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Influência musical do AeM em minha vida

Estive refletindo sobre como meu gosto musical variou nos últimos anos, sobretudo com a fortíssima influência dos mixtapes do Lito. Geralmente o gosto musical nasce em casa, meus pais ouviam algo de internacional como Abba, ouviam Roberto Carlos e uma penca de sertanejos (Zezé, Leandro e Leonardo, Chitãozinho) e claro, morando na Bahia não tem como não ouvir Axé. Mas devido a alguns filmes, fui salvo. Filmes como Top Gun e Apertem os Cintos me levaram a ouvir música internacional e um belo dia descobri que sintonizando 100,1 em Salvador só se ouvia coisa boa pela Transámerica FM (claro que não escapei de ser um ouvinte de Axé e por conta própria).

Vale uma observação: Axé é uma levada com bastante percussão, metais e afins, coisa que o Chiclete com Banana, Ivete, Asa de Águia sabem fazer bem. Não confundir certas baixarias locais como Psirico e “É o Tchan” como axé, por incrível que pareça isso é pagode baiano. Mas vamos lá, a partir de 1993 aderi a Culture Beat, Ace of Base e claro ouvia algumas coisas que eu não sabia quem cantava e minha dificuldade em ouvir e entender nomes não ajudava. Por exemplo, procurei por anos a música Doctor Beat sem saber quem cantava, assim como aquelas “mulheres” que cantavam a música Stayn Alive, risos. Então atravessei os anos 90 com muito Ace of Base, muito Nicki French e coletâneas da Jovem Pan e afins. Para “piorar” no final dos 90 conheci Forró, a batida que eu conheci através de “Jumento Celestino de Mamonas Assassinas” foi redescoberta com Mastruz com Leite, BabySom, Magníficos, Brucelose e por aí vai. Com a internet e PC a partir de 2000, pude ir bem além e apreciar mais o “bate estaca” das músicas eletrônicas, afinal tudo é electro :P

Eu me meto a besta de tocar teclado e já tentei até acordeon, não passei sem ser “picado” pelo mosquito do Arrocha, mais uma vez: Arrocha é nada mais do que uma seresta acelerada, ou seja, pegue uma música de Lairton e Seus Teclados e acelere uns 10/15% e você terá o Arrocha, diferente do que é dito por aí. O inventor do ritmo? Banda Asas Livres (nome simpático para quem gosta de aviação) que tinha como vocalista o rei da sofrência Pablo. Toquei muito arrocha em teclado, pronto falei, confessei, risos.

Mas a base era então Ace of Base, Culture Beat, Gipsy Kings, Nicki French, Bee Gees, até que já em 2010, através de um dos criadores do CNF Ao Vivo, um belo site que tem sobre o Aeroporto de Confins, conheci o trabalho do Lito em termos de música, pois praticamente não tinha grande acesso ao blog e aí veio o maravilhoso: Disco 70 Parte I, abrindo com Bee Gees. Agora sim entramos no tema central do artigo: Influência Musical do AeM.

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Eu era então um ignorante em música, por exemplo jamais tinha ouvido (ou associado) trabalhos de Giorgio Moroder, Daft Punk, Donna Summer, A-ha. Quem diria que eu fosse achar legal música do Rolling Stones? Pois bem, fui saber através de um mixtape! Giorgio Moroder eu “conhecia” por conta de Top Gun, mas jamais saberia que existia um “From Here to Eternity”. Mixtape como “When I Drive My Car” me “atualizaram” em relação à música eletrônica, pude finalmente saber quem tocava Dr.Beat! Tive mixtape em homenagem a 2 veículos, a Patrícia e a Isa (eu batizo meus carros). O Lito se tornou amigo pessoal, a Valéria também (apesar dessa ser má influência musical, brincadeira interna).

Recentemente estava com o teclado no colo tocando simplesmente a melodia de “Macarthur Park” de Donna Summer, música do meio dos anos 70, que fui conhecer em 2014 graças ao AeM. O mixtape Daft Moroder Punk foi outra revolução pessoal. Ainda não estou totalmente “limpo” musicalmente, afinal toca “Homem não chora” no meu MP3, risos, mas toca coisas que jamais parei para ouvir simplesmente por olhar o nome e não simpatizar ou desconhecer completamente. Para pânico da namorada, praticamente 100% das faixas tocadas no carro são de origem do AeM ou então o “artista da moda” comigo que no momento (fins de 2014/começo de 2015) é a Donna Summer e claro Macarthur Park e Try Me, I know we can make it são na versão completa (19 minutos praticamente por faixa).

Como disse o Lucas Coacci, lá em 2010 numa mesa de bar (Sem Reginaldo Rossi) em BH, para ter boa música para uma festinha é só por para tocar qualquer mixtape do AeM e você não erra. Não vou me atrever a mencionar mixtapes favoritos, já pensei até numa ideia maldosa de pedir ao Lito criar um THE BEST OF AEM – by Alexandre, risos, mas geraria uma confusão rítmica como foi o mixtape Carro Novo.

Não é depoimento de recuperado ou post pago, mas hoje eu mesmo me suporto mais ouvindo música do que antes do AeM, e também não passo mais aperto graças a um programinha chamado Tunatic que me conta o nome da música caso eu não consiga entender.

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Sobre o Autor

Alexandre Conrado, pesquisador de aviação e profissional no segmento desde 2001
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