a Petrobrás refina e ficamos refém de uma gasolina ruim a 4 reais o litro (salário mínimo de R$ 937). Nos EUA, tem dezenas de petroleiras privadas que concorrem bravamente entre si e a gasolina é por volta de 2 reais o litro (salário mínimo de mais de 6 mil reais, em conversão direta). O problema é que no Brasil, até pra privatizar uma empresa o governo ferra a gente: normalmente vende por preço de banana ou faz algum acordo suspeito com o comprador, pra continuar ganhando por fora.

          • Thiago Garcia de Lima

            Qualquer empresa pode refinar no Brasil desde 2003 ou ainda importar já refinado, a questao é que é mais barato comprar da Petrobras. Sobre o estado ser dono da embraer, ele é apenas acionista com a Previ (14,2%) e BNDESPar (5,2%), nao chega à 20% e nao tem poder de decisao. A Airbus por exemplo é de propriedade dos governos da França 11%, Alemanha 11% e Espanha $4,2%. É assim também com conglomerados japoneses e coreanos. é questao de estratégia para o governo ter tecnologia de ponta no país.
            Encomende um ICBM e irrigue o caixa de uma empresa como a Embraer, Sansung Heavy Industries, Hyundai, Kawasaky ect e eles certamente o farao.

          • Humberto Kubrick

            Cara ,você tá desinformado ,principalmente, no que tange a Petrobras e o preço da gasolina no Brasil …quem garante a corrupção no Brasil não é o estado e sim o judiciário também corrupto .
            Mas deixa pra lá …

          • Wesley Moreira

            kkkkkkkkkkkkkkkkkkk a petrobras é a única que refina no Brasil, ou seja, um monopólio estatal, e essa não é a causa do preço alto? Vai estudar.
            Quanto ao Estado, enquanto pagarmos um político pra fazer algo pela gente, sempre haverá corrupção. É assim que o Estado (não) funciona, nós elegemos políticos, pagamos eles com dinheiro de impostos e eles fazem (com superfaturamento e desvios gordos) os serviços públicos. O judiciário pode ser um lixo, mas nada adiantaria ter um judiciario bom.

          • Humberto Kubrick

            Acho que quem deve ir estudar é a sua pessoa que não compreende o que quer comentar sobre petróleo …não é o refino que define o valor final no preço dos combustíveis e sim a distribuição e a Petrobras perdeu o monopólio da distribuição na década de 90 …outra coisa ,no Brasil é o mercado que define o valor do preço da gasolina e não a Petrobras.

            Se fosse você “baixava essa bola ” e ia pesquisar o que o significa o “contrato BRENT “…nem tudo tá na Wikipedia.

    • Eu fico impressionado como ultimamente algumas pessoas conseguem politizar tudo no Brasil… Foi-se o tempo em que éramos um país de 120 milhões de técnicos de futebol: hoje somos 200 milhões de analistas políticos. Repare, se conseguir, que no post Lito não faz nenhuma análise política. Sequer faz alusão a implicâncias da Embraer ser pública, privada ou mista. Não existe empresa perfeita. Seja pública ou privada. Caso você não tenha visto, em outubro a Embraer fechou acordo com a Justiça americana para pagar US$ 206 milhões e encerrar uma investigação de suborno da qual ela é alvo naquele país. Assim como comentei outro dia sobre a GOL, isso não vai falir a Embraer. Só que deveria mostrar que empresas inocentes no mundo dos negócios ainda não foram criadas. E quando forem, vão ter que se submeter à regra do jogo como todas. Se quiserem ir longe.

    • Daniel Brasil

      Só que se a Embraer não tivesse nascido como estatal, o Brasil jamais teria uma fabricante nacional de aviões, vide indústria automotiva. O mesmo vale para empresas como Petrobrás, Companhia Siderúrgica Nacional e etc.

  • Renato Maia

    A Ilha de Santa Helena é militarmente uma estratégica possessão inglesa no Atlântico Sul, séculos passados servia como entreposto para navios ingleses que iam para a Hong Kong e Austrália, foi pra lá que o imperador francês Napoleão Bonaparte foi exilado – e onde morreu – pelos britânicos. Lá ainda há um poderoso retransmissor da BBC voltado para as transmissões para a África e América do Sul, além disso também serviu de base naval na defesa das Ilhas Falklands quando houve ataque por parte dos argentinos no século passado. Por isso entendo que a construção da pista de pouso vise antes de tudo uma finalidade militar e não civil, se a Embraer se adequar nesses planos, sem dúvida será escolhida.

  • Gilmar Piccin

    Embraer estaria preparando o caminho para o E190 E2?

  • Paul Long

    Muita gente olha a Embraer por o que ela e mas eu olho a Embraer por o que ela poderia ser. A Bombardier e um conglomerado que fabrica de Jetsky ate aviões. Nenhuma parte de alta tecnologia e fabricada pela Embraer. E tudo importado. A Embraer tem que vender 6 E-190 para equiparar com o ganho para a economia comparado com as empresas brasileiras comprando um B-777. Ate a Azul ja descobriu que o E-190 e muito pequeno e ja esta substituindo por A-320. A Embraer sobreviveu ate agora pagando salários baixíssimos para os brasileiros e pagando propinas.

