Faltam Profissionais no Mercado de Aviação
Abaixo a matéria veiculada pela Globo ontem. O curioso é que apesar da demora em se formar um técnico pleno em manutenção de aeronaves, não está havendo planejamento suficiente para suprir a demanda que vai haver quando (se) houver a copa do mundo de futebol. Mas também ao mesmo tempo há demissões na indústria por causa da crise. Parece o cachorro correndo atrás do rabo.
” Faltam profissionais qualificados no mercado de aviação
Sindicato diz que já há sobrecarga de trabalho. A Anac teme que isso prejudique o crescimento do mercado.”
Os motivos são variados. Os cursos são caros, as empresas não estão dispostas a pagar pela formação de novos profissionais, os salários já não atraem tanto. Até maio deste ano, nenhum mecânico de voo – que é o profissional que viaja nos aviões – tirou o certificado para trabalhar. Para o sindicato que representa os funcionários, já há sobrecarga de trabalho.
Leandro Santos é motoboy, mas espera mudar de profissão em pouco tempo: “Sonho ser um mecânico de aeronave, fazer parte da manutenção de uma empresa”.
Para alcançar esse sonho ele se matriculou em uma escola de aviação: “Metade do meu salário deixo aqui”.
O custo do curso para comissária de bordo também é alto. Maria Rita ainda calcula outros gastos pela frente: “Tem que se dedicar ao inglês, uma outra língua”.
O investimento do aluno é muito grande. Um piloto, por exemplo, precisa fazer seis meses de curso, pelo menos. Se for para voos comerciais, ele terá que passar mais um semestre na escola. Depois, vêm as horas de voo: 200 em média, que vão custar cerca de R$ 50 mil. Alguns pilotos experientes acreditam que por causa desse gasto tão grande, hoje há bem menos profissionais em busca desse mercado.
“A evasão está se dando exatamente por esse motivo. O custo de aprendizado é extremamente alto e o retorno é extremamente baixo. As empresas não pagam mais de R$ 2,5 mil por mês para um iniciante”, compara o piloto e instrutor Rui Torres.
“Quando você é empregado numa companhia aérea como piloto, você começa ter retorno a partir do terceiro ano, mais ou menos, de tudo aquilo que você investiu para começar na carreira”, afirma o aeroviário Ranieri de Moura Ribeiro.
Mais de 50 milhões de pessoas viajam por ano de avião no Brasil. Só neste primeiro semestre houve um aumento de 3% no número de passageiros, em comparação com o mesmo período de 2008.
“Acabei de comentar isso ali no check-in. Sem bagagem, duas pessoas e uma fila enorme. Você vê várias outras posições abertas que poderia ter funcionários e não tem”, reclama o administrador Marcelo Miranda.
“São sobrecarregados e falta um pouco de humor no atendimento. Estão realmente sobrecarregados”, atesta o consultor Rodrigo Carvalho.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) teme que o mercado não esteja preparado para encarar esse processo de crescimento.
“O boom que aconteceu na aviação brasileira entre, mais ou menos entre 2002 e 2005, gerou sérios problemas de oferta de mão-de-obra em 2006 e 2007. Se falta profissional, vamos ter problema de oferta de voos, as companhias vão ter que segurar um pouco a oferta de novos voos e com isso o preço da passagem acaba se elevando”, aponta a diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Solange Vieira.
“Trabalham no limite máximo e muitas vezes superior ao limite permitido pela Legislação. Uma das características do aeronauta é fadiga crônica. Tanto no comissário quanto nos pilotos e que leva, por exemplo, a afastamento de voos”, afirma a diretora do Sindicato Nacional dos Aeronautas Marlene Ruza.
“A Anac fiscaliza e controla muito as linhas aéreas. Se elas estão colocando os pilotos para trabalhar mais do que o máximo estabelecido. Tem um controle e, na verdade, o que vai acontecer é que não vai poder crescer a taxa que o mercado está demandando”, diz a diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Solange Vieira.
