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Gases nas cabines de aviões

Toxicologistas dizem que o ar dentro das cabines dos aviões são mais tóxicos do que se pensava anteriormente.

Pesquisas na indústria aeronáutica sobre neurotoxinas presentes no ar das cabines de aviões estão subestimando o “potencial tóxico real” destes contaminantes. Isto porque eles levam em conta que somente isomeros do venenoso tricresyl phosphate (TCP) está presente, de acordo com o expert pioneiro em contaminação no local de trabalho Prof Dietrich Henschler da Universidade de Wuertzburg na Alemanha.
Henschler diz que o vapor de TCP presente no óleo aquecido dos motores e que por vezes adentra o sistema de air condicionado usado para pressurizar os aviões contém uma mistura de mono-ortho-, di-ortho- and tri-ortho cresyl phosphate. O efeito no cérebro humano e no sistema nervoso desta mistura é 10 vezes maior que o TCP puro.

Henschler diz que a toxidade e os sintomas neurológicos em humanos são bem conhecidos: “Eles exercem uma atividade tóxica que nós conhecemos bem” diz ele. Em vista da seriedade dos sintomas clínicos e do que ocorre com os pacientes envolvidos, [o ar na cabine] é muito perigoso.

Henschler, além de outros cientistas e neurologista, vão apresentar os estudos na conferência anual da Global Cabin Air Quality Executive em Londres nos dias 28-29 Abril.

Comentário do Blog: O ar da cabine dos aviões realmente não é o melhor ar do mundo para se respirar, assim como o ar de São Paulo também não é. Mas daí a ser extremamente tóxico e perigoso não faria com que tívessemos comandantes com 65 anos de idade ainda em atividade. Acho que sempre há um fator “sensacionalista” em toda descoberta científica.

Matéria traduzida de David Learmount

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Sobre o Autor

Graduado em Manutenção de Aeronaves, com muito bom senso :) 30 anos de aviação comercial (e contando), de Lockheed Electra à Boeing 787. Tentando simplificar a complexidade da aviação.
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