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Fokker 100, um pouco de história

Fokker 100 - Museu da TAM em São Carlos

Fokker 100 – Museu da TAM em São Carlos

Em 1990 apareceu no Brasil uma aeronave inovadora, o FOKKER 100, oficialmente denominado FOKKER 28 MK.0100! Lançado em 1983 junto com o moderno turbohélice Fokker 50, era o modelo mais  evoluído da Fokker, que substituiria o Fokker F28, utilizando a mesma empenagem porém com uma asa redesenhada, 30% maior, motores Rolls-Royce RR TAY 650 (ou 620) e uma cabine “limpa” com EFIS e sistemas mais modernos. O modelo havia voado pela primeira vez em Novembro de 1986, colecionando elogios, principalmente a respeito do seu silêncio. Quando o PT-MRA e PT-MRB conhecidos pelo apelido de “JATOS DE CONGONHAS” chegaram à TAM para efetuar os voos direto ao centro, causaram impacto por ser um avião enorme para o cenário comum de Fokker 27 e Embraer 120 que dominavam a aviação regional na época.

Cockpit Fokker 100

Cockpit Fokker 100

Na TAM, o F-100 fez história, pois transformou um operador regional de meia dúzia de aviões, em um grande player no mercado. Sua passagem pelo Brasil também se deu na TABA que operou 2 unidades, na OceanAir/Avianca Brasil com 14 unidades (inclusive sendo a espinha dorsal desta empresa) e agora é possível velo nas cores da MAIS. Houve intenções da RIO-SUL quando da compra dos aviões pela TAM, mas pesou em favor da RIO-SUL a estrutura VARIG e aí o BOEING 737-500 “REGIONAL” foi inserido no contexto. Rumores de Fokker 100 na TAVAJ, RICO, META passaram como AFA ao longo do tempo e até da PANTANAL, o que não se concretizou. Mas a TAM e suas 52 unidades operadas transformou o FOKKER 100 em sua imagem e semelhança nos anos 90, sendo que até 1998 o Fokker 100 atuou como exclusividade da frota até ganhar os Airbus A330 e A319 como companheiros de trabalho. Com um custo operacional baixo, permitiu a empresa a operar rotas e mais rotas e ganhar muito dinheiro, até a manha de 31 de Outubro de 1996.

Fokker 100 Ocean Air

Fokker 100 Ocean Air – Foto Wikipedia

Em 31/10/1996, dia das bruxas, o PT-MRK, pintado de NUMBER ONE, em alusão a um prêmio recebido pela TAM como melhor regional do mundo, decolou pela pista 17R de Congonhas, e durante a corrida de decolagem seu reversor ficou “ciclando” (abrindo e fechando, por um defeito no relay), o avião não ganhou altura, bateu em uma casa e se espatifou no chão, vitimando 99 pessoas. Pronto, era a deixa contra o “maldito FOKKER 100”, aliás a imprensa apaixonou-se pelo avião e passou a o perseguir de todas as formas, só não aprendeu a escrever FOKKER (apareceu como FOCKER, FOQUER, etc). Era o avião estranho, que só a TAM operava, o inseguro Fokker 100, o desconhecido Fokker 100, não era Boeing!

O avião ficou marcado para sempre.

Para piorar, outros eventos como uma suposta bomba em voo abriu parte da fuselagem de um F100, até que em 2002 o avião atingiu seu ápice de problemas: em 30 de Setembro, dois Fokker 100, com intervalo de 40 minutos, protagonizaram cenas bizarras na aviação, o PT-MRL pousou de barriga em Campinas e 40 minutos depois o PT-MQH, pousou em um pasto em Birigui, atropelando uma vaca. Precisava de mais? Nem a queda de um Embraer 120 Brasília da RICO, matando 28 pessoas no MESMO DIA, impediu o foco exclusivo no Fokker 100. Restou à TAM encostar os aviões em São Carlos e ir se desfazendo da frota… o que foi acontecendo paulatinamente.

Incidente com Fokker 100 durante reboque em Congonhas. Electra PP-VLY ao fundo.

Incidente com Fokker 100 durante reboque em Congonhas. Electra PP-VLY ao fundo.

Era o fim do Fokker 100? Negativo, em Dezembro de 2005 a OceanAir introduziu um tipo novo: MK28! Risos, não podia ter algo mais bizarro em nossa aviação comercial, o Fokker 100 rebatizado, com medo do operador em ficar igualmente marcado, mas o MK28 (fusão do MK0100 com o F28, ou seja o FOKKER 100), cumpre seu papel na OceanAir/Avianca até hoje, sem ter protagonizado nenhum acidente e mais recente passou a operar na MAIS (esta não esconde que é um Fokker 100).

