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APU inoperante, pode isso produção?

Hoje um voo da Gol foi cancelado porque passageiros abriram as janelas de emergência para “refrescar”.
De acordo com a nota da empresa, o APU estava inoperante, o que trás como consequência a ausência de ar condicionado autônomo.
Não vou me alongar muito no assunto (visitem os links acima) porque estou viajando e fazer post usando celular é um porre e nem sei como vai ficar.

Q&A

1) Avião pode voar com APU inoperante?
》Sim.
2) E as pessoas ficam sem ar condicionado?
》Não.  Com o apu inop e o calor africano que assola o sudeste, o ar condicionado externo é  um  equipamento OBRIGATÓRIO para o embarque ser suportável.
3) Por que não tinha um caminhão de ar condicionado disponível?
》 Não sei.
4) Passageiros poderiam desmaiar?
》Sim. A temperatura dentro de um avião ao sol, com corpos emanando calorias pode facilmente passar de 50°C
5) Passageiros podem abrir a janela de emergência?
》Não. E isso pode ser caracterizado como crime contra a segurança do transporte aéreo.
6) O que poderiam ter feito então?
》Aceitado a sugestão de desembarcar quando o comandante ofereceu a opção.
7) O avião ia refrescar de verdade após o giro dos motores?
》Sim, mas não imediatamente como parece que os passageiros queriam. Se quiserem saber mais sobre termodinâmica,  acessem o site do ceticismo.

Nada justifica atitudes erradas. O fato do país não punir infrações não dá o direito de cidadãos agirem como selvagens. O resultado prático deste tipo de comportamento é que situações assim continuarão  acontecendo até atingirmos um nível civilizado, pois ninguém buscou o caminho legal.

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Reprodução Globo

Link para o vídeo e notícia

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Sobre o Autor

Graduado em Manutenção de Aeronaves, com muito bom senso :) 30 anos de aviação comercial (e contando), de Lockheed Electra à Boeing 787. Tentando simplificar a complexidade da aviação.
  • lucas

    não tem vídeo, lito ?

  • MicaelRocha

    “3) Por que não tinha um caminhão de ar condicionado disponível?
    》 Não sei.”

    Hahahahahahhaha simples e direto.

    LOL aqui!

  • Eduardo Silveira

    Ocorrências como estas tornam-se extremamente instigantes dada a extrema carência de detalhes fornecidos em meio a tudo aquilo veículado pela imprensa, restando-nos apenas empregar nossos conhecimentos técnicos e/ou jurídicos em meras, porém, sensatas conjecturas.

    De fato é impossível esboçar qualquer questionamento a respeito da manobra de dispositivo de emergência sem que antes conheçamos objetivamente fatores como a temperatura máxima atingida no interior do aparelho, bem como a forma através a qual a tripulação conduziu a ocorrência, sendo tudo devidamente ordenado sob o aspecto cronológico.

    Não é seguro incriminar os passageiros envolvidos no fato alegando apenas máximas baseadas em leis específicas de aviação civil ou mesmo em código penal, pois dependendo das reais circunstâncias, poderão ser configurados uma série de atenuantes capazes de justificar o ato completamente.

  • Vítima de Comentário Perdido

    Falta de consideração da Gol com os passageiros. Me desculpem pelo meu francês mas “chupem minhas bolas peludas”.

  • Leandro

    Me corrijam se eu estiver errado, não seria o caso do aeroporto colocar um Ground Power Unit?

    • No caso você quer dizer ACU, que faz o ar… pois o GPU só fornece energia!

      • Cesar Santos

        Correto!

  • Alvaro Carneiro

    Não creio que o assunto seja tão simples assim.

    Se é verdade o que dizem, de que o piloto ofereceu o desembarque MAS quando solicitaram ele se negou a fazer…. entao o problema começou aí.

    Só digo o seguinte: se eu estivesse naquela situação como passageiro, e passando mal, que se lasquem as leis e a boa-educaçao – eu iria abrir a porta na mesma – e responderia pelos meus atos depois. Em primeiro lugar a minha saúde e bem estar. Em segundo lugar vem a ganância e amadorismo de algumas empresas.

    • Dario Lemos

      Pois é, agora tudo virará motivo para se abrir as portas de emergências. Não estou, com isso, isentando a empresa e seus funcionários, que deveriam ser melhor treinados para tratar com tal situação respeitando, acima de tudo, seus clientes mas uma coisa é certa, o brasileiro está se tornando um selvagem, isso em pleno Século XXI, que considero um absurdo. Falta algo que o brasileiro abomina: DISCIPLINA !

      • Rafael P.

        Dario, já vi dois comentários seus a respeito do assunto e não concordo com essa abordagem. E também discordo com a abordagem do Lito.

        Acredito que as pessoas que estavam presentes, como o Pedro relatou abaixo, terão mais propriedade para falar sobre o assunto. Assim como um contato profissional que estava no vôo e me relatou o completo descaso da Gol.

        Se andar na rua nos últimos dias já está insuportável, imaginem dentro de uma aeronave sem ar-condicionado.

        De nada adianta ter uma cartilha de regras etc para dizer o que fazer ou não fazer. Porém deixar os passageiros numa situação lastimável, obrigando homens, mulheres, crianças, idosos a ficar num forno. Sem retorno algum?

        Não houve preparo algum da equipe da Gol para com os passageiros. A situação teria que ser resolvida antes. Se houve caos, foi de pura responsabilidade da Gol.

        Disciplina, educação, regras?

        Sou totalmente contra a qualquer tipo de ação gratuita e injustificável. Mas como o próprio Papa disse dias atrás, xingue a mãe de alguém e esteja preparado para receber um soco.

        As pessoas se escondem muito fácil nesse discurso moralista e hipócrita. É errada a atitude de abrir as portas? Sim. Porém acho completamente justificável devido a situação relatada.

        Que identifiquem quem abriu e punam de acordo com as regras. Assumiram a responsabilidade.

        Porém não julgue as pessoas como selvagens de sua poltrona e provavelmente ar condicionado ligado. Assim como eu estou.

        • Dario Lemos

          Em algum momento eu isentei a GOL e seus funcionários? Se sim, mostre-me onde. Discurso moralista e hipócrita? O brasileiro está confundindo liberdade com libertinagem, está avesso à ordem, confunde isso com repressão mas você é livre para pensar à sua maneira afinal, em princípio, vivemos em um país “democrático”. E mais, já foi relatado com experiências que, em determinadas situações, cada pessoa as enxerga de uma certa maneira e a verdade propriamente dita pode não ser a relatada por elas. Enfim, neste episódio, todos erraram, principalmente a GOL por permitir que isso acontecesse já que considero esse não funcionamento da APU como mais um procedimento para economizar alguns kilos de combustível (corrijam-me se eu estiver enganado).

          • Vítima de Comentário Perdido

            Meu bem estar e saúde está acima da vontade de uma empresa medíocre. Antes não tivessem embarcado essa gente no avião. Os passageiros estão certos, e a empresa errada.

          • Dario Lemos

            Pergunto-lhe o seguinte : em algum momento eu isentei a GOL e seus funcionários? A saúde mental também é importante, apenas com equilíbrio e bom senso é que podemos tomar medidas civilizadas.

          • Alvaro Carneiro

            E o bom senso entao era ficar parado ali curtindo a sauna e derretendo o cerebro?

            Explica aí Dario, o que era sensato naquela situação.

            O que VOCE faria? Voce tá lá, calor, suando, passando mal, crianças e idosos ao seu lado passando mal, 60 minutos se passaram.

            O que a SUA sensatez manda voce fazer?

            Acho que só tem 3 opções:

            1) aguentar a todo custo de forma “sensata”
            2) arrumar um jeito de sair daquela situação
            3) se matar

          • Dario Lemos

            Alvaro, não estivemos presentes, portanto, nossos comentários baseiam-se em achismos, em suposições. E eu já disse que não isentei a GOL, o “pontapé inicial” da baderna começou por ela, a “boiada” estourou depois. A meu ver, todos os lados erraram. Uma saída sensata, SAIA DA AERONAVE, de maneira civilizada, é um direito seu.

          • Olá Dario Lemos, acho que o que temos que entender como seres humanos é que a vida está acima da lei. Se meu filho(a) estivesse dentro avião, e eu como pai visse ele passando mal, não pensaria duas vezes em passar por cima de qualquer autoridade pra salvar a vida dele ou até mesmo a minha. Então acho que nesse caso, foi uma sucessão de erros, como sempre é na aviação. Um erro que leva a outro e assim por diante. Não se trata de os brasileiros se tornarem selvagens, e não obedecer as leis. Nem tudo que está escrito em leis é o certo/moralmente/humanamente a se fazer. Me corrijam se eu estiver errado, mas se o cmte do A320 que fez um pouso de emergencia no rio Hudson em NY tivesse seguido os “protocolos de segurança”, o desastre seria bem maior, mas quando o controle pensou em dar um alternado pra ele, o cmte ja estava praticamente pousando no rio. Então por motivos óbvios de sobrevivência dele e dos passageiros, ele tomou a decisão que parecia ser certa e foi treinado pra isso. Assim como eu (se estivesse lá) e os passageiros da GOL acharam que era o certo a se fazer.

