banner livro

American Airlines entrou em proteção contra concordata, entenda o que significa.


Foto: Boeing 777 da American na G04 em Guarulhos ©Lito

FORT WORTH, Texas, Nov. 29, 2011

A AMR Corporation anunciou que para obter competitividade e manter os custos e débitos de longo prazo em níveis aceitáveis foi necessário que a Companhia e algumas de suas subsidiárias (incluindo American Airlines e American Eagle) assinassem hoje petições voluntárias para proteção contra concordata (capítulo 11) na corte de falências do Southern District de New York.

A American Airlines possui uma forte história de orgulho e teremos um futuro de sucesso. Trabalhando nesta difícil mas necessária ação e processo, eu estou confiante que venceremos com uma melhora de nossa reputação como líder global conhecidos pela excelencia e inovação, um parceiro de viagem que os passageiros vão procurar e uma empresa aérea que servirá comunidades em todo o mundo” disse o C.E.O. e presidente da AMR e American Airlines Thomas W. Horton.

A American Airlines, American Eagle e AmericanConnection® operam em 260 aeroportos em mais de 50 Países com mais de 3.300 voos diários, com uma frota combinada de mais de 900 aeronaves.

Para comparar estes números, fiz abaixo um levantamento (via Wikipedia) das principais empresas aéreas brasileiras e suas respectivas frotas:

TAM = 156 aeronaves
GOL = 114 aeronaves
Azul = 41 aeronaves
Webjet = 24 aeronaves
OceanAir = 23 aeronaves
Trip = 52 aeronaves

Total: 410 Aeronaves

Ou seja, somando todas as empresas aéreas nacionais e suas frotas não chegamos à metade do tamanho da American Airlines, que é a terceira maior empresa aérea americana, atrás da Delta e da United Airlines, e ainda assim temos caos aéreo por aqui… vai entender.

Aos colegas que trabalham na AA em GRU, muita força, já passei por uma situação semelhante na United, foi difícil mas a empresa se recuperou e emergiu melhor do que era.

Para entender o capítulo 11: A proteção contra a concordata nos Estados Unidos é uma maneira das empresas se organizarem eficientemente para que possam voltar a competir. A proteção impede que credores solicitem a falência da empresa e geralmente ocorre uma melhora na eficiência da operação, porém cortes de pessoal e diminuição de frota é inevitável.

Tags: ,

Sobre o Autor

Graduado em Manutenção de Aeronaves, com muito bom senso :) 30 anos de aviação comercial (e contando), de Lockheed Electra à Boeing 787. Tentando simplificar a complexidade da aviação.
Topo