Tive oportunidade de trabalhar com este avião, inteligente, limpo, fácil de lidar, um tratorzinho! Possui um MTP – Maintenance Test Panel, onde podemos verificar panes, testar sistemas, utilizando de fault ball (se está preto está bom, se está amarelo, há falha), um AFCAS onde era possível efetuar leitura de panes com FAULT CODEs, uma cabine limpa, sempre friso isso, um overhead que em nada lembra o poluído overhead de um 737-700 por exemplo, conceito dark and cold, EICAS para leitura de diversos parâmetros, piloto automático de 2 canais, e motores super silenciosos. Outro ponto interessante é que suas asas não possuem SLATS e o Fokker 100 pode até decolar sem flaps. O avião é bem silencioso, talvez o único ponto que deixe a desejar no Fokker 100 seja o ar-condicionado, tipicamente Europeu, portanto “fraquinho”. Gostei da minha experiência com o Fokker 100 inclusive como passageiro, pena não ter tido um curso da aeronave para poder falar com mais propriedade técnica. Seu ponto de equilíbrio operacional é baixo, o consumo similar a de um Embraer 190 (detalhe para o abismo de idade entre os dois), enfim, um bom avião para se iniciar uma aérea, um bom avião para se ganhar dinheiro, o único problema é que ficou marcado no Brasil.

Fokker 100 da Cityhopper

Fokker 100 da Cityhopper

Lá fora o Fokker 100 fez sucesso na American Airlines, KLM, AIR FRANCE, diversos operadores satisfeitos! Fica a dica do site www.fokker-aircraft.info, de entusiastas holandeses, onde é possível se aprofundar sobre o F100. Ah, não custa lembrar que existe uma versão encurtada chamada FOKKER 70, que não foi operado no país. E esqueçam o papo de F100NG propagado por aí, que haveria até uma fabrica no Brasil, pela REKKOF (Fokker ao contrário).
Se este artigo tiver repercussão suficiente para valer a pena uma extensa pesquisa sobre cada uma das células que operou no país, o faremos.
Até mais.

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Sobre o Autor

Alexandre Conrado, pesquisador de aviação e profissional no segmento desde 2001
  • André

    Minha história com o Fokker é bem atípica.

    Certa vez embarcando no aeroporto de Navegantes – SC, rumo ao Salão de Automóveis em SP, (num 737-200 da Varig – ja entregando a minha idade kkk) por uma demora no embarque tivemos que esperar na taxiway de ingresso na pista, pelo fokker 100 que estava pousando (sim, era para nós termos decolado antes).

    Eu fiquei observando o pouso do fokker pela janela do boeing de um lado, e quando pousou, fiquei aguardando a passagem do fokker, pelo outro lado… porém demorou um pouco para passar, e quando passou, ele tava de arrasto sem o trem de pouso dianteiro, soltando fagulhas e fumaça para tudo quanto é lado.

    Conclusão: o nosso voo foi transferido para o dia seguinte, e Fokker ficou na pista o dia todo sem o trem de pouso, aguardando um guindaste para levanta-lo.

    Em tempo, até procurei noticia sobre o ocorrido, porém nunca encontrei. Acho que foi pelo fato de não ter passageiros a bordo do Fokker, apenas tripulação.

    Ficou marcado na memória e nos registros fotográficos apenas.

    Abraços

  • Vinicius

    Parabéns, ótimo post, eu sou fã do Foquer 100, ops, não sou da imprensa, quero dizer FOKKER100. :)

  • Márcio

    Realmente é um avião que ficou marcado negativamente no Brasil, uma tremenda injustiça.

    Só como curiosidade, o Fokker 100 das duas primeiras fotos é o PT-MRL, citado no post do Alexandre. Fez seu primeiro voo em 15/02/1993 e foi entregue à TAM em 06/10/1993, onde voou até fazer o pouso de barriga em VCP no ano de 2002. Sem condições de voltar a operar, anos depois foi restaurado e se encontra em exposição no museu da TAM, em São Carlos – SP. Embaixo das janelas do cockpit no lado esquerdo, está pintado o nome do piloto José Antonio Moreno, comandante do fatídico voo TAM 402.

    • wooow.. não sabia que o PT-MRL era o acidentado de VCP!!