          • Você está levemente enganado. O comandante do US1549 amerissou com sucesso justamente porque seguiu protocolos de segurança. Não existe nenhuma regra que diga que você tem que alternar ou regressar ao aeródromo de origem em caso de emergência extrema, como era aquela. O que acontece é que ele declarou Mayday e o controle averiguou a situação, provavelmente perguntando se ele teria condições de regressar ou alternar para outro aeródromo. Em nenhum momento um controlador vai ordenar que um avião bimotor sem os dois motores faça isso ou aquilo para pousar. O que ele vai tentar fazer é auxiliar esse pouso e colocar as equipes de emergência em alerta. Houve frieza e perícia do comandante, mas eles são treinados para isso dentro de todo um contexto de segurança na aviação que inclui até essas coisas que às vezes os passageiros acham bobagens.
            Pilotos são treinados para operar um avião, passageiros não. Então não é uma questão de “achar” o que é certo ou errado: é para isso que existem normas.
            Não esqueça que dentro dessa concepção de que passageiros podem fazer o que acham certo já teve gente que derrubou avião e já jogou eles contra prédios.
            Quando tiver uma demanda dentro de um avião, como vai ser? Vai ter votação? A maioria decide o que fazer? Quem grita mais tem mais peso? Os votos vencidos vão poder argumentar? Se as saídas de emergência não forem suficientes, vamos tentar quebrar as janelas?
            Cuidado… Se em um simples blog encontramos pessoas com visões e opiniões bem divergentes, isso também pode ocorrer dentro de um avião. E com resultado bem mais desastroso para os passageiros.

          • JuniorMax

            Opa!! Obrigado pela explicação e correção!! Eu estava engano então!

          • Dario Lemos

            Custava sair da eeronave? Não, não custava.

        • Ricardo Iki de Rezende

          Se a atitude de abrir as portas é justificável na situação, porque quem abriu deve ser punido? Ficou controverso…

          • Dario Lemos

            Como estamos um campo de suposições, imagine se alguém inicia a abertura de uma destas portas e, por algum motivo, tem a sua atenção desviada e suspende o que estava fazendo. Será que a porta continuaria selada em sua integridade com a fuselagem da aeronave? Imagine se uma porta dessas se abre a 11 mil mts ? Muitos de meus comentários vislumbram implicitamente esse cenário, por isso fui, e continuo sendo, contra a atitude com essa “brincadeira de mau gosto” com uma porta de emergência de um avião.

          • Ricardo Iki de Rezende

            Dario, estava respondendo ao comentário do Rafael P. onde ele fala que a atitude de abrir as portas é justificável, porém escreve que os responsáveis devem ser punidos…
            Quanto a porta se abrir a 11 mil mts, o Lito explicou esses dias em um post que pelo formato e pela pressurização do avião elas não se abrem nem que sejam soltas as travas, ou seja, mesmo que alguém tentar abrir não conseguiria com o avião pressurizado.

          • Mariel Fonseca

            Na minha opinião, errou a empresa primeiramente por não ter fornecido ar-condicionado externo ANTES do embarque, para manter a aeronave habitável. Depois errou o comandante, que é a maior autoridade dentro do avião, em aceitar embarcar os passageiros num calor daqueles. Ora, se dependesse de mim ou me arranjavam ar-condicionado externo ou cancelaria o voo. Não há condições de embarcar ninguém com tamanho calor.

            Os passageiros erraram, mas foram os últimos a errar e só erraram por culpa da companhia e do comandante. Portanto, foram induzidos, forçados ao erro.

  • Pedro

    Eu tava no vôo, sou o camarada de blusa verde ao fundo. Só posso dizer uma coisa: tava um calor absurdo, a ponto de pingar sem parar. Tinha um passageiro passando mal com tremedeiras do meu lado e um bebezinho de meses na minha frente sofrendo com a temperatura. Não tenho como ser exato, mas acredito em mais de 50 graus.

    Quando embarcamos o avião já estava com ambiente de sauna e a tripulação disse que o ar funcionaria depois da decolagem. O tempo foi passando, o calor aumentando e nada do avião se mexer. Eu mantive a calma, mas sinceramente entendo o descontrole de algumas pessoas. Abrir a saída de emergência foi mais um ato instintivo que qualquer outra coisa.

    E a culpa pelo descontrole eu atribuo ao comandante do vôo, Sr. Luis Michelin (algo do tipo), que em nenhum momento procurou acalmar os passageiros. No momento de maior pressão ele resolveu ser arrogante, confrontando quem estava “muito incomodado” e causando o caos localizado.

    Pra completar, a equipe de Terra da GOL prometeu voucher de almoço e taxi para todos. Tive 10 minutos para almoçar em Guarulhos e precisei correr para pegar minha conexão para Brasília. Chegando em minha cidade procurei a GOL para pegar o voucher do taxi e eles simplesmente me negaram. Voltei pra casa de busão. Péssima comunicação entre os funcionários da companhia. Tudo péssimo.

    • André Haeffner

      Amor com amor se paga. Não creio que seja caso de falta de educação, ou falta de limite. Não estava no local mas as pessoas só tomam esse tipo de atitude quando tudo passou do limite do razoável. Ninguém sai abrindo janela de avião do nada.

    • Leandro

      A nível de curiosidade, o avião chegou a taxiar?

  • nubia_tavares

    Perfeito!!!!!

  • Parece que opção de desembarcar não foi oferecida aos pax !

    • Phillip Daldon Leroy

      É só assistir o vídeo que você verá que foi sim. Talvez não da melhor forma.

  • Generoso Ferrero

    Lamentável a atitude dos passageiros em abrir portas de segurança!! E a opção de desembarque oferecida pelo comandante foi descartada pelos passageiros!!!E passageiros sem paciência, dá nisso, só me_ _a! Realmente lamentável!!!

    • Pedro

      Lamentável é o que passamos, Generoso.

      Pense você sofrendo um calor intenso durante uma hora, com a Gol pedindo para aguardarmos a decolagem que tudo melhoraria.

      Depois de abusarem de nossa paciência, de repente o comandante oferece um desembarque de forma totalmente arrogante. Me desculpe mas a reação dos passageiros foi natural. Sou um cara sensato, sereno e precisei me concentrar bastante pra manter a calma.

      • nubia_tavares

        Uma vez fiquei QUATRO horas dentro de um avião da TAM porque não tinha equipe pra fazer o gol. Mas pelo menos era a noite e serviram água (embora eu estivesse mesmo é morrendo de fome). Mas nessas condições, fiquei mega irritada. Fico imaginando no caso de vocês, nesse calor.

    • Dario Lemos

      O problema é que existem muitos pontos de vista, de acordo com o interesse de cada um. O que realmente aconteceu, talvez nunca saberemos mas essa de abrir portas de emergência como se fosse a coisa mais simples do mundo é um absurdo, não é uma porta comum, que se abre e fecha igual a uma porta de uma casa, de um carro e as pessoas tem que entender isso, caso contrário, que andem de busão.

    • Rafael Rodrigues

      Generoso, você já pegou metrô no Rio e deu o azar de entrar em um vagão com o ar quebrado? Eu já. Acredite, não é algo suportável para muitas pessoas.

  • Marlon J Anjos

    Lito, e quanto as portas/janelas de emergência, elas podem serem simplesmente colocadas no local ou é necessário algum tipo de manutenção/troca?

  • Eduardo Cavalieri

    O maior problema disso tudo é a falta de preparo. Máquinas falham. Diante disso, todos devem estar preparados. A GOL foi indiferente. O comandante oferecer pra desembarcar? Ele deveria ter ordenado o desembarque. Total falta de bom senso. Os aeroportos nem se fala, os maiss despreparados dessa história. Alguns vem esboçando uma melhora, mas ainda longe de atingir o ideal. Num país tropical durante o verão é inaceitável ver casos de avião quente, ar condicionado de terminais ineficientes e por aí vai. Aliás, todo ano é a mesma coisa. Ar do Galeão não dá conta, Santos Dumont também. Ano passado também teve um caso parecido de passageiro fritando dentro do avião e saída de emergência aberta. Só que da outra vez a falta de educação dos passageiros foi maior, pois tiveram alguns sujeitos andando em cima da asa. E não por acaso, foi a GOL também. Parece que não aprenderam. É triste.

    • Rafael Rodrigues

      Aqui no SDU foi pior, fizeram um aeroporto todo envidraçado em uma cidade como o Rio de Janeiro. Todo ano aumentam a refrigeração, gastam os tubos de dinheiro em equipamento e energia para tocar tudo isso e continua não dando vazão.

      • Dario Lemos

        Rafael, é uma tendência mundial que as edificações tenham a maior quantidade de luz natural possível, o problema é que o Brasil é um país tropical e quando o verão vem forte, já viu .

        • Rafael Rodrigues

          Sim, mas essa tendência é justamente em países cuja energia elétrica é cara e aproveita-se mais a luz natural.
          Fazer isso no Rio gera efeito completamente oposto. O anexo novo de SDU é uma verdadeira estufa. Até o teto é de vidro.

          • Dario Lemos

            Mas não se esqueça que aqui também a energia é cara e o fornecimento está no limite. Não conheço o SDU mas os projetos deveriam levar em consideração as características do clima de cada região; ter um teto de vidro e não ter um sistema de refrigeração e de ventilação capaz de deixar o ambiente devidamente climatizado demonstra, no mínimo, falta de competência de quem projetou tal obra o que, neste pais, é considerado “normal”, o que é um absurdo.

          • Rafael Rodrigues

            Com certeza! Como você disse foi completamente “normal” projetar o anexo daquela forma. E a gente que sofre.

    • kleber peters

      Este caso aconteceu aqui em CGB (SBCY). Como se o Skank nunca tivesse cantado sobre o nosso calor. Foi o mesmo caso. Tá sem APU? Não tem GPU? Vai demorar pra sair? Start num motor e manda ver no ar condicionado! Algumas libras de querosene acho que são mais baratas que um voo cancelado e uma saida de emergência aberta.

      • Rafael Rodrigues

        Mas pode ficar com um motor ligado no gate? Não é perigoso para equipe de terra? Nesse momento tem muita gente no entorno da aeronave, pessoal de abastecimento, catering, push back…

      • Eduardo Cavalieri

        Na verdade GPU só fornece energia aos sistemas básicos do aviao. Neste caso a APU não funciona somente com a GPU conectada. E motor acionado no gate tenho certeza que não é possível.

        • kleber peters

          Mas já não tinha terminado o embarque? Cattering e abastecimento tenho certeza que também. Faz pushback, aciona e vai pro remoto enquanto aguarda liberação de decolagem. Aliás, por que ficou uma hora parado?

