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Ace of Base – Happy Nation #SextaMusical

Happy_nation

Nação Feliz é a Suécia, exportadora de maravilhas como Volvo, Scania e opa: MÚSICA! Aliás “Aviões e Músicas”, aviões sim senhor, até a FAB está na onda com os Gripen, sem falar que a VASP nos anos 60 teve os Saab Scandia (e países vizinhos gostam muito do Saab 340, vide Argentina). E na música? Abba, Roxette e Ace of Base (entre outros).

Ace of Base, composta por Jonas “Joker” Berggren, nascido em 1967 na cidade de Gotemburgo, em 1970 ganharia uma irmã, Malina Sofia Katharina Berggren, conhecida como Linn e em 1972 outra irmã: Jenny Cecilia Berggren. Música era algo presente na família e cresceram nessa educação, em 1970 também nascia Ulf “Buddha” Ekberg. Nos anos 90 era natural termos nomes “fantasia” para músicos: Captain Hollywood, Haddaway, Ice MC, etc, daí Jonas assumiu o Joker e Ulf o Buddha. Apresentavam-se em boates como “TechNoir”, sem muita audiência, pois fugia do perfil musical da cidade (grosso modo é como querer criar uma banda techno em Salvador, Bahia)

Em 1991 o produtor John Ballard procurava por novos talentos e aí o Ace of Base remeteu uma fita da música “Wheel of Fortune”. Se nenhuma gravadora Sueca havia topado, a Dinamarquesa Mega Records adquiriu a demo em Março de 1992 e foi regravada, finalmente chegando as “hit paredes”. Uma outra demo, batizada de “Mr.Ace” foi enviada para o produtor Denniz Pop, por sorte da banda e por azar do Denniz, a fita simplesmente travou no toca-fitas do seu carro e ele teve que ouvir a música sem parar, topando produzir aquela faixa com um dub-reggae misturado com pop. Essa faixa foi lançada em Outubro de 1992 com o nome de All That She Wants (chamaremos de ATSW).

A Mega Records viu potencial no material da banda e decidiu aproveitar o sucesso de ATSW como número 1 nas paradas locais para fazer o LP, aproveitar o mercado do Natal e Ano Novo e aí a banda correu e lançou o disco batizado de HAPPY NATION. Isso era finalzinho de 1992 começo de 1993. Com 13 faixas, Happy Nation estourou não só na Escandinávia, mas na Europa inteira. Outros singles vieram como Happy Nation, Waiting For Magic. A gravadora original deles tentava alocar o grupo no visado mercado dos EUA, mas ouvia: “Isso nunca vai pegar nos States”, até que Clive Davis da Arista Records(futuro vilão na história) declarou que “não aguentava mais ouvir ATSW” e que iria trabalhar com a banda. Nasce aí uma variante do album, HAPPY NATION – US VERSION, com faixas a mais inclusive: The Sign (TS), Don´t Turn Around (DTA), Living in Danger (LID). Curiosamente DTA havia sido gravada por Tina Turner como B-side do seu single Typical Male. A versão “enhanced” de Happy Nation foi lançada em 23 de Novembro de 1993.

Ace of Base e o Brasil

Na época eu vivia na Bahia, e ATSW caiu na minha cabeça muito bem como outras músicas da época como Mr.Vain (Culture Beat), Impossible (Captain Hollywood), resultado? Me curei do Axé, risos… virei o cara do “tudo é techno“. Eu escutava muito a Transámerica FM, programas como Adrenalina eram tão esperados diariamente as 14 horas e aos sábados em sua versão maior (19 as 21), aqui no Brasil o Ace of Base pegou fácil com as faixas All That She Wants, The Sign, Happy Nation, Wheel of Fortune, Don´t Turn Around e Living in Danger, ou seja praticamente todos singles emplacaram no Brasil, exceto Waiting for Magic e aí foi numa loja da Mesbla que comprei meu LP. Porém o LP que era comum no Brasil era aquele primeiro do final de 1992, sem os demais hits que bombavam, somente anos depois consegui um CD do “US Version”

A versão “standard” tem 13 faixas, incluindo aí 2 remixes enquanto a versão “US” tem 15 faixas (2 remixes). Possuo ambos em CD, são CDs que escuto sem pular faixa normalmente, mas claro que tenho minhas faixas queridinhas as quais cito (mesclando ambas versões): All That She Wants, Happy Nation (HN), Wheel of Fortune (WOF), Voulez-Vous Danser, Young and Proud, The Sign, Living in Danger, Hear me Calling e Waiting for Magic, e aí as versões mixadas de ATSW, HN e WOF são muito boas também. O álbum emplacou mundialmente, detêm o recorde de álbum de estreia mais vendido da história, já passou dos 25 milhões em todo o mundo, e penso que não será batido mais esta marca por nenhum outro grupo “rookie” na parada.

A maior parte das faixas de HAPPY NATION (que também foi lançado com nome de THE SIGN em alguns mercados) é cantada por Linn e bem menos por Jenny, ainda que ambas cantem diversas faixas em dupla. Para os ouvidos mais aguçados, ATSW na parte final tem a Jenny assumindo o refrão e a Linn fazendo uma parte da música em nota mais alta.

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Sobre o Autor

Alexandre Conrado, pesquisador de aviação e profissional no segmento desde 2001
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