    • Thiago Garcia de Lima

      Veja a lista de fabricantes das peças do B777. A Boeing tem uma cadeia com 26mil fornecedores, ela praticamente projeta e monta, quase tudo vem de fora, inclusive se nao me engano aquele bojo onde se aloja o trem principal já foi fabricada pela Embraer em material composto.

    • Thiago Garcia de Lima

      Sobre o preço e tamanho de um E190vsB777. Cada qual com seu mercado. Se o mercado da Azul cresceu, nada mais lógico que migrar para aeronaves maiores. Se amanha a Azul achar necessário colocar um B767 ou B787 em rotas domésticas, ótimo. Agora se o fizesse sem demanda só daria prejuizo, assim como poderia ter dado prejuizo ter começado as operaçoes do E190 com o A320.

  • Favor corrigir de “wiki” para “wikipedia”.

    • daniel

      uai so por que?

      • ElGloriosoRangerRojo™

        Porque wiki é um termo geral pra definir uma enciclopédia. Diversos jogos, séries, trilogias de filmes e livros têm páginas wiki na Internet. Se a intenção do autor fosse identificar a Wikipedia, teria realmente que escrever o nome completo.

        • ted

          Como dizia o velho professor … o importante é se fazer entender.

  • Humberto Kubrick

    Wesley ,você continua equivocado ,O CUSTO “REALIZAÇÃO REFINARIA ” apontado nesse gráfico que você tão zelosamente colocou para ilustrar seus argumentos NÃO É DE 40% ,existem outras variáveis que não são colocadas nesse gráfico que se formos separar criteriosamente ,como definido no plano de contas o impacto do refino não chega a 15% da composição do citado custo .
    PETROBRAS é uma empresa de economia mista, controlada pela União. Desde janeiro de 2002, fundamentado na Lei 9.478/97, o mercado de combustíveis no Brasil é livre e a PETROBRAS não atua mais em regime de monopólio no setor. As importações estão liberadas e os preços são definidos pelo próprio mercado, não havendo tabelamento. Nesse cenário, as refinarias da PETROBRAS sofrem concorrência dos importadores, das refinarias particulares, dos formuladores e das centrais petroquímicas na disputa pelo mercado brasileiro de distribuição de derivados.
    Os preços dos derivados da PETROBRAS obedecem à lógica de formação de bens transacionados internacionalmente em uma economia aberta. Eles têm um papel fundamental na sinalização da escassez, para que os recursos disponíveis sejam alocados de forma eficiente. Nas refinarias da PETROBRÁS , tais preços são formados a partir da avaliação do mercado dos seus principais concorrentes – as refinarias estrangeiras – acrescentando outros custos e considerando o mercado das diferentes regiões do Brasil.
    Essa sistemática é adotada por vários países para os produtos considerados commodities, como petróleo e seus derivados, cujos preços são determinados pela oferta e procura internacional. A lógica do mercado não deixa dúvidas: se os preços da PETROBRAS estão acima da concorrência internacional, com o sistema de mercado aberto, as distribuidoras deixam de comprar os combustíveis produzidos nas refinarias da empresa e passam a adquiri-los no mercado externo.
    Desculpe pela demora em responder pois,tirei uma pequenas férias .

    • Rids

      Humberto tem razão. Qualquer dono de posto de gasolina pode confirmar que a diferença de preço dos combustíveis para automóveis varia até conforme a refinaria. Muito posto em SP vai buscá-los no RJ ou PR em vez de comprar no próprio Estado, na refinaria de Paulínia, por exemplo.
      Como prova, aponto a ampla existência de tanques bi-trens de 45mil litros nas estradas (código ONU 22 1203 nas laterais). Se fosse só fazer um drive thru na refinaria mais próxima, uma vez que o preço seria o mesmo, o transporte não precisaria passar de 15mil litros.
      Nesse caso, o deslocamento é mais rápido e menor, o custo do frete é de 1/3 e menos complicado. Fora o temor de se levar o valor de um caro imóvel na carroceria ou provocar um acidente ambiental.

      • Humberto Kubrick

        Verdade ,RIDS…

  • antonio carlos larubia

    Como fica a regra de que um avião deve ter combustível para um aeroporto alternativo mais 30 minutos de voo?

    • Essa regra só se aplica a um voo regular de linha aérea com passageiros.

  • igomd

    Lito, adiciona esse vídeo do E190 em St. Helena no post. Fantástico

  • igomd

    Nesse os comandos mereceram salário dobrado
    Belo vídeo, para quem estava de fora, para o passageiro leigo não deve ter sido legal.

  • Jonas Oliveira

    pesquisou direitinho!

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