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Agente de Aeroporto #Profissão

Agente de Aeroproto - Foto Divulgação

Agente de Aeroproto – Foto Divulgação

Quando comecei em aviação há 13 anos, meu crachá dizia: agente de tráfego (traduzido ao pé da letra dos termos Argentinos de Agente de Trafico – o que rendia jocosos comentários), mas enfim agente de aeroporto é o nome correto do agente de tráfego ou despachante (erroneamente aplicado ao pessoal de pista).

Quem é este elemento? O que faz?

Sabe aquela moça bonita que te atende no check-in? Sabe aquele rapaz do portão de embarque? Sabe um elemento com o mesmo uniforme dos dois anteriores que você se esbarra no avião, geralmente com um rádio na mão? Este é o Agente de Aeroporto! Este profissional não tem uma formação específica, ainda que algumas escolas disponibilizem o curso, mas não há um requisito ANAC de uma CCT ou CHT como nós mecânicos, pilotos e comissários. Mas é bem comum encontrarmos estudantes, sobretudo de turismo, atuando como Agente de Aeroporto. Você pode entrar nesta função a partir de 18 anos com o segundo grau completo, e idiomas agregam valor ao currículo.

Dentre diversas competências, é bom ser ágil, inteligente, visão de atendimento ao cliente e responsabilidade. Poderá atuar no check-in realizando o atendimento do cliente, conferindo seus documentos e reserva, bem como etiquetando a bagagem ao destino, poderá atuar na loja de passagens, na venda dos bilhetes, bem como no portão de embarque direcionando os clientes para a aeronave ou na pista controlando os processos de liberação de desembarque, embarque, verificando o andamento da limpeza e carregamento.

Palavra de quem já atuou nisso: É gostoso, dinâmico, trabalhamos 6 horas por dia em escalas de 5×1 ou 6×1. Mas se acima eu disse que o pré-requisito é ter apenas o segundo grau e mínimo de 18 anos, não espere um plano de carreira verticalizado. Um excelente agente de aeroporto alcança posto de agente líder e/ou supervisor e os espetaculares chegarão a gerente um dia.

Não nego a minha origem jamais, alias cheguei a supervisor interino com nove meses de experiência, mas recomendo que para se desenvolver, tenha bagagem cultural, fale um idioma, conheça geografia e conheça os aviões da empresa que você trabalha. Isso ajuda bastante e a partir de algum tempo de trabalho, você verá aonde deseja chegar ou ficar!

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Sobre o Autor

Alexandre Conrado, pesquisador de aviação e profissional no segmento desde 2001
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