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Aproximação em marcha lenta (Idle)

05/09/2009

A SAS (Scandinvian Airlines Noruega) desenvolveu um novo método de pouso que poderá resultar num corte radical de emissão de poluentes e consequentemente economia de combustível. A técnica envolve o pouso “planando” através de uma rota mapeada por satélite e poderá economizar até 100kg de combustível em um bimotor durante a descida.
Isto equivale a aproximadamente 300kg de dixido de carbono a menos na atmosfera quando o combustível é queimado, disse a companhia.
“Nós ganhamos dos dois lados,” disse Thomas Midteide, porta-voz da SAS Noruega, uma das empresas administradas pelo grupo SAS. “De uma lado nós economizamos combustível e do outro reduzimos emissões de CO2.”

A novo método de pouso consiste nos motores sendo deixados em Idle (marcha lenta) durante todo o percurso de aproximação, deixando a aeronave planando e seguindo uma rota mapeada por satélite para cada tipo de avião. Somente na curta final os pilotos “pegariam” os controles novamente. No método tradicional os pilotos (ou FMC) manualmente controla o avião durante a descida em estágios (steps) por uma grande distância, o que acaba causando um grande consumo de combustível. A nova técnica foi testada somente em simuladores por enquanto, mas será testada em um Boeing 737 na Noruega.
Se a idéia for aprovada pelas autoridades de aviação civil, poderá ser introduzida em todas as empresas do grupo SAS. O grupo acreditaque o método será melhor aproveitado em aeroportos silenciosos cercados por montanhas e vales.
O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas diz que o transporte aéreo é responsável por 2% de todas as emissões de CO2 produzidas pela humanidade e 13% de todo o CO2 produzido por empresas de transporte.

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Sobre o Autor

Graduado em Manutenção de Aeronaves, com muito bom senso :) 30 anos de aviação comercial (e contando), de Lockheed Electra à Boeing 787. Tentando simplificar a complexidade da aviação.
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