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Cometer os mesmo erros será uma vergonha !

Ontem foi feriado de Corpus Christi.
Um simples feriado que caiu numa quinta-feira.
E eu fui trabalhar e ao chegar ao aeroporto de Guarulhos, não havia lugar para estacionar o carro.
Acreditem, um simples feriado e o estacionamento do maior aeroporto da América Latina estava lotado.
E quando eu digo lotado, considerem que as pessoas já estavam parando seus carros em cima dos canteiros, nas vias de locomoção e na entrada principal.

Olhando hoje para o passado, é fácil perceber o quanto este aeroporto foi concebido erroneamente (e com previsões furadas), mas talvez em 1974 fosse realmente impossível para um governante pensar grande (ditadura, falta de perspectiva,etc). E cá pra nós, construir pistas paralelas que não podem operar simultaneamente é coisa de quem tem pouca massa encefálica.

Acontece que uma das grandes premissas da segurança na aviação é justamente não cometer os mesmos erros, pois se aprende com eles.

E eu estou ficando desesperado de ver [e perceber] que os mesmos erros cometidos de 1974 a 1984 (tempo de construção de Guarulhos) estão para ser cometidos novamente: Estão pensando pequeno (e vou me poupar de comentários a respeito de roubalheiras e corrupção).

Em 2007, antes do Brasil ganhar o direito de sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, já se falava sobre a ampliação do aeroporto, com a construção de uma terceira pista e mais dois terminais de passageiros.
Guarulhos já estava sufocado.

Hoje, com a concessão garantida para aqueles eventos, não se fala mais na terceira pista nem em mais dois termianis, e sim em Módulos Operacionais Provisórios e apenas mais um terminal (fase 1) (?).

A palavra módulo operacional provisório soa como um remendo para garantir que haverá suporte para a demanda de passageiros durante os eventos, agora se o país crescer mais em 20 anos (e porque não cresceria?), esse provisório vai virar definitivo e vai continuar faltando conforto para a população.

Quando se faz uma obra grande em um aeroporto americano, eles lá pensam no que pode ocorrer em 30 anos, projetam a circulação com corredores largos, espaço para as pessoas respirarem. Quando se pensa em uma obra aqui no Brasil, é apenas para desaforgar o que já está insustentável, e corredores estreitos, espaços claustrofóbicos.

Existe já hoje uma demanda enorme para ser suprida no setor aéreo, por que pensar em módulos provisórios ao invés de uma solução definitiva de longo prazo?

Eu não tenho esse blog para falar dos milhares de problemas que Guarulhos tem hoje (e são milhares), mas eu rezo para que “os cabeças” aprendam um pouco sobre aviação e apliquem soluções definitivas e duradouras, e não terminais sem pit de abastecimento, sem ponte de embarque, com apenas uma entrada para toda uma população aeroportuária, etc.

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Sobre o Autor

Graduado em Manutenção de Aeronaves, com muito bom senso :) 30 anos de aviação comercial (e contando), de Lockheed Electra à Boeing 787. Tentando simplificar a complexidade da aviação.
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