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Antonov AN12 visitou Guarulhos no último dia 18

Eu estava de folga (senão teria vídeo de walk around…rs) e acabei perdendo a visita do Antonov AN-12 a Guarulhos.

Não sei o que ele veio fazer (trazer alguma carga grande?), de onde veio nem para onde foi, mas adoraria ter visto o pouso, já que ele pousa geralmente tocando o trem do nariz primeiro, e o barulho dos turboelices lembrando um pouco o assobio do Vickers Viscount (mata-cachorro).

Fotos tiradas pelo Cláudio S. que registrou a visita do UR-CAH

Dados:

Fabricante: Antonov
Tripulação: 5: 2 pilotos, flight engineer, navegador, radio operador
Capacidade: 95 passageiros ou 20 Toneladas de carga
Comprimento: 33,1 metros
Envergadura: 38 metros
Altura: 10,53 metros
Velocidade máxima: 777 km/h
Altura máxima de voo: 10.200 metros
Peso máx. decolagem: 61.000 kg
Motores: 4 × Progress AI-20L ou AI-20M turboelices, 4,000 ehp (3,000 kW) cada
Teto de Serviço: 10,200 m (33,500 ft)
Veloc. de Cruzeiro: 670 km/h (361 knots, 415 mph)

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Sobre o Autor

Graduado em Manutenção de Aeronaves, com muito bom senso :) 30 anos de aviação comercial (e contando), de Lockheed Electra à Boeing 787. Tentando simplificar a complexidade da aviação.
  • Gustavo

    Lito, pelo prefixo não dá pra saber a procedência? Poxa, só digo um coisa, dia ruim pra tirar folga…rs..Valeu por ter postado a notícia!! Legal ver esses aviões voando por aqui!!

  • Aislan Mendes de Oliveira
    • Goytá

      Aislan, a fábrica da Antonov é na Ucrânia e provavelmente por causa de relações pessoais e políticas com a fábrica, há muitos operadores de carga baseados lá, inclusive uma subsidiária da própria Antonov que opera vários An-124 e o único An-225 operacional do mundo (o Lito já deu seu “walk-around” nele).

  • lindo heim….

  • Roberto

    Veio trazer motor e ferramental pra trocar um motor CFM de um A340 da Iberia que tava groundeado em GRU

    • Boa! Foi a TAM que trocou ou eles mandaram pessoal?

      • Goytá

        O A340 não tem o quinto “pod”, como o 747?

        • Nope, não tem. 

  • Belo avião…

  • Porque esses aviões soviéticos quase sempre precisam de 5 pessoas, enquanto os americanos 3 ? 

    • Goytá

      Aliás, dois, há muito tempo… Acho que o último avião comercial americano que precisava de 3 tripulantes na cabine deve ter sido o TriStar, de quase 40 anos atrás. Mas acho que não chega a ser um mistério tão grande quanto por que as mulheres precisam de companhia para irem ao banheiro, hehehe… :-)

      Em parte foi por atraso tecnológico, especialmente na estagnação total da era Brejnev, quando a URSS andou para trás em todos os sentidos e ficou 20 anos sem lançar nenhum avião comercial novo (entre o Tu-154  e o Il-86, não contando o fiasco do Tu-144) – chegou mesmo, em desespero de causa, a tentar comprar TriStars para a Aeroflot, mas o governo americano não deixou a Lockheed vender. Todos os recursos (não muitos) e a inteligência de engenharia (muita) que eles tinham iam para a aviação militar. Na civil, o nível de automação era baixíssimo, a coisa era quase a manivela mesmo e me lembro de ter lido nas memórias africanas do Lito sobre o piloto russo de Il-76 que ele conheceu em Kinshasa e ficou maravilhado com a pouca quantidade de controles na cabine do Electra – um projeto dos anos 50…

      E em parte foi por questões políticas, a mentalidade comunista e a necessidade de manter o pleno emprego a qualquer custo e por todos os meios. Eles tendiam a maximizar a ocupação de mão-de-obra como norma em tudo que faziam.

      Mas depois do colapso da URSS, tudo mudou. O Tu-204, por exemplo, de 20 anos atrás, já não fazia feio: ele tem glass cockpit, winglets, aviônica ocidental e tudo. Menos ainda faz feio o novo e muito elogiado Sukhoi Superjet, que é um “regional jet” muito avançado (e bonito: lembra um A318 com linhas aerodinâmicas algo mais ousadas), preocupa a Embraer e tem grandes chances de ser o primeiro avião comercial russo a vender significativamente no Ocidente (e no Oriente, inclusive porque a fábrica está estrategicamente na Sibéria, na fronteira com a China e a duas horas de voo do Japão).

