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EgyptAir voo MS-804 não chegou ao destino – Post será atualizado

Update 1: 20 Maio – Mensagens ACARS – Clique aqui
Update 2: 17 Junho – Caixas Pretas – Clique aqui
Update 3: 15 Dezembro – Traços de explosivos – Clique aqui

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Um Airbus A320-200 com a matrícula SU-GCC que operava o voo MS-804 de Paris Charles de Gaulle (CDG) para o Cairo (CAI) desapareceu dos radares em altitude de cruzeiro (37.000 pés), com 56 passageiros e 10 tripulantes.

Captura de tela 2016-05-19 21.54.53

A última posição reportada pelo transponder foi sobre o Mar Mediterrâneo, a 240km ao norte de Alexandria. Dados do Flight Radar desta vez param abruptamente (ao contrário do atentado com o Airbus A321 da Metrojet).

Até o momento não foram encontrados os destroços no mar, apesar dos reportes iniciais.

Às 3:25 da manhã (hora de Brasília), a empresa anunciou que a equipe de buscas havia recebido sinais do ELT (Localizador de Emergência). O ELT entra em modo de transmissão quando recebe um impacto grande ou quando entra em contato com a água.

Às 05:15 da manhã (hora de Brasília), a Airbus emitiu uma nota confirmando que o Airbus MSN 2088, fabricado em 2003 com aproximadamente 48.000 horas de voo havia sido perdido.

O tempo em rota era bom, a tripulação conversou com o ATC (Controle de Tráfego Aéreo) segundos antes de desaparecer, sem informar qualquer problema de ordem técnica.

Ainda é muito cedo para indagações, o texto acima expões apenas os fatos conhecidos até agora. Claro que em época de social media, algumas pessoas já começam a questionar (novamente) como pode em pleno século 21 um avião deste tamanho desaparecer sem ser encontrado logo nas primeiras horas, já que o “find my iphone” funciona perfeitamente quando o celular é perdido. Claro que essas pessoas não entendem que se o iphone delas se desintegrar em pedaços e cai no mar, elas também não o encontrarão, mas enfim….

O Post será atualizado conforme mais informações forem chegando.

Update 1: Mensagens de problemas via ACARS

O site AvHerald noticiou que recebeu informações de três fontes diferentes sobre as mensagens enviadas pelo ACARS (Aircraft Communications Addressing and Reporting System) momentos antes da aeronave perder contato com o radar. Para quem não sabe o que é ACARS (ou não se lembra), leiam sobre o acidente do Air France 447 que também emitiu mensagens de erros.

Segue a lista:

00:26Z 3044 ANTI ICE R WINDOW
00:26Z 561200 R SLIDING WINDOW SENSOR
00:26Z 2600 SMOKE LAVATORY SMOKE
00:27Z 2600 AVIONICS SMOKE
00:28Z 561100 R FIXED WINDOW SENSOR
00:29Z 2200 AUTO FLT FCU 2 FAULT
00:29Z 2700 F/CTL SEC 3 FAULT

Alguns comentários:

  1. É preciso tomar muito cuidado e não tirar conclusões precipitadas sobre essas mensagens. Já há órgãos de imprensa “informando” que houve fumaça no lavatório, portanto houve fogo e como um dos lavatórios fica sobre o centro de compartimento eletrônico, então foi isso, acabou. Tem um jornalista em especial chamado Jeff Wise que costuma expelir inúmeras bobagens desde o sumiço do Malaysia MH-370 (não vou dar cliques para ele, então não tem link), que já até especulou que se uma bomba tivesse explodido no banheiro, poderia então blá blá blá, zzz..zzz…)
  2. Percebam que entre a primeira mensagem de falha e a última, se passaram pelo menos 3 minutos**. Esse intervalo de tempo é uma eternidade para não comunicar ao ATC que há fumaça a bordo.
  3. As mensagens de FLT FCU e F/CTL não indicam um colapso geral dos sistemas, já que não há mensagens dos outros canais redundantes (ao contrário do AF447).

** Apesar de 3 minutos ser um tempo razoável, aplica-se a máxima da aviação: aviate, navigate, communicate – ou seja, na ordem de prioridade das ações por parte de uma tripulação, o “communicate” vem por último.

As mensagens são importantes para analisar alguns fatores, mas não explicam o que aconteceu, portanto ainda é cedo para formar teorias.

Update 2: Caixas Pretas Localizadas

No dia 17 de Junho, os dois módulos de memória haviam sido recuperados. No dia 19, foram secos em fornos de alta tecnologia, em um processo que demorou mais de 8 horas.
No dia 22, a equipe de investigação informou que a remoção do sal de mais de 200 circuitos eletrônicos foi bem sucedida, porém um dos circuitos apresenta defeito que impede a leitura dos cartões de memória corretamente. O procedimento de reparo está sendo acompanhado pelo BEA (o órgão de investigador Francês) e o NTSB (órgão americano).
Há informações de que um possível resgate de todos os destroços do fundo do mar pode acontecer.
Os gravadores de voo são mantidos dentro da água do mar para evitar oxidação em contato com o ar.

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Update 3: Traços de explosivos encontrados

No último 16 de Julho de 2016, o CAA (órgão investigador do Egito) informou que análises das caixas pretas indicaram a existência de fogo a bordo, mas que ainda era cedo para determinar a localização e a causa. Hoje, 15 de Dezembro, ocorreu o anúncio de que foram encontrados traços de explosivos em alguns restos mortais recuperados (utilizando-se de ciência forense).
Os promotores já estão investigando a causa como crime.
 

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Sobre o Autor

Graduado em Manutenção de Aeronaves, com muito bom senso :) 30 anos de aviação comercial (e contando), de Lockheed Electra à Boeing 787. Tentando simplificar a complexidade da aviação.
  • Caio Vinícius

    First de novo, aliás, que coisa hein,o terceiro grande acidente com Airbus A320 em menos de 5 anos,o que está acontecendo?

    • Gustavo Silva

      Aquele da Germanwings não pode contar como acidente, ou você não contou?

      • Emanuel Schott

        Nem no da Metrojet.

        • Metrojet era um A321.
          Tecnicamente é da mesma família de aeronaves (A318, A319, A320 e A321), mas é bom esclarecer porque muitos lêem aqui e saem reproduzindo em outros lugares sem necessariamente compreender detalhes e contextos.

          • Alessandro

            o metrojet nao da para considerar como acidente por que foi terrorismo, o aviao nao tem nada a ver com as mortes poderia ser de qualquer fabricante.

