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Como vejo o acidente com o Fokker 100 da Avianca hoje em Brasília

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Nesta sexta-feira, 28 de março de 2014, um Fokker 100 da Avianca (MK-28 como anunciado pela empresa), Prefixo PR-OAF, procedente de Petrolina com destino a Brasília, com 44 passageiros e 5 tripulantes a bordo, pousou com o trem do nariz recolhido após circular a cidade gastando combustível.

Obviamente algumas pessoas já associaram o acidente com problemas “naturais” do Fokker 100 – nada mais falso. Aliás, tem um pouquinho da história do F-100 aqui no Blog, pra quem acha que o avião não presta.

Vejo este acidente de maneira profissional como o piloto a tratou nesta gravação: Ocorreu uma falha em um sistema primário que comprometeu a capacidade de estender o trem de pouso. Conforme o projeto da aeronave, em que falhas deste tipo são previstas, a aeronave pousou sem nenhum problema – ninguém se machucou, não houve fogo, não quebrou nada e em algumas semanas o avião vai estar voando novamente.

Não há muito romantismo nem drama. Qualquer componente mecânico ou eletrônico está sujeito a falhas em qualquer avião. O que importa saber é que há contingências projetadas para as piores falhas, e essas contingências quando associadas ao profissionalismo e treinamento, resultam em vidas sem nenhum arranhão e com história para contar aos filhos. Infelizmente, se fosse um pneu furado em um ônibus, estaríamos amargando as vidas perdidas em ribanceiras por esse país afora.

O que aconteceu hoje em Brasília não foi sorte dos que estavam a bordo. Aconteceu exatamente o que teria de acontecer se uma falha de trem de pouso deste tipo ocorresse. Qualquer notícia mais do que isso fica a cargo da mídia e dos portais na Internet.

P.S. O piloto menciona no áudio que perdeu um dos sistemas hidráulicos. Mais uma vez o projeto de redundância funcionou como deveria, pois a aeronave não perdeu manobrabilidade. Por acaso, hoje foi aniversário de um tio que é mecânico de motores de carros e ônibus há muito tempo. Minha prima perguntou se eu não poderia levá-lo para ver um motor a jato de perto. Como no aeroporto é impossível, levei-o até o laboratório da Universidade. Além de motores a jato, há também motores convencionais lá, e ele me perguntou por que havia duas velas de ignição em cada cilindro. Eu respondi: porque isso é motor de avião, não é de carro. Tudo em avião é projetado com a percepção de que alguma coisa pode falhar, por isso é tão seguro.

Update 29/03/14 – Adicionado vídeo do pouso.

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Sobre o Autor

Um técnico com bom senso :) 28 anos de aviação comercial, de Lockheed Electra a Boeing 787. Tentando simplificar a complexidade da aviação.
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  • Leandro Sasso

    Excelente Lito, e tem razão ao citar o ônibus, algo que parece ser muito mais simples que um avião pousando sem o trem de pouso baixado poderia causar um acidente gravissimo, cada vez mais vemos como a aviação é segura!

  • Rafael Luiz Vasconcelos

    Excelente comentário Lito.

  • Mauricio Ribeiro

    Lito, eu vi a foto tirada a noite em um site meia boca e pensei “Puts… Um Airbus A318″, mas entrei aqui no A&M e vi a foto da postagem e li seu comentário que era um Fokker 100, me bateu uma tristeza. Essa aeronave desde 96 é perseguida pela nossa imprensa. Entre as aeronaves que atendem vôos domésticos, na minha opinião é a melhor que já voei. Infelizmente a imprensa brasileira vai denovo persegui-la. E pior, a notícia desse site meia boca é essa: “Avião falha no DF e aterrissa de barriga”. Alguém viu algum avião aterrissar de barriga no Distrito Federal? Se ele posou de barriga, eu to deitado de pé!

    • Leandro Sasso

      A mídia é curiosa, falar que pousou de barriga a pessoa já imagina a cena e atrai mais visualizaçoes,quando ouvi essa da avianca ja imaginei que tivesse sido igual um da LOT que vi no youtube, e com certeza os ”jornalistas” logo logo começam a puxar o passado do Fokker, basta um problema para generalizarem que a aeronave não presta e por ai vai… tanto que é comum ver criticas ao 787 pelo problema da bateria e bem capaz de começarem a apedrejar o 777 tambem, triste isso!

      • Mauricio Ribeiro

        O que a imprensa não faz para vender uma noticia. Infelizmente é assim. O Fokker 100 passou de a aeronave que colocou a TAM onde esta, para a aeronave insegura e que não presta mais. Meu primo trabalhou na redação da Globo e me disse uma vez que assim que acontece uma merda, já logo procuram quem a fez. Não duvido que tenha algum jornalista que esteja procurando algum outro incidente com o T7. Como todos já sabe que se estão atras, nada irão achar.

        • Márcio De Jesus Azeredo

          Bastou um incidente num dos geradores de um Airbus A330 da Malaysia Airlines pra noticiarem o pouso de emergência

  • Maycon Corrêa

    Boa Lito.

  • R.F.

    Eu lembro que quando viajei nesta mesma aeronave (PR-OAF), a gente quase morreu sufocado, pois o ar condicionado só foi ligado na hora do push-back. Como era a minha primeira viagem num Fokker 100, achei que era normal, mas na volta o outro Fokker da Avianca (Ocean Air naquela época) que viajei estava bem geladinho já na hora do embarque.

    • http://www.avioesemusicas.com Lito

      Provavelmente estava com pane no APU. Veja este post: http://www.avioesemusicas.com/apu-auxiliary-power-unit.html

      • R.F.

        Agora que eu sei que é APU eu até pensei que fosse isso, mas se fosse o problema com a APU será que não teria afetado outros sistemas do avião, como a iluminação da cabine?

        • http://www.avioesemusicas.com Lito
          • R.F.

            Obrigado!

          • R.F.

            Só pra complementar, eu não me lembro de ter escutado o ruído fino da APU nesta aeronave, só escutei uma barulheira vindo do motor, parecendo uns ferros batendo. (isso com as pás girando com a força do vento).

  • francisco greche junior

    Achei exemplar a maneira do piloto conduzir e se portar. Como você fala, tudo ocorreu como deveria. Nada além.

    • Mauricio Ribeiro

      Acabei de ver um jornalista da BAND falando: “Esta aeronave é aquela do mesmo modelo Fokker 100 que se acidentou em Congonhas em 96, sera que não ta na hora de aposenta-la?”

      Triste isso viu!

      • francisco greche junior

        O interessante é ver pessoas que trabalharam na manutenção destas aeronaves dizerem que são boas aeronaves.
        Mas né, tv fala o que quer e convêm.