      • Eu imaginei que fosse a boa e velha planificação econômica… mas como comecei a entrar na aviação a pouco tempo, não fazia ideia que demorou tanto tempo para eles se modernizarem …. 

        Eu lembro de ter visto ventiladores em uma foto do Antonov An-225 e estranhei, agora acredito no que vi Goytá kkk 

        obrigado por socializar o conhecimento, alias daria até um artigo mais amplo não acha? 

        Valeu! 

        • Goytá

          Gabriel, é só você pensar que na época do comunismo, a Aeroflot tinha o monopólio ABSOLUTO da aviação civil na URSS, e o próprio conceito de “aviação civil” era um tanto diferente do nosso: abrangia TUDO que não fosse militar (e a linha divisória entre as duas coisas às vezes não era muito nítida). Então, se os fazendeiros de uma plantação coletiva de algodão no Uzbequistão precisassem de uma fumigação de pesticida, era um aviãozinho da Aeroflot que fazia. Ambulância aérea, “medevac” em comunidades remotas (que não faltam) nos confins da Sibéria e em pleno inverno, também era a Aeroflot que fazia. Na época, a Aeroflot era de longe a maior companhia aérea do mundo: imagine só a extensão da frota e das rotas, incluindo as regionais mais obscuras (e sem nenhuma preocupação com a rentabilidade ou não da rota), para cobrir TODA a aviação não-militar de um país com nove ou dez fusos horários!

          Não é difícil imaginar que com esse tamanho todo, nenhuma obrigação de lucratividade ou eficiência e ninguém a quem prestar contas num regime totalmente fechado, a Aeroflot era uma fonte inesgotável de empregos. Se você acha que a VASP na época do Maluf era um cabide de empregos, isso ainda era coisa de amadores perto da Aeroflot daqueles tempos. Pilotos da Força Aérea que por qualquer razão não fossem voar mais para ela eram reaproveitados na Aeroflot. Se alguém caísse em desgraça relativa (se fosse desgraça absoluta simplesmente desaparecia), era transferido para a Aeroflot em Chukotka (vizinha ao Alasca, a dez horas de voo de Moscou e obviamente inóspita e gelada). Mas se o filho do chefão do Partido Comunista na mesma Chukotka precisasse de emprego, ia ser aspone na Aeroflot em Moscou, com toda a mordomia (por exemplo, supermercados exclusivos sem filas e abastecidos de coisas como carne ou chocolate o ano todo). E o projeto dos aviões era feito para atender a essa realidade, além de sofrer interferência doutrinária e ideológica do Partido comparável à interferência religiosa católica (ou ortodoxa no caso deles) na Idade Média.

          Mas há o outro lado da moeda, que é a extrema robustez dos aviões soviéticos. O Tu-154 aguenta pousos em pistas que nem receberiam esse nome aqui, meras extensões de gelo ou cascalho mais ou menos planas, e sai inteirão; a Tupolev até hoje recebe pedidos quase implorados para reiniciar a produção. A Canadian North e a First Air, que atendem ao Ártico canadense, usam 727 e 737-200 especialmente adaptados para operarem em condições semelhantes, mas não sabem o que farão quando acabar a vida útil desses aviões (já bastante forçada atualmente), porque um 737NG ou mesmo Classic não aguenta o tranco, um A320 muito menos e nem os aviões russos mais modernos. É pelo mesmo motivo que as operações de carga russas e ucranianas continuam sendo um sucesso – não só porque há cargas que só um An-124 ou An-225 pode levar, mas também porque pagando salários muito baixos e operando aviões com manutenção de Fusca, os preços deles são muito competitivos.

  • Josevaldop

    O goyta podia escrever uns artigos ai, sobre essas curiosidades obscuras, adorei os 2 textos, parabens ai

    • Já pensei sobre isso…hehehe… vou convidá-lo em 2012 para assessorar o Blog com histórias da aviação que ele conhece muito bem. Cada comentário dele é um post :)

  • Diego Cerqueira

    Eu sei que esse maginifico avião veio pelo menos outras 2 vezes ao brasil, com passagens em 2010 e 2009 hauahuahuhauhauuahuha
    Dia ruim para pegar folga em Lito! auauhuahuhauhuahuhauhauh

     esse Goytá é muito bom auhuahuhauhauhuah

    Muito bom
    abracos
    Diego Cerqueira

  • Anônimo

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  • felipy

    o Antonov an12b este aqui em confins no dia 13,14,16 do mes 7 de 2013 ele veio para pegar uma carga e transportar ate o amazonas ele e bem estranho mais estou na expectativa de 1 dia ver o Antonov 225 aqui

  • Leandro Hübner L. de Lima

    No fim de semana vi um assim no SBPA! Prefixo UR-CCP branco e azul. Não sei o que veio fazer aqui !

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