          • Justamente. Por isso que falei de detalhes e contextos. Aliás eu não sei nem por que as pessoas ficam citando outros acidentes, já que a possibilidade de haver a mesma conjuntura de eventos em dois acidentes diferentes é muito baixa.

          • Alessandro

            Concordo plenamente, o pessoal fica tentando descobrir o que aconteceu em um acidente baseados em outros em condições bem diferentes.

    • Alessandro

      acidente mesmo acho que só o da air asia. por que o da empresa russa foi bomba, germanwings foi suicidio ou seja nenhum vinculo com o aviao. esse de hoje temos que esperar a investigação mas nao duvide de terrorismo novamente.

    • É o terceiro evento significativo em 17 meses.
      Só que o segundo não tinha nada a ver com o primeiro.
      E esse terceiro talvez não tenha nada a ver com os outros dois.
      Logo não está acontecendo nada além de acidentes isolados, diferentes, que não têm relação entre si.
      Tristes e lamentáveis pela perda de vidas, mas nada que enseje preocupação com o modal, com a indústria, com a companhia ou com o aparelho.

      • Alessandro

        Somente o da air asia até o momento é acidente, germanwings foi suicidio, metrojet atentado com bomba, agora o egypt temos que esperar para ver o que aconteceu.

    • Bruno Alexandre

      A do Lubitz não conta, ele se matou…

    • wellington

      Parece pensamento da justiça brasileira.
      ‘Decisão de juiz proíbe novos voos de Airbus A320 até que investigação de acidente seja investigado.’

  • nubia_tavares

    Lito, li em algum lugar que o avião teria virado 60 graus,depois girado 360 graus e sumido. Minha dúvida é: dá pra ter esse tipo de informação da terra ou quem escreveu confiou em fontes delirantes?

    • Vinícius Vitecosqui

      Também vi na televisão que o avião teria virado 360 graus momentos antes de sumir, mas não foi informado a fonte da informação.

    • Bruno Alexandre

      Dá sim… você consegue saber pra que lado o avião está virando, foi 90º e depois uma volta de 360º

    • É possível ter essa informação diretamente do avião, mas estas iniciais vieram de radar primário Núbia.

  • Ralph Danis

    Eu gostaria que aviões de passageiros tivessem assentos ejetáveis. Pois mais estúpida que seja essa idéia.

    • Realmente é uma ideia estúpida. Sou obrigado a concordar contigo.

    • Ricardo Braz

      Seria ótimo, colega! É uma pena que é algo totalmente inviável, por inúmeros fatores.

    • Humberto Kubrick

      Deve ser “legal” ser ejetado de uma aeronave numa altitude 37.000 pés com temperatura externa que beira -59.80000ºF.

    • Klein

      Se quiser cometer um suicídio “diferente” enquanto aprende a voar, faça como o padre do balão, não precisa mudar toda concepção da aviação mundial.

      • Tati Furtado

        Kkkkkk….o padre do balão! Lembro disso…hahaha

    • Bruno Alexandre

      Você morreria antes de chegar no chão pra falar a verdade…

    • Emanuel Schott

      Seria mais peso na aeronave pra não servir pra nada. Ficar desprotegido a 37.000 pés significa congerlar na hora e ficar sem oxigênio.

  • Jorge Henrique Luzentti

    O pessoal de terra é confiável até que ponto?

    • Paulo Villar

      Se refere aos Mecânicos, e outros que trabalham em torno dos aviões?

      • Jorge Henrique Luzentti

        Acho que a todos…

        • Jorge Henrique Luzentti

          Sim, mecanicos, fornecedores de comida, pessoal de limpeza….

          • Paulo Villar

            Difícil responder essa pergunta sobre a segurança de um aeroporto da França…

            Porém, por tudo o que já foi publicado aqui, sim, as pessoas que trabalham em aeroportos são confiáveis.

          • Jorge Henrique Luzentti

            Realmente, vai saber se alguém é simpatizante de um grupo terrorista e ai ja viu, né…

          • Jonatas Elias

            Fosse assim não poderíamos pegar metrô, circular, táxi etc, nem em casa estaríamos seguros, vai que o porteiro do prédio é simpatizante do ISIS e aí já viu né….

          • Cassio

            Nós funcionários de terra, passamos por inspeções, cursos de capacitações obrigatórios de segurança e demais cursos envolvendo segurança.

            Na maioria dos aeroportos, há diversas câmeras que filmam o que fazemos, para entrar nas empresas é necessário entregar documentos da policia e da justiça que informam se você tem ou não alguma passagem ou problema na justiça, isso é renovado praticamente todo ano.

            Sobre se é seguro os funcionários estarem ali, eu digo com propriedade: essa segurança é muito maior do que transportar várias pessoas desconhecidas.
            Primeiro porque, como sabemos, muitos itens são artigos perigosos e podem derrubar o avião, a primeira diferença de quem tem treinamento é que sabemos alguns itens que são proibidos de embarcar, já os clientes em maioria, não sabem e querem levar de tudo. Segundo porque, como já relatei, passamos por inspeções antes de entrar na área onde fica as aeronaves, somos filmados em todo o percurso (infelizmente não tem câmera dentro do porão dos aviões, onde pode ocorrer os furtos)
            Há aeroportos no Brasil em que os funcionários não podem acessar essa área portando nenhum objeto eletronico, logo não pode voltar com nenhum desses equipamentos. Isso inibe o furto a eletrônicos. No entanto, varia de aeroporto para aeroporto.

            Trabalho na aviação, acho muito seguro, o que me dá medo são as coisas que são despachadas nos aviões, infelizmente nosso país é atrasado demais, não temos inspeções de bagagem despachada na maioria dos aeroportos, as pessoas querem levar de tudo.
            Diversos incidentes com artigos perigosos acontecem com certa frequência e infelizmente pode acontecer acidentes catastróficos.

          • Jonatas Elias

            O que você quis dizer com “não temos inspeções de bagagem despachada na maioria dos aeroportos”? Sempre achei que as bag despachadas passassem por R-X.

          • Márcio Lira

            Negativo.

          • Jonatas Elias

            Desculpe, não entendi. Quer dizer que as bags despachadas não passam por R-X. Qual a forma então de “controle/revista”?

          • Mariana

            São confiáveis? ? Até que ponto? Pois minha mala foi aberta do GRU e roubaram perfume, tênis, óculos e roupas.