    • Rui

      E o MQH que ficou conhecido como “avião da vaca”, está no centro de treinamento da TAM na Zona Sul de São Paulo, sendo usado como mock up para treinamento de tripilantes. Por motivos obvios e de destruição, ele está sem a cauda…

      • Márcio

        Boa Rui! Pelo menos nesse acidente, a única vítima fatal foi a pobre vaquinha… hehe

        • AlexandreACW

          Vale dizer a titulo de curiosidade bizarra é que a vaca não morreu diretamente pelo acidente, mas sim pelo fato dela ter tido as patas quebradas e aí foi sacrificada.

          • Márcio

            Não sabia dessa, Alexandre! Achei que ela tinha morrido com o catrapo. Valeu!

          • ar-sousa

            Também não sabia disso!!! Uma pena vida é vida!! Rs abração.

      • Rids

        Nessa mesma lógica, o Viscount PP-SRL da VASP talvez tenha sido o avião do boi, pois foi abarroado por uma boiada que atravessou a pista da Papulha durante decolagem noturna em 1965. Felizmente o bovino danificou o trem esquerdo enquanto estava armado, proporcionando o piloto pousá-lo após o acidente e infelizmente pelo menos um boi morreu.

        Segue recorte da Flap da época.

  • Ló Bastos

    Belo post, tive oportunidade de voar algumas vezes de F-100, tanto na TAM quanto na Avianca, e gostei das experiências, sempre agradáveis e o FOKKER 100 é aeronave bastante ágil.

  • Gustavo Monasterio

    Alexandre

    Já estou quase me considerando um “dinossauro” aeronáutico, pois quando da chegada do primeiro Fokker 100 (MRA) em 1990, eu trabalhava na TAM Marília, hoje TAM Aviação Executiva, e lembro da festa com pompa e circunstância feita no hangar 3. Pois já se passaram 23 anos!!

    Quanto ao incidente mostrado na foto aí em cima, onde o F100 ficou tombado próximo ao prédio de recepção de autoridades em Congonhas, ocorreu porque a aeronave foi rebocada sem ninguém na cabine, O fusível mecânico da barra de reboque (tow-bar) quebrou, o trator fez a curva mas o avião não. A inéricia da aeronave fez o resto. Quem viu o incidente diz que foi uma cena surreal. Os mecânicos da TAM correndo atrás da aeronave, jogando o calço nas rodas e a aeronave pulando o calço.

    Havia somente um eletricista a bordo na traseira da aeronave, que não percebeu nada até a aeronave adernar no barranco. Assustado ele abriu a porta traseira da aeronave e deu de cara com um sentinela armado da FAB, que ficava no pátio de autoridades. Dizem que ele foi logo levantando os braços e dizendo que ele não tinha culpa de nada!

    Foi uma tarefa difícil tirar o avião daquela posição, e os danos não foram muito graves, mas fica aí mais uma estória da aviação.

    Parabéns pela matéria.
    Gustavo Monasterio

    • ar-sousa

      Nossa deve ter sido um susto e tanto!!! Abraços.

    • KKKKKK Mãos ao alto!

    • GabrielAP

      E é regulamentar realizar tal procedimento sem ninguém na cabine?

      • AlexandreACW

        Não! Sem dúvida não…

  • Tirando os da TAM, o Fokker 100 teve bem poucos acidentes. Aparentemente era um problema na manutenção da empresa, nenhuma falha de design da aeronave. Um blog bem interessante é o aviadoranonimo, tem algumas explicações (e nomes em comum) sobre o 402 e o 3054.

  • ar-sousa

    Muito informativo Alexandre, abraços fortes!!!!

  • Rids

    Os F100 da TABA eram heróicos! Tudo sujinho de barro.

    • Um dos ex-TABA foi aquele do rombo na fuselagem, que diz-se ter sido causado por uma bomba a bordo detonada por um passageiro

  • É uma pena que nenhuma operadora do F100 tenha investido em esclarecer ao grande público as qualidades desse avião. Todos leigo torce o nariz ao ouvir falar no Fokker 100.
    Como entusiasta, achei a atitude da Oceanair ridícula ao divulgar apenas a metade desconhecida do nome da aeronave, mas devo admitir que isso pode ter sido decisivo pra não afugentar os passageiros (apesar de subconscientemente todo mundo saber que era o mesmo avião).

    Gostei muito de voar nele. Das asas pra frente, é muito confortável, ainda mais curtindo a inconfundível música dos seus motores .

