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O bombardeiro do milharal, ou a vergonha do esquadrão.

Em 1970, um piloto se ejetou de um F-106 em Montana durante uma emergência em voo. De alguma maneira o avião entrou em um parafuso chato – considerado irrecuperável para um F106 – e o piloto fez o que o manual de operações pedia: Se ejetou. mas, um pouco antes, enquanto lutava para controlar o avião, o piloto baixou flaps, colocou o trim (compensador) em posição de decolagem e posicionou as manetes em posição de potencia de aproximação para pouso.

Logo após a ejeção, o jato 58-0787 de alguma maneira se recuperou sozinho da situação considerada “irrecuperável”.

As asas se nivelaram e o bombardeiro passou a descer suavemente por causa da potência de aproximação ajustada nos motores até chegar próximo ao chão. O efeito solo deu uma quebrada na razão de descida e o jato fez um pouso perfeito de barriga numa fazenda de milho coberta de neve.

Quando o xerife da cidade chegou ao local do “acidente”, os motores ainda estavam funcionando com a aeronave ligeiramente inclinada para cima. Preocupado, ligou para a base aérea que ficava a 100 KM de distância para pedir instruções de como desligar os motores.

Veja abaixo as fotos do pouso “perfeito” de barriga.

Depois que o pessoal da base aérea chegou ao local, o avião foi recuperado sem muitos danos e ainda voltou ao serviço.

Os pilotos de outros esquadrões ate hoje tiram sarro da emergência tão complexa que este piloto encontrou, a ponto do avião pousar sozinho….imaginem o bullying.

Não é incrível?

 

#Repost em 17 Outubro 2016

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Sobre o Autor

Graduado em Manutenção de Aeronaves, com muito bom senso :) 30 anos de aviação comercial (e contando), de Lockheed Electra à Boeing 787. Tentando simplificar a complexidade da aviação.
  • Danilo Araujo

    Realmente esse fato é assustador…..

    Se não você as fotos concerteza seria uma bela historia de pescador de aviões.

  • Lucas Smit

    Nunca tinha ouvido falar dessa história também… realmente é impressionante!

    Agora, eu se fosse o piloto ia falar que eu era tão bom que consegui pousar o avião praticamente intacto mesmo estando do lado de fora! Isso é para poucos, rs…

    • Luciano Gurski

      boa saída para o bullyng rs

  • Alessandro

    É realmente foi Um em um Milhão….kkkkkkk…..(milharal)…kkkkkkk….esse efeito solo faz milagres!!!!!!

  • Fernando

    Photoshop puríssimo.

    • Não é Photoshop, é verídico.

      Tem mais fotos e recorte de jornal da época neste link:

      http://www.456fis.org/F-106_Craches.htm

      • Anderson Buch

        Fala sobre o efeito solo Lito…

    • Super Cage Sombrio e Realista

      Mesmo que a história fosse falsa, não teria motivos pras imagens serem Photoshop

    • Já o que é realmente farsa e montagem gente como você passa adiante.

  • Caio Santos

    proximo aerolito… efeito solo #ficaadica =)

    • Rids

      efeito solo versus tesoura de vento (o verdadeiro joquempô)

  • Ivan

    O F5 da FAB que o diga, ejetaram e ele ”se pousou” na plantação de mandioca em Santa cruz… nao entendi nada tb…

    • rui

      Essa do nosso F-5 biplace modernizado eu ouvi de um sargento da BASP, mas vamos usar o verbo no condicional: Um dos pilotos teria dado gear down por engano à uma velocidade muito alta e no pouso acharam melhor ejetar pois não tinham confirmação de trem travado, aí fizeram a aproximação e pouco antes do toque já sabemos o fim do causo. Se já voltou ao serviço não sei…

      • Renato Ducap

        Olá Rui. Quando acontece algum acidente/incidente aeronáutico, sempre aparecem vários “especialistas” , cheios de teorias e explicações para o ocorrido. No caso em questão, os pilotos estavam fazendo treinamento no tráfego. Para ejeção, a atitude da aeronave deve ser cabrada (nariz para cima), na medida do possível, a fim de aumentar as chances de sucesso da ejeção. A situação estava totalmente controlada. Os pilotos foram para uma área desabitada e comandaram a ejeção. Ou seja, o que o referido sargento da BASp disse estáq totalmente errado. Em casos de falha do trem de pouso, o check list do F-5 orienta a ejeção ao invés de um pouso sem trem, uma vez que, optando-se pelo pouso, as consequências são imprevisíveis enquanto que, em uma ejeção controlada, as chances são de quase 100% de sucesso.

