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Concorrência

Boeing avalia que avião gigante derrubará Airbus

A fabricante de aviões Boeing não está assustada – aliás, muito pelo contrário – com o lançamento do Airbus A380, o maior avião do mundo, pela rival Airbus, na semana passada.O superavião europeu, que pode transportar até 840 pessoas, é visto pela Airbus como a melhor solução para o futuro da aviação comercial. Mas a Boeing esnoba a novidade e chega a apostar parte de seu futuro no fracasso da estratégia que originou o A380.Segundo reportagem do The Christian Science Monitor, o clima na chuvosa Seattle, nos Estados Unidos, onde fica a sede da Boeing, não é de preocupação. Funcionários da empresa não escondem o interesse e até mesmo a admiração pela novidade do consórcio europeu – mas, diz o jornal, não há medo nem inveja.Isso, apesar de nos últimos dois anos a Airbus ter vendido mais aviões que a Boeing, forçando inclusive numerosas demissões na empresa dos EUA, as quais reduziram seu quadro de funcionários na região de Seattle de 103 mil para 53 mil, em sete anos.A reação oficial da Boeing ao A380 misturou cortesia e sarcasmo. “Trata-se de uma realização industrial”, reconheceu o porta-voz da empresa, Todd Blecher. Mas, continuou ele, “(o A380) é um avião muito grande dirigido a uma parte muito pequena do mercado”.A Boeing acredita que haja mercado para apenas 400 aviões A380, enquanto a Airbus projeta vender 1.250 dos superaviões.

Segundo Blecher, o erro é a aposta em voar entre aeroportos de grande porte e movimento, com muitas conexões (aliás, os únicos que poderão receber o A380). Contra essa perspectiva defendida pelos estrategistas da Airbus, os analistas da Boeing consideram que, cada vez mais, se voará diretamente entre as cidades, um cenário em que aviões menores são mais eficientes.

A única queixa da Boeing é o dinheiro que países europeus – como a França e a Alemanha – colocam no consórcio Airbus, o que configuraria uma concorrência desleal.

Fonte: Invertia

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Sobre o Autor

Graduado em Manutenção de Aeronaves, com muito bom senso :) 30 anos de aviação comercial (e contando), de Lockheed Electra à Boeing 787. Tentando simplificar a complexidade da aviação.
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