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Boeing 787 decolando a 90º? Claro que não.

A Boeing apresentou um vídeo com uma performance espetacular do Boeing 787-9 (assim como já havia feito em 2012 com o 787-8). O intuito dessas apresentações e manobras é “cutucar” seu concorrente direto mostrando duas coisas: flexibilidade do envelope de voo e razão de curva (rate of change na verdade).

É um display muito bonito, mas é apenas para shows aéreos, em operação regular jamais serão feitas manobras deste tipo, PORÉM, se forem necessárias para desviar de algum UFO é bom saber do que o avião é capaz.

Dito isto, a imprensa ficou maluca com o vídeo da Boeing e começou a escrever sobre coisas que não são verdade. O Huffington Post falou em decolagem “quase vertical” e em como a tecnologia avançou a ponto de lançar “toneladas de metal através do ar […]“. Primeiro que a decolagem foi muito, mas muito longe de ser vertical e segundo que mais de 70% do 787 é material plástico e não metal.

Captura de tela 2015-06-13 13.15.02

E a imprensa nacional mais uma vez amplificou a voz da mídia internacional e todos os grandes portais passaram a escrever sobre decolagem vertical e a Info falou até em 90° como uma característica do “novo avião”.

Captura de tela 2015-06-13 13.16.07

Por 5,6 trilhões de dólares além de decolar na vertical, chega até Marte :)

A 90º de inclinação um aerofólio produz zero sustentação. Então ou é um foguete ou um caça super power mega blast com thrust vectoring. E um olhar mais atento à perspectiva em que a Boeing filmou o ensaio de voo mostraria que o ângulo escolhido foi para causar mais dramaticidade, afinal é uma campanha de marketing. Talvez, e um grande TALVEZ é que tenha chegado a 45º de inclinação, eu apostaria nuns 40 – e esta é a atitude da aeronave, não é a trajetória de voo.

Em uma decolagem normal, o ângulo varia de 12° a 20° (o nariz mais elevado dos comerciais era do MD-11, até 25°) e para um observador já aparenta estar muito mais inclinado – imagine então o dobro disso, a 40°.

Sei que é muito legal imaginar as coisas em modo “cinema Imax”, mas as leis da física e da aerodinâmica ainda não permitem decolagens de aviões comerciais nem mesmo a 60°, quiça 90°.

Imagem Boeing Aero magazine - 2009

Imagem Boeing Aero magazine – 2009

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Sobre o Autor

Graduado em Manutenção de Aeronaves, com muito bom senso :) 30 anos de aviação comercial (e contando), de Lockheed Electra à Boeing 787. Tentando simplificar a complexidade da aviação.
  • josevaldo

    RI muito do 5,6 trilhões de dólares, 6 aviões são o PIB do planeta kkkkkk

    • Vinícius Almeida

      Pensei exatamente isso. HUEHUEHUEHUEHU

  • Jornaleiros gonna jornaleirar.

    • Vitor Moura

      kkkkkkkkkkkkkkk é tipo isso!

    • That’s all they really want, some fun, when the working day is done, oh, newspeople wanna make news… They just wanna, they just wannaaaaa… :-)

  • Vitor Moura

    Jornalistas sempre jornalistando. estou pegando raiva desse pessoal.. ultimamente tenho visto muitas noticias bizarras feitas por eles..

  • “Ei! Nessa filmagem o avião PARECE estar decolando a 90 graus, mas vamos afirmar isso porque as pessoas irão acreditar… e de quebra ganharemos algumas views.”

  • Marcos Costa

    US$ 5.6 tri é quanto eles esperam faturar com as vendas desse modelo.

    http://observador.pt/2015/06/12/video-novo-boeing-impressiona-descolagem-quase-na-vertical/

    • Absurdo. Os jornalistas estão cada vez mais sem noção e não sabem nem fazer contas de aritmética simples… O PIB anual do Brasil inteiro é menos da metade disso, algo como 2 trilhões de dólares – e dizem que somos a sétima economia do mundo… A 250 milhões de dólares cada um, a Boeing precisaria vender mais de 22 mil unidades do 787-9 (o 787-8 custa pouco mais de 200 milhões). O 737 (todas as séries), o jato comercial mais bem-sucedido de todos os tempos, vendeu 8551 unidades até hoje, em 48 anos de carreira – e o mercado do 737 é muito maior que o do 787.

