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A VASP faria 85 anos no dia de hoje

Campo de Marte, cidade de São Paulo, 4 de Novembro de 1933.
Neste instante, com um capital de 400 contos de réis e sob a direção de 72 empresários, está nascendo aquela que daqui a 85 anos será uma saudosa empresa, repleta de pioneirismos na aviação comercial Brasileira: a Viação Aérea São Paulo S.A ou simplesmente VASP.
Este nome marca a fuselagem dos primeiros aviões a operar em campos de pouso terrestres na aviação comercial Brasileira.

Junkers Ju-52

Neste domingo, se operando, a VASP completaria 85 anos, penso eu que com uma frota de Boeing 737-800 certamente, ou não! A empresa sempre foi à frente de seu tempo: construiu seu próprio campo de pouso em 1936, hoje o Aeroporto de Congonhas, o mais importante do Brasil. Trouxe os “gigantes” Junkers JU52/3m, operou todos Saab Scandia produzidos no mundo, teve o avião das janelas ovais de vista marcante, o inglês Vickers Viscount e finalmente em 1969 um divisor de águas – o Boeing 737.

SAAB Scandia

Pioneira em introduzir o 737-200 e -300 no Brasil, 727-200, sistema informatizado de reservas, um parque de manutenção de qualidade impecável a ponto de revisar os 737-200 da presidência da republica. Um ensino e qualidade de respeito mundial, mas em Setembro de 1990, ao ser privatizada, a empresa embarcou em um capítulo final que durou 15 anos para ser concluído, um capítulo com voos internacionais utilizando o MD11, que levaram a empresa rumo ao fundo do poço e os cinco anos finais apoiada nos mesmíssimos 737-200 da safra 1969-1975 e nos Airbus A300B2 de 1982.

Boeing 737-200

A empresa do slogan “Um toque de carinho em tudo que faz” viu o pano cair neste teatro aéreo em 26 de Janeiro de 2005 quando o 737-300 PP-SFJ cortou seus motores em Guarulhos, o azul claro foi apagado dos aeroportos.

Airbus A300

Para mim, Alexandre, a VASP é uma lembrança diária, afinal desde que nasci, um quadro do A300 está na parede, herança de meu pai, um ex-VASP. Tive uma tia ex-VASP também e alguns amigos ex-VASP. Era meu sonho profissional, não o alcancei de forma concreta, apenas prestei serviço a ela por um fim de semana, que valeu muito, afinal trabalhei atendendo o PP-SMA, a alma da empresa.
Quando estou entediado durante esperas, costumo “rabiscar” com o dedo em qualquer superfície o “pé de galinha”, apelido do V estilizado da cauda dos aviões.

Boeing 727

É interessante como empresas e a própria aviação entram na nossa corrente sanguínea, e como costumo dizer, meu sangue é azul claro. Parabéns VP/VSP, pois no fim das contas, você ainda voa por aí, afinal seu DNA sobrevive nos profissionais que estão nas demais empresas aéreas que ocupam os céus nacionais de hoje. Vejam estes vídeos do Lito contando a história da VASP.

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Sobre o Autor

Alexandre Conrado, pesquisador de aviação e profissional no segmento desde 2001
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