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A origem do HUD (Head Up Display) na aviação

Imagina existir um jeito de você voar e conseguir ver todas as informações que você precisa bem na frente dos seus olhos. Parece ficção científica, né? Mas existe!

 

Pois é, hoje a gente vai falar de um assunto muito interessante, que inclusive já temos um vídeo a respeito aqui no episódio 477, mas o vídeo de hoje tem informações interessantes de um piloto que voa usando o HUD na aviação comercial.

 

Bem, o HUD é um instrumento que surgiu primeiro no meio militar e que hoje em dia é

muito comum entre os aviões civis também, o HUD: ou “Head Up Display”. Head – Cabeça, Up – Para Cima e Display – Mostrador.

 

Lá nos primórdios da aviação, os instrumentos eram basicamente o velocímetro e o altímetro, e mesmo aviões clássicos dos anos 1930, como o J3, traziam pouco além disso. Ou seja, o piloto sabia que velocidade e que altitude que ele estava. Altitude claro: era necessário saber pra ter ideia do quão alto ele estava com relação ao terreno abaixo, afinal de contas só de olhar assim é muito difícil de dizer a distância até lá embaixo. E a velocidade era muito mais importante ainda porque sem velocidade o avião não voa como a gente já viu aqui: se estiver muito devagar, ele estola e cai. Por isso era muito importante que se soubesse a velocidade desde o começo da aviação.

 

Mas com o tempo outros instrumentos foram surgindo e foram povoando aquele painel da cabine de comando: veio um instrumento que mede a razão de subida e descida; outro instrumento que mostrava a direção em que o piloto estava viajando; outro instrumento que mostrava o quanto ele estava virando para um lado ou para outro e por fim até o horizonte

artificial, que é o que a gente conhece como indicador de atitude. A esse conjunto de seis instrumentos básicos deu-se o nome inclusive de sixpack. Dessa maneira, muitas décadas depois o cockpit estava cheio de informações para serem monitorados pelos pilotos, além claro das informações que ele já tinha que monitorar do funcionamento do motor e mais pra

frente até da tela de navegação onde ele consegue ver no mapa onde o avião está. 

 

Logicamente que foram desenvolvidas técnicas, em especial no voo por instrumentos, para melhorar a maneira como o piloto alternava a atenção entre os instrumentos, pois concentrar-se apenas em um ou outro era literalmente fatal. 

 

Simplesmente chegou uma hora em que seria muito bom se houvesse uma solução pro piloto poder olhar para fora e para dentro ao mesmo tempo ou seja: ter todas as informações que ele teria no painel projetadas na sua frente de maneira que ele também pudesse ver a paisagem lá fora, o que seria especialmente útil na transição do voo por instrumentos para o voo visual, por exemplo. E por incrível que pareça essa solução nasceu mais ou menos na mesma época do próprio avião.

 

Lá por volta de 1900 já se conhecia o conceito de uma luz que, projetada num vidro curvo semi-reflexivo, permitia que se mirasse em algo que estava lá longe no campo de visão da pessoa. Mas vocês conhecem o serumaninho, né? Óbvio que essa solução foi usada de cara pra armamentos (HD6) e foi ficando muito popular. Já na primeira guerra ela apareceu na aviação, mas foi na Segunda Guerra Mundial, sempre ela, que viralizou. Era bem comum que os caças e bombardeiros da década de 1940 usassem esse tipo de artifício.

 

Mas até então, o que existia era uma mira, não um HUD (head up display)  no conceito que conhecemos hoje, afinal, os instrumentos de voo primariamente continuavam no painel, e o piloto precisava desviar o olhar do vidro semi-reflexivo para acessar as informações básicas de voo.

 

Mas não para por aí, dá um play e vem saber mais sobre o HUD – (head up display)

Assista!

 

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