      • A favor da perspectiva megalomaníaca da Boeing está o fato de que o ritmo de produção do 737 (e demais aeronaves) era significativamente menor nas décadas passadas, se comparado com a escala produtiva dos aviões atuais.
        Mas 38 mil aeronaves em 20 anos é delírio com mãos de marketing.

        • Depois li a matéria na Info. A jornalista era tão incompetente que deu a fonte como sendo o “Washington Post”, mas o link era para o “Huffington Post” – e ela não notou a diferença… Mas visitei o link e acho que a jornalista não entende inglês e/ou não sabe interpretar textos. O que está escrito lá é que a Boeing estima que o mercado TOTAL de novas aeronaves comerciais em 20 anos – de TODOS os modelos e TODOS os fabricantes (desde ela mesma até Embraer e ATR) – é de 38 mil unidades, num valor total de 5,6 trilhões de dólares. Isso já faz bem mais sentido.

  • VITOR WAGNER

    Deixando de lado a questão do ângulo só posso dizer uma coisa: que cenas LINDAS essa decolagem proporcionou!

  • Geison Coscodai

    kkk sabia q não ia demorar pra vc postar seus comentários sobre essas besteiras que estão falando.rsrs
    muito bom seu humor peculiar nos posts..rss
    é isso aí.

  • Bruno Teixeira

    Lito, boa tarde. Permita – me fazer um comentário. Um aeronave pode sim voar a 90°, porém, por muito pouco tempo. Ela pode devido a inércia que ela se encontra por causa da velocidade que ela atinge na rolagem. Um exemplo eh uma pedra, se jogarmos ela pra cima ela vai subir a 90 graus, mas quando perder a inércia ela vai cair. O aviao antes de chegar a uma velocidade crítica o piloto vai ceder o nariz e assim entrar em uma condição em que o ar relativo vai produzir sustentação sobre as asas.

    • Geison Coscodai

      Bruno, creio que ele se referiu no momento da decolagem, concorda ?

    • Olá Bruno, eu não disse que não podia voar, eu disse que a 90º a sustentação é zero e complemento a informação.

      • Bruno Teixeira

        Lito, entendi. Porém a sustentação será zero devido ao motor não produzir empuxo suficiente para manter o aviao em voo. Qualquer aviao terá sustentação zero caso ele esteja com o ângulo de inclinação das as a 90°, ele teria que ter sustentação infinita neste caso.

        • Fernando Anselmo

          Enquanto ele tiver velocidade ele produz sustentação mesmo que a aeronave esteja com 90 graus de pitch, o vetor sustentação (sempre perpendicular ao vento relativo) estará horizontal e não vertical para cima como deveria estar afim de manter a aeronave voando. No caso de um voo a 90 graus quem mantém a trajetória de subida é única e exclusivamente a tração dos motores porém, a sustentação não deixou de existir, ela só passou a ser horizontal quando deveria ser vertical.

      • Olá Lito, tenho um produtora de vídeo, trabalho nisso a mais de 15 anos, eu vi o video da boeing, e posso afirmar duas coisas: 1 – a camera foi posicionada sim em um ângulo para que pareça uma “super decolagem” e impressionar o público. 2 – Pela posição que a camera está, também posso dizer que o 787 vai além dos 40º de inclinação.

        Como o Bruno Teixeira disse, acredito eu que pela inércia, o piloto tenha ido além dos 40º por alguns segundos.

  • Samuel

    Em meio a tanta merda expelida por sites e portais, encontramos ainda alguns textos sérios para ler. Obrigado pela ótima matéria.

  • Raissa Menezes

    Uau, se não lesse essa explicação eu iria pensar em decolagem vertical! O ângulo deu um efeito a mais, não? Independentemente de ângulos, fantástica decolagem. Vontade imensa de estar ali dentro *_*