          • Isso aí infelizmente está sujeito a acontecer. Na verdade acontece até com relativa frequência. E não apenas em GRU: inclusive nos melhores aeroportos do mundo. Mas a pergunta do Jorge Henrique foi em relação à segurança de voo, não sobre integridade de bagagens. Não que eu ache certo alguém furtar objetos alheios, longe disso, mas daí para relacionar isso à possibilidade dessas pessoas colocarem bombas em aviões é um pouco demais, não?

          • Mari Figueredo

            Sim, seria um pouco demais, mas olhando por um modo geral tudo é possível. Quando se quer fazer o mal não há limites. Tenha uma dúvida em relação isso. Todos os funcionários que trabalham nos aeroportos passam também por revistas certo? Comidas, caminhões, etc. E na saída são revistados também?

          • Quem pode confirmar é o pessoal que trabalha nos aeroportos, mas creio que não há revista, não. Nem vejo por que deveria ter. Revistar funcionários parece coisa de empresas que ferem direitos trabalhistas. Pode ser que o acesso a algum local específico fique sujeito a isso dentro do aeroporto, mas no dia-a-dia dos aeronautas e aeroviários isso não deve ocorrer. É por isso que nós criticamos tanto a imprensa, porque só ela pode fazer alguém achar razoável submeter pessoas à revista permanente.

          • Ricardo Braz

            Da mesma forma que mecânicos são revistados todos os dias, acredito que os funcionários que trabalham nos setores de bagagem também deveriam ser. Na verdade, todos que têm contato direto com a aeronave (inclusive a própria tripulação) ou com a carga nele embarcada deveriam passar por revista diária. Claro que há direitos trabalhistas envolvidos, mas a segurança (que nesse caso envolve a vida de milhares de pessoas) deve preponderar.

          • Já funciona assim.

            Sent from my mobile
            http://www.avioesemusicas.com

          • Ricardo, nenhum aeronauta ou aeroviário é submetido à revista pessoal. Talvez você esteja se referindo ao raio-x ou ao detector de metais, que são exigidos de todos que têm acesso às aeronaves (da mesma forma que passageiros que se dirigem às salas de embarque).

            Esse procedimento existe. E todas as cargas embarcadas em um avião também passam por raio-x. Assim como amostras e cargas suspeitas também podem ser inspecionadas por cães farejadores.

            A segurança sempre prepondera na aviação. Os números falam por si só. O problema é que quando ocorre um acidente específico as pessoas ficam impressionadas e querem oferecer “soluções”, que se fossem viáveis já teriam sido aplicadas há tempos.

            Agora, por exemplo, nem se sabe ainda o que causou a queda, mas já tem gente convicta de que foi atentado terrorista.

            Quando Andreas Lubitz jogou o A320 da Germanwings contra aquela montanha tinha gente querendo mudar um sistema que certamente impediu vários outros atentados com aviões desde 2001 – e apenas porque não conseguem aceitar que eventualmente um louco vai romper qualquer sistema de segurança existente. Seja no ar, seja na terra. Até porque todo mundo pensa que explosivos são sempre na forma caricata de “bananas de dinamite”, mas eles podem se assemelhar até a chicletes.

            Acho que melhor do que se preocupar em demasia com loucos e em tentar impor uma rotina policial a profissionais da aviação, talvez fosse o caso de confiar no que os órgãos de aviação já fazem – e que estão sempre sendo ajustados conforme a necessidade.

            Em última análise resta a via rodoviária, que segundo uns é altamente segura.

          • Ricardo Braz

            Se não são revistados, acredito que deveriam. Da mesma forma que ocorre com as pessoas que trabalham na Casa da Moeda, com as que trabalham em gráficas que imprimem provas para concursos públicos etc.

            Veja, se há pessoas convictas que o caso em questão foi um atentado, não sou uma delas. Como a colega acima abordou o assunto a respeito dos funcionários que atuam nos aeroportos, resolvi entrar nesse tema.

            Não há duvidas que todo o contexto que envolve aviação está entre os mais modernos, seguros e confiáveis do mundo. Mas “segurança a mais nunca é de menos”.

            Quanto à via rodoviária, Marcelo, talvez seja mais segura na visão de pessoas que já perderam conhecidos ou parentes em acidentes aéreos. Embora não seja uma visão que condiz com a realidade, engloba uma análise subjetiva de cada um, que não pode ser julgada ou desprezada.

          • Não é difícil imaginar que isso seja cogitado por passageiros toda vez que um avião cai.
            Mas não há nenhuma razoabilidade nessa ideia, Ricardo.
            Sem falar que mesmo sendo revistados no melhor estilo paranóico da TSA, o que poder-se-ia fazer se um mecânico resolvesse deliberadamente danificar um equipamento ou um piloto resolvesse se matar?
            Tudo que é relevante e aplicável em matéria de segurança aeronáutica já é feito.

    • Seguramente os aeroviários são bem mais confiáveis do que as centenas de pessoas estranhas que cruzamos todos os dias nas ruas, que podem estar carregando facas, armas ou até bombas – e que nem por isso geram paranoia.

      • Dimithre Michellim

        Concordo Marcelo. Para nós que trabalhamos com aviação, existe – tanto em aeroportos como em Cias Aéreas – treinamentos, por legislação, de segurança operacional. Isso é simulado, treinado e executado. o processo de testes passa por uma melhoria contínua. Infelizmente acredito, que em caso de atentado, foi uma infelicidade em CDG durante o processo de triagem não se ter detectado os explosivos. Aguardemos novas informações para novas conclusões.

      • Tiago Tiago

        Não se trata de os aeroviários “serem mais confiáveis” ou não que as pessoas com as quais cruzamos na rua. O que ocorre é que o ambiente dos aeroportos é mais controlado, inclusive quanto aos funcionários que ali trabalham.

        Paranoia, de fato, ninguém deveria ter. Mas pessoas e os ambientes por ela frequentados não são estéreis. Nem todos são terroristas – aliás, quase ninguém é -, e nem todos são o Dalai Lama – o que também quase ninguém é.

        De resto, não dá para jogar todo o resto do mundo num limbo comum, dos “não confiáveis”, até porque a imensa maioria das pessoas que transitam no aeroporto são passageiros – pessoas “estranhas” que, por isso, são – ou deveriam ser – revistadas com rigor, e podem ser indagadas dos motivos pelos quais ali estão, ou do por que estão indo para determinado lugar.

        • Não sei onde você quer chegar, mas tenho certeza que debater isso no AeM não vai levar a lugar nenhum, porque ninguém aqui tem ingerência sobre aeroportos.

          Se você tem alguma sugestão que possa melhorar a segurança das operações aeroportuárias, sugiro encaminhar para a Infraero (se for aeródromo administrado por esta) e para a ANAC.