  • Charles Gomes de Asevedo

    Impressionante o sensacionalismo da imprensa, no jornal da noite, na band, a reportagem sobre o incidente, tratado como acidente, o tempo todo fala de explosão, que o piloto sobrevoou brasília para gastar combustível e não explodir, depois fala que os bombeiros jogaram espuma para evitar explosão, nunca falam incêndio. E para colocar a cereja no bolo, o comentário mais cretino, “esses aviões, são da mesma família dos fokker 100, utilizados pela tam e que sofreram aqueles acidentes, não esta na hora de aposentar esses aviões não, avianca? Sem falar que no site da band, eles colocam a manchete assim:
    Avião da Avianca fica sem trem de pouso no DF e aterrissa de barriga.

    Legal, os trens principais e o de nariz devem ter caído do aviao durante o voo. TRISTE.

    • http://www.avioesemusicas.com Lito

      Charles, concordo que é lamentável a postura. Em relação a acidente vs Incidente, neste caso específico é considerado acidente pelas definições da FAA, pois houve danos substanciais.

      “Accident: Means an occurrence associated with the operation of an aircraft which takes place between the time any person boards the aircraft with the intention of flight and all such persons have disembarked, and in which any person suffers death or serious injury, or in which the aircraft receives substancial damage.

      Incident: Means an occurrence other than an accident with the operation of an aircraft, which affects or could affect the safety of operations.”

  • Fabio Malvar

    Engraçado que quando vi o incidente já vim direto aqui pois sabia que teria alguma consideração sobre. Rs
    Como conheci a página há pouco tempo, passei um tempo pequeno lendo muuuita coisa e um dos artigos que eu lí foi o que informa sobre a segurança do Fokker 100 principalmente nos EUA. Quando vi o pouso de barriga pela televisão e pelo motor e empenagem parecia o Fokker 100 já pensei no pessoal achincalhando o avião. E não deu outra. O repórter da Band acabou de mostrar o pouso, dizer que o avião era da “família do Fokker 100 da TAM” que se acidentou e fez a seguinte exclamação – “Será que já não tá na hora de aposentar definitivamente esses aviões?”.
    O que ele entende de aviação para poder falar isso, né?! Fico imaginando se a gente desse opinião sobre o jornal dele. Será que ele gostaria?

    • Leandro Sasso

      O SBT tambem mostrou agora a pouco a noticia tambem fazendo referencia ao acidente com a TAM, ainda por cima mostraram uma imagem tirada do site da Avianca informando que a empresa pretende retirar o modelo da frota e que anteciparia essa retirada, de certa maneira a reportagem induziu a entender que essa antecipação seria por falta de segurança do modelo.

  • Hugo Varani

    As duas perguntas que não querem calar:

    1- Se houve pressão hidráulica para baixar e travar os dois trens bem maiores e pesados das asas, por que não baixou o “menorzinho” da frente?

    2- Se até em um monomotor pode-se baixar o trem por gravidade, por que isso não existe em um avião de grande porte como esse?

    Já voei de Fokker-100 quando ainda operavam na TAM, João Pessoa->Brasília, Brasília->Campinas e confesso que foram ótimos vôos!

    Parabéns, Lito!
    Obg!

    • Gustavo Pilati

      A pergunta 2 responde a 1.

      Não conheço o sistema hidráulico do F100, mas no caso do 737 por exemplo é somente um sistema hidráulico que alimenta todas as pernas do trem de pouso. Ficando sem esse sistema nenhum dos trens baixa. Porém, como mencionado, existe o modo de emergência que destrava as portas e o trem de pouso, deixando o mesmo descer por gravidade.
      O trem principal por ser mais pesado tem mais facilidade de descer, além do fato que ele abre para o lado, não sofrendo tanto a ação do vento na aeronave.
      Se o trem de pouso do nariz abrir para a frente da aeronave, fica mais complicado dele estender já que o vento irá segurar o trem. Se esse for o caso no F100 com certeza os projetistas do avião pensaram em todas as possibilidades, fazendo a análise de que o evento é tão raro e com pouco potencial de perigo que não valia a pena gastar mais tempo desenvolvendo todo um sistema diferente.

      E como podem ver, a análise estava certa. Danos mínimos na aeronave.

  • Fábio Otero Gonçalves

    Me surpreenderia é se a “imprensa” da aldeia tupiniquim não tivesse soltado o habitual destampatório de asneiras. “De barriga”? Vc tá vendo o avião parado na pista, só com o nariz encostando…fui comandante (aqui no Brasil), instrutor e checador de FK100 (no exterior). Quando eu fui trabalhar fora do Brasil, em março de 2000, a 2a. maior frota de FK100 do Mundo era a da TAM, com 50 e poucas unidades. A maior era a da American Airlines, com 75 aviões, se não me engano (toda desativada, hoje em dia). Alguém alguma vez ouviu falar em acidente com FK100 na American Airlines? Na Air France? Na KLM? Na Vietnam Airways? Na Merpati? Na Korean Air (onde eu fui instrutor / checador)??? Pois é…então, o problema é do avião (um belo projeto da Fokker e da Messerschmitt Bölkow Blohm – também sócia do Consórcio Airbus -, inclusive responsável pelo crescimento vertiginoso da TAM, nos anos 90), ou de quem opera errado e/ou não dá manutenção adequada ??? Reflitamos… Também voei Boeing B737 e adoro o avião, mas o piloto automático dele até hoje é quase como o dum bimotor a pistão; só controla o avião em dois eixos, razão pela qual ele não pode fazer aproximação ILS CAT III (não tem como controlar o avião sobre a pista, após o toque) com pouso automático até a parada total na pista, enquanto o Fokker 100, como todo o bom “filhote de Airbus A310″, tem piloto automático de 3 eixos e é certificado para ILS CAT III, de fábrica…

  • http://www.kadrumbrasil.com.br Klener Ambrosio Alves

    Estes engenheiros, podem adaptar uma mini-roda que fica metade para fora da fuselagem para emergências como estas que são frequentes. As rodas podem ser internas em algo que seja de aço mesmo para que em caso de emergência ele deslise na pista com o auxilio desta mini roda, essas geringonças voadoras nunca serão seguras até que um engenheiro que tá para nascer desenvolva algo que dê mais segurança a todos nós, sabendo eles que existem falhas e não tomam providências em colocar uma segunda opção para quando isso acontecer.. As rodas podem ser cônicas e seriam estudadas para não atrapalhar a estabilidade da aeronave. Se por ventura servir de proveito a ideia, que se cumpra! Mas enquanto isso não fazem nada e matam os passageiros de infarto quando dão esta noticia na hora de aterrizar.

    • Vinícius

      acredito que a estrutura das aeronaves sejam elaboradas já pensando em situações como essa. Outros casos como este já aconteceram, o desfecho, semelhante.

    • Lannara Carvalho Pimentel Gome

      Oxe, mas essas “rodinhas” não podem comprometer a aerodinâmica da aeronave??
      Se era pra não dar a notícia que estão em manobra de emergência, não vai adiantar em nada, pq os PAX iriam perceber que algo deu xabu quando o nariz da aeronave tocar o solo com as rodas sobressalentes… Dá uma ajuda aqui Lito!!! :-)

      • http://www.kadrumbrasil.com.br Klener Ambrosio Alves

        Mas….. os passageiros seriam informados que seria usado as rodas de segurança e ai?? Seria mais fácil saber que o avião iria arrastar e poderia explodir ou seria melhor você saber que nada iria acontecer ,somente o avião iria inclinar um pouco e com certezaaaaaaa sairia tudo bem????