  • Abaixo eu fiz um print do perfil de subida do B789 de um outro vídeo que Lito havia postado tempos atrás, que também era um voo de demonstração.
    Naquele vídeo, conforme a posição das câmeras, as manobras também parecem mais agressivas do que realmente são. Incluindo a decolagem.
    A manobrabilidade do Dreamliner é evidente. Mas como Lito falou, dificilmente veremos isso em um voo comercial normal (salvo se houver uma situação de emergência que obrigue a uma manobra evasiva de tal monta).
    Mas decolar em 60º é evidente que não. Em 90º, menos ainda.
    Quem é fotógrafo profissional (ou amador avançado) sabe que teleobjetivas de 700mm, por exemplo, já causam um achatamento na imagem quando você usa toda a amplitude focal delas, fazendo parecer que não somente o objeto em primeiro plano está mais próximo do que realmente está, mas que também tudo que está atrás dele está imediatamente atrás dele – o que nem sempre corresponde à realidade. Isso causa uma ilusão razoável de perspectiva.
    Essas câmeras usadas em filmagens profissionais também têm uma amplitude focal enorme, muito superior até a 700mm ou 900mm. É por isso que nesses vídeos dá impressão que em alguns momentos o Dreamliner “desvia” das aeronaves que estão filmando – mas certamente elas estão a uma distância muito segura.
    Isso é uma coisa. A outra coisa é que uma das premissas de qualquer informação é a checagem correta dos fatos – algo que está cada vez mais em desuso nas Redações. Você vê a balbúrdia que vira porque um jornalista copia o outro e ainda aumenta o que o colega escreveu… Daí “quase vertical” já vira 90º, e por aí vai.
    Sobre os “US$ 5,6 trilhões” então eu nem sei o que dizer… Se Giovanna Rossin tivesse lido isso em algum lugar, ainda assim ela deveria ter acessado o site da Boeing para checar. Aliás o montante é tão absurdo que de antemão a pessoa já deveria saber que tinha alguma coisa errada nesse valor, mesmo que não tivesse noção alguma sobre preço de aeronaves.

    • Por essa sua foto, realmente parece ser algo em torno de 40°.

    • Fabio Malvar

      É, só que se vc observar a continuação do vídeo vai perceber que ele inclina BEM MAIS do que nesse ponto que vc pausou para ter a referência da pista… Eu arrisco dizer que chegou lá nos 60 sim por pouco tempo…..

      • De fato ele ainda eleva um pouco mais o nariz na sequência. Mas 60º?
        Considerando que nessa parte a geometria indica algo em torno de 40º, ele teria que evoluir mais 20º (+50%) para chegar em 60º.
        Se você usar como base aquele desenho simples que fiz, 60º seria 15º acima da quina do quadrilátero…

    • Leo

      Um detalhe, o termo usado para “aproximação” das objetivas é distância focal. Amplitude focal é um conceito diferente.

      • È vero. Para evitar uso repetido do termo distância eu coloquei “amplitude focal”, mas no caso específico seria “distância focal”. Amplitude focal é o popular zoom. A ideia era descrever o efeito de achatamento da imagem provocado pelo conjunto de lentes, que causa essa ilusão de ótica que gerou tanta discussão, e não a capacidade de aproximação em si. Até porque também podemos obter distorção na imagem com lentes que fazem o trabalho inverso e nos “afastam” do assunto, que seria o caso das lentes olho-de-peixe.

  • Jorge Forti

    Lito parabéns. Eu vejo nos seus vídeos, e reparei num novo personagem que aparece sempre de boné, e se parece muito contigo! Da um nome pra ele!
    Tenho uma dúvida: Para que serve o winglets na asa. Aquela seta na asa do airbus A 319 pode ser chamada de winglet. Fui no Wikipedia mas o site não fala minha língua ( sou leigo). Grande abraço!

    • Jorge, aqui há algumas considerações sobre winglets, sharklets e raked wing tips:
      http://www.avioesemusicas.com/tag/winglets

    • Resumo bem resumido da ópera, com tudo que você precisa saber: por razões complicadíssimas de aerodinâmica, aquilo possibilita que os motores façam menos força para empurrar o avião para frente e assim gastem menos combustível – o suficiente para recuperar boa parte do custo do avião só com a economia de combustível ao longo da vida útil dele. É tão bom negócio que colocar winglets como acessórios adicionais em aviões antigos, de antes dessa tecnologia (767, 757 e até vetustos 727), apesar de ser um investimento caríssimo (1 ou 2 milhões de dólares), se paga em um ou dois anos.

      A família A320ceo (a versão atual), incluindo o A319 a que você se referiu, usa “wingtip fences”, um tipo de winglet menor, mas duplo (para cima e para baixo), já usado antes no A310 e depois no A380, e que a falecida Douglas também usou no MD-11. Os A320neo (a versão aperfeiçoada que está no momento em testes e deve entrar em operação comercial no ano que vem) usa winglets do tipo mais clássico, mas que o marketing da Airbus resolveu chamar de “sharklets” por parecerem barbatanas de tubarão. O marketing da Boeing, por sua vez, resolveu chamar de “scimitar blades” os winglets repaginados da futura linha 737 MAX. Os Boeings 777, 787 e 747-8 não têm winglets, mas têm “raked wingtips” (algo como “pontas de asas recurvadas para trás”), que têm o mesmo efeito.

