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Fatores a considerar para escolher uma escola de aviação civil

Foto: Reprodução EJ escola de aviação

Foto: Reprodução EJ escola de aviação

Nos próximos dias pretendo escrever uma série de 4 capítulos (esse +3) com minhas avaliações sobre 3 reconhecidas escolas de aviação civil, são elas: Voe Floripa (antiga Floripa Flight Training), Aeroclube de Santa Catarina e a FlyCenter, esta última a única das três que oferece apenas cursos teóricos.

Primeiramente meu interesse principal não é comparar as escolas, tão pouco fazer propaganda direta ou indireta. Meu interesse aqui é dar-lhes munição para que possam escolher se desejam ou não entrar para o quadro de alunos de uma delas. Nem eu, nem o site Aviões e Músicas ganharemos alguma coisa com esta série.

Segundamente, recebi delas um produto adaptado às minhas necessidades. Ou seja, as escolas de aviação vendem um produto dinâmico, extremamente influenciando pela sazonalidade e muito temporal, e que, adicionalmente, será moldado fortemente por 3 principais fatores (elencado mais abaixo).

Sazonalidade e Temporalidade

Sazonalidade é relativo à periodicidade, porém, neste contexto refiro-me mais à sazonalidade da Aviação como um todo e não com uma época específica do ano, ou seja, já tivemos períodos em que as escolas estavam cheias (o vendido Apagão de Pilotos que nunca existiu), teve também períodos que estavam às moscas e o meio termo que é o que vivemos hoje em grande parte das escolas do Brasil. A sazonalidade irá impactar diretamente no produto oferecido, uma vez que dois alunos não podem ocupar o mesmo avião ao mesmo tempo e isso refletirá diretamente a escala de voo e a quantidade de horas que conseguirás voar ao mês.

A temporalidade aqui se refere em quando você usou o produto oferecido, isso porque há aeroclubes que oferecem um produto muito ruim aos seus alunos, muito abaixo dos mínimos e que de uma hora para outra é fiscalizado pela ANAC e em poucos meses muda radicalmente a qualidade do seu produto. Logo, tenha em mente que você poderá experimentar os dois lado da moeda em um período de 6 meses. Só faço uma ressalva: é muito mais fácil o ruim ficar bom em 6 meses do que o contrário, mas nem por isso vá para uma escola ruim com a promessa de que as coisas melhorarão.

Fator 1: sua necessidade

Quando eu comecei a voar eu não possuía dinheiro nem para pagar o PP inteiro, e por isso eu tinha que trabalhar em duas empresas, assim eu conseguia voar úm pouquinho todo mês. E isso me criava um grande problema: só conseguia voar aos finais de semana e como era a época do tal Apagão era extramente difícil e trabalhoso conseguir uma vaguinha na escala aos sábados e domingos. Realidade bem diferente para os que voavam em dias úteis, não que fosse fácil, mas nem se comparava ao que eu e mais alguns passávamos.

Fica claro então que a experiência que eu tive e, consequentemente, a opinião formada poderia ser bem diferente de outro colega meu para a mesma escola. Por isso fica a dica: considere suas necessidade na hora de avaliar a frota e a escala de alguma escola. Não se baseie na avaliação de apenas uma pessoa, porque ela pode ser tanto o caro que só voa aos finais de semana quanto o que voa em dias úteis.

Fator 2: necessidade da escola

Não é só porque a procura é grande que a preferência será para o aluno. Uma das principais funções de um aeroclube é fomentar a atividade aérea, isso significa que o mesmo pode estar entupido de aluno, mas se um sócio quiser utilizar uma aeronave de instrução você poderá ter seu voo cancelado inesperadamente e provavelmente receberá uma desculpa qualquer para o cancelamento. Já me aconteceu de um voo panorâmico decolar com a minha aeronave, no meu horário e com o meu instrutor, deixando-me em terra sem qualquer aviso prévio ou pedido de desculpas.

É possível também que a escola dê preferência para voos longos (navegações) do que para outros tipos de voo, pois precisa fazer caixa e estes voos são mais lucrativos.

Fator 3: o mercado

Se o mercado aquece a escola poderá comprar mais aeronaves e contratar mais instrutores para dar vazão à demanda e, com isso, acelerar a entrada dos seus alunos no mercado, por outro lado, se o mercado esfria parte da frota poderá ficar encostada e o número de instrutores cair radicalmente.

Há também de se lembrar que caso o aquecimento seja muito grande você poderá voar apenas com instrutores: ou ruins ou inexperientes ou despreparados ou ainda tudo ao mesmo tempo, prejudicando sobremaneira seu aprendizado. Só para deixar claro esta última parte e não ter o Sindicato Nacional do INVAs no meu pé: estou falando em probabilidade e não afirmando que após o aquecimento do mercado só sobre essa espécie de INVA nas escolas.

Conclusão

Fica claro então que a avaliação de uma escola de voo é muito subjetiva e que você deve tomar muito cuidado na hora de escolher entre uma ou outra. Nem sempre a mais barata será melhor para você, tão pouco a mais perto ou a mais conceituada.

Você deve sim, fazer sua lição de casa antes de mais nada. Ler os regulamentos dos cursos, conversar com ex-alunos, ler fóruns. Só assim você filtrará com inteligência as informações reunidas, escolhendo a melhor escolha. Seu bolso agradecerá.

Lembro também que nada lhe impede de exigir que seus voos sejam sempre com o instrutor A ou B, afinal você esta pagando e a sinergia na cabine deve ser a melhor possível.

Enquanto escrevo o primeiro artigo, gostaria de saber de vocês quais os critérios mais importantes para a escolha de uma escola de aviação!?

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Sobre o Autor

Sou aluno do curso de Piloto Comercial e tenho como objetivo me tornar piloto de uma grande companhia aérea.
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