        • Mauricio Ribeiro

          Klener, a fraseologia “pouso de segurança” já assusta mesmo tendo a palavra segurança. Um PAX quer sua viagem no extremo conforto e segurança, uma pequena turbulência já e um pretexto para uma reclamação. Quando o comandante fez uma orbita sobre Brasília, ele estava gastando combustível para diminuir o peso da aeronave e na última hipótese evitar un incêndio. Assim quando ele tocasse a pista, a distância de frenagem seria menor e consequêntemente o impacto e arrasto da fuselagem seria menor.

          Nesse caso, teria outro procedimento mais seguro que este adotado pelo piloto?

        • Lannara Carvalho Pimentel Gome

          Um pouco?? Cara, as rodinhas que vc tá falando tem que ser pequenas pra não comprometer a aerodinâmica do avião… E pra não sofrer problemas hidráulicos (pq daí não adiantaria de nada ter rodas sobressalentes), teriam que ficar fixas no nariz da ACFT… Ia ficar super inclinado do mesmo jeito…
          Sem falar que a espuma que colocam na pista é justamente pra não criar focos de incêndio e ajudar a ACFT deslizar sem avarias enormes que possam levar a PT ou integridade total para os PAX e CREW… (Pelo menos é o que eu acho!!)
          Acredito que vc queira procurar chifre na cabeça de cavalo…
          PS: Estava até desenhando na cabeça um F-100 com rodinhas na frente… Mas não vai dar….

          • Edgar Marx Guediguian

            Seria um F100 de rolemã rs.

          • Lannara Carvalho Pimentel Gome

            Hahahahaahahaahah!!! Rindo muito aqui!!! :-D XD

        • Lannara Carvalho Pimentel Gome

          Fiz um esbocinho num papel aqui e não dá pra fazer isso que ‘ocê falou não, ok?? Como eu falei, teriam que ser pequenas e fixas, mas sera que iriam aguentar o peso da ACFT?? Tem algum material resistente e ao mesmo tempo leve para não interfirir nos pesos de pouso e decolagem??
          E se o trem avariado não fosse o do nariz, e sim um dos principais?? (eu sei que estou me desviando do assunto) Você ia propor rodinhas nas tubinas também?? Não sei qual sua área na engenharia, mas sugiro que fique nela… Sayonara!!

        • Edgar Marx Guediguian

          Vídeo bastante didático sobre como um pouso forçado, sem nenhum trem de pouso, é um ode à tragédia.

          Boeing 767 Emergency Landing Warsaw 2011: http://youtu.be/Q9WNnJprwzU

          Minha parte favorita é quando o avião explode. #sóquenão

          • Lannara Carvalho Pimentel Gome

            Aprendam, imprensa!! ISSO É POUSO DE BARRIGA!!!

      • http://www.kadrumbrasil.com.br Klener Ambrosio Alves

        e além disso toda rota das outras aeronaves tem que ser desviadas para outros aeroportos, porque o avião está la garrado até que faça a perícia, do outro modo nada disso precisaria.

        • Mauricio Ribeiro

          O avião já esta no angar da empresa aérea e tudo esta normalizado. O metro de São Paulo, e acho que todo metro é assim, paraliza as operações quando acontece uma eventual falha. Isso se chama segurança.

        • Edgar Marx Guediguian

          A pista onde o avião pousou já estava fechada e não houve nenhum prejuízo aos outros vôos.

          Cara, na boa, você está mesmo falando sério?

    • http://www.flightdeckinside.com/ Sander

      E como freia essa geringonça?

      • http://www.kadrumbrasil.com.br Klener Ambrosio Alves

        kkkkkkkkkkk boa pergunta.. OBS Geringonça e o modo de falar OK os aviões são top, sou apaixonado por aeronaves e creio que ainda vou dar uma sugestão positiva que possa ser ouvida. Pelo menos vou tentar melhorar algo hehe Abraço.

        • Luiz

          Acho que não vai não! Enquanto você fizer parte dos que acreditam na velha teoria de conspiração de que o pouso na Lua não existiu, não há remédio pra você.

    • Ferdinando

      CAGÃO

    • Mauricio Ribeiro

      Li seu comentário até geringonça, o avião é o meio de transporte mais seguro do mundo. Como já havia dito nosso amigo Lito, o piloto pousou o avião sem o trem de pouso dianteiro, nenhum ferido. Se um ônibus de viagem fura um pneu na estrada, umas 10 vidas são perdidas em uma ribanceira.

      Klener, já esta no projeto da aeronave este tipo de falha. Pois a estrutura da fuselagem resiste a este tipo de evento, com um reparo nesta aérea, o avião já esta apto a voar novamente. Você pode ficar tranquilo, que tudo o que é feito para o nosso conforto e segurança.

      Alias, essas mini-rodas, atrapalhariam a aerodinâmica da aeronave. Porém se existisse tal, teriam que ser auto retráteis, assim como o conjunto de trens de pouso, ou seja, estaria sujeito a esta falha também.

      • Lannara Carvalho Pimentel Gome

        Foi o que eu falei pra ele!! (OMG, eu estava certa??

      • http://www.kadrumbrasil.com.br Klener Ambrosio Alves

        kkkkkkkkkk que voltem as rodas do famoso teco teco. Olha é complicado em saber que vi reli centenas de pessoas que dizem não andar mais em aviões depois destes eventuais acontecimentos. Oque volto a dizer e engenhar algo que passe mais segurança aos passageiros e olha eu falo geringonça no modo de falar de brincadeira, e sei que é o meio mais seguro que existe. Mas tudo pode melhorar!!!!! Quando da algo errado são 240 vidas pra cima que vão estar dependendo disso. A humanidade é assim insiste em afirmar que está tudo bem mas no final quando acontece algo errado não dão as caras para explicar e nem sabem explicar. Cade a tecnologia para achar os aviões que estão sumidos???? Onde está a segurança que vocês tanto falam?? Sem resposta esta é a situação do momento…

        • Marcos

          Sugestôes para quem não se sente seguro em aviôes:
          1- Ônibus;
          2- Carro;
          3- Carroça;
          4- Cavalo;
          5- Barco;
          Caso ainda não se sinta seguro, um sapato com um bom solado.

          • Edgar Marx Guediguian

            6 – A pé

    • Valéria de Melo

      Então, Klener… Pilotos não “aterrizam” aviões…

    • Moisés Toigo

      Percebe-se que você sabe muito mesmo de engenharia para estar criticando com estes argumentos.

