banner pneufree.com

Air France #AF447 – Dúvidas dos investigadores e uma nova info que eu não sabia.

Os Investigadores franceses ainda com muitas duvidas sobre o acidente do Air France AF447, novas buscas pelas “caixas pretas” começarão no inicio do próximo ano.

(Bloomberg) — Os investigadores não estão nem perto de determinar a causa do acidente com o Air France AF447 que sumiu no Atlântico em Junho, e lançam duvidas sobre os sensores de velocidade.

No relatório divulgado hoje, o Bureau d’Enquetes et d’Analyses pour la securite de l’aviation civile, (BEA) solicita um novo padrão para monitores de velocidade, informando que pode haver formação de gelo em altas altitudes.

“Foi uma inconstância nas medições que iniciaram a desconexão de vários sistemas de controle de voo: autopilot, autothrust e flight director,” a BEA diz no relatório.

Os investigadores também recomendaram o estudo de massas de nuvens de altas altitudes e disseram que os conteiners de oxigênio dos passageiros foram encontrados abertos, indicando que eles foram usados.

/// Eu não tinha essa informação até agora! Isto é uma possível indicação de falha estrutural ainda em voo controlado!

Ver Update 2 abaixo

“Apesar das extensivas analises feitas pela BEA com base na informação disponível, não é possível entender as causas e circunstancias do acidente” eles disseram.

A BEA está preparando a terceira fase da busca pelos gravadores de voo, que deve começar em fevereiro de 2010 e vai recomendar que os sinais emitidos pelas caixas pretas agora sejam aumentados para 90 dias.

//Apesar das dificuldades, já ouve casos de caixas pretas encontradas ate’ onze anos apos o acidente.

Alguém sabia que o oxigênio dos passageiros havia sido usado (oxygen generators)? Eu não lembro de alguém ter noticiado isso quando começaram a achar os destroços. Ate então a informação passada pela BEA era que a aeronave tinha chegado ate a superfície do oceano intacta (apesar das mensagens de ACARS de “Cabin Vert Speed”) e em posição “flat”.
O fato do oxigênio ter sido usado, na minha modesta opinião (e eu não sou investigador nem tenho pretensão de ser, apenas lanço suposições) indicaria uma falha estrutural em voo ainda controlado (já que se estivesse descontrolado seria muito difícil um passageiro puxar uma mascara para respirar). Poderia ser falha de sistema de pressurização, mas os Airbus possuem sistema de controle automático para fechar a outflow valve em caso de pressão de cabine elevada.

Por isso que eu já falei da importância de se achar as Caixas Pretas para solucionar esse acidente.

fonte: Businessweek

UPDATE

Pode ter havido erro de tradução por parte da Business Week, já que o reporte do AV Herald é diferente. Estou no trabalho e não tenho acesso ao site da BEA para pegar a fonte oficial. Se alguém quiser adiantar, pode por nos comentários.

A revista Businessweek me sacaneou desta vez. Lendo o relatório oficial da BEA (versão em inglês: http://www.bea.aero/docspa/2009/f-cp090601e2.en/pdf/f-cp090601e2.en.pdf ) fica claro que não houve acionamento dos geradores de oxigênio, portanto “analíticamente” não ouve rompimento estrutural em voo (pelo menos não até 14.000 pés), o que corrobora a informação da BEA que a aeronave deve ter se chocado com o oceano ainda intacta.

Deixei um comentário no site da Business Week pedindo pra eles corrigirem o texto deles.
Aqui o texto da Business Week:
bweek1
E aqui meu pedido de correção.

bweek2

Mais uma barrigada da imprensa… jizuis…

Tags: , ,

Sobre o Autor

Graduado em Manutenção de Aeronaves, com muito bom senso :) 30 anos de aviação comercial (e contando), de Lockheed Electra à Boeing 787. Tentando simplificar a complexidade da aviação.
banner livro
Topo