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Airbus A350 e Boeing 787 cara a cara. Mas não são concorrentes diretos.

Nariz do A350 e do  787

Nariz do A350 e do 787

UPDATE ao final do post

Publiquei esta imagem na página do AeM Facebook mas resolvi trazer a discussão para cá também.
Sabemos que o 787 e o A350 não são concorrentes diretos, mesmo que a versão mais alongada do modelo da Boeing se aproxime da versão mais curta do A350, eles foram projetados para mercados diferentes. O A350 concorre diretamente no mercado do Boeing 777, enquanto o Boeing 787 concorre no mercado do A330.

No entanto é curioso perceber as semelhanças aerodinâmicas entre os dois “narizes”, o que prova que o estudo moderno da aerodinâmica e engenharia de materiais produz resultados muito parecidos em matéria de eficiência na penetração do ar.

Uma coisa me chamou a atenção desde a primeira foto que vi do A350: “AOA” vanes (pronuncia-se “vêines” e obviamente não são AOA – Angle of Atack) instaladas na vertical sobre o nariz (ver detalhe na segunda foto). São três vanes, idênticas as que são instaladas no mamute A380. Quando vi no A380, pensei que poderia ser alguma medição de “drift” ou “slip” (semelhante a derrapagens) em virtude do tamanho da fuselagem, mas minha teoria foi por água abaixo ao ver isto também no A350 que é um avião médio. Além do mais, se fosse para medir drift, por que não usar cálculos inerciais como todos os outros aviões fazem? Afinal, queira ou não, há um aumento considerável de arrasto aerodinâmico, e é bem visível na foto comparativa que o 787 é mais limpo à passagem do ar do que o A350.

Estou curioso, se alguém souber para que servem estas “vanes”, se souber comente!

Cliquem nas fotos para ampliar.

AOA vanes na vertical?

AOA vanes na vertical?

UPDATE 1: Acabei encontrando esta patente da Airbus sobre medição de side slip (estimativa de derrapagem). Ou seja, são medidores de ângulo de derrapagem, uma vane para cada ADIRU. Hummmmm….

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Sobre o Autor

Graduado em Manutenção de Aeronaves, com muito bom senso :) 30 anos de aviação comercial (e contando), de Lockheed Electra à Boeing 787. Tentando simplificar a complexidade da aviação.
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