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Demissões continuam na Gol, pessoal de voo e de terra

737 da Gol Decolando

737 da Gol Decolando

SÃO PAULO — Um dia depois de o vice-presidente Financeiro da Gol, Leonardo Pereira, anunciar que a companhia pretende encerrar o ano com 2.500 postos de trabalho a menos do que em dezembro do ano passado, 84 comandantes de aeronaves foram demitidos terça-feira pela empresa. A informação é do Sindicato Nacional dos Aeronautas, que vinha negociando com a empresa para evitar as demissões. A Gol afirmou, por meio de nota, que as dispensas fazem parte de um plano para “adequar-se à nova realidade do mercado, manter seu negócio disciplinado e a sustentabilidade de sua operação”.
Segundo o sindicato, com os cortes realizados terça, o número de trabalhadores demitidos pela Gol entre janeiro e maio já ultrapassa 1.400 pessoas, dos quais cerca de 900 são funcionários que trabalham em terra (aeroviários) e outros 500 entre comandantes, copilotos e comissários de bordo (aeronautas).

Também foram eliminados 26 cargos de gerência média e sênior. Além de uma vice-presidência e quatro diretorias.
Desde o fim do ano passado, a Gol passa por enxugamento decorrente, segundo a empresa, da desaceleração da economia e da desvalorização cambial. A empresa reduziu sua frota, de 150 para 138 aviões e eliminou até 100 voos diários.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/gol-demite-84-pilotos-de-avioes-5325744#ixzz1z6AOVLdM
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Fonte: Globo.com

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Sobre o Autor

Um técnico com bom senso :) 28 anos de aviação comercial, de Lockheed Electra a Boeing 787. Tentando simplificar a complexidade da aviação.
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  • Ricardo Sacco

    Vendeu ações inflacionadas para Delta pela promessa de
    share doméstico na copa/olimpíadas. Começou esse mês o primeiro vôo
    internacional entre Guarulhos e Miami com custo operacional
    1/3 menor do que as concorrentes diretas, mesmo as estrangeiras, tem encomenda razoável de B78, fechou acordo de compartilhamento de milhas com a Qatar,
    de modo a sinalizar promiscuidade, vende milhas lotando até os assentos não reclináveis. O que a Gol faz não é uma medida de subexistência,
    mas sim uma capitalização de curto prazo com vistas à liquidez imediata na
    abertura do mercado da aviação civil para o capital estrangeiro.

  • GabrielAP

    Quando eu vejo empresas aéreas nacionais que são (ou eram) aparentemente saudáveis demitirem em massa, visando equilibrar as contas, não posso deixar de pensar que a estrutura (ou falta dela) do nosso país influencia diretamente nesta balança.
    Como imaginar que TODAS as grande empresas aéreas de outrora não existem mais? E são todas mesmo: VARIG, VASP, TRANSBRASIL, CRUZEIRO, NORDESTE e outras tantas. Será que a má administração foi a causa preponderante da quebra de todas elas?
    Porque em outros países temos empresas aéreas centenárias – ou quase isso – voando de forma segura e com estrutura financeira saudável? British Airwais, Lufhtansa, American, United, Qantas, JAL, Aeroflot estão aí, não estão? E nós?
    Se formos nos deslocar ao exterior, dependemos dos estrangeiros. Não temos aeronaves nacionais servindo grandes destinos intercontinentais. A TAM, que já tinha uma participação pequena no cenário internacional, agora é chilena. Porque?
    Só posso pensar que os impostos, a burocracia, o preço abusivo do combustível e das tarifas aeroportuárias são os grandes responsáveis. Ou então temos em todas as Cias. aéreas administradores incompetentes.

    • Márcio

      Fato Gabriel. Concordo com você e confesso que também não entendo essa dinâmica “céu X inferno” pela qual passa a maioria das empresas aéreas nacionais. Espero que as milhares de demissões da área operacional sejam diretamente proporcionais à dezena de cargos de gerência eliminados.

  • http://www.facebook.com/people/Ricardo-Iki-de-Rezende/100000718862182 Ricardo Iki de Rezende

    Lito, como o comandante sabe o peso do avião na hora da decolagem?
    No ultimo fds voando a ponte com a GOL e na confusão de cancelamentos e passageiros de outros voos embarcando no que eu estava, o piloto anunciou que estava com excesso de peso. Após isso os comissários e despachantes contaram por diversas vezes o número de passageiros. Então ouvi comentários entre os passageiros achando que estavam contando o número para estimar o peso do avião, e eu falei que “achava” que o comandante tinha uma “balança” entre os instrumentos… Em outro trecho fomos reacomodados de um 737-7 para um 737-8 e pela demarcação de poltronas nos bilhetes todos os passageiros ficaram na frente do avião deixando algumas filas de bancos vazios ao fundo. Então os comissários pediram para alguns passageiros se acomodarem nas ultimas fileiras, certamente para ajustar o CG do avião… Como funciona essa “balança” e como o piloto sabe dessa distribuição de peso no avião? Imagino que seria pela pressão nos trens de pouso. Mas parece tão simples para ser real.Obrigado

    • Ricardo Sacco

      Já vi ocorrer deles repesarem a bagagem num vôo MIA-GRU non-stop (que herdou passageiros de dois cancelados) em um B77 ER (atrasando o mesmo em mais de 1 hora). Imaginei que, por esse modelo ter tanque reserva e o porão ser disputadíssimo, o sobrepeso poderia vir a ser um problema para a decolagem ou para o reabastecimento. Fiquei surpreso por estar acontecendo num avião da geração atual e com disposição simétrica de motores, pois supunha que os únicos que largavam os rabos no chão eram os “velhos” B72, DC e Tristar.

      • http://www.facebook.com/people/Ricardo-Iki-de-Rezende/100000718862182 Ricardo Iki de Rezende

        Mas no caso que citei foi mais por limitações das pistas (SDU e CGH) que propriamente do avião acredito eu.

        • Ricardo Sacco

          Comentei com um colega agora e ele tem certeza que, tratando-se da Gol, seja por uma questão de economia financeira, pois cada 100 quilos de peso eliminado significam até 4 quilos a menos de combustível queimados por hora de voo e que a Gol vem inclusive diminuindo para metade a quantidade de água nos banheiros de algumas aeronaves para deixar os aviões mais leves, além de sugerir limitações mais severas de transporte de combustível, o que é preocupante  como reserva para “alternadas”.

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