    • Mariel Fonseca

      Concordo plenamente. Não tem ar-condiconado externo, cancela o voo. Nem abre o embarque. Ou faz bem feito ou melhor nem fazer.

  • Rafael Rodrigues

    Como não havia ar condicionado externo, a Gol assumiu o risco tanto da desordem quanto do dano à saúde de seus passageiros. Embora nós aqui estejamos acostumados ao calor intenso, americanos e europeus (e poderia muito bem ter um estrangeiro no vôo) não estão. Lá, ondas de calor na casa de 40 graus matam pessoas (http://g1.globo.com/jornal-hoje/videos/t/edicoes/v/numero-de-mortes-por-onda-de-calor-chega-a-100-nos-eua/2035994/).

    Dessa forma, se o aeroporto não dispõe do equipamento adequado, aeronave sem APU não pode decolar se a temperatura estiver acima de XXX graus. Deveria ser regra no Brasil, sobrepondo o que diz o fabricante. Simples assim.

  • Wagner Oliveirrah

    Pessoal, espero que não me interpretem mal, mas com a massificação do transporte aéreo, boa parte das pessoas não está preparada para voar. Não quero dizer em termos financeiros, mas em termos de conhecimentos específicos sobre normas e procedimentos que são tomados. O que se vê é um festival de indisciplina, como o Dario comentou abaixo, e não estou me referindo apenas ao fato ocorrido neste post. Em todos o lugares acontece isso, não é privilégio de brasileiro. Vou dar um exemplo: trabalho em CKS há vários anos, e moro em BHZ, então a cada 2 meses eu volto para minha casa, sempre tomando voos em CKS ou MAB. Todo fim de ano, é comum as empresas grandes que prestam serviços aqui, fretarem voos para o sudeste, já que boa parte do corpo administrativo/funcional vem desta região, a minha não é diferente. Dia 23/12/14, tomamos um voo charter de CKS para CNF e saímos por volta de 23hs. No trajeto entre o saguão e a aeronave, alguém perdeu uma sacola com alguns pertences, como celular, higiene pessoal, enfim. Quando os comissários anunciaram que haviam encontrado a sacola, o dono não quis se identificar, talvez por vergonha ou timidez, mas o fato é que quando a comissária reiterou o chamado ao proprietário, um colega de trabalho gritou “é uma bomba, o avião vai cair!”. Alguém o repreendeu, mas fico pensando se isso acontecesse nos EUA, por exemplo, seria motivo para gerar um transtorno gigantesco para todos, já que como disseram, a simples menção da palavra BOMBA, dentro de uma aeronave, seria motivo para se acionar autoridades. Iguais a estes, vários casos acontecem o tempo inteiro.

    • Rafael Rodrigues

      Cara, a paranóia dos americanos com bomba não é um bom paralelo. É paranóia. É o mesmo que gritar “arrastão” em praia do Rio. Pânico imediato.

      Você ou algum dos outros que dizem que os brasileiros são selvagens/indisciplinados por acaso já saiu do país, já viu como é o RESPEITO AO CONSUMIDOR na Europa ou nos EUA? É mole ser civilizado nesses países. Lá as coisas funcionam. Eu disse lá embaixo e repito: Não existe colocar um avião para voar sem ar condicionado no verão brasileiro sem que o aeroporto possa prover climatização. Se o aeroporto não tinha, que fosse trocada a aeronave.

      • Wagner Oliveirrah

        Rafael, leia o comentário que fiz e mostre-me onde escrevi que brasileiro é selvagem, por favor. A opinião dos outros, é dos outros, tomei apenas um breve comentário de outrem como parâmetro. Disse que em todos os lugares existem pessoas indisciplinadas, que isso não é privilégio de brasileiro, e que não estava me referindo apenas ao fato que estamos comentando. Você viaja de avião, é um cara inteligente, entendeu o que eu quis dizer. Mas concordo contigo em relação às condições da aeronave.

        • Rafael Rodrigues

          Me desculpe, generalizei seu comentário fazendo uma ponte com outro mais abaixo. Realmente você não usou o termo “selvagem”.

          Mas não posso retirar o resto do comentário. Não existe isso de “preparado para voar” é um comentário preconceituoso. O passageiro precisa ser bem tratado e bem orientado.

          • Wagner Oliveirrah

            Entendi o que você quis dizer. E relendo meu comentário, realmente ele dá margens para esse entendimento. Quando eu disse preparado, quis dizer no sentido de que muitas pessoas não tem conhecimento das regras que permeiam o setor. Não é questão de fazer curso como o leitor abaixo sugeriu, e não estou me sentido melhor que ninguém. A maioria do público não se interessa pelo assunto aviação, e como tem muitos que são de primeira viagem, acaba infringindo alguma regra, não por vontade própria, apenas por desconhecimento, já que de forma geral, os meios de comunicação não tem entendimento profundo do assunto, basta olharmos as besteiras que aparacem publicadas em vários veículos, e que o A&M sempre traz à baila para discussão. Vou te dar um exemplo claro do que eu quero dizer quanto à preparação: no aeroporto de MAB havia um coletor de objetos impróprios para viagem, e dentre eles, tinha um que sempre gerava piada: BAYGON. Não se pode culpar o passageiro que levava o produto, mas aí é que vem a questão da preparação. Não é fácil encontrar no dia a dia mensagens falando que Baygon não pode ser transportado na bagagem de mão no avião. Essa informação é mais restrita. No final o que eu quero dizer quanto a esta preparação, é divulgação larga e clara do que se pode e não pode fazer, consequências, enfim. Nada mais que isso.

          • MOACYR LOPES DOS SANTOS

            Parabéns ao Wagner e ao Rafael pela maturidade das discussões. que bom se todos respeitassem as divergências.

          • Wagner Oliveirrah

            Obrigado, mas vou bagunçar tudo. Vou propor aos leitores do A&M, que façamos uma reunião em um barzinho bacana, vocês pagam o chope e o tira gosto para discutirmos mais sobre o assunto. Deixando claro que a questão do “modus pagandi” é por conta de vocês. RSRS, abraço.

    • André Haeffner

      Credo, que comentário mais preconceituoso… “Boa parte das pessoas não está preparada para voar”… Tem que fazer curso pra ser passageiro? Tirar carteira? Educação falta pra muita gente em muito lugar: nas ruas, nos metrôs, nos aeroportos, na Internet.

      As empresas não querem cada dia mais passageiros? Então elas tem que estar preparadas para lidar com TODOS os tipos de gente. É risco do negócio.

      Tenho pavor de gente que se acha melhor que as outras só porque têm um comportamento mais “polido”. Deixa o povo voar, de chinelo e bermuda, e vamos ser menos mesquinhos.

      • José Eduardo Pinheiro

        Você tem a chance de ler novamente o que o Wagner escreveu e tantar interpretar de maneira inteligente. Vamos lá, você consegue.

        • André Haeffner

          É engraçado que só a maneira de interpretar que é a favor da sua opinião é “inteligente”… Gente que se acha e cabecinhas limitadas… passo!

          • José Eduardo Pinheiro

            ui! kkkk

  • Edu Silva

    “6) O que poderiam ter feito então?
    》Aceitado a sugestão de desembarcar quando o comandante ofereceu a opção.”

    Como isso? Tem votação ou desce quem quiser?

    • Gustavo Pilati

      Desce quem quiser. Só falar que não quer voar e a companhia reacomoda no próximo voo.

      Agora, negaram a sugestão do comandante e aí vão lá e abrem as portas? Acabaram de cancelar o voo que eles não queriam que cancelasse (vai entender…)

      • Mauricio Ribeiro

        Gustavo, no B737 tem a escotilha na cabine, mas nem adianta abrir, pois o ar quente de fora abafa ainda mais dentro da cabine… kkkkk

        Já ouvi do meu primo que um comandante proibiu ele de abrir a escotilha para não entrar o “bafo” quente da pista.

        Sobre a questão bom senso/passageiro, cada um vai pensar no seu bem estar, uns terão mais pasciencia e dissernimento do que outros. É como o Lito disse no post: “Nada justifica atitudes erradas. O fato do país não punir infrações não dá o direito de cidadãos agirem como selvagens. O resultado prático deste tipo de comportamento é que situações assim continuarão acontecendo até atingirmos um nível civilizado, pois ninguém buscou o caminho legal.”

        • André Haeffner

          “Nada justifica atitudes erradas.” Afirmativa totalmente incorreta. Atitudes erradas são legitimadas por um preceito básico da sociedade que se chama “legítima defesa”. Assisti o vídeo e uma pessoa havia desmaiado e outra estava a caminho do desmaio. Confinaram dezenas de pessoas dentro de um tubo de aço debaixo do sol. Alguém lembra o que acontece com crianças que ficam fechadas dentro de carros sob o sol?!

          Não era melhor esperar fora da aeronave, fazer um embarque rápido e decolar?! Uma hora cozinhando?

          MINHA opinião: demoraram muito a abrir a danada da porta, deveriam ter feito isso antes. Todos devemos respeitar limites, todos. Companhia e passageiros. Atitude errada de um lado, com tamanha gravidade, justifica – e muito – atitudes erradas do outro.

          • Mauricio Ribeiro

            Respeito seu ponto de vista, mas o que ele, o Lito, quis dizer foi, abrirá um precedente de que quando estiver quente dentro da aeronave (qualquer temperatura que subjulgar-se insuportável), um passageiro ou mais, irá abrir a porta de emergência, pois não houve queixa por parte de nenhum lado (companhia aérea ou passageiros).

            E sobre “legitima defesa”, acho que isso entra no âmbito jurídico, no qual nenhuma das partes quis entrar.

            Ou seja, isso vai acontecer outras vezes!

          • Rafael Rodrigues

            Discordo. Essa não foi a primeira vez e isso não virou rotina no Brasil.
            A julgar pelo comprometimento dos envolvidos com o nosso bem-estar (Aeroportos, ANAC, Empresas aéreas), é bem capaz de ocorrer novamente em novas situações extremas.