      • http://www.kadrumbrasil.com.br Klener Ambrosio Alves

        Meu amigo eu engenho e fabrico mas é outra coisa. Isso aqui foi só uma sugestão que no meio, vinda de qualquer lado pode ser ouvida ou não. Sabemos que nada esta certo, tudo ta errado, e pra muitos estão tudo bem. Tudo pode melhorar. pergunte para eles cadê a tecnologia que até hoje não achou os aviões desaparecidos?? Que tecnologia e está?? Você também deve acreditar que os homens foram na lua né?? (um exemplo) começando pela bagagem extraviada para outro estado e simples não é? Mas ninguém liga em concertar estes erros. Abraço.

        • L.

          Quando o cabra fala que o homem não foi a lua, já perde todo o meu respeito. Pra piorar, ainda diz que aviões nunca serão seguros enquanto não tiverem uma “mini roda cônica”… A tentação de censurar esse tipo de coisa deve ser grande.

  • Marcelo Santos

    É algo que costumo dizer: Se nossa indústria automobilística (passeio, transporte e carga) evoluíssem como a aeronáutica, hoje não veríamos a maioria dos acidentes que ocorrem.
    Os ônibus e caminhões melhoraram muito em tecnologia, mas ainda devem muito a segurança. Vejo em reportagens europeias caminhões e ônibus com tecnologia de frenagens automáticas, através de detecção objetos a frente. Aqui ainda estamos “patinando”, agora (há uns 5 anos) é que temos mais caminhões com sistema de ABS e pequenos auxílios tecnológicos.
    Enquanto num avião o GPS e outros sistemas direcionais são utilizado para a navegação, até para o pouso, ainda não temos um sistema de navegação decente em estradas. Não falo do erro inserido pelo GPS (em torno de 4 metros), mas do mapeamento das estradas. Algo que aparentemente simples, e auxiliaria extremamente o controle de tráfego, ainda demonstra excesso de atraso e descaso. Será que as autoridades acham que é mais barato comprar radares móveis, pagar indenizações as vítimas de trânsito, fazer blitz, criar postos de fiscalização, do que mapear corretamente as ruas, estradas e rodovias, e inserir um sistema de tacógrafo eletrônico, basado GPS, em cada veículo, subsidiado por seus proprietários? Eu sei que o pessoal vai começar a falar em liberdade, pois seria monitorado, etc. Eu sei dessas nuances, mas vejam o seguinte, do momento que a violência no trânsito só aumenta, e um veículo muitas das vezes causa acidentes a outros (vejam aí o paralelo com a aviação) o sigilo torna-se o menor dos problemas.
    Bom, desviei muito do assunto, só queria deixar muito claro que voar é realmente muito mais seguro que andar de carro/ônibus. Se você ainda têm dúvida, o Cenipa está investigando o acidente de Brasília e certamente soltará avisos para as aéreas do Brasil informando o ocorrido, sugerindo, ou alterando algo, caso veja alguma irregularidade.. E quanto aos milhares de acidentes por excesso de velocidade, imprudência, imperícias, negligências de manutenção e segurança, que ocorrem no trânsito de nosso país e são impunemente esquecidos? Quase não há investigação, e quando há, são brandas e normalmente incluem somente um elo da cadeia de eventos. Cadeia de eventos é o nome dado a sequencia de fatores que causam um acidente. No meio aéreo é um termo comum e muito bem investigado. No mundo rodoviário é somente algo que custa muito dinheiro e limitaria muito a invisibilidade de alguns adúlteros ou infratores.

  • Dowsley

    Belo post.

  • Gustavo Silva

    Lito, tô compartilhando. Belo post.

    • Myag

      Compartilha mesmo Bem!

  • Salvi Giu

    ESTA AERONAVE JÁ POUSOU AQUI EM CURITIBA-PR, E TAMBÉM JÁ VIAJEI A BORDO DA MESMA, SUPER CONFORTÁVEL, É UMA PENA VER ESTE ACONTECIDO E LEMBRAR QUE JÁ EMBARQUEI E TIREI ALTAS FOTOS TANTO DE DENTRO COM A TRIPULAÇÃO COMO FORA DA AERONAVE, MAS É ISTO SISTEMAS ESTÃO SUJEITOS A FALHAS ISSO É INEVITÁVEL COMO QUALQUER OUTRA MÁQUINA OU COMPONENTE, PARABÉNS AO PILOTO E SUA EQUIPE E TAMBÉM EQUIPE DE TERRA E CLARO AO POST DESTE SITE.

  • Valéria de Melo

    F-100 não é avião seguro, Lito…
    Pense comigo: uma falha aconteceu, o projeto do avião prevê a falha e, em razão disso, o pouso é feito e tudo termina bem, todo mundo viv… Oh, wait! Num é que o avião presta…
    Ai, ai, e a paciência pra desmentir esse bando de “profissionais”, cadê?
    A revista vai vender mais, o programa vai ter mais audiência, a página vai ter mais acessos se a notícia for sensacionalista, infelizmente.

  • Marcos

    Mais uma vez,brilhante explicação.Valeu,Lito.

  • Edgar Marx Guediguian

    O pouso foi super tranquilo, conforme registrado em vídeo; aeronave dócil e obediente nas mãos do comandante. O arrasto sobre o nariz da aeronave foi mínimo. Além disso, o trabalho da equipe de solo foi igualmente irrepreensível.

  • Marcelo Lafayette

    Me chamou a atenção o tempo que o pessoal demorou para sair do avião. No vídeo a gente vê eles banhando o avião, enquanto me angustia pensar no pessoal dentro louco para sair. Pensei que a prioridade era o tal abandono em 90 segundos…

    • Edgar Marx Guediguian

      O Lito poderia explicar melhor, mas salvo engano, em situações como desse F100 a equipe de solo atua no intuito de promover resfriamento preventivo da aeronave para permitir total segurança na evacuação. Os 90 segundos, novamente salvo engano, são contados a partir do início do procedimento de evacuação.

      • Marcelo Lafayette

        Humm…. Pode ser, mas em contrapartida, correm segundos preciosos na saida do avião.

        • Gustavo Pilati

          Não havia necessidade de uma evacuação imediata, não havia fogo ou algum perigo iminente aos passageiros. Por isso que a evacuação não foi feita imediatamente.

    • Bixano

      Meau, PotaQuilParil

  • L.

    Creio que as duas velas por cilindro tambem propiciem uma queima mais completa, aumentando o rendimento do motor. É o caso do motor 1.4 do primeiro honda fit lançado aqui, e de alguns alfa romeo “twin spark”.

    • Gustavo Pilati

      Além de ser um item de segurança.
      Existem 2 magnetos e cada um alimenta somente 1 vela por cilindro, assim temos 2 magnetos operando um único cilindro. Caso algum falhe ainda podemos manter o motor funcionando num nível mínimo para efetuar um pouso. (O motor perde aproximadamente 200RPM com um magneto a menos)

      • José Eduardo Pinheiro

        O Magneto ficou obsoleto na mecânica automotiva á décadas,
        estranho na aviação eles continuarem, sendo a injeção eletrônica de combustível
        uma tecnologia bem mais avançada e confiável pois se usa central de injeção,
        sensores de rotação, pressão atmosférica, sensor de massa de ar etc. Gustavo
        Pilati, por que a aviação geral ainda não migrou pra era da
        “Injeção”?