          Se pretende que seja algo padronizado em nível mundial, é bom contatar FAA, EASA, IATA, ICAO, entre outros.

          Não esqueça que precisa ser algo aplicável, que não cause impacto nas operações. Senão os primeiros a reclamar vão ser os próprios passageiros.

          Ainda assim, é bom não esquecer que para causar um acidente não precisa necessariamente de bombas. Se um aeroviário ou aeronauta quiser, ele derruba um avião sem bomba.

          O que faremos com eles? Vamos implantar chips em seus cérebros para monitorar os pensamentos deles 24 horas por dia?

          Não é melhor confrontar o número de acidentes que tiveram interferência de aeroviários e aeronautas com o número de voos que chegaram aos seus destinos na mais perfeita segurança ao longo desses anos todos de aviação comercial?

          • Fabio Carriel

            Desculpe mas nao entendi bem o que voce disse quando escreveu que ninguém aqui tem ingerência sobre aeroportos.
            Honestamente, nao conhecia a palavra ingerência e procurei o seu significado no dicionario Houaiss. Eis o significado: s.f. Intervenção; ação de ingerir, de intervir, buscando influenciar algo: sua ingerência no processo foi irrelevante. Intrometimento; ação ou efeito de ingerir, de se intrometer. (Etm. do latim: ingerentia.ae).
            Parece-me que voce nao empregou a palavra corretamente.
            Abraco!

          • A palavra ingerência é mais velha do que a minha avó.
            É largamente utilizada em administração, gestão, gerência, controle, chefia, processos, etc.
            O que poder-se-ia discutir é se eu não deveria ter usado “ingerência *EM/NOS* aeroportos”, porque o sentido claro da frase é que ninguém aqui tem poder para intervir na administração de aeroportos.

          • Fabio Carriel

            Na verdade, eu nao sei a idade de sua avó. Tampouco, conheco em que a epoca a palavra ingerencia foi criada mas arrisco um palpite. Deve ter sido na mesma epoca que as palavras ingestao e inbecil foram criadas. No dicionario Houaiss nao encontramos esta informacao.

          • Que bacana, “Fabio”.
            Depois de ler o Houaiss com mais atenção você pode voltar aqui e tentar dar alguma contribuição.

          • Tony Coelho

            Marcelo, não eesquenta. Infelizmente não temos ingerência (palavra que uso sempre) sobre os comentários aqui. Coitado, está até agora procurando a palavra “inbecil” (sic) no Houaiss.

          • Fabio Carriel

            Eu aprendi com o babixa amigo teu. Lembra dele?

          • Tiago Tiago

            Meu argumento é bem mais simples do que você supõe.

            Aeroviário é santo ? Não é. É pessoa igual todo mundo. É diabo ? Não é. É pessoa igual todo mundo.

            E por que essa parcela da população (aeroviários) é mais confiável quando se trata de aeroportos ? Porque os aeroportos são um ambiente controlado. Isso envolve, reflexamente, a contratação de aeroviários; o fato de que se sabe o que eles estão fazendo em seu local de trabalho (em contraste, nem sempre se sabe o que um “desconhecido” está fazendo no saguão de um aeroporto), e que, assim, é muito mais fácil monitorá-los.

            E repito: a imensa maioria – A IMENSA – maioria das pessoas que circula no aeroporto é de “PESSOAS “DESCONHECIDAS”, cuja maior parte (quase a totalidade) não se envolveu em crime e não está ali para cometer crime nenhum.

          • Justamente. Seu pensamento é simples demais.
            É de quem não conhece a rotina das operações aeroportuárias.
            Mas, como falei: encaminhe sua ideia (e a fundamentação dela) às entidades e órgãos que administram aeroportos e regulamentam procedimentos de segurança operacional.

          • Tiago Tiago

            Meu raciocínio é simples mas não é simplista. Você que não entendeu. Não estou falando de leizinha ou regulamentozinho. Estou falando de sociedade e de pessoas.

            Complementando a resposta anterior, não é você quem vai dizer onde vou ou não me manifestar.

            Respeito, meu caro, é o começo de tudo. Você não está lidando com leigo ou com analfabeto. Modere os seus ataques pessoais e não se meta a discutir o que você teima em não entender.

          • Tiago, não existe pessoa que domina todos os assuntos. Uma frase antiga diz algo como “No fim somos todos leigos, em assuntos diferentes”.

            Eu, por exemplo, sei muito pouco sobre muitas coisas. A lista certamente é enorme. “Leigo” só depende do contexto. Inclusive na prática sou leigo até em aviação. Tenho ciência disso.

            É justamente por isso que não tenho a pretensão de querer mudar algo que já funciona muito bem, de forma irreproduzível em todos os outros ramos que conheço.

            A aviação só funciona, diga-se, graças às “leizinhas” e “regulamentozinhos” que você ironizou. São justamente elas que normatizaram as condutas e procedimentos que fazem da aviação o modal mais seguro que existe. Disparado.

            Eu não ataquei a tua pessoa, Tiago. A crítica não foi pessoal: foi exclusivamente à tua manifestação. Porque está deslocada de contexto e de competência. Tampouco falei que você não poderia se manifestar aqui. Todos que têm alguma contribuição ao escopo do blog são muito bem-vindos.

            O que referi, está bem claro no meu comentário, é que qualquer coisa que você disser sobre alterações em procedimentos aeroportuários em um simples blog sobre aviação não vai mudar nada nos procedimentos aeroportuários.

            Se você tem uma grande ideia para melhorar a segurança do transporte aéreo, está usando o canal errado. Você deveria procurar os órgãos responsáveis, que já listei. O AeM não é porta-voz deles. É só um blog pessoal, de um sujeito que nos oferta parte do tempo dele (junto com seus colaboradores) para ensinar algumas coisas do métier.

            Reitero: não estou atacando a tua pessoa. Você é que está personalizando uma simples resposta a um comentário. O problema é de mérito e competência (de orgãos e entidades).

            Vou te dar um pequeno exemplo prático do que se deve fazer quando se quer denunciar, alterar ou debater um procedimento qualquer.

            Semana passada recebi o vídeo de um piloto privado fazendo uma manobra irresponsável, muito próximo de civis, com seu monomotor.

            Você acha que eu vim no AeM debater isso? Serviria para quê? Eu encaminhei uma denúncia ao CENIPA e depois contatei o oficial-de-sobreaviso do SERIPA correspondente. Este me orientou a contatar também a ANAC, o que prontamente fiz. That’s it.

