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Justiça emite liminar para que a Gol reintegre os funcionários da Webjet demitidos

737-300 Webjet PR-WJT © Lito

Quem acompanha o AeM sabe que raramente comento sobre questões particulares de empresas aéreas, por que não sou analista econômico e muito menos especialista nesta área. No entanto, as demissões em massa que ocorreram na Webjet no final do mês passado me deixaram tão espantado com a maneira como foi feita que acabou virando um post.

Pois bem, me parece que desta vez o Ministério Público também percebeu que alguma coisa estava errada e entrou com pedido de liminar para reintegração dos funcionários até que seja julgado o mérito da questão.

A posição oficial da Gol para as demissões é este (recorte da Folha de São Paulo):

 

“Modelo de negócio deixou de ser competitivo”

Em nota divulgada no dia do anúncio do fim da Webjet, a Gol afirmou que o modelo de negócios da Webjet deixou de ser competitivo com a alta nos preços do combustível e o elevado consumo dos aviões que eram utilizados pela empresa.

“A Webjet possui um modelo de operação com base em uma frota composta majoritariamente por aviões modelo Boeing 737-300, de idade média elevada, alto consumo de combustível e defasagem tecnológica. Esse modelo deixou de ser competitivo”, disse a empresa.

Segundo o diretor-presidente da Gol, Paulo Kakinoff, com o recente aumento nos preços, o combustível passou a representar 46% dos custos totais da Gol.

Com o encerramento da Webjet, os seis Boeings-737/300 da empresa pararam de voar. Segundo a Gol, “os clientes e passageiros da Webjet serão integralmente assistidos pela empresa, e terão seus voos garantidos.

Não entendi: O modelo de negócios da Webjet era atraente para a Gol há apenas 1 ano, com estes mesmos 737 gastadores de combustível. O que ocorreu e que precisa ficar claro pela justiça é se houve eliminação de concorrência para aquisição de slots, pois de acordo com o UOL, ocorreram cerca de 3000 demissões só este ano.

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Sobre o Autor

Graduado em Manutenção de Aeronaves, com muito bom senso :) 30 anos de aviação comercial (e contando), de Lockheed Electra à Boeing 787. Tentando simplificar a complexidade da aviação.
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