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Medo de turboélice?

É muito comum as pessoas evitarem viajar em aviões turboélice por se sentirem menos seguras, menos confortáveis do que se sentiriam se estivessem voando num jato. Entretanto, não há motivos para preocupação.

A era dos jatos começou ainda na Segunda Guerra, quando a Alemanha precisou dar uma resposta aos implacáveis Spitfire da Royal Air Force. Assim, desenvolveu o Messerschmitt 262, primeiro avião a jato do mundo. Ali já ficava notório que o futuro da aviação seriam os aviões desse tipo.

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Me 262 da Luftwaffe ( Wikipedia )

Assim, alguns anos após o término da grande guerra, os Estados Unidos confrontaram a Coréia e aí foi posto em combate o F-4 Phantom, um avião já muito mais desenvolvido que o alemão Me 262. Aquele ainda também veio a combater na Guerra do Vietnã, tornando-se uma lenda na aviação de caça.

An air-to-air right side view of an 81st Tactical Fighter Squadron F-4E Phantom II aircraft releasing 18 Mark-82 500-pound bombs over the Bardenas Reales Gunnery Range. (U.S. Air Force photo by Staff Sgt. David Nolan)

F-4 Phantom da USAF ( Wikipedia )

Então, essa inserção cada vez maior de aeronaves a jato em guerras fez com que as pessoas mais leigas tivessem a impressão de que seriam aeronaves mais seguras, menos propensas à acidentes. Porém, a segurança das aeronaves evoluiu sem estar atrelada ao tipo de motor que seria utilizado. Ou seja, a necessidade da construção de aviões mais seguros não necessariamente passava pelo fato de serem a pistão, turboélice, jato… A segurança evoluiu como um todo.

Dessa forma, nota-se que um avião como o Brasília, por exemplo, já é mais seguro que o Bandeirante, que por sua vez é mais que o DC-3 e os aviões de madeira da década de 10.

Isso nos mostra uma evolução constante, que é facilmente percebida nos dias atuais com o Cirrus SR 22 e até o ATR 600.

Esses são a marca de que aviões que não são a jato também são muito seguros e muito preparados para as intempéries que possam surgir.

Inclusive, a Força Aérea Brasileira utiliza o SC-105 Amazonas, muito parecido com o ATR, em operações que exigem o máximo do avião. Os que pertencem ao Esquadrão Arara em Manaus e ao Esquadrão Pelicano em Campo Grande/MS já provaram que conseguem cumprir a missão com excelência e proporcionarem à tripulação a certeza do retorno.

C-105 Amazonas do Esquadrão Pelicano

SC-105 Amazonas do Esquadrão Pelicano ( Defesa Aérea & Naval)

Portanto, realmente não há nada a temer quando se entra num avião a hélice. Principalmente esses mais modernos que possuem sistemas de navegação de última geração, radar meteorológico, cabine pressurizada… Tudo isso contribui tanto para a segurança quanto para o conforto do passageiro. Assim, pode-se dizer que esses não deixam nada a desejar se comparados aos aviões a jato. E além disso tudo, promovem uma experiência mais prazeirosa ao viajar por voarem mais lentamente e mais baixo. Turboélice é o que há.

Autor: Marcos Cardoso

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Espaço dedicado aos textos dos leitores do AeM que colaboram com artigos de aviação.
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