        • Gustavo Pilati

          Existe sim. São duas coisas separadas:
          1. Sistema de Ignição (Magnetos ou ignição eletrônica)
          2. Sistema de alimentação de combustível (Carburador ou Injeção direta)

          Os novos motores estão vindo já com injeção de combustível direta no cilindro, sem carburador. Melhor rendimento, potência, economia de combustível e não tem problema de formação de gelo no carburador.

          Já a ignição permanece nos magnetos por ser um sistema independente. Não é necessário nenhum auxílio externo (bateria, etc) para que ele funcione. Além disso é muito mais barato do que um sistema totalmente eletrônico, sendo inviável a aplicação deste último em aviões de pequeno porte.

          • José Eduardo Pinheiro

            heheh formulei mal minha pergunta. Entendi. valeu, abraço

  • http://www.kadrumbrasil.com.br Klener Ambrosio Alves

    Lito Muito Prazer meu nome é Klener Alves. Oque um simples comentário diferente pode ocasionar né mesmo? Veja o meu comentário sobre as rodinhas cônicas de ferro que rasgariam a pista em apenas uma aterrizagem, e que ao descerem na pista o baque iria ser tão forte que rasgariam o estomago dos passageiros e tripulantes chamei até os aviões de geringonça kkkk coisa que mais amo e ver vídeos de aviões.. Mas agora falando muito sério sou apaixonado por aeronaves e venho vendo ao longo do tempo que muitas coisas melhoraram, e que hoje está muito mais seguro em fazer uma viagem de 800 km em 50 minutos. pois de carro levaríamos 10 a 11 horas. Fomos favorecidos com essa grande criação sendo o protótipo de Leonardo da Vinci no século xv e vindo a ser wilbur e Orville wrigth os mais certos a serem protagonistas desta grande façanha, mas que os nossos votos são para o grande Santos Dummont e nós brasileiros acreditamos nisso, oque tenho a dizer é que ,ouvi o contato do comandante da aeronave com a torre de comando e fiquei perplexo com tanta calma e profissionalismo , e em um outro post que fiz na Radio itatiaia sugeri até um aumento de salário para o comandante da aeronave e tomara que eles me ouçam rsrs , pois numa situação como esta não consegui acreditar a total segurança passada por ele. Hoje posso lhe dizer que temos um certo time de profissionais em nosso favor que com muita calma sabe agir no momento certo. Sinto muito pelas vidas perdidas nos voos que aconteceram no decorrer da semana e sei que famílias inteiras hoje choram por tantas vidas perdidas.],mas são coisas do destino e como todos dizem falhas acontecem. Peço desculpas se ofendi alguém tentando colocar as rolimãs no bico do avião como o nosso amigo ai embaixo citou ,e já estavam quase me matando quando comecei a citar umas coisas loucas aqui, kkkkkkkkkk eu iria sugerir até paraquedas para os aviões rsrs em fim. Brincadeiras a parte deixo aqui um forte abraço pelo ótimo post que você citou e peço desculpas pela humilde brincadeira que será apagado neste exato momento. Estou começando a tentar pilotar aviões mas será aeromodelos. todos que me conhecem sabe que brinco muito e tento levar alegria para todos que estão ao meu redor. Amigos, de coração mesmo um forte abraço a todos e que Deus abençoe todos. Compartilhem o post.

    • Lannara Carvalho Pimentel Gome

      Nah, Klener…. Todo mundo tem o direito de opinar!!!
      PS: Sobre o paraquedas, se eu não me engano, o Cirrus SR22 possui!! Dê uma pesquisada!!
      PS: Sou esquentada sim, viu?? Mas admito meu erro em julgar (em pensamento) o que alguém é!! (Ou não, né??)
      PS-2: Tem mais ideias aí?? :-P

      • http://www.kadrumbrasil.com.br Klener Ambrosio Alves

        O quem dera, hoje tenho minha mente em uns projetos aqui de música mesmo pois sou músico fabrico instrumentos musicais .mas de aviões nada em mente não tenho este dom, queria ter ideias sim pois sou apaixonado por aviões. Mas sério existe este projeto para-quedas? Nossa seria ótimo.

        • Lannara Carvalho Pimentel Gome

          È musico e adora aviões?? Tá no lugar certo!!!
          Sim, veja no Wikipedia!! Não sei se é o único!!! Mas ele existe!!!

          • http://www.kadrumbrasil.com.br Klener Ambrosio Alves

            Poxa vida comentei isso com um amigo a alguns anos atrás mas ele disse ser impossível. haha vou achar.

          • Lannara Carvalho Pimentel Gome

            Ah, Klener… Vi no seu texto direcionado ao Lito que vc tenta pilotar aeromodelos!! Bom, eu piloto no simulador!!! Tenho o FlightGear!!! Se vc tem um PC bom, simulador é uma boa!!! Eu adoro… Enquanto eu não posso pilotar aviões de verdade, eu me divirto no FGFS!!!

          • Gustavo Pilati

            Toda linha Cirrus dispõe de paraquedas (SR20, SR22 e acredito que o Cirrus Jet (protótipo ainda) vai ter também).
            Quando utilizado dentro das especificações ele funciona muito bem (Necessita de uma altura mínima pra acionar e dar tempo dele abrir e segurar o avião, assim como um paraquedas “normal)

          • Lannara Carvalho Pimentel Gome

            Gustavo, só os Cirrus possuem pára-quedas?? Existe alguma possibilidade dessa tecnologia ser utilizada em alguma ACFT maior??

          • Gustavo Pilati

            Que eu saiba, nas aeronaves de produção em massa e homologadas pelas agências mundo afora, só a linha Cirrus mesmo.

            Porém em aeronaves experimentais é possível adicionar esse item.

            Em aeronaves de grande porte acho muito difícil (pra não dizer impossível) implementar um sistema desses. O Cirrus é um avião com peso máximo de 1400kg e o paraquédas tem aproximadamente 20 metros de diâmetro, endo inviável acrescentar isso em aviões maiores/mais pesados.

          • Lannara Carvalho Pimentel Gome

            Obrigada, Gustavo!!!

          • Paulo Villar

            Fazendo uma breve comparação (usando Wikipédia):
            Um 737-800 vazio tem 91.108 lbs. ou 41.413 kg.

            O SRB, também vazio, que lançava o Ônibus Espacial pesa “só” 200,000 lb 91,000 kg, e quando caía no mar dava uma porrada e tanto, com 3 paraquedas…

            Um Avião comercial quase não poderia carregar bagagens para poder alojar um paraquedas grande o suficiente para dar a segurança necessária…

            Gustavo, concordo com seu “Impossível”!