          • Mauricio Ribeiro

            Se não há punição, o que impede um passageiro desesperado de abrir uma porta de emergência e se não há punição da Anac, o que impede da Empresa Aérea efetuar um embarque com o mínimo de segurança e conforto?

            Aqui no Brasil sabemos o que ocorre quando não há punição a determinado fato.

          • Rafael Rodrigues

            Como já disse, não é a primeira vez. Não virou moda. Como o passageiro informou logo abaixo, foi uma situação limite.
            Se a ANAC não fizer nada, o que é um completo absurdo, acredito que as empresas pensarão duas vezes antes de liberar uma aeronave sem climatização. Pelo menos em nosso verão, não dá.

          • Mauricio Ribeiro

            Rafael, não estou dizendo que virou moda. Você esta dizendo que até o presente momento não houve mais casos. Mas e no futuro?

            Corcordo que a ANAC foi omissa em não dar nenhum parecer sobre este incidente.

          • Rafael Rodrigues

            É obrigação dos órgãos reguladores ajustar os manuais das aeronaves ao nosso clima. Simplesmente não dá para usar um aparelho sem climatização se o aeroporto não dispuser de aparato de apoio.

          • José Américo

            A atitude correta teria sido o desembarque dos pax assim que o desconforto tornou-se generalizado devido a atrasos pelo pessoal de terra…A questão é que as cias de hoje em dia pressionam em demasias aos seus comandantes, e eles relutam em tomar atitudes que possam levar à prejuízos.

          • JuniorMax

            Issonque tentei explicar em cima, mas não consegui e acabei dando um exemplo errado, mas o colega me corrigiu. Mas concordo com você.

        • André Haeffner

          Não irá acontecer SE as companhias forem mais atentas no trato com os passageiros. Não trabalho na área mas não creio que o comportamento do passageiro brasileiro coloque em risco a segurança dos vôos. Inclusive, seria interessante um texto sobre o comportamento geral dos brasileiros nos aeroportos… Deve ter uns bêbados, uns grogues porque tomaram remedinho para relaxar e voar…

          • Mariel Fonseca

            Torço pra que os passageiros continuem abrindo janelas de emergência sempre que inventarem de despachar voo em avião com APU inoperante ou removida pra manutenção e não houver ar-condicionado externo. Quem sabe assim as companhias se conscientizam e acabam com essa prática sádica. Se não tem ar-condicionado e tá muito quente, cancela o voo ou troca a aeronave. No AC, no way!

          • Não existe aeronave reserva na “garagem” igual empresa de ônibus não.

          • Mariel Fonseca

            Não é isso que está em discussão mestre sagrado Sr. Comandante. Das poucas vezes que viajo de ônibus, ele sempre está geladinho quando entro. O tratamento da companhia foi pior que o de rodoviária e garagem de ônibus.

          • Uma situação hipotética para reflexão. Um parente seu está na UTI em uma cidade distante e os médicos acabaram de falar que não passa de 24 horas. Você compra o ticket para se despedir de seu parente pela última vez que o verá vivo. O único voo para a cidade em que ele se encontra está perfeito para voar, mas porque o APU está inoperante e o carro de ar condicionado do aeroporto não está funcionando, o comandante decide cancelar o voo. O que você faria?

          • Mariel Fonseca

            Interessante sua colocação. Considerando que o voo era diurno e a temperatura externa superior a 26ºC, o comandante decidiu cancelar o voo por levar em conta primeiramente o interesse coletivo. Em respeito e pela segurança dos passageiros, ele teve o bom senso de cancelar o voo. Nosso próprio código civil, diz que o interesse individual não pode se sobrepor ao interesse coletivo, o que por si só, torna a decisão do comandante a mais acertada. O comandante toma uma ação que prejudica a companhia, que o prejudica, mas que beneficia a coletividade, evitando a exposição dos clientes a condições perniciosas de acomodação.

            No caso de um parente meu estar na situação descrita, eu iria preferir não me submeter as condições extremas de temperatura enfrentadas pelos passageiros por considerar que não vale a pena arriscar minha saúde, por alguém que não vai passar de 24h. O fato de eu chegar a tempo de v^-lo vivo, não o fará sobreviver por mais tempo, resta portanto resignar-me. Já perdi entes muito queridos, sem ter a oportunidade de dar o último adeus, um deles foi meu pai. É algo sofrido, mas passa. A gente se recompõe, põe a cabeça no lugar e segue nossa vida. Esse fato não me perturba.

            Continuo achando errado eu querer fazer com que meu direito, se sobreponha ao de mais de 100 pessoas, ainda por cima as submetendo a condições degradantes.

            Se o avião fosse um jatinho particular fretado e a companhia me passasse essa informação (que o avião estava exposto no sol desde de manhã cedo e com APU inoperante) eu me sentiria à vontade para tomar a decisão de embarcar ou não, porque somente eu sofreria as consequências da minha decisão.

            Ainda voltando a questão de abrir a janela de emergência, a defesa dos possíveis acusados de “atentado a segurança de voo”, podem perfeitamente alegar Estado de necessidade (arts 23 e 24 do CP) como excludente de ilicitude. O código prevê que o sacrifício de um bem jurídico para o resguardo de outro mais importante. Diz o artigo 24 do CP:

            “Art. 24 – Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar de perigo atual, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio, cujo sacrifício, nas circunstâncias, não era razoável exigir-se.”

            Pessoas desmaiando, passando mal, correndo risco de lesões cerebrais graves, pessoas que sofrem de problemas respiratórios, não pode ser considerado algo normal. Portanto, creio que sequer essas pessoas que abriram as janelas serão indiciadas. E se forem, provavelmente serão absolvidas.

      • Humberto Kubrick

        Essa do “o senhor não pousou porque não quis” foi muito boa…rindo muito aqui.

      • Leandro

        Mas fico pensando, não é perigoso um calor tão forte assim para o comandante e o copiloto? Não digo isso para polemizar sobre o post, mas pq eu fico meio “tonto” quando está muito abafado.

      • Rafael Rodrigues

        Mas nesse caso, me parece que a tripulação foi tão vítima da falta de estrutura quanto os passageiros. Com certeza o comandante também estava “pressionado” a seguir com o vôo.

  • Victor

    Parece que alguns aqui querem que se preste banca da ANAC para voar como passageiro. Eu, mesmo sendo entusiasta, não sabia que a porta de emergência não podia ser simplesmente fechada. Querer exigir isso dos passageiros é simplesmente insano.

    • Dario Lemos

      Algumas pessoas “enxergam” determinados equipamentos como se fossem brinquedos, por exemplo, alguns acham que elevador é um “carrinho de passeio” feito para subir e descer como se estivesse num parque de diversões (refiro-me a adultos). O que realmente falta é bom senso e usar um pouquinho de inteligência não faz mal, pelo contrário, faz muito bem.

    • André Haeffner

      Enem aéreo… Se tirar mais de 700 pontos você embarca… Kkkkkkkkkk!

  • Giuliano Rufino

    Em alguns comentários vejo que estão responsabilizando o aeroporto, eu posso estar enganado, não trabalho em Aeroporto, mas pelo que sei, essas máquinas de Ar Condicionado externo, são de responsabilidade e propriedade das Cias Aéreas e não dos aeroportos, até porque, o Lito poderia esclarecer isso, se a máquina precisa ser compatível com o modelo de aeronave, eu já embarquei em aeronaves que estavam com o APU inoperante e que estavam com o auxilio externo para o Ar condicionado com equipamento da própria Cia Aérea, e concordo com o Lito, brasileiro é um pouco selvagem, e age sem pensar, já que queriam tomar uma atitude drástica, o que a situação exigia, que saíssem todos da aeronave e cobrassem uma posição mais firme do comandante, essa atitude que tomaram certamente foi um tiro no pé, atrasaram a própria vida, pois foram alocados em outros voos, e atrasaram a vida das pessoas que embarcariam nesta aeronave no voo seguinte, de todas as decisões possíveis, a coletividade tomou a pior, e outra coisa, acho que no Brasil, passageiro de avião pensa que está na Rodoviária, as cias Aéreas ficam de Babás de passageiros, perdi a conta de quantas vezes vi a turma de solo se esguelando atrás dos perdidos e atrasados, tem muito voo que sai atrasado no Brasil porque nêgo fica passeando no aeroporto, gente que chega atrasado no embarque, e ai a turma que já está embarcada tem que ficar esperando a boa vontade dos atrasadinhos, e situações como essa seriam minimizadas se o embarque e a partida fossem mais rápidas e no horário.

    • Pedro

      “passageiro de avião pensa que está na Rodoviária”

      Você tá invertendo valores, camarada. O tratamento que recebemos da GOL é que foi digno de rodoviária. A reação foi simplesmente natural.

    • Mateus Biozzati

      Se estiver na rodoviária então tudo certo?

      Conheço inúmeras rodoviárias excelentes no Brasil, com viações excelentes iguais. Talvez muito melhores a serviços que vários aeroportos e companhias executam no país.

      Não é porque a Gol ou os passageiros erraram que te dá direito de fazer essa comparação idiota.

      Comentário lixo de coxinha lixo.

      • Joseph Reitman

        Com todo o respeito, mas acho que pessoas como voce devem andar somente de onibus “pau de arara”. Nota-se que tipo de passageiro voce é.

      • Rafael Rodrigues

        Com certeza! Existem ônibus leito no Brasil que dão de dez em qualquer ponte aérea, com direito a sala vip e lanche. Brasileiro tem mania de hierarquizar meio de transporte.

    • Humberto Kubrick

      Camarada,fale por voce ,ser “selvagem” em alguns aspectos é até salutar para a nossa pseudo civilidade.Não vou dizer como o forista abaixo que seu comentário foi um lixo porque lixo pelo menos dá para reciclar.

    • André Haeffner

      Mais um rico que nunca pegou ônibus. Só deve voar de Emirates…

    • Rafael Rodrigues

      Amigo, o embarque é lento em qualquer lugar do mundo. Pelo menos onde estive não foi muito diferente do Brasil.
      Afinal, acomodar 200-300-400 pessoas leva tempo, não acha?