    • Gustavo Pilati

      Overhead é o painel localizado, como o nome sugere, acima da cabeça dos pilotos. São aeronaves diferentes e conceitos diferentes de engenharia. Ambos são complexos já que suas chaves interferem em praticamente todos os sistemas das aeronaves, porém o layout pode ser mais ‘amigável’ entre eles.

      F100:
      http://cdn-www.airliners.net/aviation-photos/photos/3/9/5/0368593.jpg

      Pode-se notar a quase ausência de chaves “Toogle” (aquelas com duas ou três posições). Elas foram substituídas por push-buttons, o que deixa o painel com um visual mais limpo.

      A vantagem é que normalmente estas chaves tem uma iluminação na parte de trás que se acende caso haja algum problema. Se a chave estiver apagada, está tudo certo. Se estiver acesa, é sinal que tem alguma coisa a ser observada.

      Desse modo, apenas numa olhada ‘rápida’ pelo painel é possível identificar se alguma coisa esta acesa, chamando a atenção da tripulação.

      B737NG:
      http://cdn-www.airliners.net/aviation-photos/photos/0/4/7/0988740.jpg

      Nessa foto esta sendo feito o teste de luzes, onde todas as luzes se acendem para ver se alguma esta queimada. Perceba que para um determinado sistema existe uma chave Toogle e tambem uma luz pra indicar a situação dele. Comparado ao sistema anterior, é o dobro de itens no mesmo espaço, por isso ele se torna mais ‘poluído’ visualmente.

      ;)

      • ar-sousa

        Muito bacana!!!

      • Caramba! Viajei. Mais um pouco e esqueço o que são os flaps :-).

        Aproveitando a deixa…

        1 – Pra esclarecer a história do F100NG e da Rekkof, realmente houve alguma tentativa séria de projeto de atualização e reativação da linha de montagem?

        2 – Esse tipo de projeto é econocamicamente viável? Se sim, porque não fazem?

        3 – A aerodinamica do F100 é “melhor” que a do E190? (Eu sei, to forçando a amizade :-)

  • Muito bom avião. Voei pela Avianca ano passado e foi um ótimo voo. O único senão fica justamente pelo sistema de ar condicionado. Hora que embarquei o calor estava insuportável dentro do avião e era 5hs da manhã. Imagine em um dia de muito sol em São Paulo como deveria ficar quente dentro do “menino”..hehehe. A propósito Alexandre, me tire uma dúvida: O Fokker 100 possui APU? Abraços!

    • Olá Fabricio. Sim, o Fokker 100 tem APU sim. Sua saída de exaustão fica no lado direito, atrás do motor, abaixo do estabilizador vertical. Abraços!

      • Legal Alessandro, pensei que ele não possuísse Apu por conta de não ter Ar condicionado funcionando qdo embarquei no “MK-28” da Avianca hehehe…o ar condicionado só começou a funcionar depois do acionamento dos motores. Eles devem fazer economia deixando de acionar o Apu “apenas” para fornecer ar frio para os passageiros hehehe. Abração!

        • Então, quanto ao ar condicionado, através deste vídeo (http://www.youtube.com/watch?v=mO47mB1bw9o) eu “acredito” que seja um padrão de operação da empresa mesmo o utilizar do sistema do avião quando os motores estão em funcionamento e de sistemas em terra, se houverem, quando não estão. Grande abraço! ;)

  • Rids

    Uma informação interessante sobre o f100 é que 5% do total deles se acidentou. Pouco em comparação aos quase 20% dos f28. A quantidade de f100 e f28 construídos foi praticamente a mesma (270 do primeiro e 240 do segundo). A versão 6000 do f28 tinha quase ou a mesma envergadura e tamanho do f100, mas apenas 2 deles voaram comercialmente.

    Falando no Holandês Fokker, a Varig (não Rio Sul, Nordeste etc) voou o americano. Quatro Fairchild FH227 foram “adquiridos” (humpf!) da falida Paraense, equivalentes ao F27. Mas tudo indica que somente o BUH voou de 1970 a 75 e servia de avião de auxílio, fazendo voos curtos.

    • AlexandreACW

      A operação dos FH227 na VRG foi até na Ponte Aérea… eles foram “alugados” do governo que tinha os “herdado” da Paraense… tal como os aviões da Panair.

      • Rids

        Mais interessante ainda foi como a Pioneira vendeu esse BUH alugado para uma empresa argentina, que o perdeu em 2003, na aproximação de Ezeiza. Sobre os aviões da Panair, a Varig ficou com o filé (DC8), a Cruzeiro com a paleta (Caravelle e Catalina) e a gordura (S. Constellation, DC3 e DC7) sobrou para ninguém (o Connie que está no Museu da Tam com as cores da Panair nunca voou por ela).