          • http://www.kadrumbrasil.com.br Klener Ambrosio Alves

            Olha isso! hahah pelo-menos um dia eu sonhei com isso e hoje existe mesmo e nunca tinha ouvido falar . porque não colocam este projeto para os aviões maiores seria uma forma de uma segurança a mais para nos passageiros . veja o video https://www.youtube.com/watch?v=ZOsT2b_NuBo

          • Lannara Carvalho Pimentel Gome

            O cara no video não falou, mas esse avião é o SR22!!
            Eu fiquei imaginando um avião enorme como um B767 de paraquedas… kkkkkkk!!!

          • Schumann

            Uns 20 quem sabe!!
            A Soyuz ( nave russa ) que é muito menor usa 3 e ainda tem que usar retrofoguetes para atenuar a “porrada” deixando como algo semelhante a uma batida de carro.
            Os paraquedas em aeronaves para mim são muito questionáveis, precisam de uma altura razoável para serem abertos em sua totalidade ( se forem abertos rápidamente rasgariam ou se soltariam da aeronave ou a estrutura para fixa-los tomaria um peso considerável ), pois precisam ir freiando até ficarem totalmente abertos.
            Sem contar os ocupantes levando um tranco tão forte quanto o choque. Acho que os melhore paraquedas são os engenheiros, os mecanicos e os pilotos. Como disse em um caso ou outro quando não existir mais nenhuma alternativa e terem se esgotado todas as outras alternativas talvez o paraquedas nos ajude, rezando para não ser empalado quando chegar no solo pois depois de aberto estaremos á mercê dele, eles não tem controle depois de abertos.

      • Ferdinando

        Tenho querida! Vai pra a cuzinha esquentar feijao.

    • Valéria de Melo

      Kleber, comente sempre que quiser. O AeM é a favor da discussão saudável e do compartilhamento de opiniões!
      A gente só não chama aviões de “geringonça”, pelo mesmo motivo de não chamarmos Alberto Santos Dumont de idiota. :)
      Abraço!

      • Guest

        Affff!!!

  • Marcelo Cardoso

    Sem querer rasgar a seda, mas comentário sóbrio e muito profissional, nada como alguém realmente versado para dar a perspectiva correta do que realmente aconteceu. Obrigado Lito.

  • Rids

    Independente das caracerísticas do F100, o Alfa-Foxtrot voa na Ocean/Avianca desde 2006, depois de ter sido estocado por dois anos no Mohave e ter voado por 12 anos pela AA. Tem em seu histórico técnico um evento de fumaça na cabine e pouso de emergência em BSB, em 2012, uma batida do radome contra uma ave em 2003, em DCA, e outra mais grave em 1997, em SDF, contra o parabrisas.

    Particularmente (se serve pra alguma coisa essa minha particularidade) gosto de aviões com motores acima da linha das asas porque são mais seguros na hipótese de pouso em condições adversas, como na água, em pistas precárias ou sem os trens. Pena que estejam em extinção (não voo na aviação executiva pois me sinto muito solitário, sabe?).

    • Guest

      Sei!!!!

    • Cesar Lemos

      Também simpatizo com motores na causa, mas perece que motores nas asas possuem uma séries de vantagens, como dispensar reforços estruturais na fuselagem e a diminuição do risco de estol profundo. No fim das contas, acho que essa configuração acaba sendo mais segura, econômica, etc.
      Aproveitando pra perguntar…
      1 – Falando em maior segurança, a configuração de asa alta como no BAe 146 não seria a mais adequada?
      2 – Porque os turbofans de asa alta são tão incomuns?
      3 – Quais as vantagens e desvantagens dos motores SOBRE as asas altas, como no AN-74?

      http://cdn-www.airliners.net/aviation-photos/middle/6/6/3/2180366.jpg

  • Thiago C T Camargo

    infelizmente o acidente com o fokker 100 da tam em 1996 marcou muito por isso a desconfiança no aparelho,já voei bastante no fokker 100 como pax e sempre adorei avião com deriva em T e motores na traseira,e outra coisa a tam é essa grande empresa hoje graças ao fokker 100!!!!!!

  • http://www.portalodia.com/blogs/no-mirante AlexandreACW

    Outro fato a se comemorar é o amadurecimento profissional da Avianca, com vasto know-how no equipamento e além de tudo que foi escrito aqui, a performance do OAF no incidente mostra que o F100 é um avião igualzinho aos outros: seguro e confiavel. Deu até saudade dele… velho conhecido meu.

  • paulo
  • Johnny

    so esqueceu que nao se chama mais fokker 100 e sim outra denominaçao MK alguma coisa , devido a falencia da FOKKER e pq a manutençao é feita por outra empresa , nao tenho certeza se é bem isto , mas tudo que disse acima nao muda em nada desta aeronave ser ruim demais , sua afirmação nada muda os problema desta aeronave , quem conhece um pouco a historia da TAM ,sabe o qto esta aeronave trouxe de problemas , ao contrario do FOKKER 27 (JACARE) , evitem voar nesta aerovane !!!!

    • Anônimo

      Ruim kkkkkkk , ruim é tu cara kkk desculpa , mais a TAM foi uma das únicas cias que caiu um fokker –’ a aeronave é ótima e mt segura , só exige muita manutenção . amigão tu pode até ver que a maioria de acidentes e com vitimas fatais foi no Brasil , então ruim é a Manutenção das Cias Brasileiras e não a aeronave ;) Então pesquisa mais e talz . fica a dica ai !

      • Ferdinando

        Putz grila BIXO, tu é o cara! a tam foi uma das unica que cairam aeronave fokke 100. Falou e disse! Fica a dica ai, pega umas aula de portugueis pra iscrever direito.

  • Lannara Carvalho Pimentel Gome

    Lito, uma pergunta (não deu pra ver no vídeo), o trem de pouso avariado chegou a “sair da casinha” dele??? Ou nem abriu a “escotilha”?? Brigada!!

    • Felix

      Querida senhora Caralio Pau de Mel, Segundo informacoes o trem estava ainda na casinha do caralio.

    • Felix

      Prezada Dona Caralio Pau de Mel, saiba que o trem estava bem instalado na casinha do caralio!

  • R.F.

    Alguém sabe o que significa essa sigla “MK-28″? E em outras aeronaves da Fokker também existe alguma sigla desse tipo?

    • Lannara Carvalho Pimentel Gome

      Parece que é o “número de catálogo” dela.. (Vi num blog) que é na verdade, F-28-MK-100, aí a Avianca (na época OceanAir) decidiu chamá-lo de MK-28!!!

      • R.F.

        Ah, é como se eles “inverteram” o Fokker 28 com o 100. Obrigado!

      • http://www.portalodia.com/blogs/no-mirante AlexandreACW

        Exatamente, o nome oficial do avião é Fokker 28 Mk 0100, nome comercial Fokker 100, assim como o Fokker 70 é o F28 Mk 0070. Todos originários dos belos Fokker 28 Mk 1000, Mk 3000 e Mk 4000

    • Gustavo Pilati

      Jogada de Marketing.
      Já que o nome “F100″ estava “sujo no mercado”, usaram o MK-28.