  • Kleber

    Eu acho muito fácil culpar a selvageria tupiniquim ou a tal “massificação do transporte aéreo”. É fácil criar um espantalho e não ver a real questão. A companhia tem uma RESPONSABILIDADE de acomodar os passageiros com segurança e conforto. Se não havia equipamento e a temperatura IA SUBIR, então era obrigação imediata desembarcar. Não basta agir preventivamente com a segurança e não agir preventivamente para prevenir incidentes simples, previsíveis e bem problemáticos.

    Em segundo lugar, é uma situação em que você lida com um grupo, onde a razoabilidade já deu espaço a uma indignação coletiva… é assim em todo o mundo, é o tipo de crise que PRECISA ser gerenciada, pois leva a catástrofes. Por sorte não chegou a tanto. Enfim, culpar a vítima pelo mal que lhe assolou é um erro CRASSO.

  • Josias

    Lito, você sabe quais os procedimentos e quanto tempo demora para recolocar as janelas?

  • Eventos como esse infelizmente mostram que algumas pessoas ainda não entenderam o que faz a aviação ser tão segura.
    É uma pena apreciar aviões e ao mesmo tempo achar justificativa para quebrar regras que visam garantir a segurança de todos a bordo.
    E se um passageiro saísse para a asa, convicto de que estava fazendo uma reivindicação plausível (como aliás aconteceu ano passado), e acabasse caindo ou se ferindo de outra maneira?
    Será que não havia nenhuma outra maneira de sensibilizar o comandante?
    Se o caso era tão extremo, por que a “forma” como o comandante ofereceu a opção de desembarcar seria relevante? Então porque o cara não falou “Queridos passageiros que eu amo tanto: nós estamos com um probleminha e esperamos contar com a compreensão de todos. Entretanto, para reafirmar nosso respeito para com vossas excelências, eu informo que se assim desejarem todos os passageiros poderão desembarcar. Mas esperamos ter a eminente presença de vocês novamente em nossos aviões…” isso é motivo para negligenciar segurança?
    Às pessoas que não desembarcaram porque não queriam embarcar em outro voo, pergunto: quanto tempo de atraso custou a brincadeira de abrir as saídas de emergência?
    Se não se importarem, favor avisar quando for rolar outro flashmob desses, para que eu não reserve passagem no mesmo voo.

  • Marcelo

    Em condições como essas duvido que o Direito fosse enquadrar alguém em crime contra a segurança do transporte aéreo, seja porque não houve nada que realmente comprometesse, de verdade, a segurança do transporte aéreo, seja porque, ainda que houvesse, haveria relevantíssimas razões para salvaguadar a juridicidade da conduta daqueles que realizaram a abertura.

    Com todo o respeito ao pessoal da aviação (em cuja categoria eu me até enquadro, embora apenas por lazer, não por trabalho), que muitas vezes trata do assunto com a pureza inerente a quem é leigo em matéria de Direito, “crime contra a segurança do transporte aéreo” não é simplesmente descumprir qualquer regra criada pelo pessoal da aviação, descumprir ordens da tripulação, ordens do safety card, ordens do fabricante, ordens da plaquinha de advertência existente ao lado da porta de emergência etc.

    “Crime contra a segurança do transporte aéreo” é, de acordo com a lei brasileira, apenas e tão somente, praticar algum ato que realmente exponha a perigo a aeronave, ou que tente impedir a navegação aérea, algo que não me parece ser compatível com os fatos relatados nem com a condição de momento da aeronave.. parada, no solo.

    Para que haja crime, não é necessário apenas que o fato previsto em lei tenha ocorrido.. ou seja, ainda que a aeronave tivesse sido exposta a perigo, o direito penal vai avaliar se, no contexto de suas circunstâncias, a conduta era reprovável ou aceitável pelo ordenamento jurídico, e eu não vislumbro a possibilidade dela ser tachada, num caso desses, como reprovável (antijurídica).

    Enfim, por mais que descumpram placas, avisos e ordens de tripulantes, passageiros não cometerão tal crime a menos que sua conduta realmente exponha a perigo o transporte aéreo e, além disso, sua conduta seja juridicamente reprovável (antijurídica), por faltarem relevantes razões de Direito que justificassem a tal conduta perigosa.

    Em alguns casos até concordo, em teoria, que abrir a janela de emergência sem determinação da tripulação pode configurar crime contra a segurança do transporte aéreo, mas definitivamente neste caso não, e ainda bem que o comandante não se aventurou a “prender” ninguém, porque posso dar quase que absoluta certeza que uma atitude desta da parte dele redundaria no arquivamento do inquérito ou, no máximo, se o delegado e o promotor ainda partissem para o processo (algo improvável), em julgamento de inocência.

    Mais uma vez com todo o respeito aos procedimentos da aviação e às ordens da tripulação, devo lembrar que todo o direito brasileiro está acima de qualquer regra particular, rotina ou procedimento da aviação, e, em diversos ramos do direito (como Civil, Penal e do Consumidor, por exemplo), podemos encontrar normas aptas a prontamente justificar e isentar de responsabilidade criminal as condutas aparentemente praticadas neste evento.

    • Disso eu não duvido, afinal de contas no insuperável Direito brasileiro nós encontramos saída para várias coisas, desde multa por excesso de velocidade a atropelamento seguido de morte, desde estelionato à sonegação fiscal. Tudo dentro da lei. Principalmente se o escritório for renomado e o cliente não for um joão-ninguém.
      Você sabe o que acontece nos Estados Unidos quando alguém apenas tumultua um voo, sem nem exatamente oferecer risco propriamente dito? O passageiro-cheio-de-garantias-individuais é retirado do voo pelas autoridades policiais e passa algumas horas dando explicações a um agente do FBI em uma salinha reservada.
      Aqui tem alguns exemplos:
      https://www.youtube.com/results?search_query=flight+passenger+removed+police
      Aliás não é só nos EUA.

      • Walter VJ

        Neste caso especifico acho que faltou bom senso dos envolvidos. Normas, regras, procedimentos e leis são para serem cumpridas. Os vídeos dos EUA são um bom exemplo de como deve funcionar; não há “perhaps”. Palavras mágicas: Respeito, discernimento e credibilidade!

      • Marcelo

        pra começo de história, nos EUA a lei é outra e, além da lei ser outra, eles vivem numa paranóia completamente particular..

        mas ironias em torno da “maleabilidade” do direito brasileiro a parte, ao mencionar este caso específico objeto da matéria eu não quis sugerir em momento algum que os responsáveis seriam inocentados por meio de “artimanhas” jurídicas, não mesmo.. no caso em questão eles seriam inocentados facilmente pelas vias normais mesmo do direito brasileiro, sem necessidade de qualquer influência ou coisa semelhante (não precisava nem de advogado ruim)…

        eu quis dizer apenas que abrir a porta de emergência de um avião parado e no solo como esse, sem condições humanas mínimas de habitabilidade, não constitui crime pelo direito brasileiro e, sem nem conhecer o direito americano, mas conhecendo a teoria geral e os principios gerais de direito, duvido muito que lá alguém fosse condenado criminalmente numa situação exatamente igual.. muito provavelmente a companhia é que seria condenada civilmente a indenizar todos os passageiros em valores mais expressivos do que a Gol será condenada a indenizar esses daí aqui no Brasil;

        o direito americano é conhecidamente rigoroso, com quem merece rigor, mas não é irracional;

        Se é verdade o que está sendo relatado, seria muito mais fácil chegar a haver crime do outro lado da moeda, porque a coisa estava caminhando, pelo visto, para o cárcere privado ou talvez outros tipos penais mais apropriados… muito me choca ler pessoas esclarecidas aqui e em outros fóruns atacando a postura dos passageiros como se fossem apenas baderneiros e marginais.. baderna seria abrir as portas sem motivo, e não numa situação de condições sub-humanas como estas;

        Esse definitivamente não é mais um clássico caso de presepada de passageiro daquelas que irritam o pessoal da aviação diariamente… essa é outra história completamente diferente.

        • Dario Lemos

          Na minha opinião, as leis brasileiras são um lixo, são feitas para beneficiar o infrator, criando 1001 recursos e contando com a morosidade e a falta de ética de muitos magistrados. E, estando dentro de uma aeronave, eu impediria qualquer pessoa de abrir uma porta de emergência desnecessariamente pois considero tal atitude colocar em risco a vida de todos, mesmo que a aeronave esteja em solo.

      • Rafael Rodrigues

        Marcelo, nos EUA existe respeito. Duvido que uma empresa aérea de lá deixaria o avião trancado sem ar condicionado no verão da Flórida. A propósito, estive lá durante a Copa e enfrentei um calor digno de Rio de Janeiro. Ao estacionar em um parque da Disney, a vaga que me foi indicada não era perto da entrada e ainda não estava à altura dos pontos de embarque daquele trenzinho.
        Eu estava em família, com meus filhos e o mais novo tinha 2 anos e meio. Imediatamente apareceu um funcionário com uma sombrinha para nos acompanhar. Eu não pedi, eles não ofereceram. Simplesmente vieram e nos deram conforto.

        É esse respeito que eu não vejo muitas vezes aqui no Brasi.

        • Nem sempre é assim, Rafael. Problemas acontecem em qualquer lugar, inclusive nos EUA. Você não lembra o que motivou a saída do David Neeleman da presidência da JetBlue? Erros estratégicos, problemas técnicos pontuais em aeronaves, imprevistos, intempéries que atrasam voos, panes em sistemas de check-in ou de controle do espaço aéreo, extravios de bagagem etc. não são exclusividade do Brasil. Respeito é uma via de duas mãos: quem quer não pode abandonar a contrapartida. O próprio respeito que você fala é relativo e depende do contexto: se no Brasil um passageiro fosse arrancado à força de dentro de um avião, como já ocorreu várias vezes nos EUA, certamente ele bradaria que a autoridade policial lhe faltou com o respeito. Aliás aqui isso seria tido como abuso de autoridade. O que eu não entendo é porque brasileiro sobe em balcões e abre portas de emergência quando precisa esperar por alguma coisa no Brasil, e depois você vê as mesmas pessoas calmas e alegres em filas para o Museu do Louvre, para os parques da Disney ou para a Black Friday – enfrentando sol, chuva e até neve sem reclamar. Isso deveria merecer um estudo antropológico.

