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Airbus desenvolve nova carenagem de raiz de asa

Os engenheiros da Airbus estão requerendo uma patente nos Estados Unidos de uma tecnologia de carenagem asa/fuselagem que pode reduzir o arrasto produzido por motores de diâmetro largo instalados em aviões que usam atualmente motores comuns.

Crescem as especulações que a companhia está considerando a instalação dos motores de diâmetro largo da Pratt & Whitney (GTF – Geared Turbo Fan) em um novo e melhorado  Airbus A320, e para acomodar esses motores num A320 atual, seria necessário justamente alterar o desenho dessa carenagem.

A Airbus, contudo, nega qualquer intenção de instalar esses motores (quando nega muito é porque já deve estar até com contrato feito).

A Pratt não descartou a possibilidade da Boeing ou Airbus modificarem suas linhas de montagem atuais para receber o GTF, mas aponta que o custo para desenvolver um projeto desse tamanho seria da ordem de $1 bilhão de dólares, aproximadamente o mesmo custo que a companhia investiu até agora em tecnologia.
Dois fabricantes estão com contrato assinado para receber a tecnologia GTF: A Mitsubishi para o MRJ e a Bombardier para o CSeries.

De acordo com a patente requerida pela Airbus no dia 26 de Março, a tecnologia empregada na carenagem vai melhorar a performance da aeronave sob diversas condições de voo, mas também pode ser usada para aumentar a carga útil da aeronave bem como um aumento de sua autonomia.
As carenagens asa-fuselagem modificadas, também conhecidas como carenagens centrais, incluem deformações geométricas (parecidas com morros e vales) ao longo da fuselagem, que cria ondas de pressão que se propagam no sentido da ponta da asa, influenciando o arrasto criado pelos motores.
A Airbus analisou a superfície em vários modelos da fábrica, incluido o A320, A340 e o A380.

A foto abaixo mostra o projeto olhando de cima para baixo bem na raiz da asa o perfil normal da carenagem (em cima) e o perfil com contornos geométricos (embaixo)
wing root

E aqui uma vista de planta da análise do fluxo de air no A320 com os contornos de pressão de uma asa normal e a de baixo com a carenagem modificada (a carenagem está em negrito).
Aerodinamica
É visível que a escolha das deformações geométricas locais impostas na superfície da carenagem torna possível reduzir o arrasto aerodinâmico da aeronave sem modificar significantemente o seu peso e seu custo de fabricação” declara a Airbus em sua defesa da patente.

Fonte: www.flightglobal.com

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Sobre o Autor

Graduado em Manutenção de Aeronaves, com muito bom senso :) 30 anos de aviação comercial (e contando), de Lockheed Electra à Boeing 787. Tentando simplificar a complexidade da aviação.
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