Algumas pessoas se arriscam a morrer para mudar de vida (e muitos conseguem… morrer). Outro dia estávamos trocando um transmissor de quantidade de óleo hidráulico do sistema central do 767, que fica localizado no alojamento do trem de pouso principal (marcado em vermelho na figura abaixo), que não por acaso é o lugar preferido para os clandestinos se esconderem e tentarem escapar de algum lugar.

O problema de tentar escapar pelo alojamento do trem e que os clandestinos não sabem é que a área do trem de pouso não é pressurizada, portanto não vai ter oxigênio suficiente para respirar quando a aeronave atingir o voo de cruzeiro e o pior: a temperatura la dentro pode chegar a -50 graus celcius. De acordo com especialistas, o tempo médio para morrer nessas condições é de oito minutos.
Abaixo tem uma foto do alojamento do trem direito do 767 com uma mecânica dentro, da pra perceber o quanto é grande e espaçoso la dentro, então não ocorre a morte por esmagamento (como é o caso no Boeing 737)

Conclusão: Se você quer fugir para outro lugar clandestinamente, é muito melhor ir no porão de um navio descascando batata do que como bloco de gelo dentro de um avião. Ah, por incrível que pareça ha dois casos conhecidos de sobreviventes que voaram no alojamento (não sei se ficaram com sequelas), mas não encontrei os links para a noticia. Lembro que o ultimo foi no ano passado, de um adolescente (que inclusive caiu na hora do pouso), mas foi um voo bem curto e ele não passou por condições extremas de temperatura e alta altitude.
Algumas noticias de clandestinos que tentaram a sorte:
Camaronês é achado morto em trem de pouso
Encontrado clandestino morto em trem de pouso de avião dominicano
Passageiro clandestino africano encontrado morto num avião na Bélgica
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Olá, Lito…
Sou uma das leitoras silenciosas que lê o blog da Anita e logo passei a acompanhar seus textos também. Hoje quando li este post fiquei com uma dúvida sobre pressurização. Uma vez fiz um passeio de avião que voou sobre o Grand Canyon no Arizona-USA. Nunca passei tão mal na minha vida…hehe Muita ansia e não parava de bocejar. Na saída perguntei e o guia disse que essas sensações ocorreram porque o avião voava baixo e por isso o avião não precisa ser pressurizado. Isso procede? Juntei com outra informação daquela mesma época, quando um piloto de helicóptero do próprio parque desenvolveu um coágulo no cérebro impedindo qualquer voo para a base do rio Colorado, já que ele era o única pessoa que fazia o passeio. A explicação desta vez foi que o canyon tem uma pressão atmosférica alta e o piloto arriscava-se toda vez que descia e subia, em um veículo sem pressurização. Ou seja, se isso procede, o piloto do tal avião “despressurizado” também não está suscetível aos mesmos problemas? Bom, desculpa se a pergunta acabou ficando muito prolixa…hehe Sucesso e que Deus esteja com vc e a Ana Cavagnoli.
Abraços,
Bia
@Beatriz, não sou especialista em grand canyon, mas sei que algumas rochas chegam a 7.000 pés de altitude (2130 metros) e o fundo do canyon está a 2000 pés (600 metros, mais baixo que SP). Os aviões que voam até 10.000 pés de altitude (3000 metros) não precisam ser pressurizados, pois ainda há oxigênio suficiente para o ser humano, porém próximo a esta altitude algumas pessoas já se sentem enjoadas e com sonolência. Quando o avião é pressurizado, a altitude dentro da cabine do avião é mantida artificialmente por volta de 8000 pés (2400 metros) e sabe quando as comissárias mostram que se a cabine perder a pressurização máscaras automaticamente cairão? Pois é, as máscaras caem quando a altitude da cabine chega aos 14.000 pés (4200 metros), pois aí já fica bem difícil de respirar.
O caso do coágulo não acredito que tenha se desenvolvido por causa da variação de altitude…
Espero ter ajudado (e não complicado ainda mais..rs). A Ana está aqui do meu lado e manda um abraço :)
Lito,
Assisti um dia desse no Discovery naquele Emergências de Pronto Socorro, um rapaz que estava em quadro de hiportemia após ter vindo para os Estados Unidos no compartimento de trem de pouso, ele conseguiu ‘milagrosamente’ sobreviver, devido a um método de aquecimento inovador e arriscador adotado pelos médicos, que foi a salvação dele.
Lito! o coágulo não teria a ver como algo parecido ao que acontece com os mergulhadores?ou inversamente proporcional?
LITO! VOCÊ SACA DE AVIAÇÃO MILITAR?
UM OUTRO ACIDENTE ACONTECEU COM UM LOCKHEED MARTIN F 22 RAPTOR, NUM PROGRAMA DE VALIDAÇÃO DE NOVOS SISTEMAS, FALECEU O PILOTO DE TESTES DAVID COOLEY,(21 ANOS DE SERVIÇOS) NÃO SEI DE QUANDO É ESSA INFORMAÇÃO, MAS SABES DE ALGO?
lITO, LÁ PELO ANO DE 1998, ESTAVA TRABALHANDO NO 747 VNA DA VARIG ME PREPARANDO COM FERRAMENTAS, PARA TROCA DE START #1
QUANDO O PICAPAU ( VOCE DEVE CONHECER!) APARECE BRANCO QUASE SEM VOZ, SE ATRAPALHANDO NAS PALAVRAS FALANDO REPETIDAMENTE, NO TREM DE POUSO, TREM DE POUSO; FOMOS VER O QUE ERA, TINHA UM CORPO JUNTO AO SISTEMA HIDRÁULICO NO TREM DE POUSO PRINCIPAL ESQUERDO. ESSE ASSUNTO FOI COMENTÁRIO NA EPOCA POR DIVERSAS SEMANAS NA EMPRESA.
ABRAÇOS GENEROSO
LEMBRAM Do FILME QUANDO O Arnold Schwarzenegger entrou no aviao pelo trem de pouso, quando o Wesley snipes no pssageiro 57 o esteven seagal no força delta também o fizeram… e a jodie foster no plano de vôo e o harrison ford no air force one?. pois bem , hollywood poderia ao menos estudar para dar mais realismo aos seus filmes, kkk
AMIGOS-AS CONDIÇÕES DE HOJE SAO BEM DIFERENTES.NA MINHA ADOLESCENCIA(COISAS DO SECULO PASSADO)TIVEMOS UM COLEGUINHA QUE UM DIA FOI AO VELHO GALEÃO,VIU UM BELO CONSTELLATION DA PANAIR,E RESOLVEU SE METER NA BEQUILHA DIANTEIRA E IR ATE CUBA SALUDA AL GRAN DICTADOR EL GRAN GRAL FIDEL CASTRO.SAIU TUDO BEM..CHEGOU INTEIRO.FICOU LÁ EM CUBA UNS 3 MEZES,O FIDEL CASTRO SE TORNOU AMIGO DELE.DEPOIS QUANDO VOLTOU,ELE FOI APELIDADO DE “PAULINHO CUBANO”.SO NAO SEI DIZER ONDE ELE ANDA.MAS FIQUEM CERTO NAO E HISTORIA DE PANTALEÃO NAO..
@CARDOSO, é bem plausível. Na época do Constellation os aviões não eram pressurizados e não subiam muito por causa disso, ficando em altitudes respiráveis. O sujeito deve ter passado frio, mas é plausível.