          • Dario Lemos

            É que nos EUA eles sabem que existem leis, ainda mais em relação a estrangeiros, não importando se são turistas e viajaram para gastar em solo americano. Um outro fato curioso, as “madames” andam de metrô em NY.

          • Rafael Rodrigues

            Embora seja brasileiro, eu odeio fila. Acho que fila se evita com planejamento. Nos parques, dá para reservar horário com antecedência para as atrações mais concorridas. Para o Louvre, tem o excelente Museum Pass, que fura todas as filas de quase todos os pontos turísticos de Paris e ainda custa mais barato que os ingressos somados. Black friday nunca fui, mas quem vai deve ir com “as armas de Jorge”.
            Quanto a subir no balcão, nada justifica, pois nesses casos, geralmente a empresa aérea é/foi tão vítima quanto o passageiro.

            Não consigo enxergar o paralelo com a abertura da porta. Dado o descaso da empresa, foi uma decisão extrema, quiçá de sobrevivência para alguns.

          • Não é uma questão de filas em si, mas sim da espera por algo. Geralmente brasileiros não têm muita paciência. No Brasil, claro.
            Eu acho temerário e precipitado considerar que houve descaso da empresa, porque nós não sabemos o que estava ocorrendo nos bastidores. Talvez estivessem tentando achar uma solução. O problema é que solução para coisas que envolvem aviões e voos nem sempre são tão simples e rápidas: há muitas pessoas envolvidas em uma operação aérea. E às vezes determinadas ações passam por autorizações de terceiros, como Infraero, controle solo etc.
            O que nós sabemos sobre esse evento é o vídeo de um momento em que o “incêndio” já havia começado e o depoimento de alguns passageiros. Eu acho pouco para fazer uma avaliação consistente e segura da situação.
            Durante os 8 anos em que fui fiscal tributário eu aprendi que nós não devemos chorar com a primeira versão das coisas. Digo isso porque era comum aparecerem pessoas para denunciar esta ou aquela empresa (ou profissional autônomo), contando histórias terríveis sobre atividades ilegais envolvendo crime ambiental, crime contra a saúde pública, poluição sonora, contrabando, trabalho infantil, exploração sexual etc.
            Nenhuma dessas coisas era diretamente ligada à fiscalização tributária, mas como as empresas ou profissionais deveriam ter um alvará de licença nós éramos obrigados a averiguar – às vezes em operação conjunta com polícia militar, vigilância sanitária, secretaria de meio ambiente, bombeiros, conselho tutelar, ministério público etc.
            E muitas vezes ao se chegar no local da denúncia encontrávamos um cenário totalmente diferente, onde o infrator na verdade era o denunciante.
            Isso talvez tenha me feito um pouco mais “frio” para essas coisas, porque confesso que não me comovo com determinadas histórias antes que seja possível checar todos os lados dela.
            Nem sempre é exatamente como parece ou como foi contado.

          • Rafael Rodrigues

            Meu ponto é o que já foi admitido inclusive pela própria GOL: Liberaram para uso uma aeronave sem o ar condicionado funcionando em terra. Esse é o ponto para mim. Independente de quem é a responsabilidade pelo eventual caminhão, a GOL deveria ter checado sua disponibilidade e em caso negativo remarcar o vôo ou trocar a aeronave.
            Perceba na nota que a GOL diz que a APU estava defeituosa. Se tivesse sido um caso de pane naquele momento, o texto seria diferente, dizendo que a APU “apresentou defeito” durante o embarque. Por ter deliberadamente escalado um aparelho incompatível com o clima, considero que a responsabilidade é sim da empresa.

          • Você está fazendo uma interpretação livre sobre a nota da GOL. Aliás eu não vi, e acredito que ninguém aqui viu, essa nota da GOL.
            O que eu vi foi uma matéria d’O Globo onde eles mencionavam que a GOL havia encaminhado nota à Redação dando conta do problema na APU.
            Mas a matéria transcrevia ipsis litteris apenas uma parte da nota, que casualmente não era a parte que citava a APU – isso ficou por conta da edição feita na matéria.
            Todos os demais veículos se basearam nessa tal nota enviada a’O Globo. Ou melhor: na edição feita pelo jornal.
            Se você tiver um link onde tenha a íntegra da nota, eu agradeço.
            De qualquer forma eu sou passageiro e continuo achando que faltou apenas alguém disposto a dialogar com a tripulação sem perder a calma e sem elevar o tom de voz.

          • Mariel Fonseca

            APU inoperante antes do embarque: cancela o voo ou troca a eronave, se houver outra disponível. APU apresentou pane: desembarca todo mundo de imediato. Agora embarcar sem APU é sádico.

  • walter

    Na segunda feira, 19/01 aconteceu a mesma coisa com um avião da Azul, Rio- Campinas à noite. Trocaram de avião.

  • wagner

    Acho que se tivesse uma comunicação bem feita pela companhia aérea, não teria acontecido qualquer problema. Avisar antes do embarque que estaria muito quente e que quem não quisesse embarcar seria acomodado em outro voo. Informar ainda que o problema maior poderia ser com idosos e crianças. Após o embarque, reiterar a oferta para desembarque, tudo com muita educação e sem arrogância

    • Eduardo Silveira

      Exato!

      O seu comentário traduz com clareza um fator preponderante, pois de fato estamos diante de um acidente de consumo que cabia unicamente ao prestador do serviço ter evitado e que poderia te sido ainda pior.

  • Jandir

    Lito, você vai fazer um post sobre o problema nos freios no avião da Azul? Estou curioso pra saber o que causou o problema. abs.

    • Leandro

      Também estou curioso, sou de Canoas e pouco se falou sobre isso.

  • Thiago

    Acredito que foi feito bom uso das janelas de emergência. Decolar com pessoas passando mal é pedir pra ter uma emergência médica à em voo e acabar voltando às pressas pro aeroporto.

  • Cassio

    Situação complicada mano… se isso acontece aqui em Palmas, no calor de 12h com certeza daria um B.O parecido.
    Infelizmente houve um certo “despreparo” da empresa, o planejamento/CCO com certeza deveria saber desse problema na aeronave, logo a base de destino deveria ter o equipamento para o ar condicionado, ou se fosse o caso, alugar de outra empresa. Não sendo possível nenhuma opção, tentar fazer o embarque o mais rápido possível, minimizando o transtorno aos clientes.
    É complicado pra muita gente pegar um calor tão grande.
    Eu concordo em partes com o Lito, não se pode sair fazendo o que acha que é certo, o simples fato de abrir uma janela de emergência causa facilmente o cancelamento de um voo, e pelo vídeo que foi exposto pela mídia, é possível compreender que pelo menos os tripulantes da GOL tentaram não cancelar o voo. Já viajei em alguns voos onde o ar condicionado não funciona enquanto a aeronave está em solo e é realmente muito complicado, fica difícil julgar o que é correto quando me imagino na situação… agora uma coisa eu digo, a forma como o Comandante falou no rádio, foi de uma forma um pouco grosseira, é como ter uma multidão pedindo liberdade e ter alguém querendo a “ditadura” logo, causou a revolução.

    Infelizmente, faltou ele ser mais cauteloso no TOM e nas palavras utilizadas, claro que não posso ser ingênuo… temos que avaliar o nível de stress e o cansaço do piloto, mas se realmente quisessem seguir com o voo, ele poderia ser mais tranquilo ao falar com todos.

    É a minha opinião…

  • ar-sousa

    Nossa que sufoco 50 graus!!

  • Vítima de Comentário Perdido

    Trate os passageiros como animais e você terá comportamento animal.

    • Dario Lemos

      O que falta é ORDEM, isso sim. E, para finalizar, todos são culpados pelo episódio. E nem precisa concordar pois temos opiniões divergentes, “vítima”.

  • Alvaro Carneiro

    Interessante ler que muitos comentaristas acharam errado abrir a porta de emergencia (como se esta porta fosse um altar sagrado que foi profanado).

    Na cabeça destas pessoas, o CORRETO era os passageiros terem ficado sentadinhos, calmos, curtindo uma sauna por uma hora. Vomitem nos saquinhos por favor e desmaiem nas suas poltronas. Quem desidratar peça água (depois da decolagem claro). Ah, e silencio que os outros querem passar-mal em paz.

    É isso mesmo? Eu gostaria de ver a reação destes mesmos comentaristas, sentados no mesmo avião. Será que ficariam quietinhos e “civilizados” ?

    É muito fácil falar quando se está de fora, sem passar pela situação.

    • Eu acho que ninguém, ninguém mesmo, falou que os passageiros deveriam aguardar sentados e calados. Você é que aparentemente concluiu isso.
      Dica: se não for possível chamar verbalmente um comissário (e não for possível deixar o assento por conta do aviso de atar os cintos), no painel acima dos assentos tem um botão que serve para isso.
      Uma pessoa que saiba se expressar com calma e clareza consegue convencer um comissário da gravidade efetiva de qualquer situação.
      Agora… se o fizer de forma impositiva, descontrolada e não-educada, é bem provável que o pleito não redunde em nada ou só dificulte a solução.

    • Dario Lemos

      Então você acha certo mexer numa porta de emergência? Concluo que você é um perigo aos passageiros que estiverem no mesmo vôo que você. E custava pedir para sair do avião? É um direito seu, entenda isso.

  • MOACYR LOPES DOS SANTOS

    Lito,

    Boa tarde.