        • Goytá

          Bem, entendo perfeitamente sua colocação e o contexto, Rids, mas que ainda assim soa estranho chamar de “gordura” um Connie, um dos aviões mais belos e elegantes jamais construídos, com aquelas linhas esguias e curvilíneas, uma obra-prima do design, isso soa…

          • Rids

            Oi Goytá. A metonímia foi intencional e provocativa. O mercado não queria saber de estética. Hoje em dia, nem mesmo de ética. E, mesmo em 1964, a frota de Connies da Panair, muitos com 20 anos de uso, já estava parada e canibalizada porque a elegância da moda era cruzar o Atlântico de Electra II, rumo a Lisboa ou de Convair 990 rumo a Roma.

  • Nunca voei num Fokker 100, mas sempre fui apaixonado por esta máquina e se um dia eu tiver a oportunidade de pilotá-la, certamente não direi não! ;) Se Deus quiser, vamos nos sonhos! ;)
    Abraços a todos e obrigado pelo ótimo post Alexandre!

  • Vinícius

    O Fokker 100 realmente é uma aeronave incrível, minha primeira viagem de avião foi em um. Mas na época (2004) devia ser um dos últimos da tam.

  • Já fiz um “jump” nessa máquina… fato curioso que ao entrar na cabine dei uma cabeçada no overhead… kkkk não esqueço o jeito que o copila e o comandante me olharam… kkkk (já cheguei solando) ótimo vôo BEL-MCP!!!

    • ar-sousa

      Rsrsrsrs, isso acontece. Abração Bruno!!!

  • belíssimo. pena que não o voei…

  • Gustavo

    Interessante matéria, apenas gostaria de incluir mais um incidente envolvendo o Fokker operado pela TAM. Em 8/8/2006 quando o Fokker fazia o voo JJ3040, com destino ao Galeão. Minutos após a decolagem, uma das portas se desprendeu do avião e caiu no Extra da Ricardo Jafet. A aeronave retornou com segurança para Congonhas, sem vítimas.

    • Goytá

      O Extra da Ricardo Jafet é relativamente perto de onde eu moro e às vezes vou lá. Sempre que vou, me lembro desse incidente. A estrutura do hipermercado tem um teto muito alto e imagino que deva ter reverberado muito o barulhão. Deve ter sido assustador. Mas já perguntei aos funcionários do hipermercado e parece que a rotatividade deles é alta, porque a maioria nem sabe desse episódio e nenhum o presenciou.

  • Ei Lito, este link é sobre um fato que está fora do tema do post, mas gostaria de saber o quão é verdade isso aqui: http://www.tecmundo.com.br/aviao/38464-hacker-consegue-controlar-avioes-com-um-aparelho-android.htm?utm_source=facebook.com&utm_medium=referral&utm_campaign=imggrande
    Espero quem sabe um post sobre… e for verdade é algo bem perigoso, não?
    Obrigado!

  • Marco Antonio

    Com relacao a REKKOF ela viria para Anapolis-GO (foi amplamente divulgado em Goias) onde o governo estadual teria ate cedido area para a construcao mas acabaram nao vindo, e o assunto foi encerrado, conforme a seguinte reportagem http://www.diarioanapolis.com/cidade/rekkof-aircraft-cancela-projeto/

    • Esperando alguém perguntar que barulho de “cling clang” é esse…rs

      • Nos comentários do vídeo, o Matheus de Barros, fala que são as pás dos compressores, elas possuem uma pequena folga nos encaixes para compensar a dilatação do metal quando o motor em funcionamento.

      • Diego Prieto

        e que barulho é esse lito ?

        • São as pás do FAN, que possuem folga em sua sede, que só se ajustam com o motor em funcionamento.

  • ed wilson

    para quem gosta do F 100 pode ver de perto e por dentro essa máquina maravilhosa aqui em São Carlos, 230 kilometros de São Paulo no Museu da TAM
    esse museu é um show para aviadores e entusiastas da aviação – vale pena
    quando vierem e tiverem dificuldade de acesso me liguem – 16 34137175
    abraços.

  • José Eduardo Pinheiro

    http://www.youtube.com/watch?v=6OEd5OG4WKQ Mais um video pra matar a curiosidade dos fãs. Completando o óleo do motor.