  • Fernando Anselmo

    O PLI (Pitch Limit Indicator) de qualquer aeronave Boeing é de no máximo 30 graus. Isto é para performances padrão, operações na linha aérea, com carga e passageiros. Numa demonstração o voo nunca é padrão, a decolagem neste vídeo foi numa atitude muito acima do padrão, tanto foi que é visível o piloto cedendo o nariz já que não poderia manter aquela condição por muito tempo. Só teremos certeza do ângulo de subida neste vídeo se tivermos uma visão lateral ou ligarmos para o setor de testes de voo da Boeing e perguntarmos. Eu diria que ele beirou os 60 graus. E lembrem, uma coisa são os limites operacionais da aeronave e outra é a realidade. Os Boeing sobem no máximo com 30 graus, mas eles conseguiriam passar desse ângulo com uma configuração leve, sem pax e sem combustível? Claro que sim! Ele só não foi projetado pra fazer isso sempre. Lembrem que o Cmte Murilo da VASP fez Tounneau em um 737 quando nem a Boeing acahava que isso era possível.

    • A Boeing certamente nunca falou que um tonneau com um 737 não era possível, e ela sabia isso por experiência própria. O 737 tem fuselagem derivada da do 707, e embora as asas e o resto tenham aerodinâmica diferente, foi lendário o voo de demonstração que Tex Johnston fez com o Dash 80, o protótipo do 707, em 1955. (É bom lembrar que o Dash 80 era menor que o 707 definitivo e tinha dimensões muito próximas às de um 737 “breguinha” – só tinha a fuselagem um pouquinho mais estreita.) Nesse voo, Tex fez nada menos que DOIS tonneaux sucessivos.

      https://youtu.be/rILk6-4SMJQ

      • Se não me falha a memória o “707” fez esse tonneaux para mostrar a um cliente como o avião era bom…

    • Evandro

      Li em um livro que não me recordo o nome o pessoal da Varig fazia isso direto no correio noturno.

      • Fernando Anselmo

        É verdade! Já ouvi até história de looping!

  • Silas Almeida

    Por 5,3 TRILHÕES de dólares? Me vê dois!

  • João
    • Marcos

      De fato, parece 90 graus, mas não é. Nem a atitude nem a trajetória. Nenhum jato comercial tem um motor com a potencia equivalente a de um foguete para deslocar esse suposto avião em uma ascendente vertical, particularmente na decolagem. Precisaria uma quantidade de movimento brutal(produto de massa pela velocidade).Ascendente vertical em aeronaves-não foguetes- é brincadeira para caças e acrobatas em manobras bem especiais.

  • Marcão

    Quando vi o vídeo já achei estranho, pode ser para teste, mas imagina os passageiros no avião, como ia se desconfortável, em decolagens normais já me dá um frio na barriga.

  • Ou seja, jornaleiros sendo jornaleiros.

  • Lito,

    Excelente explicação, tinha certeza de que você faria um post especial à respeito deste assunto.
    Abraço!

  • Rids

    Lito, não precisa serem ufos. Balões e urubus justificam ângulos agressivos, assim como alguns cbs nas proas das cabeceiras de Congonhas.

  • Gustavo Segamarchi

    Freud explica!

    Não, espera…………

    O Aviões e Músicas explica……………………nos míiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiinimos detalhes!

  • fabriciobatera

    O vídeo é sensacional !!!

  • Pedro Medeiros

    Alguém tem ideia de qual é a razão de subida do 787 nessa decolagem de exibição? Normalmente qual é essa razão, uns 1.600 pés/min?

    • Gustavo

      Muito mais que isso. Numa decolagem normal chega a 2.500-3000. Nessa aí com certeza passou de 5.000 ft/min

  • Rids
  • Felipe Bachian

    Aqui tem um vídeo por outro ângulo, narrado pelo piloto de testes da Boeing.

    http://www.boeing.com/features/2015/06/paris-day1-dream-display-pilots-perspective-06-15.page

  • Giuliano Rufino

    Está mais do que claro que a Boeing queria “causar”, e diferentemente de quando acontecem acidentes, nesse caso, usou a mídia sensacionalista e a desinformação a seu favor pra amplificar as qualidades de seu avião, e virou noticia no mundo todo instantaneamente, e como disse o Lito, um dos objetivos era assustar os comedores de croissan do outro lado do Atlântico. E nesse mundo globalizado de hoje, parafraseando o ditado sobre a mulher de Cesar, não basta ser bom, tem que parecer bom, e nada melhor que um vídeo.

