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Feira de Aviação Civil em Congonhas

No último fina de semana, dias 29 e 30 de Maio, ocorreu em Congonhas a terceira feira de aviação civil.
Enquanto eu aplaudo estas iniciativas, ao mesmo tempo é impossível não criticar alguns pontos.
Uma feira como esta tem a “finalidade de informar e aproximar a sociedade civil da aviação. Haverá exposição de aeronaves, estandes com empresas ligadas a aviação, oficinas para crianças, palestras e outras atividades” conforme a própria divulgação do evento.

E aí começam os problemas, justamente nesta aproximação: Apesar do evento ser gratuito (ou com doação de 1kg de alimento não perecível), o estacionamento custava R$ 20,00. Uma garrafinha de água de 200ML custava R$ 3,00 (sic). Eu não entendo por qual motivo alguém tem que lucrar muito num evento como este. Como fazer a popularização e aproximação da sociedade civil assim?

Talvez a aviação ainda sofra do mesmo mal que acomete também a justiça brasileira. É triste ver as imagens que coloco abaixo, totalmente inexplicáveis e que só mostra o descaso do poder público com a aviação e seus funcionários.

As pessoas que compareceram à feira devem ter olhado para os aviões da VASP abandonados e não devem ter entendido nada. Como pode deixar tanto dinheiro em peças e equipamentos serem destruídos enquanto até hoje há funcionários que nem os direitos trabalhistas receberam ainda?
Se fosse em qualquer outro país, os aviões teriam sido vendidos (inteiros ou em pedaços) e os trabalhadores teriam seus direitos assegurados. Do jeito que é feito aqui, todo o patrimônio se destrói enquanto as liminares e ações de advogados tramitam pelas diversas esferas do sistema judiciário.
Que pena, ainda tem tanta coisa pra mudar neste país.

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Sobre o Autor

Graduado em Manutenção de Aeronaves, com muito bom senso :) 30 anos de aviação comercial (e contando), de Lockheed Electra à Boeing 787. Tentando simplificar a complexidade da aviação.
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