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Bolsa perdida por astronauta pode ser vista da Terra

Objeto já é rastreado por agências como “lixo espacial”.

Bolsa só poderia ser vista com a ajuda de telescópio.

A bolsa de ferramentas que a astronauta Heidemarie Stefanyshyn-Piper perdeu na semana passada durante uma caminhada espacial vaga pelo espaço e pode ser vista com relativa facilidade da Terra.

A bolsa, que já forma parte do chamado “lixo espacial”, escapou das mãos da astronauta quando ela tentava limpar a gordura que soltava uma das engrenagens de uma antena solar da nave, informa o jornal italiano “Corriere della Sera” em seu site.

O curioso incidente foi transmitido ao vivo pela televisão da agência espacial americana, Nasa.

Quem preferir ver a bolsa por seus próprios meios, porém, pode pegar um telescópio de pequena potência e mirá-lo para o céu de noite.

Sempre que o céu estiver claro, poderá contemplar este novo componente do lixo espacial por cerca de dois minutos.

O lugar e o momento oportuno para onde virar o telescópio são descritos pelo site www.spaceweather.com.

O “Corriere della Sera” noticia hoje o caso porque a Bolsa de ferramentas, orçada em aproximadamente US$ 100 mil (quase 78 mil euros), sobrevoará o céu de Milão exatamente às 19h15 locais (16h15 pelo horário de Brasília) com as coordenadas oeste-sul-oeste.

A bolsa de ferramentas da astronauta, que alguns sites da Internet já chamam de Heidemarie “Toolbag” (Bolsa de ferramentas, em inglês) Piper, virou um fenômeno entre os internautas.

O canadense Kevin Fetter, por exemplo, publicou um vídeo com a bolsa filmada de seu jardim.

Não é a primeira vez que um astronauta perde um objeto na imensidão do espaço, pois os integrantes da missão Gemini 4 deixaram já escapar uma luva, elemento que se soma aos inumeráveis resíduos, entre eles destroços de satélites, no lixo espacial.

Fonte: EFE – Vídeo: BBC 5 live
Via: http://desastresaereosnews.blogspot.com/

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Sobre o Autor

Graduado em Manutenção de Aeronaves, com muito bom senso :) 30 anos de aviação comercial (e contando), de Lockheed Electra à Boeing 787. Tentando simplificar a complexidade da aviação.
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