    Aproveito a deixa do problema da Gol para relatar um problema semelhante que me ocorreu dia 09/1 em um voo da Azul para Presidente Prudente, mas com final feliz.

    Foi um embarque remoto perto do terminal novo em Viracopos. Ao chegarmos ao avião, a responsável de solo da Azul pediu para o motorista manter os passageiros dentro do ônibus.

    Entrou e comunicou, a pedido do comandante, que o avião, um ATR-72-600 havia sido abastecido e, durante o abastecimento, o avião permaneceu desligado e a temperatura da aeronave aumentou muito devido ao calor africano. O ar condicionado dos ATR´s só funciona com o motor ligado.

    Após explicar tudo isso, ela informou que aguardássemos dentro do ônibus, que é refrigerado, enquanto iria ligar o motor e o ar do avião por 10 minutos até que a temperatura diminuísse e pudéssemos embarcar com maior conforto.

    Assim foi feito e tivemos uma viagem agradável graças ao bom senso do piloto, que, q meu ver, faltou na Gol.

    Um abraço.

    • Dario Lemos

      Atitude sensata, responsável e respeitosa da Azul e de seus tripulantes.

    • André Haeffner

      Nota 10 pra esse piloto. Um pouquinho de boa vontade e tudo resolvido! Gente proativa é outra história viu…

    • Gustavo Pilati

      Infelizmente isso não seria possível no Boeing. Apesar de ambos os sistemas de ar condicionado funcionarem com o motor ligado, o ATR possui um sistema que permite acionar o motor do lado direito sem que a hélice gire e assim ter ar condicionado desde o embarque.
      No Boeing não é possível acionar o motor enquanto está na posição porque há muita gente e veículos passando ali perto e seria um risco muito alto.

      • MOACYR LOPES DOS SANTOS

        Foi isso mesmo que ocorreu. Fiz dois voos esta semana com ATR´s na Azul e o procedimento foi o mesmo em todos os voos, apesar do calor escaldante.

  • Lucas Pott

    Lito, não seria viável manter o motor 2 acionado enquanto não houvesse Ar condicionado autônomo disponível ? As portas de carga são do lado esquerdo correto(B737) ? Seria possível e viável, mesmo que mais “cara” a operação ?

    • Gustavo Pilati

      As portas de carga ficam do lado direito.

  • Marcos Silva

    Isso fez me lembrar uma situação parecida que vivi final de 2010, um voo da Tam que estava para Belém aconteceu o mesmo, ficamos na aeronave aproximadamente 2horas, dentre a identificação do problema, o reparo sendo feito (assim informados pelo comandante) e o anúncio que seria cancelado o Voo. Na ocasião não houve tumulto, sim muitas reclamações pelo calor e o tempo de espera, mas ninguém se prontificou a violar leis,num bom senso, a maioria decidia a favor de sair do avião sem abrir portas de emergência e isso aconteceu mediante conversa e o anúncio do Piloto ” O voo sera cancelado, passageiros serão realocados para outra aeronave, favor orientar -se no balcão de informações”.

    • André Haeffner

      Ou seja: seu caso era diferente. Só achei parecido o calor. E abrir a saída de emergência não é violão da lei. A saída de emergência existe para ser aberta.

      • Gustavo Pilati

        Em situações de emergência, onde é necessária uma evacuação de emergência…..

        • Gabriel Renner

          E no caso deles não é emergência? Ou deixar pessoas passando mal ao ponto de até desmaiarem é ”normal”? Não somos nós que estávamos no voo, fica fácil alfinetar não é mesmo?

  • Nelson

    Quem já subiu a bordo de uma acft vazia parqueada em remota sob sol mesmo com as portas abertas sabe que aquilo é um forno. Imagino que com os pax dentro além de quente, fica uma catinga só, e não adianta abrir as janelas e emergência que “não” resolve a questão da temperatura.

    Se eu tô de RIP num voo destes ao largar no CCO e vejo um item MEL destes…. num dia quente daqueles, eu pensaria 2 vezes.

  • Godofredo José Nadler

    Lito, desculpe sair do tema acima, mas olha que resposta da Aerolineas Argentinas deu a um Cliente que disse que as aeromoças deviam ser esbeltas e magras ao invés de serem meio “gordinhas”. Colhi do site do MSN. Achei dez…

    “Estes são os requisitos para ser tripulante da cabine:

    – Ser maior de 18 anos

    – Altura: mulheres 1,63 a 1,75 – homens 1,70 a 1,85

    – Nacionalidade argentina

    – 2º grau completo

    – Licença de TCP (certificação para ser comissário)

    – Domínio do idioma inglês

    – saber nadar

    Os preconceitos não saem para voar e nós os deixamos em terra. Saudações”.

    Muito dez, parabéns a companhia aérea…

  • Esta me deixou tão revoltado que me fez até sair do meu exílio à la Greta Garbo (sem absolutamente NADA do charme, do talento e do glamour dela, é claro) para comentar. Quase nunca discordo do Lito, até porque na maioria das vezes, quem sou eu para discordar de um superprofissional e grande ser humano como ele? Mas desta vez, discordo categoricamente.

    Fato: a Gol foi de uma irresponsabilidade tremenda. Uma temperatura dessas sem ventilação por mais de uma hora é “apenas” muito incômoda para a maioria das pessoas, mas é potencialmente FATAL para várias categorias de outras: bebês e crianças pequenas (o sistema de regulação térmica deles ainda não está maduro e o volume de água do corpo é pequeno), idosos, cardíacos, hipertensos (especialmente se estiverem tomando diuréticos), pessoas com histórico de trombose, com problemas renais e alguns hormonais, etc. Em alguns desses casos, há ainda o risco de, mesmo não matando, a hipertermia provocar lesões cerebrais irreversíveis, com sequelas para o resto da vida. E entre 130 passageiros, certamente havia bem mais de uma pessoa nessas categorias de risco.

    Portanto, a Gol COLOCOU EM RISCO A VIDA DE SEUS PASSAGEIROS – não de todos naquele avião, mas pelo menos de alguns. Não estou exagerando, isso é um fato, e não é pouca coisa, nem é sem importância. Até parece que a responsabilidade de uma companhia aérea pela segurança de seus passageiros só começa depois da decolagem, até porque antes disso não haveria riscos – mas há… Nessas condições, ficar indignado com a “incivilidade” dos passageiros que desobedeceram os regulamentos e fizeram uma coisa até estúpida, em vez de indignar-se com a imprudência potencialmente assassina da Gol, parece-me uma tremenda inversão de valores. Algo como querer processar uma vítima de estupro por violação da lei do silêncio por ter gritado ao ser estuprada tarde da noite e acordado a vizinhança inteira – que coisa mais selvagem e incivilizada, ficar gritando tarde da noite!

    A Gol não deveria JAMAIS ter embarcado os passageiros num avião nessas condições, e se o comandante tivesse colhões e bom senso, também não deixaria, mas uma vez ambos tendo feito a burrada de embarcá-los, o comandante não deveria ter “oferecido” o desembarque (até porque é uma temeridade e uma total falta de bom senso delegar decisões sérias como essa a pessoas de cabeça literalmente quente, e mais ainda quando exigiria um consenso de todas elas, como neste caso). ELE deveria ter tomado e assumido a decisão de cancelar o voo e ORDENADO o desembarque ao primeiro sinal de que o tempo em solo sem ar condicionado seria excessivo e perigoso – acima de uns 20 minutos nessa temperatura num ambiente fechado, eu já acharia perigoso demais.

    Alguns acharam o comandante autoritário no vídeo (o Lito não postou, mas procurei e achei). Não o achei autoritário, mas achei-o sem noção, fora da realidade. O tom dele foi de quem estava surpreso com o evento “inusitado” e “estranho” de alguns passageiros estarem passando mal depois de uma hora sem ventilação a quase 50°C numa cabine trancada (ele disse que “foi informado” disso – precisava???), como se isso fosse uma reação exagerada, despropositada e excepcional a uma coisinha à toa…

    Estamos falando de seres humanos, que agem segundo uma coisa chamada natureza humana. E fazem parte dessa natureza vários limiares a partir dos quais o comportamento das pessoas, mesmo o das mais cordatas e civilizadas, muda completamente. Sobretudo, há um ponto intolerável de DESESPERO (esta é a palavra-chave aqui), a partir do qual a racionalidade, a moral, as regras, a decência, tudo isso torna-se irrelevante e é jogado fora – às vezes, com a rapidez e a violência de uma descompressão explosiva. Exigir civilidade e obediência a regras e regulamentos de um desesperado é, sim, pedir demais. Ou os passageiros do UA93 não violaram um monte de regulamentos, também? Pois é, eles estavam desesperados, aqueles selvagens!!!

    Guardem este ponto: os passageiros que abriram as portas de emergência estavam DESESPERADOS. Não estou dizendo que isso justifica, perdoa ou torna certo o que eles fizeram: estou apenas afirmando um fato frio e objetivo – simplesmente, foi isso que aconteceu. E desespero dispensa justificativas, ignora regulamentos, não tem controle, está acima do bem e do mal, do certo e do errado, tudo isso é irrelevante para quem está desesperado. A Gol conseguiu fazer vários passageiros ultrapassarem seu limiar de desespero – um risco que ela deveria saber que corria. Não é admissível que nenhuma companhia aérea (ou de qualquer outro ramo de atividade) leve um só de seus passageiros (ou clientes) ao desespero. E foi exatamente isso que aconteceu. E poderia ter sido muito pior, porque poucas coisas são mais perigosas que gente desesperada – elas não são nada razoáveis mesmo, não, e perdem toda noção de limites! E sim, fazem besteiras. Mais uma vez, isto é um fato objetivo, para além de qualquer julgamento.

