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Assim se perde um pouco da história da aviação no Brasil

Douglas DC 3 – Foto: Diego Vara / Agencia RBS

Esta notícia do Zero Hora fala sobre o acervo do Museu da Varig, localizado em um hangar na área do aeroporto Salgado Filho em Porto Alegre no Rio Grande do Sul, que deve ir a leilão para o pagamento de dívidas da empresa falida.

O que podemos falar não é? Já sabemos como a lentidão da Justiça e o “imbróglio” de leis e recursos neste país trabalha contra a própria sociedade, seus valores e sua história. Junte a isto a falta de visão de boa parte do empresariado (com raras exceções) e temos a receita para perder boa parte de nossa história, e sabem não é, um povo sem passado não consegue definir o seu futuro. Precisamos de mais e mais museus neste país.

Eu tenho uma inveja boa quando visito museus nos Estados Unidos, mantido com dinheiro de doações e trabalho voluntário, e claro, também com a venda de souvenirs e toda uma indústria voltada para a manutenção do conhecimento através do passado. Não há esse tipo de negócio por aqui.
Em Fevereiro de 1969, antes do Concorde sair do chão pela primeira vez, os americanos levaram um XB-70 Valkyrie para o museu, um Bombardeiro que voava a Mach 3!

Precisamos evoluir, mas não podemos depender do governo para isso.

Neste museu da Varig abandonado a própria sorte encontra-se o primeiro bilhete emitido pela Pioneira, o primeiro simulador de voo e antigos uniformes de funcionários. Pode-se argumentar sobre o bem ou o mal [político] que a Varig fez a este País, mas não se pode deixar esses registros desaparecerem.

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Sobre o Autor

Graduado em Manutenção de Aeronaves, com muito bom senso :) 30 anos de aviação comercial (e contando), de Lockheed Electra à Boeing 787. Tentando simplificar a complexidade da aviação.
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