            É assim que se resolve aquilo que julgamos que está errado. Ou pelo menos se tenta resolver, já que a solução em si extrapola a nossa mera vontade e depende da ação de orgãos públicos.

            Mas o fato inconteste é que se eu tivesse vindo ao AeM discutir essa questão daí mesmo é que não aconteceria nada. E muito menos se tentasse debater pessoas e sociedade, porque aqui também não é fórum para debate antropológico ou sociológico.

          • Tiago Tiago

            Prezado, novamente você solta um pombo no tabuleiro de xadrez.

            E, de novo, você quer ditar regra sobre o que pode ou não ser dito, escrito ou pensado. Já imaginou se a moda pega ?

            Reitero: essa linha de argumento, e já acho que é linha de raciocínio mesmo, cabe para time de futebol e seita religiosa. Ideias, a gente debate. Convicções, cada uma tem as suas.

            Refrescando sua memória, VOCÊ largou um dogma sobre um assunto, e lançou preconceito sobre todas as “pessoas desconhecidas”. Não eu, VOCÊ. O seu argumento é superficial, falho e preconceituoso.

            O meu ponto-de-vista é bem claro, não estou discutindo regulamento, procedimento ou lei. É uma das dimensões da controvérsia que terceira pessoa levantou.

            A propósito, os aviões, aeroportos, e tudo a eles relacionados, estão a serviço de extraterrestres ? Ou envolvem pessoas e sociedades ? Você vai negar que as pessoas que trabalham com aviação são pessoas ? E que os passageiros são pessoas ? E que, por serem pessoas, cometem erros e acertos ? Que alguns se envolvem em ilícitos e a maioria não ? E que, o fato de o ambiente ser monitorado, o torna mais seguro ?

            Não entendeu ? Paciência. Ou tente entender. Discordou ? Mostre seus argumentos, mas não desqualifique o interlocutor.

            Se você não tem argumentos, mas convicções, não se ponha a debochar de quem você não conhece, e nem a fazer ataques. A dúvida, meu caro, e não a certeza, nos levam a mudar de perspectiva.

          • Bem, não sei o que você quer exatamente.

            Você se sentiu ofendido por que eu disse que aeroviários eram mais confiáveis do que as pessoas que cruzamos nas ruas? Foi isso que motivou teus comentários me chamando de “pombo enxadrista” e mandando eu “me enxergar” – ao mesmo tempo em que reivindica respeito?

            Acho que já vi isso antes. E não faz muito tempo. Tua maneira de se expressar não me é estranha.

            Não sei o que você quer que eu diga. Quer que eu deixe de achar que estranhos são mais perigosos do que aeroviários? Se for isso, sinto dizer que você está perdendo tempo. Mais do que isso: está fazendo os leitores desse blog acompanharem um debate que não tem nada a ver com aviação.

            Quantos casos de acidentes aeronáuticos provocados deliberadamente por aeroviários (e aeronautas, para te dar um leque maior) você acha que ocorreram em 100 anos de aviação?

            Faz dois dias que você vem aqui dizer que eu não tenho argumentos, que estou “virando o tabuleiro”, que não sei do que estou falando – e tudo isso porque eu disse que aeroviários são mais confiáveis do que estranhos.

            Imagina se eu tivesse dito que aeroviários eram mais confiáveis do que alguma outra profissão em específico ou do que algum padrão de pessoa…

          • Tiago Tiago

            De novo você quer dizer o que eu posso escrever ou não !!! O que pensar ou não !!! Onde escrever ou não !!!! Evolua , cidadão.

          • Fabio Carriel

            “Não existe pessoa que domina todos os assuntos”. Desculpe mas esta falando o obvio!
            O que nao e tao obvio para alguns, e que existem pessoas que se comportam como se dominassem todos os assuntos.

          • Humberto Kubrick

            Marcelo ,a sociologia também se aplica a aeroportos no que tange as representações do uso e significado dos espaços urbanos .
            vários sociólogos,principalmente,da escola francesa escreveram belos trabalhos sobre o tema.
            Aqui no Brasil também temos bons textos academicos sobre o tema aeroporto.

          • A sociologia se aplica a quase todos os lugares, Humberto. Mas a questão não é essa. Pressupor que aeroviários representam perigo à aviação é um absurdo.

            Eles são uma das principais engrenagens de um sistema que não atingiu os níveis de eficiência e segurança à toa. São treinados, são capacitados e, principalmente, são poucos que não gostam do que fazem.

            Sabe o que é mais nonsense? É que basta 1 acidente para deflagrar esse tipo de suspeita – sendo que no caso sequer se sabe ainda se foi uma questão de bomba a bordo e se teve envolvimento de alguém no aeroporto.

            Mesmo que isso venha a se confirmar depois, imagina aplicar essa lógica em outros lugares? Ninguém mais vai poder sair de casa.

            O nome disso é paranoia, não é sociologia.

          • Humberto Kubrick

            A sociologia da violência também estuda a paranóia .

          • Talvez seja o caso, então.
            Só que daí nós vamos ter que mergulhar até na antropologia.
            E possivelmente na psicologia, na psicanálise, na psiquiatria…
            Algo me diz que a maioria dos leitores do AeM não vai estar interessada nisso.
            Mas posso estar enganado, claro.

          • Humberto Kubrick

            Sob hipótese alguma você está enganado e quem sou eu para querer atrapalhar e pautar o bom andamento do debate.
            Quem me dera conhecer os interesses dos participantes do A&M sou apenas um sociólogo e PP que quis dar uma pequena contribuição em relação a sociologia não estar ligada diretamente ao assunto levantado pelo Flábio Como tu dissestes .

          • Não me refiro aos interesses dos leitores fora do AeM: refiro-me ao que parece óbvio que eles queiram em um blog de aviação.

            Eu, por exemplo, gosto de uma infinidade de assuntos: jornalismo, ciência, medicina, engenharia, arquitetura, tecnologia, informática, literatura, cinema, arte, etc.

            Mas assim como não venho em fórum de aviação falar de política, não costumo ir em fórum de informática falar de aviação – e assim por diante.

            Às vezes alguns assuntos se inter-relacionam por força de contexto ou de evento específico. Exemplo: as citações que volta e meia temos que fazer ao jornalismo. Mas isso é porque o jornalismo tem interferido na percepção dos passageiros de avião (assim como interfere em tantas outras coisas, algumas até diretamente).

