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Lembram do acidente com o A340 da Etihad?

O que será que aconteceu com aquele A340-600 novinho da Etihad, que durante um teste de motores na própria Airbus, acabou “perdendo” os freios e bateu violentamente numa barreira de Jet Blast?. Isto aconteceu dia 15 de Novembro de 2007 e havia 9 técnicos a bordo e 5 ficaram gravemente feridos. Abaixo tem a foto do dia seguinte ao acidente:

Etihad Acidente Airbus

Foi muita sorte não ter havido fatalidades no acidente. A aeronave fazia os últimos testes antes de ser entregue à Etihad, ou seja, zero km.

Esta foto abaixo é de novembro do ano passado e mostra bem que a Airbus provavelmente está desmontando e re-usando as partes não danificadas:

Etihad A340-600 Acidente

Pelo menos a deriva do avião parece que foi usada numa exibição para uma feira do meio ambiente na Place de La Concorde em Paris.

Depois desse acidente, as autoridades francesas restringiram a maneira de fazer testes na fábrica. A revisão nos procedimentos obriga a colocação de calços nas rodas do trem principal e também no trem central e solicita treinamento especial para os mecânicos que executam os testes. Os testes em aeronaves quadrimotor deve ser feita somente com dois motores simetricamente opostos ao mesmo tempo. 

Uma curiosidade sobre esse acidente é que os quatro motores estavam em hi-power e embora a Airbus não tenha publicado isso, parece que houve erro operacional para a perda dos freios. A versão oficial é a de que a alta potência sobrepujou a resistência dos freios quando a aeronave ficou mais leve devido à queima de combustível. 

Depois que a aeronave bateu na proteção de Jetblast, os motores da asa direita ficaram girando e não puderam ser desligados (já que o cockpit havia sido destruído). O motor 4 ficou 2:46hs girando até que a espuma que jogaram dentro fez efeito. O Motor 3, devido a posição após o acidente, não pode ser inundado com espuma e ficou funcionando por 6 horas e 37 minutos até acabar o combustível da asa.

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Sobre o Autor

Graduado em Manutenção de Aeronaves, com muito bom senso :) 30 anos de aviação comercial (e contando), de Lockheed Electra à Boeing 787. Tentando simplificar a complexidade da aviação.
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