Camiseta Electra

Airbags em aviões comerciais

Ao contrário da crença popular, na maioria dos acidentes aéreos há sobreviventes. Muitos acidentes são relativamente de baixo impacto, onde as forças atuando nos passageiros são similares aos experimentados em acidentes de carro. Por essa razão, as empresas aéreas estão copiando uma tecnologia automotiva que tem protegido os motoristas por anos: Airbags.
commercial-airbag_deployed
Bill Hagan é brutal ao descrever o problema dos assentos em uma aeronave: “Você tem objetos na sua frente que não são muito amigáveis em um choque de cabeça”. O ex engenheiro da General Motors é agora presidente da AmSafe Aviation, que produz  95 porcento dos cintos de segurança usados em aeronaves comerciais. Sua empresa lidera o caminho na implementação do uso de airbags para os passageiros de linha aérea.

No final deste mês entrara em vigor novos regulamentos do FAA que aumentam a margem de segurança em caso de acidentes.  A partir de 27 de outubro, todos os aviões novos saindo da linha de montagem deverão ter seus assentos modificados para suportarem 16 vezes a forca da gravidade (16G) sem se deformarem ou desprenderem do piso.  Os requerimentos atuais são de 9G, em vigor desde 1952. Mais importante ainda, os passageiros devem estar protegidos dessa forca de 16Gs. Muitas aeronaves hoje em dia já são equipadas com assentos de 16G (como o Boeing 777) mas somente as aeronaves produzidas depois de 1988 possuíam o requerimento de 16Gs.

A maioria dos acidentes aéreos ocorrem durante a decolagem ou pouso, quando as velocidades são relativamente baixas e as aeronaves atingem o solo em angulo oblíquo. “A maioria são eventos que podem não causar mortes”, diz Hagan.

Para absorver o impacto sem bater a cabeça em uma superfície dura, muitos operadores estão optando por usar airbags montadas no cinto de segurança para se adequarem ao padrão de proteção ao passageiro em 16Gs.

No inicio, o desafio para os engenheiros era como montar Airbags na própria aeronave, pois você não pode monta-los como se monta em um carro, pois cada empresa aérea possui um interior diferente, com assentos diferentes. A solução mais simples encontrada foi a de colocar o Airbag embutido no cinto de segurança.

Mais um fator de custo para as empresas aéreas, mas muito bem vindo.

Imagem e video: AmSafe Aviation – Via @aschonland

Tags: ,

Sobre o Autor

Um técnico com bom senso :) 28 anos de aviação comercial, de Lockheed Electra a Boeing 787. Tentando simplificar a complexidade da aviação.
  • durval pereira

    Tentei fazer um "exame boscópico" nessa situação de "mudança de cadeiras" em uma emprêsa aérea nacional que começa com a letra " t" e termina com as letras "am", mas não deu, só sei dizer que quem trabalha nos altos escalões precisa de um air bag emocional desses, a galera com sobrenome italiano joga duríssimo…

  • Matheus

    Muito interessante. Porém o peso dos airbags, realmente vai se notar a diferença.

banner aem
Topo