    • Desde 2011 a Boeing vem usando as feiras e shows aéreos para mostrar as qualidades do 787. Especialmente nessas questões de performance e manobrabilidade.
      A Airbus também está fazendo isso com o A350.
      Essas feiras são uma chance ímpar para fabricantes demonstrarem as potencialidades de determinado aparelho de forma simultânea para imprensa especializada, imprensa genérica, entusiastas, investidores e potenciais clientes.
      Obviamente quem impressionar mais nesse momento vai ganhar mais espaço em mídia. Mas não creio que alguma companhia aérea vá comprar avião baseada em opinião de revista ou jornal, mesmo sendo imprensa especializada.
      O fato é que em nenhum momento a Boeing emitiu release dizendo “Olhem como nosso avião decola a ~quase 90º~”.
      Nem sequer insinuou isso.
      Alguns jornalistas é que se apressaram, concluíram algo sem checar (bastava entrevistar algum engenheiro ou piloto da Boeing e elucidar a questão), transmitiram uma informação errada e acabaram pautando os demais.

      • JMorais

        Isso mesmo, neste tipo de feiras, todos os aviões fazem este tipo de manobras, este video era só um ensaio para o Paris Air Show 2015. E como sempre, os jornalistas resolvem “dar uma incrementada” na realidade para vender melhor o seu peixe!!!!!

    • JMorais

      Eu não diria que um dos objetivos seria assustar o pessoal da Airbus, até porque, se formos ver os videos dos vôos do A380 e do A350 no Paris Air show deste ano, veremos que eles fazem decolagens “na vertical” bem parecidas com essa aí.
      Na verdade, esse vôo era um ensaio para a demonstração do 787-9 no Paris air show 2015, e o pessoal que sabe menos de aviação deu largas à imaginação. Se compararmos as demonstrações aéreas destes 3 modelos no Paris air show no youtube, veremos que são bem parecidas.

  • Sérgio Antunes

    Olá a todos.

    Participo como leitor interessado pois sou leigo no assunto e tenho vontade de aprender a respeito pois estas aeronaves são fascinantes.

    Em relação ao vídeo discutido encontrei um outro que discute a comparação do 787 com o A350. Em 3:46 min, aproximadamente, o 787 executa um movimento parecido com esse do comercial, com a filmagem sendo feita do solo. Não posso afirmar se se trata do mesmo tipo de movimento pois, como disse acima, não tenho conhecimentos técnicos para fazer tal afirmação, por isso deixo com vocês, especialistas, caso tenham curiosidade, para que façam a análise a respeito. Se for o mesmo movimento fica comprovado que não existe 90º coisa nenhuma, como o Lito bem descreveu em seu post.

    Na verdade a discussão do Lito esgota o assunto, só deixo o vídeo aqui como curiosidade.

    O link para o vídeo:

    https://www.youtube.com/watch?v=uchdjrzHrvI&feature=youtu.be

  • JMorais

    Hahaha, agora que eu reparei, no artigo da Info Online (segunda imagem), a autora fala que o valor estimado de um boeing 787-9 é de 5,6 trilhões de dólares, hahahah. O avião mais caro de sempre, e dos próximos 500 anos também!!!

    • André Baptista

      Muito sem noção mesmo… Por esse preço pouquissimos países poderiam comprar, imagina as empresas aereas…

  • Marlon J Anjos

    Lito, no vídeo da de perceber que o trem de pouso não recolhe de forma ‘linear’, parece que ele vai ‘pulsando’. Sabe pq ele faz isso? Digo, qual o motivo?

    • Porque o software calcula o que é mais importante em demanda no momento, priorizar flaps e superfícies ou trem, e dosa tudo.