    O fato de ser o Brasil (e o Rio de Janeiro) não muda isso em nada. Duvideodó que isso não pudesse acontecer num avião em situação idêntica no aeroporto de Okinawa (praticamente o único lugar do Japão onde poderia fazer calor suficiente para algo assim). Por mais certinhos, disciplinados e civilizados que os japoneses sejam, eles também são seres humanos como nós, e têm os mesmos limiares, que todo o condicionamento cultural deles só consegue talvez colocar num patamar um pouco mais alto. E até por serem mais contidos, quando explodem podem ser piores ainda (para saberem como é um japonês desesperado, pesquisem sobre o que aconteceu em Tóquio logo após o grande terremoto de 1923 – o pânico e a histeria que se seguiram foram quase tão destrutivos quanto o próprio terremoto).

    A Gol foi não apenas irresponsável e negligente como ingênua se acreditou que poderia deixar passageiros literal e indefinidamente cozinhando sem transformar o avião numa panela de pressão. E, como sabemos bem, sem cuidado, panelas de pressão explodem. Não soube dos detalhes técnicos (tipo se abriram ou não os escorregadores), mas torço para que a Gol tenha tido um monte de despesas para recompor o avião após a abertura das portas de emergência. Doendo no bolso, talvez assim ela aprenda a não brincar com fogo – e com a vida de seres humanos.

    • Walter VJ

      Salve conterrâneo!
      Que surpresa agradável!
      Seus conhecimentos e a forma como você se expressa enriquecem os debates.
      Abraços!

    • Rafael P.

      Aguardando o povo lá de cima vim falar em “selvageria”, “disciplina”, “normas”, “brasileiros” etc etc e etc.

      O Goytá foi um dos poucos que saíram do discurso de que até para morrer tem que seguir norma. Um dos poucos que teve empatia de entender a situação dos passageiros. Um dos poucos que percebeu que comandante não pergunta, comanda. Um dos poucos que não veio com comparação ridícula de “rodoviária”, citando os japoneses, conhecidos pela extrema organização e educação.

      E um dos poucos que entendeu que a responsabilidade é da companhia, e não dos passageiros.

      Parabéns.

    • Rafael Rodrigues

      Goytá, feliz por seu sempre enriquecimento do debate e agradecido pela excelente analogia da mulher sendo estuprada. Acho que esse exemplo encerra a discussão (da qual participei).

    • Goytá, com todo respeito: acho que você exagerou na leitura dos fatos.
      Uma porque não estava presente, logo não é cabível afirmar coisas com tamanha veemência baseado em relatos de terceiros ou da nossa gloriosa imprensa.
      Como dizia um atleta fantástico que eu vi jogar: o “SE” não entra em campo (Coimbra, Arthur Antunes). SE acontecesse isso, SE acontecesse aquilo, é diferente de projetar uma situação real de risco a passageiros, que envolve negligência de procedimentos.
      Mas, enfim, esse assunto já deu o que tinha que dar (exceto, claro, pelos desdobramentos jurídicos que você almeja que tenha).
      Abraço.

      • Humberto Kubrick

        Marcelo ,com todo respeito mas,” por que esse assunto já deu o que tinha de dar” ?
        Das opiniões que li nesse tópico (uma até ridícula como a do “brasileiro ser um pouco selvagem ” ) a do Goytá ,para mim, é de longe a mais sensata e abalizada e sem querer aqui entrar no mérito da infração dos regulamentos com a abertura das portas de emergência mas ,ficar no interior de uma aeronave numa temperatura de 50 graus célsius pelo período que essas pessoas ficaram é no mínimo “uma falta de consideração pelos clientes “.

        • Acho que não me expressei bem. Refiro-me ao fato de que vou ceder à tentação de não escrever um tratado sobre isso, afinal nada que envolve subjetividade é definitivo.

          • Marcelo, o que há de subjetivo no fato de que seres humanos submetidos a temperaturas em torno de 50°C, por mais de uma hora, num ambiente trancado, sem ventilação nem outras medidas paliativas, não apenas estão sujeitos a extremo desconforto, como correm riscos à sua integridade e à sua saúde, e em certos casos à sua vida? Isso é um fato OBJETIVO e mais que estabelecido em medicina.

            O que há também de subjetivo em comportamentos extremos também mais que estabelecidos em etologia e perfeitamente esperáveis, ainda que não desejáveis, numa circunstância dessas? Você fala como se, pelo fato de não termos estado naquele avião, não podermos dizer se os passageiros não abriram as portas de emergência por pura brincadeira após ficarem 10 minutos a agradáveis 20°C…

            E outra coisa: ONDE sua imaginação leu no meu texto que eu almejo que haja “desdobramentos jurídicos”? Por favor, vá lá, copie e cite a passagem exata. Não que eu, pessoalmente, não fosse processar a Gol se fosse submetido ao martírio daqueles passageiros (o que eles passaram com certeza já seria suficiente para um processo por danos morais, e suponho que devam pipocar alguns), mas estou afirmando isto AGORA. Não falei nada disso na minha postagem anterior.

            Acho também que você deve ser um frequentador recente do A&M e deve ter chegado depois que me afastei. Os veteranos aqui se lembram, conhecem meu estilo e sabem que, para os meus padrões, aquilo está longe de ser um “tratado” – é apenas uma postagem de tamanho médio das minhas. Já fiz bem maiores…

          • Acho que você não me entendeu, Goytá…
            Mas, como falei, pra mim esse assunto já era.
            Abraço.

  • Tony Coelho

    Pela primeira vez li um post do Lito que discordei. Antes de me manifestar li todos os comentários e de repente o último comentário era de quem? Super Goytá que consegue tirar as palavras de minha boca e falar exatamente o que eu ia dizer porém de maneira objetiva e com belos exemplos o comportamento humano.

    Entendo o ponto de vista técnico do Lito, não teria que ser de outra maneira, ele é o cara mas acho que dessa vez escorregou esquecendo o ponto de vista do passageiro.

    Como qualquer “desastre”, esse também foi uma sucessão de erros. Primeiro o Comandante não deveria ter autorizado o embarque sob essas condições sabendo que ainda poderiam demorar uma hora. A tripulação certamente
    não foi treinada para esse tipo de ocorrência e provavelmente não deu muita
    bola para a queixa dos passageiros, gerando ainda mais revolta. Nenhum
    passageiro passou por treinamento de sobrevivência nessas condições climáticas.

    Pelo que li nos comentários a Azul está com um procedimento quebra-galho para conforto dos passageiros em seus ATRs. Na falta de uma unidade de ar condicionado externa nesses dias de calor Senegalesco o mínimo que a Gol teria que fazer é retardar o embarque até o último momento, avisar antecipadamente as condições internas da aeronave e manter os passageiros devidamente informados durante todo o procedimento, tornando-os colaborativos.

    No speech o comandante foi acometido de soberba dizendo que “foi
    informado” da reclamação e ofereceu o desembarque depois de tanta espera. Ninguém precisa “ser informado”, estavam todos no mesmo barco. O comandante é o único responsável por esse imbróglio, certamente pressionado pela própria empresa para não atrasar embarques e ao mesmo tempo poupar combustível.

    Resultado, péssimo comportamento da tripulação, transformou a viagem num jogo nós contra vocês. Ofereceu desembarque quando já era tarde, deu nisso.

  • Fabio Malvar

    Minha pergunta é a seguinte: Nesse caso os pilotos também ficam 1 hora dentro do cockpit sem ar condicionado fazendo os preparativos para o vôo?

    • Gustavo Pilati

      Sim

      • Fabio Malvar

        Então se entende também a falta de paciência do Piloto. Feliz é o que eles não deveriam estar. Inclusive se eu entendi bem ao ligar as turbinas, o ar condicionado funcionaria, não é? Então acredito que ao pé da letra isso feriria até a segurança de vôo, já que os pilotos deviam ser os primeiros a querer levantar vôo e acabar com a tortura. Mas vai que isso motive que eles pulem algum procedimento de checklist, etc..
        O vôo devia ser cancelado pela empresa na hora que souberam do problema do avião.

    • Nelson

      Em dias quentes a exemplo de qualquer outro dia, os tripulantes assumem a aeronave e permanecem em seu interior e fora dela tomando chuva, sentido frio ou calor, realizando algumas rotinas antes da liberação do embarque.

      Não significa que em algumas situações não passam calor, mas não se pode comparar cenários tão distintos.

  • Rids

    1) a culpa foi do despachante. Dependendo da temperatura ambiente não pode haver embarque sem uma unidade de AC na ausência de APU. Só para se reduzir 20ºC em avião vazio com a ACU aos 30ºC é necessária uma meia hora. Era melhor atrasar ou cancelar o voo, o quê acabou acontecendo pela abertura da janela de emergência.

    2) para resolver o problema já estabelecido antes de abrir o “quebra-vento”, bastaria ao comando dizer alguma coisa como: “- Prezados passageiros, em razão de um problema técnico que pode colocar em risco a saúde dos ocupantes, a aeronave precisará ser totalmente evacuada. Sigam rigorosamente as recomendações dos comissários para o desembarque, que deve ser realizado com calma e, principalmente, atenção”. Muito diferente de sugerir meramente o desembarque aos passageiros.

    3) isso me deu uma ideia de um quiz, que vou mandar pro Lito.

    • Nelson

      Mandou bem Rids! Vou agraciar o seu post com a hashtag: #SimplesAssim

  • fernandolopeslopes

    As portas de emergência são para serem abertas em situações de emergência… Certo? Calor de 50º em um ambiente confinado pode ser considerado emergência? tirem suas próprias conclusões. Outro ponto , se abriu a porta de emergência, chama a manutenção, fecha e pronto, qual o risco pra aviação civil. o avião estava parado.

    • david .snege (CAAA)

      O que o povo tem que aprender, é que: Dentro da aeronave, estando em solo ou não, quem manda é o Piloto, e a tripulação (comissários e outros) está lá para ajudar, não é para o Cliente do voo fazer o que da na telha dele como se ele estivesse em casa.

  • Pablo Leão

    Gostaria de saber pq a FAB mantém o avião ligado em solo por mais de horas? No caso um jatinho que parece ser um Embraer ou um Bombardier. Existe algum tipo de verificação em solo que necessite estar em funcionamento por quase duas horas?

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