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Esquecidos na história, o V de Vitória.

Com certeza já podemos pensar em uma “história da aviação” nos mesmos moldes de uma história tradicional. Aviões podem explicar uma série de mudanças no paradigma de nossa sociedade. O contrário também é verdadeiro, a história influenciando o surgimento de novos aviões.
Pretendo explorar com vocês 3 campos nos quais eu tenho certa experiência e conhecimento, que são as questões financeiras, históricas e tecnológicas que influenciam o surgimento de novas máquinas( no nosso caso aviões) e em como isso muda uma série de questões em um sistema dinâmico que é o planeta terra.

Hoje trago uma pequena série que pretende explorar um pequeno pedaço do passado, sombrio, aonde o risco da hecatombe nuclear dividia a tênue linha da sobrevivência da raça humana e o fim de tudo. Aonde o jogo de quem destruísse o inimigo o mais rápido possível, minimizando as hipóteses de contra-ataque nuclear, seria o vencedor.

Acaba a segunda guerra mundial, a invasão de Berlim continua, e as negociações de reparações de guerra e reconstrução da Europa são iniciadas. A dicotomia financeira entre ambos os lados do atlântico é imensa. Um Estados Unidos rico e praticamente intocado por bombas inimigas e do outro uma Europa extremamente devastada. Após alguns complicados anos de negociações e reparações de guerra, a Europa começa a voltar a uma certa normalidade em suas relações.
Mas no início dos anos 50 uma nova divisão de poderes se inicia, de um lado a democracia e os países de livre mercado e do outro a União Soviética, e começa a guerra fria, que na verdade foi o período de maior desenvolvimento tecnológico da história da humanidade, dominamos com perfeição a energia do átomo, fomos ao espaço e voltamos e entramos em definitivo na era do jato.

A cortina e ferro é levantada na Europa, do lado esquerdo (oeste) os aliados ao capitalismo e por consequência aos Estados Unidos da América, do outro lado(leste) os socialistas ligados a Moscou.
Com a iminência de um embate entre ambos os lados, todos os envolvidos começaram programas para ser armarem nuclearmente, desenvolveram tecnologias de previsão e resposta a ataques nucleares. Nesse último ponto, é que entra o foco desse texto, as aeronaves de bombardeio e suporte de ataque nuclear.
Mais de uma centena de projetos foram desenvolvidos, nem metade chegou a voar, mas alguns se tornaram verdadeiras lendas em ambos os lados da cortina de ferro. Máquinas de todos os tamanhos, velocidades e capacidades, mas todas carregavam armas poderosas o suficiente para abrir um buraco no coração de qualquer nação.

Na Europa dos anos 50, o maior aliado americano era a Inglaterra, e também um dos mais próximos ao bloco soviético. Logo era esperado que os ingleses desenvolvessem imensa tecnologia de combate para um eventual embate mortífero. Usando todo o know-how da indústria bélica da segunda guerra, uma série de aeronaves, tanques, mísseis balísticos e tecnologia eletrônica, começaram a ser desenvolvidos. Dentre este pacote o que mais chama a atenção é o projeto que incluía 3 aeronaves de ataque nuclear, com incrível capacidade de voo e poderiam ser adaptadas a outros usos além do ataque, como transporte e air tankers.

O trio V-Bomber, recebeu esse nome por todas as aeronaves terem seu nomes inciados por V. Fizeram parte do V-FORCE ou BOMBER COMMAND MAIN FORCE.
Atacavam com bombas convencionais, nucleares e tinham capacidade de lançarem mísseis balísticos de longo alcance. Todos voaram pela primeira vez na década de 50 e foram oficialmente retirados de serviço nos anos 80.
Não revelarei nesse primeiro texto as aeronaves, e nem vale dizer nos comentários hein! Durante 3 semanas, irei postar um texto detalhado sobre cada uma delas e assim vamos discutindo essas aeronaves incríveis.

Conto com o apoio e a leitura de todos!
Abraços!
Victor Candido de Oliveira.

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Sobre o Autor

Espaço dedicado aos textos dos leitores do AeM que colaboram com artigos de aviação.
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