  • Bem, acabou o delírio dos 90º:
    http://economia.ig.com.br/2015-06-17/boeing-explica-que-aeronave-nao-fez-decolagem-vertical.html
    Só que para variar a imprensa (neste caso o iG) perdeu uma excelente oportunidade para elucidar qual foi o ângulo exato obtido naquela performance, a fim de informar com precisão os leitores e evitar outras especulações.
    Resumindo: a explicação incompleta ainda vai dar margem para qualquer coisa abaixo de 90º.
    Acho que Lito vai ter que acionar os contatos dele na Boeing e liquidar de uma vez por todas essa novela.

  • Daniel

    essa Giovanna Rossin manja muito, representa bem o jornalismo brasileiro.

  • Alberto Zucco Fantini

    5,6 trilhões é 2,2 vezes o PIB do Brasil…. em 26 meses juntamos tudo, sem comer porque é bruto… e compramos um 787-9, esta ai uma formade acabar com a roubalheira política… foco no 787-9!!! Realmente não da pra saber o que se passa numa cabecinha dessas…. se papel aceita tudo imagina quando o redator não gasta nem papel…

  • A última pá de cal na teoria da decolagem “vertical”:

    https://www.youtube.com/watch?v=AkL2h-zAeWE

  • Camila Ito

    Li tanta coisa ruim sobre o 787 que estou pensando em trocar minha passagem :(

    • Gustavo

      Que tipo de coisas?
      Lembre-se que muitas “notícias” de sites “especializados” são somente para ganhar cliques e não passar informações corretas.

      http://www.avioesemusicas.com/a-quem-interessa-o-medo.html

      O 787 é a aeronave mais moderna em voo hoje em dia, não há com o que se preocupar. Voe tranquila e aproveite toda tecnologia a bordo. (eu ficaria brincando com a janela…rs)

      • Camila Ito

        Haha essa janela já é famosa, né? Estou com medo pq ouvi que teve alguns problemas… Sei que é bobeira esse negócio de mídia, mas a gente nunca sabe até onde é verdade! Obrigada!! :)

    • Seja lá o que você leu, seguramente não foi em nenhum portal ou blog sério sobre aviação.
      Se eu fosse você, Camila, não levava a imprensa muito a sério. Não somente em relação a aviões.
      Jornalistas especializados em alguma coisa dá para contar nos dedos.
      Por isso quando você ver eles escrevendo sobre aviação, engenharia, arquitetura, medicina, biologia, química, física, tecnologia, informática, economia, etc: desconfie e procure um livro ou canal confiável dedicado ao assunto.
      MESMO QUE o veículo reporte ter consultado “especialistas” antes de publicar uma matéria.
      No 787 Dreamliner você certamente vai ter uma experiência de voar inigualável, graças à questão da tecnologia de ponta mencionada pelo Gustavo, que envolve uma série de coisas nessa aeronave.
      Ou seja: aproveite.
      Porque eu posso te garatir que gostaria de estar no seu lugar.

      • Camila Ito

        Ele teve tantos problemas ano passado. Mas confesso que estou curiosa pra voar nele pq vi que é cheio de coisas bacanas ! Obrigada, viu???

        • O “tantos problemas” que você refere deve ser basicamente o problema da bateria de lítio, que foi o evento mais relevante pós-entrada em operação do 787 (houveram outros durante a fase de desenvolvimento e produção, mas comuns a projetos novos). Essa questão da bateria já foi solucionada e a aeronave está totalmente apta a voar.

          Também foram verificadas micro fissuras em longarinas da asa em algumas unidades produzidas (algo que já tinha ocorrido com o A380, por exemplo). Mas isso foi identificado e contingenciado muito antes que pudesse representar perigo de ruptura da asa, justamente porque as inspeções em aviões são muito mais frequentes e infinitamente mais rigorosas do que inspeções em automóveis.

          Lito, que é proprietário deste blog e trabalha na área de manutenção de aeronaves há 28 anos, recentemente concluiu o treinamento dele em Boeing 787 Dreamliner. Pergunte a ele o que ele acha do 787… O mínimo que você vai ouvir dele é que a máquina mais incrível que ele já trabalhou.

          Outra coisa que você vai ouvir do Lito (e de outros colaboradores/leitores deste blog) é: não se baseie demais na imprensa quando a notícia envolver aviões.

          E eu particularmente amplio essa recomendação para qualquer assunto veiculado pela imprensa.

          Abraço.

          • Bem, quem conhece o Lito sabe que o 787 é a SEGUNDA máquina mais incrível na qual ele já trabalhou. O amor da vida dele (depois da Ana Paula…) é o Electra… :-)

          • Ah, pois…

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