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Modernização dos E-Jets da Embraer

E Jets E2

E Jets E2

A Embraer partiu para a modernização do seu produto de sucesso, o E-JET. Esta família que compreende o E170, E175, E190, E195 e que passou das 1.000 unidades entregues e operacionais nos quatro cantos do mundo ganhará uma versão com significativas melhorias visando principalmente menor consumo de combustível. Desta vez o E2 não terá o E170 como opção. O sucesso é tão grande que até agora o EMBRAER 190 já teve mais de 500 encomendas, justificando assim todo esforço do fabricante de São José dos Campos em melhorar o seu produto. Todo sucesso ao redor dos E-Jets é baseado na filosofia do fabricante em vender seu produto como o “tamanho adequado” aos mercados de média e baixa demanda.

No entanto, como Airbus e Boeing foram atrás da remotorização de seus narrow-body como a família 737 e A320, obtiveram com essa ação, menores custos por etapa e a vantagem dos E-Jets estava desaparecendo, qual a solução então? UPDATE nos E-Jets. Decidida a tal, a EMBRAER começou a trabalhar junto aos operadores dos E-Jets para buscar as metas de performance e características técnicas para a “nova aeronave”. Feito isso foi escolhido o novo motor, o Pratt & Whitney PW1000G Series. As asas também serão modificadas com maior envergadura e raked wing tips no lugar dos tradicionais winglets. Como o motor cresceu, o trem de pouso teve que ser modificado para acomodar essa nacele maior. E por fim no cockpit: Honeywell Primus Epic 2 para a parte avionica, com grandes displays em posição de paisagem e gráficos avançados, além do NGFMS – Next Generation Flight Management System. Esses aviões serão também 100% Fly-by-wire, o que não ocorre nos atuais E-Jets em linha de produção.

A idéia da Embraer é colocar este avião em serviço em meados de 2018, sendo o primeiro modelo o E190-E2. Posteriormente vamos de E195-E2 em 2019 e por fim o E175-E2 em 2020. Com estas aeronaves a EMBRAER mantem sua guerra com a Bombardier, dessa vez atacando os CS100 e colocando no limbo a família dos CRJ, atualmente vendidos como NG. É bem capaz que vejamos este avião no Brasil nas cores da Azul, por ser o maior operador continental deste tipo na atualidade ou quem sabe GOL e TAM adotem o avião melhorado, é esperar para ver.

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Sobre o Autor

Alexandre Conrado, pesquisador de aviação e profissional no segmento desde 2001
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