            Nós estamos falando de coisas diferentes. Sociologia tem a ver com o ambiente e com as relações humanas em qualquer lugar onde haja pessoas, inclusive aeroportos. Mas eu estou falando de procedimentos operacionais e segurança aeroportuária – porque foi sobre isso que o comentarista lá no início estava preocupado.

            O que veio depois é uma torre de Babel, que eu já nem sei mais qual é o objetivo concreto.

          • Tiago Tiago

            Memória curta a sua. Quem fica torrando a paciência reclamano da imprensa ? Você, né ?

          • Tiago Tiago

            E quem está interessado em discutir sigilo da fonte, ou a hegemonia dos meios de comunicação ? Quando você escreve, pode tudo, até fazer ataque pessoal.

          • Tiago Tiago

            Ninguém escreveu que “representam perigo”. Só que são pessoas e que o risco é menor porque o aeroporto é espaço controlado…

          • Fabio Carriel

            Bixo, tem certeza que voce nao e um leitor sabixao que adorava ridicularizar os outros leitores e que saiu daqui porque nao gosta de ser contrariado mas com outra foto e outro nome?Te dou um doce se voce acertar quem era?

  • Jorge Henrique Luzentti

    A todos, ne!

  • Giuliano Rufino

    Pelo que leio sobre o tema, os acidentes em altitude de cruzeiro são eventos raríssimos, o sumiço abrupto da Aeronave a essa altitude sugere um atentado com artefato explosivo, se realmente isso se confirmar, fica claro mais uma vez que a aviação é extremamente segura, ou seja, não será um acidente atribuído a falha da máquina, falha de manutenção, falha de operação, etc, e sim a eventos externos, alguém até poderá dizer…houve uma falha de segurança ao permitir embarcar um artefato explosivo, pra esses eu digo, por mais que se tomem todos os cuidados e eles certamente são tomados, imaginem a quantidade de gente que circula em CDG todos os dias??, deve fazer GRU parecer um parquinho de diversões…,e não acontecem atentados aos montes partindo de CDG certo??, gente…quando alguém se pré dispõe a tirar a vida de outras pessoas, não há sistema de segurança que dê jeito e que seja infalível, é que a gente quer sempre alguém pra apontar um dedo, alguém que se possa culpar, e de preferência que esteja bem vivo. Assistam Aeroporto Colombia no NatGeo, os caras apreendem toneladas de Drogas de tudo quanto é jeito, mas o povo continua tentando passar com drogas, e porque??, porque certamente tem gente que consegue passar mesmo com toda a segurança que o aeroporto tem.

    • anonymous

      Já passei muitas vezes pelo CDG e sempre me irrito com o excesso de cuidado da segurança (SEMPRE sou revistado). Acho pouco provavel que tenham falhado, mas, claro, é achismo…

      • Falhas de segurança em aeroportos podem eventualmente ocorrer. O problema é achar que isso vai acontecer em qualquer voo e acabar deixando de embarcar em aviões. Mesmo que posteriormente a investigação conclua que foi atentado isso não pode alterar o cotidiano dos passageiros do transporte aéreo. Até porque bombas colocam em trens, ônibus, cafés, mesquitas…

        • kleber peters

          Sim, um cara infiltrado na empresa de catering… ou mesmo na CIA aérea para manipular as bagagens… Reabastecedores… as possibilidades são inúmeras e não necessariamente ligadas aos paxs.

      • Elizandro Rarvor

        Desculpe-me discordar, reveja a reportagem que a Globo, acho, fez, eles passaram por todos os principais aeroportos do brasil com a mala e um objeto em formato de arma e outros pacotinhos com talco ou farinha.

        Nem foram perturbados, já cansei de passar pelo sistema de raiox sem colocar a bolsa de mão ali.

        Falhas em segurança acontecem todos os dias.

        • Tiago Tiago

          Falhas na segurança acontecem, todos os dias. Provavelmente em todos os aeroportos do mundo.

          Porém, não dá para comparar fatos levantados por uma emissora de televisão em vôos domésticos no Brasil, com algo ocorrido no principal aeroporto da França, que foi alvo de ataques terorristas, envolvendo voo de uma empresa egípcia, com destino ao Cairo.

          Mesmo se a hipótese for de terrorismo, as explicações dificilmente serão simplistas.

  • Pedro

    Pessoal, viram o que o AV Herald publicou sobre as mensagens do ACARS recebidas no momento do acidente? Eis:

    “00:26Z 3044 ANTI ICE R WINDOW

    00:26Z 561200 R SLIDING WINDOW SENSOR

    00:26Z 2600 SMOKE LAVATORY SMOKE

    00:27Z 2600 AVIONICS SMOKE

    00:28Z 561100 R FIXED WINDOW SENSOR

    00:29Z 2200 AUTO FLT FCU 2 FAULT

    00:29Z 2700 F/CTL SEC 3 FAULT”

    Alguém mais entendido pode nos dizer o que poderia significar tudo isso?

    • Gustavo

      Falha no sistema de Anti Ice da janela, alerta de fumaça no banheiro e no compartimento de aviônicos, além de falhas nos computadores de voo.

      Nada muito coerente ainda.

      • Igor

        Esse “R SLIDING WINDOW SENSOR” quer dizer o que?

        • É o sensor que indica se a janela do lado direito do cockpit está fechada ou não. Mas não significa que a janela tenha sido aberta: pode ser falha no sensor por outros motivos – dentre eles fogo nos aviônicos.

        • Gustavo

          Não tenho certeza do que é, mas a Airbus já fez o favor de explicar um pouco mais:

          On May 21st 2016 Airbus confirmed all ACARS messages above as authentic and explained the “ANTI ICE R WINDOW” message was triggered by the Window Heat Computer #2 as well as the related 2 maintenance messages corresponding to the temperature sensors of the 2 right cockpit windows. The two smoke messages were triggered by their respective optical detectors. Airbus stated: “With the limited data available, the analysis of these messages does not allow to establish the sequence of events that would explain the loss of flight MS804. Pending more data become available (in particular flight data recorders and aircraft parts), Airbus has no specific recommendation to raise at this stage of the investigation.”

  • Tati Furtado

    Recentes atentados na França e Belgica…avião que partiu da França e sumiu no meio do caminho…prefiro acreditar em atentado, ou seria apenas coincidência?

    • Humberto Kubrick

      Se não tivesse visto a tua foto no perfil diria que esse comentário foi feito pelo Antônio Fagundes quando apresentava na “rede grobo” o programa VOCÊ DECIDE …só faltou colocar o 0800 ai para a gente ligar.

      • Tati Furtado

        Na verdade, prefiro acreditar em atentado, digo isso pelo medo idiota que tenho. Estou tentando superar.

