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Bob Hoover Para Inspirar 2016

É público (risos) o meu gosto por aviões e guerras. Opa! Não, não é deleite por sangue e cadáveres. Gosto mesmo é da atuação e evolução da aviação, bem como a maestria dos aviadores nesses períodos. A segunda guerra mundial, por exemplo, em seu absoluto eflúvio, foi cenário para o fabuloso Bob Hoover realizar a sua primeira empreitada.

Bob nasceu em 24 de janeiro de 1922, em Nashville nos Estados Unidos. Tornou-se um militar, showman aéreo e piloto de testes maturado. Quando jovem, para poder sustentar a vontade de voar e cobrir os gastos com as instruções de voo, Robert trabalhava em uma mercearia. Audaz, como uma lenda tende a ser, aprendeu sozinho a executar acrobacias.

Posteriormente, já formado pela Escola de Treinamento para Pilotos, Hoover testou aviões, em Casablanca, a serem despachados para combate na ativa guerra. Em seguida, na “ilha de Napoleão”, Córsega, com Spitfires. Em uma de suas missões sobrevoando com um Spitfire a França, foi atingido e, em seguida, aprisionado na Alemanha. Como ele escapou? Roubou um FW190, avião alemão, e voou para a Holanda. =)

Nos anos 90, a condição médica de Bob foi contestada pelo FAA e, apesar das inúmeras tentativas, o órgão revogava dos pedidos do seu advogado. A idade de aposentadoria obrigatória para pilotos era de 60 anos e, bem, Hoover tinha 70, voando oficialmente e operando manobras de alto risco. Ainda assim, a “contenda” para a obtenção da sua licença médica foi incessante, houve até apelo à Suprema Corte!

Por fim, Robert e seu advogado, Bailey, conseguiram persuadir o FAA – munidos de provas médicas convincentes –  acrescidas de uma licença e certificado médico obtidos na Austrália, sua (ainda) aptidão para voar. E assim o fez. Até seus 80 anos executou shows aéreos e, até os 85, voos mais normaizinhos (rs…).

Bob Hoover foi o primeiro piloto a voar um XFJ-2 Fury, equipado pela marinha americana para que tivesse um ângulo de ataque expandido e um T-28, avião para fins de instrução militar, também da marinha. Eles representam, apenas, dois dos mais de 300 tipos de aviões que voaram sob o seu comando, incluindo o notável Mustang P-51.

Bob Hoover

Bob Hoover

Durante sua carreira o “maior piloto que já existiu”, como é reconhecido por muitos, colecionou muitos prêmios e medalhas. Seu legado, entretanto, vai bem além desses protocolos. Baseado em uma experiência que quase lhe custou a vida, Bob desenvolveu um sistema simples e eficaz de alimentação com o intuito de impedir o abastecimento errado de combustível. Não temos dúvida de que, o procedimento implantado por Hoover, salvou muitas vidas.

Eu poderia escrever um bocado a mais sobre ele, mas Bob Hoover é um nome que dispensa comentários. A resumidíssima vida dele, enquanto piloto, contada acima é uma singela homenagem aos queridos aviadores, em especial os do AeM nesse ano que se encerra.

Particularmente, a história desse aviador me inspira em diversos aspectos da vida. Desde a construção da sua jornada para a realização de um desejo, a persistência em seguir com um ideal de vida, até, substancialmente, ser útil ao universo que o rodeia. Acho que praticamente todo mundo precisa de inspiração na vida, né?

Para fechar, uma citação. Quando interrogado acerca da sensação de ter alcançado tudo que podia em sua carreira, em entrevista ao website “plane and pilot”, Bob externou (em uma tradução livre):

“A cada voo, experimento uma outra dimensão da existência, não mais atada à Terra. Sinto-me livre da gravidade, livre de tudo. É a melhor sensação do mundo. ”

Muito vento na cara para todo mundo em 2016!

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Sobre o Autor

Potiguar, Professora. Ama Física, Avião e Música (necessariamente nessa ordem e em maiúsculo). Estudante de Manutenção Aeronáutica.
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