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Música da semana: Israel Kamakawiwo‘ole — “Hawai‘i ’78”

A música desta semana é uma que me deixa emocionado até as lágrimas quando escuto, o que é até fácil, considerando que só falar do seu intérprete já me deixa emocionado, de tão maravilhoso e iluminado que ele foi não só como artista, mas como ser humano. Israel Kamakawiwoʻole (1959-1997), conhecido como “Bruddah Iz” ou simplesmente como “Iz” pelos seus devotados fãs (categoria na qual me incluo fervorosamente) foi havaiano, mas foi daqueles artistas que transcendem uma origem e uma cultura para se tornarem patrimônio da humanidade. E de toda a sua belíssima obra, nada me toca mais fundo o coração que esta música: Hawaii 78.

Embora seja uma lenda literalmente viva no Havaí (os fãs repetem sem cessar o bordão “Iz lives!”) e embora tenha se apresentado várias vezes no continente, Iz só ficou realmente conhecido fora do arquipélago depois de morto, quando sucessivas vezes alguém descobriu sua música e a colocou em destaque em algum filme, série ou comercial. E geralmente era a linda gravação que ele fez de Over the Rainbow entremeada com What a Wonderful World, que aparece no disco que é indiscutivelmente sua obra-prima (e indispensável na coleção de qualquer um que goste de boa música), Facing Future, de 1993, um disco que conseguiu o milagre de ser originário e representativo de uma cultura muito específica, mas ainda assim encontrar apelo universal.

 

facingfuture

 

Eu também adoro o mashup que Iz fez em Over the Rainbow/What a Wonderful World, mas seria extremamente injusto tratar um artista tão fabuloso quanto Iz como uma one-hit wonder, aqueles cantores ou conjuntos que emplacam um único grande sucesso, mas depois você nunca mais ouve falar deles. Vale a pena correr atrás do resto de sua obra. E não é preciso ir muito longe para encontrar a música que, para mim é a própria definição do que foi Iz e do que ele significou para os havaianos: Hawai‘i ’78. Ela também está em Facing Future, em duas versões. “Mas espere aí, Goytá, você não disse que esse disco era de 1993?” Sim. O “78” do título refere-se à data da primeira gravação. As duas versões que estão em Facing Future foram regravações. A gravação original (para a qual dou um link abaixo para vocês conferirem — também lindíssima) foi de um grupo chamado Makaha Sons of Niʻihau, do qual o então adolescente Iz fazia parte e que até hoje é reverenciado como um grande grupo de música folclórica havaiana.

Niʻihau é o nome de uma das ilhas do arquipélago havaiano, mas todos os integrantes do grupo eram de Oahu (a ilha mais populosa, onde fica Honolulu), embora a mãe de Iz de fato fosse de Niʻihau. Houve uma boa razão, porém, para eles se identificarem como “filhos de Niʻihau”. Essa ilha é o próprio resumo e símbolo da situação dos nativos havaianos. Niʻihau é propriedade privada e pertence a uma família haole (como os havaianos chamam os forasteiros, especialmente os brancos — a palavra quer dizer “sem bafo”, significando que eles não têm o sopro da vida da terra), mas tirando alguns funcionários haole que administram a propriedade, todos os habitantes (apenas pouco mais de uma centena, vivendo em muita pobreza) são nativos havaianos de sangue 100% puro, no que na prática funciona quase como uma reserva indígena (embora sem a ampla proteção legal de que estas dispõem nos EUA). Niʻihau é o único lugar do mundo onde o quase extinto idioma havaiano ainda é a língua materna das pessoas e usada no dia-a-dia. Por isto, no Havaí, Niʻihau é símbolo de tudo que é autenticamente havaiano.

 

Lei pupu ʻo Niʻihau

É quase impossível visitar Niʻihau. Sendo propriedade privada, a ilha só pode ser visitada em excursões esporádicas, de capacidade limitada e muito caras, organizadas pela família dona da ilha. Para preservar a cultura nativa, os passeios são rigidamente monitorados e qualquer contato com os nativos é evitado. Mas se serve de consolo, Niʻihau também é famosa por estes belíssimos colares de raras conchinhas endêmicas da ilha (lei pupu), que são valorizadíssimos como peças de joalheria. Quando autênticos – são muito falsificados – e comprados em lojas autorizadas no Havaí, a renda reverte em benefício dos nativos e de organizações que os apoiam.