        • anonymous

          Não sei se entendi a sua lógica. Atentado terrorista não tem solução, ao menos não a curto prazo, já um eventual defeito no Airbus, ou na manutenção, ou no treinamento será corrigido rapidamente…

        • Elizandro Rarvor

          Pensa positivo, um dia tu vai morre, não tem escapatória, logo, relaxa e curte o voo, se for tua hora, fazer o que. Lembre-se, morrer em um desastre aéreo é tão difícil quanto acertar na Mega Sena.

          E toda vez que vc sair com seu carro na rua, lembre-se, se você mora no Brasil, 160 pessoas perdem a vida no trânsito TODOS OS SANTOS DIAS no Brasil.

          Com toda certeza, a probabilidade de você morrer no trânsito é muito superior, mas muuuuuuuito superior ao de voar, a não ser que vc voe todos os dias. Mesmo assim, é mais fácil morrer de acidente de carro indo pegar o avião.

          • Ricardo Braz

            Eu não jogo, mas, estatisticamente, é muito mais fácil ganhar na Mega Sena do que morrer num acidente aéreo…rs

          • Tati Furtado

            Concordo com tudo que vc disse…sei das estatísticas, acho a engenharia aeronáutica uma coisa de gênio, mas a porcaria do medo me domina, não que eu perca o controle dentro da aeronave, mas fico tensa demais…até tento pensar que morrer em um acidente aéreo é coisa chique…mas não tem jeito…mente fraca…hahaha

  • Ricardo Braz

    Dois comentários que eu li na internet:

    “Sei não! Tem muito Airbus caindo, sumindo por aí, não acham? E tudo de repente, do nada, Algo a se pensar, mais que na obvia ação de extremistas, sempre primeira opção”

    “Viajo muito e começo a ficar com receio de tudo by wire da Airbus. Tem um caso relatado de um A320 que tomou o comando e ficou orbitando o rio de janeiro.. Gastaram alguns minutos e so resolveram ressetando o avião no ar com a ajuda de um engenheiro de Toulouse…”

    Sem mais…….

    • Elton Veoitao

      so falou dizer que foi abduzido kkkkk

    • Pedro

      Resetar o avião no ar… Seria a mesma coisa que desligar o carro na rodovia a 110 km horarios.

      • Pacelli Francesco

        Desligar um carro em movimento é perfeitamente possível (possível não seguro). Já fiz diversas vezes para solucionar um problema na central da injeção eletrônica. Mas sobre reiniciar um sistema aviônico acho pouco provável mas não posso opinar naquilo que desconheço. Momento Gloria Piris.

    • De qual portal de notícias?

      • Ricardo Braz

        Uol

  • Murilo Machado

    Oi Lito,

    Você já fez algum tópico sobre como é esse “acompanhamento” que as fabricantes do avião, motores, e sabe-se lá mais o quê, faz todos os dias e todas as horas recebendo dados técnicos das aeronaves em voo e em solo? Abraço

  • Pedro

    Alguém que entende me explique por favor: o que quer dizer 90 graus e depois 360 graus… Isso seria em qual eixo?

    • Rafael Rodrigues

      Boa possibilidade de ser no eixo longitudinal. Até porque 360 é um giro completo. Coloca o avião de volta onde estava. Fazer um avião virar 360 graus nos outros dois eixos demanda muita energia e causa alteração absurda no arrasto aerodinâmico (caso ainda velocidade horizontal).

      Para ilustrar:
      Virar 360 no eixo longitudinal – Algo próximo do que se chama “tunneau”, uma asa abaixa, abaixa, abaixa enquanto a outra sobe, o avião vira de ponta-cabeça, continua a girar e termina por ficar novamente com as asas alinhadas.

      Virar 360 no eixo normal (vertical) – Não conheço manobra que faça isso, mas seria como um carro rodando em pista molhada. O nariz aponta para o lado, depois para trás, em seguida para outro lado e por fim novamente para frente. Isso é impossível acontecer em um avião durante o vôo sem alterar profundamente os outros dois eixos.

      Virar 360 no eixo lateral – As asas continuam alinhadas com o horizonte. O nariz abaixa (ou levanta, caso sentido inverso), aponta para baixo, para trás, para cima e em seguida para frente. Essa manobra é comum em shows aéreos, mas se feita em aviões comerciais pode causar dano estrutural.

      • kleber peters

        Parafuso chato. Faz 360º no “eixo normal”. Porém com grande perda de altitude e, dependendo da aeronave, sem possibilidade de recuperação.

        • Rafael Rodrigues

          Pois é, eu pensei nele, mas é muito mais uma queda que uma manobra. Em aeronaves com o profundor no alto da deriva, não dá nem para reverter.

    • Gustavo

      é uma curva normal, defasando a proa original em 90º e depois 360º.

  • Schonarth

    Aguardemos os audios da cabine já que localizaram rapidamente a blackbox.

    • Localizaram? Onde você viu essa informação?

      • Ricardo Braz

        Há 3 dias surgiu um boato de que uma caixa-preta tido sido encontrada:
        http://economia.uol.com.br/noticias/efe/2016/05/21/caixa-preta-de-aviao-da-egyptair-e-localizada-diz-cbs.htm

        Mas parece que a informação foi desmentida no mesmo dia.

        • Este parágrafo diz tudo: “Por enquanto não há confirmação oficial dos governos francês e egípcio sobre esta notícia”.
          Ou seja: não era notícia, era apenas boato.
          E como era apenas boato, não sei nem por que o UOL mantém uma página dessas no ar, já que vai ter muita gente que vai ler somente essa notícia (sem um “Erramos” de advertência) e vai sair espalhando isso na web.
          Infelizmente sempre temos que ter um pé atrás com informações da imprensa genérica a respeito de qualquer coisa envolvendo aviões. Especialmente em episódios de acidentes aeronáuticos.
          Casualmente andei escrevendo ontem em meu blog sobre algumas bobagens que a Globo veiculou sexta-feira em relação às buscas do MS804.
          Muita gente talvez não tenha nem percebido, porque a Globo construiu em torno de si essa imagem de segunda maior emissora de TV do planeta.
          A dica quente é (para qualquer pessoa interessada em aviação): leu algo na imprensa genérica a respeito de um acidente? Corre no AvH e no AeM para ver se procede o que foi publicado.
          Aliás casualmente o AvH e o AeM também eram objeto do meu post…

          • Ricardo Braz

            As tais “fontes” que são utilizadas para sustentar a maior parte das matérias inventadas por parte da imprensa.

