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Apagando incêndios – com jatos comerciais!

Os grandes incêndios florestais são  desastres naturais que engolem não só florestas, mas animais, pessoas e até cidades inteiras: uma onda de calor e uma bituca de cigarro causam prejuízos bilionários a países como os EUA, Canadá, Israel, Austrália e a Rússia. A solução que eles encontraram foi simples e ambiciosa: combater o fogo de cima. Separamos os 5 maiores jatos de combate a incêndio em operação hoje!

5- MD87

O MD87 é uma versão encurtada do jato comercial produzido pela McDonnell Douglas entre 1980 e 1999 – carregava ente 130 e 172 passageiros. Foi um concorrente direto das famílias 737 e A320 – até que sua fabricante foi comprada pela Boeing em 1997 -, ao todo, foram produzidos 75 da versão encurtada e certa de 1200 da família MD80. O velho MD80 é lentamente aposentado já que tem alto consumo em comparação às novas famílias dos 737 e A320, consumindo cerca de 20% a mais que o 737NG, por exemplo. Por isso, os exemplares que ainda voam aos poucos vão sendo usados para operações alternativas à aviação comercial – como avião tanque!

O MD87 cruza a 440kt, tem uma envergadura de 32.86 m e 39.75 m de comprimento. Consegue levar cerca de 15.100 litros de água ou retardante químico. Uma máquina!

4-BAe 146

O BAe 146 foi fabricado na Inglaterra, na mesma época que o MD80. É um quadrijato de passageiros para rotas curtas. A BAe apostou na confiabilidade de ter 4 motores: na época foi um diferencial, mas com apenas alguns anos do lançamento do projeto, a aeronave foi colocada para trás no mercado, já que seus quatro motores consumiam muito em relação aos bijatos da Airbus, Boeing e McDonnell Douglas. O BAe virou logo um elefante branco nos aeroportos, com apenas 221 unidades fabricadas. Até que enfim, alguém achou um uso para eles!

Para combater incêndios, o avião inglês leva cerca de 11.400 litros de água ou retardante químico a uma velocidade de cruzeiro de 330kt e faz o “drop” a 125-140kt.

3-IL76

Os russos nunca tiveram medo de fazer aviões gigantes e o Ilyushin 76 é mais um bom exemplo da engenharia soviética. Foi lançado nos anos 70 como avião militar e de carga, 900 unidades foram produzidas ao longo dos anos. Com o petróleo russo sempre barato, essa “criança” consome 8.000kg de combustível por hora e tem altíssimos custos de manutenção. É usada amplamente pelas forças aéreas do antigo bloco soviético e empresas de carga desses mesmos países.

Como combatente à incêndios, ele leva impressionantes 41.000 litros de água ou retardante químico!

2-DC-10

O DC-10 foi um dos principais jatos de longo alcance de sua época. Se consagrou, no Brasil, voando pela Varig, até ser substituído pelos novos MD-11. O trijato tem bastante força e ainda é usado amplamente no transporte de carga.

Para combater incêndios florestais, há três “Air Tankers” em operação, são eles: Air Tanker 910, 911 e 912. Carregam massivos 45.000 litros de água ou retardante químico em tanques externos, instalados sob a fuselagem. Em uma única passagem, consegue molhar uma linha de 15 metros de largura por até 1 km, sendo um eficaz e econômico modo de montar as “firelines” (linhas de fogo, em inglês, que impedem o avanço das chamas). Já voou centenas de vezes, em missões pelos EUA, Canadá e Austrália.

1- 747 Super Tanker

O primeiro voo do 747 doi em 9 de fevereiro de 1969 – quase meio século atrás. Nesses 47 anos, o primeiro WideBody da história mudou todo o panorama da aviação comercial no mundo: possibilitou o acesso das massas, até então voar era para muito poucos. Foram lançadas as séries -100/-200/-300, -400 e a mais nova -8. O 747, além do uso para passageiros e cargas também é adotado no combate ao incêndio.

O primeiro SuperTanker foi baseado em um 747-200, mas esse nunca voou. Depois disso, o N470EV – um 747-100 fabricado em 1971 – foi convertido e utilizado amplamente entre 2009 e 2o13, até que sua operadora entrou em falência. O SuperTanker foi o maior avião de combate a incêndios da história, carregando até incríveis 74.200 litros de retardante químico e podendo cobrir, em uma só passada, uma área de 50 m de largura por 5 km de comprimento!

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Sobre o Autor

Estudante de engenharia. Sofre de torcicolos constantes, pois insiste em olhar para cima sempre que ouve som de turbinas. Escreve sobre aviação para revista FreqüênciaLivre e para o site Aviões e Músicas.
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