  • Ronan de Morais Araújo

    Eu ouvi essa historia contado pelo meu instrutor PP teórico ano passado…

  • Vlamir Bueno

    Fantástica história. Se me permite uma pequena correção: o F-106 possuía apenas 1 motor. Abç.

  • Luciano Gurski

    incrível mesmo! sorte não ter uma casa, uma árvore ou algo no caminho!

  • Klein

    Muito interessante!

  • _Val

    Recuperou tão bem que preferiu apreciar o pouso de fora, justo hahahaha

    • Gerson

      Provavelmente ele não pensou nessa resposta, mas seria incrível. hahahahhaha

  • Enderson Rafael

    E como sempre dizemos: é só não atrapalhar que ele voa hahaha

  • Thiago Natan

    ou talvez podia o motor queimar e derreter o gelo e ir queimando a plantaçao e as casas e pessoas ai todo mundo morreria e fogo seria visto do espaço e os aliens viriam atacar a terra e o mundo taria em guerra e o espaço , desculpa muita imaginação ,

    • Eric Johnny

      Kkkkkkkk que criatividade Thiago! Kk

    • Angelo

      Heheheh Muito bom, eu também tenho estes acessos de imaginação…

  • Gabriel Augusto

    Então você acorda pela manhã, abre a porta de casa e tem um jato em frente sua casa.

    • Angelo

      Misteriosamente sem piloto e com o motor ligado. Bom caso para o Arquivo-X.

  • José Carlos Budrevicus

    É possível que a reação ao empuxo dos foguetes da ejeção do piloto tirou o avião do equilíbrio parafuso chato e que se o piloto tivesse ficado morreria.

    • Renato Ducap

      José Carlos, o parafuso é um giro em torno do eixo vertical e não através do eixo longitudinal, como muitos acham. Durante o parafuso, o aumento do ãngulo de ataque pode levar a um parafuso chato, onde a recuperação é quase impossível em diversos modelos, uma vez que os ailerons e profundores estarão sem efetividade (são os primeirtos a perderem efetividade ao entrar no estol). Umas das saídas é provocar um movimento que diminua o ângulo de ataque. Com isso, pode ser que a reação da ejeção sobre a fuselagem (toda ação produz uma reação de mesma intensidade com direção contrária) tenha deslocado o nariz da aeronave para baixo, tirando a aeronave do parafuso chato e voltando ao parafuso normal. Alguns modelos, pelas características de estabilidade, saem sozinhas do parafuso normal após algumas voltas. Ressalto que a potência reduzida do motor contribuiu, mas o trim ajustado para decolagem (cabrado) pode ter dificultado. Em modelos de aeronaves de alta performance, esse tipo de manobra (parafuso) é evitado.

  • José Carlos Budrevicus

    Este caça parece imitação do Mirage.

  • Elcio

    Alguém pode me informar como mandar uma pergunta para o Lito? Existe algum link no site para isso? Pode ser por e-mail? Obrigado.

    • Pode fazer aqui que ele irá ler.

      Sent from my mobile

      Em 24 de out de 2016, às 20:34, Disqus <[email protected]> escreveu:
      “Alguém pode me informar como mandar uma pergunta para o Lito? Existe algum link no site para isso? Pode ser por e-mail? Obrigado.”
      [Disqus] [http://a.disquscdn.com/1476130346/images/email/icon-gear.gif] Settings [http://a.disquscdn.com/uploads/users/2774/572/avatar92.jpg?1474922280]

      A new comment was posted on Avioes e Musicas

      • Elcio

        Obrigado!

  • Paulo Ricardo Olivera Souza

    Lito por favor me tira uma duvido nesse video https://www.youtube.com/watch?v=ZSjx8wPaseI o A380 da Emirates pousa sem ativar o reverso nos motores 1 e 4 existe alguma razão para isso?

    • Fernando Da Silva Porto

      Oi Paulo! Desculpe a intromissão.
      Mas creio que não utilizam o reversor do motor 1 e 4 devido detritos em que esses motores em situação de reverso poderiam “jogar” na pista, famoso F.O.”D”. Bem como durante o taxi utilizam apenas os motores 2 e 3. Tudo isso devido a sua envergadura, pois em grande parte dos aeroportos, os motores 1 e 4 ficam geralmente na parte suja do pavimento.