          • Pois… A fonte deveria ser o trunfo e o lastro de credibilidade do jornalismo. Algo que os profissionais da área deveriam conduzir como uma espécie de estandarte da função social ampla deles.
            Só que jornalistas sem caráter e/ou vaidosos por se destacar na profissão logo perceberam que poderiam fazer da “fonte” um Deus ex-machina para justificar o que escreviam, justamente porque estavam resguardados da obrigação de revelar suas fontes.
            A coisa foi se refinando com o passar do tempo. Até chegar ao estágio atual, onde as coisas mais absurdas e inverossímeis são creditadas a fontes e ninguém ousa duvidar que tenham sido simplesmente inventadas.
            Jornalistas ficam brabos quando criticamos o nível atual do jornalismo (especialmente do jornalismo brasileiro), mas eles não percebem que são eles mesmos que estão enterrando o jornalismo – e não quem está criticando.

          • Paulo Villar

            Creio até (podendo ser exagero meu) que o fato de a fonte ser anônima deixa certos jornalistas livres para criarem a notícia, e se estiver errada, não é o jornalista que errou e sim a fonte (que pode nunca ter existido).
            Muito devaneio?

          • Ricardo Braz

            Concordo, Paulo. O direito ao “sigilo de fonte” é utilizado de forma muito abusiva por grande parte da imprensa (garanto que pela maioria). Eles inventam notícias, informações etc, respaldados por esse direito. E assim, muitas vezes, constroem e destroem mitos, heróis e vidas.

          • Nenhum devaneio.
            É isso que acontece muitas vezes.
            Infelizmente.

          • Tiago Tiago

            Puro preconceito seu.

          • Tiago Tiago

            Veja só…. o mesmo elemento que debocha que aqui não se discute “sociedade e sociologia”, que escreve que tenho de contatar a FAA, aborda tema que não tem nada a ver com aviação. Cadê a coerência ?

          • Se você lesse o comentário que originou a inserção da questão jornalística na história, compreenderia a coerência da coisa.

            Mas como você está só pinçando coisas a esmo para arranjar algum argumento para começar uma manhã de sábado trollando em grande estilo, presumo que isso não vá interessar.

            Alguns exemplos de “incoerência” do editor deste blog:

            http://www.avioesemusicas.com/um-quase-acidente-e-o-panico-na-arremetida.html

            http://www.avioesemusicas.com/a-quem-interessa-o-medo.html

            http://www.avioesemusicas.com/boeing-787-decolando-a-90o-claro-que-nao.html

            Você também vai chamá-lo de “elemento” por ele abordar a implicância da atividade jornalística na percepção que as pessoas têm sobre aviação, ou vai ter respeito com ele e não correr o risco de levar um block?

          • Tiago Tiago

            Elemento, quem faz ataque pessoal é você. Você não bloqueia nada. Você que não respeita ninguém. Você que fica escrevendo sobre assunto que não é de interesse da aviação.

          • Paulo Villar

            E um post bem escrito!

          • Jonatas Elias

            Não conhecia o seu blog, li as últimas publicações e, mesmo sem concordar com algumas opiniões, gostei, principalmente por você não ser imparcial (coisa impossível no jornalismo, apesar de gritarem o contrário). Quanto ao “jornalismo”, quer da Globo, Band, UOL ou BBC, quando vejo notícias simples – cotação do dólar, previsão do tempo, quilômetros de congestionamento etc – não perco meu tempo conferindo, porém, qualquer coisa que vá além disso sempre vejo com vigilância espitêmica ligada. Se o assunto for algo pelo qual me interesso muito, aí sim pesquiso a fundo.

          • Luciano Gurski

            posta o link de seu blog aí :)

          • Luciano, perdão por não ter respondido antes: hoje passei o dia em deslocamento na rua.
            Não vou postar o link direto para não fazer propaganda pessoal, mas a dica é você clicar ali em cima no “Sobre o blog” e procurar meu nome na lista.
            Lembrando que meu blog é sobre jornalismo, não aviação.
            Abraço.

  • Rogério Oliveira

    Não pode descarta uma possivel ameaça terrorista na cabine, ou tentativa de tomada de comando da aeronave, tem que aguardar. muito triste saber de um acidente assim.

  • Segundo o AvH, ontem chegaram na área de buscas do MS804 os equipamentos necessários para detecção do FDR e do CVR no fundo do mar.

  • Empresa que vai fazer a varredura no fundo do oceano em busca das caixas pretas do MS804:

    http://www.deepoceansearch.com

  • Marcelo Cardoso
  • Thiago Garcia de Lima

    Se for confirmado atentado terrorista, tendo a aeronave partido da UE, a conversa muda pois expoe a vulnerabilidade do sistema que poderia alcançar em tese, qualquer destino.

  • Ricardo Braz
  • nubia_tavares

    Li hj em algum lugar que teriam descoberto que a tripulação tentou apagar fogo. Já fizeram a leitura dos cartões de memória? Sabe algo, Lito?

    • As caixas passam por todo um processo preparatório antes que os dados possam ser acessados, como secagem dos módulos em fornos especiais e vários testes para verificar a integridade dos circuitos.
      Esses procedimentos são para garantir que no momento do download nenhum dado se perca de forma irremediável.
      No caso específico do CVR foi necessário substituir um circuito, processo que foi realizado pelo BEA em Paris.
      Sábado passado (02/07) ambas as caixas – CVR e FDR – já estavam a caminho do Cairo para a ECAA (agência egípcia que está coordenando as investigações) começar a fazer download dos dados.

    • Ontem, logo depois que escrevi, o Jornal da Band e o Jornal Nacional veicularam essa informação de que a tripulação teria tentado apagar um incêndio a bordo.
      Hoje (06/07) o Aviation Herald publicou o seguinte, com base nas informações fornecidas pela ECAA:

      In response to media reports claiming the CVR would suggest one of the pilots was out of his seat in an attempt to extinguish the fire Egypt’s CAA reminded all media on Jul 6th 2016 that the only source of information about the investigation of MS-804 is Egypt’s CAA and urges media to only and only rely on official reports issued by the accident investigation committee. As of current the investigators are verifying the information downloaded from both black boxes and establish time correlations. The CAA stated: “The committee has gathered information that need time to be analyzed and matched to reach some very basic conclusions.”

      Ou seja, não tem nenhum dado oficial ainda. Embora seja presumível que diante da constatação de incêndio a bordo a tripulação agiria para tentar conter o fogo – não só porque são treinados para isso, mas também por instinto de sobrevivência.

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