  • Mauricio Ribeiro

    Me lembro que após o acidente da TAM em 1996, decidi que nunca iria botar meus pés em um Fokker 100 na minha vida! Fato é, após 16 anos, voei pela Avianca. É uma aeronave excepcional, experiência única. Eu sou uma prova de que a imprensa ilude muito a nós, pelas reportagens, o Fokker 100 era o vilão dos céus brasileiros e falavam-se muito que só a TAM os usavam. Pois bem, queria ter a oportunidade de voar nele novamente. Sonho meu!

    Parabéns pela matéria!

    • Lélandi Assis

      Parabéns pela libertação, amigo. Senso crítico é algo muito necessitado no país hoje em dia. Eu não tive a oportunidade de voar nesse bichinho, hehehe. (Já tinha visto o desenterro dos 2 anos)

  • Fokker 100

    Olha ele aí de novo…fazendo pouso de barriga em Brasília!

  • Junior

    As autoridades da aviação Brasileira devem ser pronunciar e proibir que essas sucatas vindas de grande companhias americanas ou europeias venham continuar a por em riscos a vida de brasileiros em sua maior parte. A Fokker faliu a quase e duas décadas, ou seja, não existe nem o fabricante que preserve a imagem do produto com fabricação de peças de manutenção com padrão de qualidade ou aperfeiçoamento constante de um projeto produto. Substituição já da frota da Avianca!! Com a Palavra o Ministério Público.

    • Yan Gabriel Oliveira

      Pelo visto você não leu o post.

  • Thiago Garcia de Lima

    incrível a desinformação das pessoas sobre essa bela aeronave. Apenas dois desastres com 190 vidas perdidas de um total de 270 construídos. E pior é o povo que pensa que avião pode voar sem manutenção.
    Em tempo: brasileiro está mau acostumado com idade de frota. Se forem viajar dentro dos EUA terão que ir de busão kkk.

  • Meu único senão com o Fokker é facilmente resolvido: tento não sentar nas poltronas traseiras, por causa do barulho.

    Cabe lembrar, também, do episódio do “Professor”, em julho de 1997, quando um sujeito estourou uma bomba dentro de um Fokker da Tam em pleno voo, causando a morte de um passageiro que foi sugado para fora do avião. (Estou escrevendo de memória, talvez essa não seja a descrição 100% correta.)

    Obviamente, o Fokker não teve culpa alguma, mas esse incidente passou a ser relacionado sempre ao modelo, em listas e coisa e tal. Virou “mais uma do Fokker”.

  • joao carlos

    Peço desculpas, mas sou da seguinte linha: Geladeira tem de ser Brastemp, automóvel tem de ser Volkswagen, TV/Som Philips e avião BOING. Confiança na marca é tudo.

    • Avião BOING não existe…

    • Maldonado

      O nome completo da marca é Sabrina Boing Boing

    • anonimous

      Desculpas aceitas. Agora, por favor, quieto, ok?

    • Alessandre Almeida

      E todo zé tem que ter sobrenome mané. Esqueceu que moto tem que ser honda tb. Cessna não presta porque só faz teco-teco e assim vai o mundo com a sabedoria superior do brasileiro, 78º colocado no ranking do IDH mundial e segundo pior da america latina.

  • C. A. Oliveira

    Já voei muito nele, em muitas linhas domésticas de pequena distância na Europa, o Fokker 100 é utilizado até hoje. E eu acho o espaço para as pernas muito bom nele, além do que, como os motores ficam na traseira, os lugares à frente são bem silenciosos.
    É uma aeronave injustiçada por causa de uma fatalidade, os acidentes aconteceram todos num intervalo muito próximo.

  • Murilo Possebon

    Meu primeiro voo foi a bordo de um Boeing da Varig, mas meu voo inesquecivel foi em 2006 a bordo de um F100, extremamente silencioso, conceitual, um avião explendido. Apenas, muito injustiçado pelos idiotas que creem que aviação é o que passa no may day, ou em algum programa escrito por editores e não por técnicos no assunto. Esse é o problema do povo brasileiro, criminalizam o ATR por ter hélices, o Fokker por ser esteticamente diferente. Por esse prisma, os 737 não deveriam voar aqui, tendo em vista o acidente do Garcez, ou o A320 e o acidente de congonhas, deveriamos todos viajar de brasília. Enfim, a tecnologia deveria suceder a tecnologia, e não a opinião popular baseada em padrões sem fundamento.

  • Rodrigo

    A imprensa fez o diabo do Fokker 100 que, aliás, era um avião muito seguro.

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