A diretora da Anac diz que a agência está oferecendo bolsas de estudos para pilotos que atendem a algumas exigências. Com a bolsa, os interessados podem fazer cursos em aeroclubes. Hoje, segundo o Sindicato dos Aeronautas, há 500 pilotos brasileiros que voam no exterior, onde os salários são melhores.
Fonte: Globo.com via leitor do Blog Luís de Deus M. Jr.



É Lito infelizmente continua a defasagem de aeronaves X profissionais de aviação e também as demissões em massa que já aconteceu anteriormente e aumenta ainda mais essa diferença. Tenho comentado com os alunos da ETEC Alberto Santos Dumont que para iniciar como Técnico de Manutenção tem que ter as 3 carteiras da ANAC, Inglês, gostar da profissão,
saber que todas as datas comemorativas da familia não será comemorada no dia e também como a maioria é jovem entre 19 e 24 anos ter
que sair do colo da mamãe e do papai e ir trabalhar ( basear) por exemplo em “Quixeré do norte ou do sul” ; com tudo isso uma boa dose de humor e postura, talves tenha esquecido de algo mas acho que é por aí.
Abçs
As empresas deveriam passar a se preocupar de fato com a boa formação dos profissionais ao invés de ficar esperando de bandeja.
Apesar de ser um governo bom para os necessitados, infelizmente a aviação não está recebendo a atenção e a prioridade que merece. A copa é daqui a 5 anos só…
Caro Lito,
Vemos nesta reportagem que é citado o profissional “mecânico de vôo”(vulgo flight ou F/E) “…Até maio deste ano, nenhum mecânico de voo – que é o profissional que viaja nos aviões – tirou o certificado para trabalhar…”
Mas o que não é citado é que o mercado de F/E é super hiper restrito e em extinção!!!
Quais são as possibilidades de novos profissionais neste ramo? Será que realmente vale a pena? Ainda existem cursos para F/E?
A ANAC não precisa se preocupar com a falta de profissionais na aviação. Isso nunca vai acontecer. O que a ANAC precisa se preocupar é com a falta de infra estrutura aeroportuaria. Isso sim está prejudicando o crescimento das empresas brasileiras! Nossos aeroportos são de uma infra-estrutura medíocre.
Ola tudo bem gostaria de solicitar se tem alguma empresa interessada em me contratar pois tenho curso tecnico eletronico e gostaria de ingressar na área de avião, moro em Belo Horizonte, aguardo respostas: 3134337708 – Marco
sou funcionário da tam com 7 anos de experiência e cht de célula, ganho R$1.200,00 reais sou auxiliar e eles não me promovem pois dizem não ter a vaga! então não falta tecnico falta vergonha na cara da anac em fiscalizar isso!!!
Rafael, o menor salário de mecânico na Gol é de R$ 1.800 aqui em Floripa.
Eu nem sabia que existia salário tao baixo na TAM para mecâncio, é praticamente o mesmo salário do check-in.
Qual é a sua base?
Abraço
@RAFAEL ANDRADE GODOY, se depois de 7 anos você continua sendo auxiliar de mecânico, tem algo errado com a TAM ou com você. Como não conheço a TAM nem você não posso opinar. Mas sei que tem mecânicos com muito menos tempo de experiencia na própria TAM ganhando muito mais do que esse salario e ja exercendo a função de mecânico.
Outa coisa, não é competência da ANAC fiscalizar salários de empregados, isto faz parte do contrato de trabalho entre o funcionário e a empresa. A ANAC regula outras áreas técnicas e administrativas do sistema aéreo.
Ola, gostaria de saber como faço o curso de aeromoça que tem na area militar em Minas Gerais ,q é a partir de 16 anos . Tenho 15 e vo fazer 16 o mes q vem.
aguardo retorno
Tente obter informações na CEAB (http://www.ceabbrasil.com.br/blog/)
…
Ja tinha ouvido sobre casos como o do nosso amigo RAFAEL A. GODOY da TAM, mi comentaro exatamente isso, profissional com CHT e varios anos de experiencia e baixo salario, quem mi contou foi um proprio funcionario da TAM em sao carlos que faz MMA comigo e trabalha na pintura…É complicado.