  • C. A. Oliveira

    Muito interessantes essas fotos!
    Lito, por favor, me tira uma dúvida fora de tópico (como sempre). Moro em Caxias do Sul, aproximadamente 96km em linha reta do Aeroporto Salgado Filho em Porto Alegre. De algumas semanas para cá, tenho me acordado seguidamente no meio das madrugadas ouvindo “ronco” de aviões, será que eles estão passando tão baixo assim? Será que com esse tempo úmido e chuvoso o som se propaga de forma mais intensa? A essa distância, os aviões em operação de pouso passam por aqui a que altitude, aproximadamente? Grande abraço.

    • Gustavo Silva

      Cara, olha o Flight Radar, pode ser que tire sua dúvida

  • Osmar Rios

    Que milharal estranho!!!

    • murilo r silva

      o milharal estava com neve, como diz esse trecho:”
      As asas se nivelaram e o bombardeiro
      passou a descer suavemente por causa da potência de aproximação ajustada
      nos motores até chegar próximo ao chão. O efeito solo deu uma quebrada
      na razão de descida e o jato fez um pouso perfeito de barriga numa
      fazenda de milho coberta de neve.”

  • Eliezer Azevedo

    Na verdade a pane era o piloto kkkkk Brinks

  • Gabriel

    Tem um vídeo do piloto no Youtube, contando a sua experiência. E o avião encontra-se em um museu…

    https://www.youtube.com/watch?v=KiSGeHVfGic

  • Arturo Sepulveda Jara

    https://uploads.disquscdn.com/images/a6e24c5d3c7b50b5c2e93d96e300cc4fda8830cdbce64ebe080b3db6da65d92b.jpg
    Buenas tardes Lito, mi nombre es Arturo Sepulveda, soy Chileno y un gran admirador de la aviación, te felicito por tu interes de explicar para todos nosotros el funcionamiento de estas maquinas maravillosas, la historia de este Hawker Hunter es parecida con la historia de ese F-106 de la Fuerza Aerea de Estados Unidos, este Hunter fue fabricado en 1957 bajo licencia por SABCA en Bélgica. Fue puesto en servicio con la BAF en enero de 1958 matriculado como IF-19 (c/n 8763), pero a poco andar (el 21-3-’58), sufrió un espectacular accidente, el que comenzó con un fallo de motor a solo 1500 pies de altura, forzando a su piloto a eyectarse. Sin embargo –para embarazo del piloto- el elegante jet de algún modo siguió nivelado y planeó por largos kilómetros antes de aterrizar por su cuenta (sin tren desde luego) en la apacible campiña belga, en el proceso atropelló a un par de desafortunados equinos, cortó árboles, atravesó limpiamente un cerco de piedra y quedó atravesado en un camino local. Tras el siniestro el IF-19 fue dado de baja por la BAF, pero asombrosamente quedó bastante entero y fue adquirido después por HSAL dentro de un paquete de 94 unidades para ser reacondicionados y vendidos a terceras naciones.
    Ya en Inglaterra, este aparato fue reconstruido en 1959, en parte con las alas y sección de cola de otro F.6 ex-BAF (IF-67, c/n 8817), la turbina de un F.6 inglés (XF378) y se le reemplazó toda la sección de nariz monoplaza por la proa y cabina de un Hunter dual TMk-66 Indio, recibiendo así la denominación única TMk-66A y la matricula civil G-APUX (por lo cual era afectuosamente conocido como “Gappucks”) para ser empleado como avión demostrador de la propia fábrica entre 1959-62. Con esa renovada apariencia hizo variadas exhibiciones partiendo por su recordada presentación de 1959 en la feria de Farnborough pilotado por Bill Bedford y luego en varios países europeos. En mayo de 1963 fue arrendado a Irak por seis meses como TMk.69 Nº 567, luego fue traspasado a Jordania y más tarde al Líbano como L581. Tras su periplo por medio oriente retornó a Inglaterra, donde fue almacenado como G-9-232, esto hasta ser seleccionado para cumplir con el contrato con la FACh y reacondicionado como TMk-72 para luego ser protagonista de aquellos primeros vuelos y de dilatados 27 años de apreciados servicios. Tras su baja de la Fuerza Aérea en 1995, el J-718 fue donado al Museo Nacional Aeronáutico y del Espacio de Chile, donde se halla muy bien preservado, talvez en su visita a Chile Usted vio en vivo esta aeronave.

  • Fernando Ferreira

    Anos depois, nasceu o X-47B, inspirado no bombardeiro do milharal que pousou sozinho. kkkk

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