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Medo de voar atrapalha o emocional dos jogadores

“Evito viajar de avião nos dias dos jogos” diz Wanderley Luxemburgo.
O atual técnico do Palmeiras passa grande parte do seu tempo nos ares. “A primeira vez em que voei de avião foi em 1971. Eu ainda era jogador do Flamengo. Foi o esporte que me proporcionou esta experiência”, lembra. Com o profundo conhecimento de quem viaja muito, Luxemburgo critica a falta de estrutura dos aeroportos nacionais, mas tem esperança de que a copa do mundo de 2014 possa reverter esse quadro.Wanderley Luxemburgo jogando bola
Como é a sua relação com os aeroportos? Amor ou ódio?
No Brasil é ódio, porque eu acho que a estrutura poderia ser bem melhor. Tanto a aviação brasileira quanto os aeroportos fazem com que o voo dos passageiros seja um sofrimento. O Brasil, com todo esse crescimento econômico, deveria rever seus aeroportos e também a própria aviação brasileira, que deixa muito a desejar.
O que é preciso melhorar nos aeroportos?
O atendimento é muito ruim. As pessoas agem com o púbico com um pouco de intolerância, mesmo sabendo que as pessoas estão com todo aquele cansaço de viagem. As condições de locomoção nos aeroportos também são muito deficientes. Por exemplo: é incômodo chegar de viagem no aeroporto de Guarulhos e ter de andar um quilômetro com uma mala pesada nas costas e não ter uma esteira. Aqui no Brasil os fingers são mal distribuídos, pois todos saem em um lugar só, enquanto que na Europa eles são distribuídos por setores e saem em diversos locais.
Você acredita que a estrutura dos aeroportos irá melhorar quando o Brasil sediar a Copa do Mundo de 2014?
Sim. A copa do mundo fará que não só os aeroportos se modernizem, mas também toda a estrutura de logística e hotelaria. Isso possibilitará uma abertura do mercado.
Você se reúne com os jogadores ainda no avião?
Não, porque tem muitos curiosos – os torcedores que viajam com a gente. Definitivamente, avião não é o lugar ideal para discutir esquema tático! (risos)
O medo de voar pode atrapalhar o desempenho dos jogadores? De que forma?
Sim, pode atrapalhar o emocional dos jogadores. Eu mesmo tinha medo de voar mas descobri que quando você voa com o comandante na cabine você não sente medo, porque sabe que ele está no controle da situação. A gente evita viajar com os jogadores no dia do jogo, porque pode acontecer alguma turbulência no voo e deixar os atletas abalados.
Esse problema já afetou algum jogador?
Sim. Uma vez o Cafu perdeu um jogo porque despressurizou a cabine ainda no chão lá em Congonhas, aí foi preciso trocar de aeronave, mas depois ele não queria mais viajar.
Você já passou por situações engraçadas em voos?
Já passei por muito sufoco em avião. Já despressurizou cabine, já deu problema em turbina. São situações engraçadas, mas só depois que você passa por elas. Uma vez eu estava com a delegação do Palmeiras em um avião da Rússia e um raio nos atingiu. Todo mundo começou a correr no avião (risos)

fonte: Folha Aeroportuária

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Sobre o Autor

Graduado em Manutenção de Aeronaves, com muito bom senso :) 30 anos de aviação comercial (e contando), de Lockheed Electra à Boeing 787. Tentando simplificar a complexidade da aviação.
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