      • R.F.

        E pelo visto esse “apelido” só é usado no Brasil, né?

        • Gustavo Pilati

          Sim, porque a mídia condenou o avião…
          Minha tia não gostou de voar o F100, mas amou o MK28 da Avianca…. (É real hahaha)

          • R.F.

            kkkkkk, não gostou do F100 mas gostou do MK28, essa foi boa!

          • Edgar Marx Guediguian

            kkkkkkkkkkkkkkk

          • Rogério Inocêncio

            haha essa foi boa msm rs!

          • Eduardo Mello

            Uma vez que estava viajando na Avianca, ouvi um passageiro falando: Esse MK-28 parece muito com o Fokker 100…

          • Mauricio Ribeiro

            Eu estava num vôo para Recife em um F-100/MK-28. Tava na minha, ouvindo uma música, dai tinha um casal meio que conversando alto e nitidamente a mulher estava alterada. Ela dizia, “Amor, esse é o Fokker 100, aquele da TAM que caiu!”. Ele respondeu calmamente, “Não amor, esse é o Airbus A315!”. Ela demorou e acreditou nele. Eu fiquei abismado, “Airbus A315? Onde?”. Nunca ri tanto. Até ai tudo bem. Mas o pior estava por vir.

            Na poltrona do corredor estava um piloto, que estava indo de férias para Recife onde estava sua familia. Ele viu que a mulher estava nervosa e perguntou se estava tudo bem, ela respondeu que tinha medo de voar e explicou que o motivo, na epoca do acidente do voo 402 da TAM ela morava proximo ao aeroporto de Congonhas e tinha pessimas lembranças e um medo terrivel de voar.

            Aquele ela seu primeiro voo. Dai ele solta a pérola. “Nossa, a senhorita é muito corajosa, pois esse é o Fokker 100, é o mesmo modelo daquele que havia caido. Eu to muito impressionado, este é um ótimo jeito de superar um trauma!”.

            E foi assim que uma única passageira conseguiu atrasar um voo e fora a gritaria, choradeira e correria. Esse dia foi louco!

            kkkkkkkkkkkkkkkkkk

          • R.F.

            Isso foi quando o avião estava em solo?

          • Mauricio Ribeiro

            Sim, foi no embarque, um pouco antes do fechamento das portas. Quando a confusão começou, as portas já tinha sido fechadas e todos com os cintos afivelados. O piloto estava esperando a passageira se acalmar para começar a taxiar! E isso não aconteceu!

            :(

          • R.F.

            Imagina se fosse durante o voo!

          • Mauricio Ribeiro

            Minha mãe: “Esta m%$#* de avião da TAM (F-100) é um lixo!” … 12 anos depois… “Nossa esse avião da Avianca é muito bom! (MK-28)”… kkkkkkkkkkkkk

          • Lucas Timm

            Eu não gostei do MK28, achei meio desconfortável. Infelizmente nunca tive a oportunidade de voar de Fokker 100, haha. :-)

        • Schumann

          Isso me lembra o caso de um vizinho do Aeroclube onde me brevetei ( isso faz tempo! ) que durante muito tempo não aceitou fazer uma “permuta” de um terreno que ficava próximo do Aeroclube por um outro muito mais vantajoso para ele. Até que um dia meu pai, a pedido do Presidente do Aeroclube, propôs uma “troca”, o que ele prontamente aceitou, agradecendo ao meu pai pela proposta pois a Diretoria queria enganá-lo com uma proposta que não estava entendendo.

      • Edgar Marx Guediguian

        Nos EUA parece que também não usam o nome Fokker pra evitar confusões com Fucker. Alguém pode confirmar?

    • Paulo Sérgio

      Foi o nome técnico dado na época, em 1987. Quando certificado pela FAA foi Fokker 28-0100.

      • R.F.

        Isso para enganar quem não gostava do Fokker 100! Obrigado.

  • Walter

    Pena que editaram o vídeo, no original o “corta prá mim” lá pelas tantas diz: “Avião quase explode em Brasília”
    Link:

    http://noticias.r7.com/cidade-alerta/videos/aviao-da-avianca-faz-pouso-de-emergencia-em-brasilia-28032014

  • Francisco

    Mas Lito, e o sistema que baixa o trem de pouso por gravidade (ou manualmente), não se aplica nesse caso ou o F100 não dispões dele?

    • Gustavo Pilati

      No sistema hidráulico do F100 (e é assim na maioria dos aviões comerciais) somente um sistema hidráulico que alimenta todas as pernas do trem de pouso. Ficando sem esse sistema nenhum dos trens baixa. Porém, como mencionado, existe o modo de emergência (Alternate Extension).

      Esse sistema (no F100) despressuriza as linhas hidráulicas (deixando o trem de pouso “livre”) e destrava as portas, assim o peso do trem de pouso empurra as portas e também trava o conjunto quando está completamente estendido.

      O trem principal por ser mais pesado tem mais facilidade de descer, aliado do fato que ele abre para o lado não sofrendo tanto com a resistência do ar ao deslocamento do trem.
      Já o do nariz por ser mais leve sofre por isso, alguma sujeira ou detrito na porta pode impedir o funcionamento correto (Não estou dizendo que foi o que aconteceu no acidente acima).

      Poderiam se perguntar: “Porque não fazer um sistema elétrico para liberar as portas já que só pela força da gravidade as vezes não funciona?”

      Durante a fase de projeto todas as situações são previstas e soluções são apresentadas para aquelas mais críticas. O não travamento do trem do nariz, apesar de todo o alarde, não é uma situação crítica. Como aconteceu no caso da Avianca, o avião saiu praticamente intacto e sem nenhuma pessoa machucada. Isso demonstra que o projeto do avião funcionou como esperado :)

      • Francisco

        Boa Gustavo, obrigado pela explicação! ;)

  • Cezar Sousa

    Não sou de entrar nestas discussões, mas vamos lá:
    Primeiro, devemos analisar a trajetória da FOKKER, uma empresa do começo do século passado, que contribuiu para desenvolvimento de pesquisas aero espaciais, e muitas outras contribuições deste segmento na europa.
    Esclarecendo MK-28, e a referencia dada a aeronave ainda em projeto, que nasceu como FOKKER 100.
    Foi uma aeronave usada por mais de 50 cias aereas pelo mundo todo, e o histórico de acidentes com este modelo e mínimo, aliás, não só com este modelo, mas com todos os modelos da FOKKER.
    A aeronave e segura, e infelizmente como toda aeronave que sai de linha, em breve terá problemas de peças de reposição.
    Mas o avião e seguro, está voando pelo mundo, acredito eu, que por perto de 30 anos!!
    A FOKKER só perdeu posição no mercado aeronáutico por má administração, não por má qualidade de produto, e um detalhe: O FOKKER 100 ainda vai voar muito, como o irmão dele o FOKKER 27 que tem centenas de aeronaves voando no mundo e com muita segurança.

