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Especialistas advertem: é melhor soltar pum nos aviões #ciência

A Nova Zelândia é um país realmente interessante. Além de terem uma empresa aérea sui generis, colocam no caderno de negócios da rede 3News o assunto deste post, qual seja, o flato.

O artigo começa assim: “Peidar, soltar um traque, queimar um, bufar, qualquer nome que se dê, é melhor fora de você do que dentro, mesmo em um avião” (Parece que há mais sinônimos para o ato em inglês do que em português).Os pilotos, especialmente, foram advertidos para soltar a flatulência pela segurança do voo, mas os passageiros podem ser vistos com maus olhos (narizes?) pelos comissários se peidarem.

Um grupo de gastroenterologistas Dinamarqueses e Britânicos escreveram um artigo sobre a flatulência em aeronaves depois que um deles, Jacob Rosenberg, ficou inspirado em um voo entre Copenhague e Tóquio.
O problema é que peidar é a consequência invariável da digestão e as pessoas soltam gases pelo menos 10 vezes por dia. Mas durante o voo, pode acontecer um aumento de frequência, por causa das mudanças de volume intestinal dos gases conforme a pressão de cabine se altera.

Hans Christian Pommergaard, Jakob Burcharth, Anders Fischer, William Thomas e o Professor Rosenberg afirmaram ao New Zealand Medical Journal que “prender” os gases pode parecer “sedutor”, mas há efeitos colaterais. Stress, desconforto, dor, inchaço, dispepsia e outros sintomas podem aparecer, sem contar que todo o esforço de “prender” pode ser sabotado durante uma turbulência mais forte. Há somente uma solução razoável….soltar, dizem os médicos.

Há um problema – o odor (os gases femininos são piores que os masculinos) pode impedir o serviço de bordo e diminuir a qualidade de vida a bordo. Em relação ao cockpit, o problema é mais grave. Se o piloto prende o traque, todos os efeitos colaterais mencionados acima, incluindo a diminuição da concentração, pode afetar suas habilidades de controlar o avião. Mas se ele soltar uma freada de bicicleta, o co-piloto pode ser afetado pelo odor, o que reduzirá também a concentração.

Os especialistas não recomendam “queimar” o gás com isqueiro, apesar da comprovada habilidade de reduzir o odor, e também acharam a possibilidade de usar calças de borracha com um recipiente de ar meio extravagante. Mas consideraram a possibilidade de colocar carvão ativado nos assentos como uma ideia inovadora que poderia ser utilizada com roupas de baixo especiais.

“O passageiro frequente do futuro pode desenvolver a habilidade de “soltar um” vestindo uma cueca forrada com carvão e usufruindo de uma atmosfera harmoniosa com o colega ao lado”. Outras opções incluem alimentos menos fibrosos servidos a bordo.

A solução para o cockpit eu tenho, é só o co-piloto usar a máscara durante todo o voo! O comandante não precisa, pois o co-piloto sabe que sua carreira estará terminada se ele “liberar um” :P

Máscara de Oxigênio - Foto de http://www.flickr.com/photos/seafly/497518045/

Máscara de Oxigênio – Foto de Seafly

Este assunto me lembrou um mecânico antigo que trabalhava na Varig em Congonhas, no horário do Corujão (madrugada) cujo apelido era “Mãe Chica”, um senhor hidraulista, forte, que costumava chegar perto dos novinhos e dizia:

_”Novinho vem aqui”.

Quando o novinho se aproximava, o Mãe Chica o abraçava de uma maneira que não era possível escapar, e soltava o seu flato com odores indescritíveis que faziam qualquer um imaginar do que consistia a alimentação daquele cidadão.

Para ler o artigo em inglês: Clique aqui

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Sobre o Autor

Graduado em Manutenção de Aeronaves, com muito bom senso :) 30 anos de aviação comercial (e contando), de Lockheed Electra à Boeing 787. Tentando simplificar a complexidade da aviação.
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