banner livro

InterBrasil Star, a “filhote” regional da TransBrasil

Como o pessoal simpatizou bastante com o artigo da colorida Transbrasil, vamos falar agora da InterBrasil STAR, o filhote da TRANSBRASIL que nasceu em 1995 com menos cores, pórem com uma pequena e brilhante história!

A TRANSBRASIL nasceu regional, cresceu e virou uma empresa nacional/internacional. Mas em 1995 acabou retornando ao mercado regional através da subsidiária INTERBRASIL STAR! O Star significava SISTEMA DE TRANSPORTE AÉREO REGIONAL. A companhia iniciou as atividades em 3 de Julho de 1995 com um par de EMB120 (PP-ISA, PP-ISB). A terceira aeronave seria um EMB120 PP-ISC (300° Brasília construído).

Foto de Bruno Orofino - Jetphotos.net

A Interbrasil possuia código IATA como QD, o mesmo da Sadia em 1955! A companhia servia como feeder da TRANSBRASIL, inclusive houve até uma propaganda que dizia: De Londrina para Londres só com a TRANSBRASIL/INTERBRASIL. Sua primeira pintura tinha na cauda, uma representação de uma alvorada, pois os vôos saiam cedo do interior permitindo conectividade em Guarulhos. A empresa operava em Campinas, Ribeirão Preto, São José dos Campos, Guarulhos, Brasília, Goiânia, Chapecó, Londrina, Maringá, Foz do Iguaçú e Porto Alegre! Em 1996 a empresa transportou mais de 57 mil passageiros e adcionou o quarto EMB120 (PP-ISD).

Por várias vezes se cogitou a expansão da empresa em termos de frota, falou-se em Bombardier/Canadair CRJ, Dornier 328, AVRO ARJ e finalmente foi assinada uma LOI – Letter of Intention para o Embraer ERJ145. Pórem nada disso aconteceu. A única variante de sua frota foi utilizar Boeing 737-300 da TRANSBRASIL em suas rotas e participar do pool da rota Rio de Janeiro – Belo Horizonte, onde se voava os ATR da mineira TOTAL.

A frota se estabilizou em 6 EMB120, 3 originais de fábrica (ISA, ISB, ISC) e 3 de segunda mão como o ISE (Ex.Nordeste), ISF (Ex.Nordeste, ISG (Ex.Mesa). Já o PP-ISD foi devolvido e acabou indo para RICO de Manaus. Em 2000 a empresa voava 6 EMBRAER 120, utilizava os Boeing 737-300 da TRANSBRASIL para o trecho CGH – POA e SDU – PLU, transportou quase 300.000 passageiros, servindo a 19 cidades. Seu Hub era Guarulhos e a alta conectividade da malha fazia algo que a TRIP faz hoje com o interior de SP e Sul do País com Guarulhos.

Com a crise da TRANSBRASIL, a Interbrasil (que tinha adotado a mesma pintura da TBA) acabou entrando em dificuldades no mesmo período, parando de voar em 4 de Dezembro de 2001. Curiosamente fechou as portas de maneira digna, sem dívidas ou problemas, ao contrário da empresa mãe. Suas aeronaves então ficaram abandonadas, até o PP-ISE ser retomado pelo lessor e ir para a PENTA de Santarem e após o fechamento desta, não se sabe o paradeiro (apesar de umas histórias cercarem esta aeronave).

O PP-ISG foi vendido anos depois para a RICO Linhas Aéreas e ficou estocado em Manaus, onde está até hoje. De maneira polêmica saiu o PP-ISB de Congonhas para Campo Grande em 2010 onde se encontra até hoje. Depois saiu o PP-ISC para Goiânia. Restando assim da frota o PP-ISA e PP-ISF em Brasília em situação lastimável. Quando desta época apenas o PP-ISB possuia as cores antigas, os demais aviões da frota já estavam nas cores novas, lindas por sinal. A ironia maior do destino é que o primeiro widebody da TRANSBRASIL e o primeiro regional da INTERBRASIL estão abandonados à sorte juntos em Brasília.

Assim como a TRANSBRASIL encantou diversas pessoas, eu tive oportunidade de trabalhar com algumas pessoas que foram da INTERBRASIL e as mesmas eram profundamente apaixonadas pelo espírito da empresa!

Foto de Bruno Orofino p/ JetPhotos.net

Tags: , , ,

Sobre o Autor

Alexandre Conrado, pesquisador de aviação e profissional no segmento desde 2001
Topo