    • Vital Damiani

      FALTOU DIZER QUE A FOKKER QUEBROU E QUE QUEM DA ASSISTÊNCIA, MANUTENÇÃO E AINDA FORNECE ALGUMAS PEÇAS É O GOVERNO HOLANDÊS.

      • http://www.portalodia.com/blogs/no-mirante AlexandreACW

        Inverdade o que você propaga! A Fokker ainda existe através da Rekkof, que mantem a aeronavegabilidade do avião, bem como a produção de componentes e eventuais correções de projeto. A Fokker como fabricante de aviões encerrou atividades no final dos anos 90, mas como assistência técnica segue viva, inclusive reposicionando aviões no mercado. Procure pesquisar sobre REKKOF.

        • Gerson Barbosa

          A Fokker ainda tem centros de manutenção na Holanda, atendendo as aeronaves da Fokker, Boeing e Airbus. Tem também o Depto de Engenharia e o de Treinamento, além de um centro de peças de reposição.

  • Eduardo

    Não sei se fui o unico a perceber, mais os bombeiros não demorou muito para chegar na pista? pois pelo que vi na midia, o piloto avisou 10/15 minutos antes do pouso… pensei que já tivesse bombeiro a postos… pois nunca se sabe o que pode acontecer…

    • Gustavo Pilati

      Veja novamente o vídeo e o tempo corrido. 25 segundos da parada da aeronave até o primeiro jato de espuma. Lembrando que a pista é enorme (3,2km) e não é possível colocar carros de bombeiro dentro da pista por motivos óbvios.

      Funcionou tudo perfeitamente :)

  • Alessandro Souza

    O Piloto agiu com muita destreza! Merece um reconhecimento especial,semelhante ao que o piloto que pousou o avião no rio Hudson recebeu.

  • Marcelo Santos

    Hahaha adorei as rodinhas de metal… As grandes idéias as vezes vêm de palpites aparentemente sem noção. Olha o caso do paraquedas nos aviões, tudo bem que é muito limitado a pequenas aeronaves, mas há décadas atrás, se houvesse um blog como esse, estariam crucificando quem desse essa ideia.

    Creio que um roda fixa, meio escamoteada, teria o mesmo efeito do pouso de queixo da aeronave. Certamente o peso, a aerodinâmica, a solução, o custo, a incidência, ou seja, todas as variáveis foram calculadas, e esse modelo adotado foi o mais vantajoso adotado. Como o próprio Lito disse, esse avião estará em voo daqui há algumas semanas, o dano foi mínimo, quase nenhum. Pior foi o A320 do TAM 3012, que enfrentou sem medo (rsrsrs) um CB e destruiu a frente da ACFT e nenhuma linha no noticiário (https://www.youtube.com/watch?v=ZfFE5kD2gKM). O avião ficou beeeeeemmmmmmmmmm pior do que o da Avianca.
    Não perca a oportunidade de comentar, mas evite termos como “geringonça”, pois o avião perdeu há muito tempo esse status de algo amador, como da época do Santos Dumont. Hoje para colocar um avião para voar, têm que ter muita segurança, batalhar por muitas certificações, e gastar muito tempo em projetos, mesmo que sejam experimentais.
    Mas tudo bem, sei que foi sem intenção de ofender, somente erro na escolha das palavras.
    Curto muito o AeM, e aprendo mais e mais coisas por aqui, a turma é “fera” (muito boa).
    Parabéns ao piloto pelo formidável pouso, nada além do esperado pelo treinamento, mas pela calma, tranquilidade, consciência da situação, e por ter feito essa manteiga (arrastou bem pouquinho). Dá pena dos aparelhos que alguns pilotos literalmente “jogam no chão”. É catrapo pra cá, ping-ping-ping pra lá, coisa triste de ver.

    • Edgar Marx Guediguian

      Essa do JJ3012 foi no capricho!!!

      • Marcelo Santos

        Como se diz: Foi uma pintura!
        Esse piloto agora vai tremer toda vez que “roncar” trovoada. :)

    • Athos Sales

      ”Rodinha”??? Como foi essa?
      Embora me lembrou de imediato os trens principais do A-10, que não ficam totalmente recolhidos.
      Abraço!

      • Marcelo Santos

        Foi um comentário do Klener Ambrosio Alves abaixo.

  • Athos

    A questão (infelizmente) é como os LEIGOS (+mídia ensina) vêem:

    https://scontent-a-mia.xx.fbcdn.net/hphotos-ash3/t1.0-9/603602_620243121362884_1132136601_n.jpg

    E pior…tem MUITO leigo que quer acreditar no que convém…. :(

  • Lugar Certo Imóveis
  • Sem nome

    Outro Fokker 100 – AVIANCA – teve problemas com o trem de pouso. Estou com passagem comprada para voar por esta companhia, mas estou até com medo…
    Será coincidência????? Obrigada.

    • Gustavo Pilati

      Somente problema de indicação.

      Houve um bird strike (pássaro colidiu com o trem de pouso) e o sensor parou de funcionar. O trem estava funcionando normalmente porém na cabine a luz não estava acendendo confirmando se o trem estava travado ou não.
      Após a visualização da Torre de controle o aviao prosseguiu para pouso normalmente.

  • http://www.umavisaodomundo.com Eduardo Patriota

    Tive uma tarde inteira de uma interessantíssima conversa com o Marcelo Murozaki, lá da FDSim. Antes de entrarmos no simulador, ele explicou para mim e para minha namorada as INÚMERAS redundâncias nos diversos sistemas do avião, bem como da meticulosidade durante a construção e manutenção das aeronaves.

    Depois vim para cá ler mais a respeito e, realmente, passei a entender porque os especialistas em aviação insistem em dizer que “avião não cai” (claro que pode acontecer, mas enfim, uma expressão para dizer o quanto isso é improvável).

    É, definitivamente, o estado da arte da engenharia.

    • Valéria de Melo

      Eduardo, vocês fizeram a viagem? Conseguiu convencê-la a não desistir? Lembrei do e-mail! :)

      • http://www.umavisaodomundo.com Eduardo Patriota

        Oi Valéria! Ela não desistiu não! Valeu o esforço de todos! heheheh! Valeu! ;)

  • Jorge Henrique Luzentti

    Olá! Porque só o trem de pouso dianteiro dá este tipo de problema?

    • http://www.avioesemusicas.com Lito

      Não é só o trem do nariz, há casos de trem principal também, como nesse vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=F5JtIhdAz1Q

      • Jorge Henrique Luzentti

        Nossa, este pouso parece que foi mais complicado!!!
        Il Mercoledì 2 Aprile 2014 23:06, Disqus ha scritto:

        Settings

        A new comment was posted on Avioes e Musicas

  • Aeromanuais Brasil

    Lito, uma semana antes deste MK ter tido problemas um A319 procedente de LDB alternou GRU devido falha no acionamento do NLG que após a execução do troubleshooting teve o acionamento normalizado e pousou sem maiores problemas.

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