 

O paradoxo de uma ilha que representa tudo de mais puro e autêntico na cultura de um povo ser tão pouco habitada e ainda por cima propriedade privada de americanos brancos é o próprio retrato do Havaí. Quando se pensa no arquipélago, vêm a cabeça imagens de clichê: praias com ondas gigantescas que atraem surfistas do mundo todo, resorts de luxo, paisagem tropical, nativas com lei de flores no pescoço dançando o hula ao som de um ukulele (aquele banjo típico havaiano) durante um luau na praia. E há gente que vai ao Havaí em pacotes turísticos feitos exatamente para eles verem só isso e mais nada. Um desperdício, porque o Havaí tem belezas naturais incríveis que vão muito além de praias (desde um cânion tão fundo quanto o Grand Canyon, na ilha de Kauaʻi, até o Kilauea, o vulcão mais ativo do mundo, eternamente sangrando rios de lava incandescente na ilha maior, e o Mauna Kea, a maior montanha do mundo em volume, um vulcão adormecido de 4200 metros de altitude que ganha do Monte Everest em altura se for considerada sua base no fundo do mar, e onde se pode esquiar na neve no inverno). E tem uma cultura complexa e fascinante, fruto da sua tumultuada história.

 

Paisagens inusitadas do Havaí: o cânion de Waimea, na ilha de Kauaʻi; os rios de lava do Kilauea, na ilha maior; e o imponente Mauna Kea, também na ilha maior, a maior montanha do mundo em volume e mais alta que o Everest, se considerada a altura desde a sua base no fundo do mar.

Paisagens inusitadas do Havaí: o cânion de Waimea, na ilha de Kauaʻi; os rios de lava do Kilauea, na ilha maior; e o imponente Mauna Kea, também na ilha maior, a maior montanha do mundo em volume e mais alta que o Everest, se considerada a altura desde a sua base no fundo do mar.

 

A Natureza demorou milhões de anos para, num parto doloroso e literalmente a fogo, fazer nascerem das entranhas incandescentes da Terra essas ilhas vulcânicas, onde as praias muitas vezes são de areia preta, derivada da lava. No meio do Oceano Pacífico, a um terço do caminho entre a América do Norte e a Ásia, longe de tudo, demorou muito para as ilhas serem colonizadas por essa insidiosa praga invasiva planetária chamada Homo sapiens. Os primeiros humanos pisaram nas ilhas em algum momento entre os séculos IV e VI. Foram navegadores polinésios, claro, essa gente que enfrentava a imensidão do Pacífico em frágeis pirogas e encontrava minúsculos pontos de terra apenas guiados pelas estrelas, pelas correntes marítimas e até pelo cheiro de cada ilha. Em mais de mil anos vivendo sossegados ali, os havaianos evoluíram de uma sociedade muito brutal e primitiva, que fazia até sacrifícios humanos aos deuses, para um sistema legal e político muito sofisticado, embora ainda tribal. Foi isso que o capitão inglês James Cook já encontrou ali em 1778, quando foi o primeiro europeu a visitar o Havaí (pelo menos de forma inequívoca e documentada).

Todos já vimos esse filme antes. Depois do relato de Cook, que batizou o arquipélago de “ilhas Sandwich”, os europeus começaram a aparecer cada vez mais, aproveitando aquele belo ponto de reabastecimento de seus navios no meio do oceano, mas também trazendo consigo suas doenças, para as quais os nativos não tinham anticorpos. Só uma epidemia de sarampo em 1850 matou um quinto da população havaiana da época. Mas apesar disso, até que no início, os havaianos aproveitaram bem as novidades tecnológicas e o contato com o mundo. Só para começar, em 1810, com o apoio de navios e assessores britânicos, o Havaí, antes um conglomerado de regiões tribais, foi unificado sob o rei Kamehameha I, que estabeleceu uma monarquia aos moldes europeus, com forte influência britânica (é por isto que a bandeira do Havaí tem até hoje a Union Jack num canto). Em meados do século XIX, o Reino do Havaí já era um país reconhecido internacionalmente, com relações diplomáticas com o mundo todo, e em 1887 o rei Kalakaua até mandou uma delegação a Londres para as comemorações do Jubileu de Ouro da Rainha Vitória, sendo recebida com todas as honras.

 

A rainha Liliʻuokalani, última monarca do Havaí, deposta em 1893. Uma mulher muito digna, cuja nobreza de caráter ficou ainda mais evidente depois que perdeu o trono, mas permaneceu na liderança espiritual do povo havaiano.

A rainha Liliʻuokalani, última monarca do Havaí, deposta em 1893. Uma mulher muito digna, cuja nobreza de caráter ficou ainda mais evidente depois que perdeu o trono, mas permaneceu na liderança espiritual do povo havaiano.

 

Mas o Havaí era valioso demais para as potências da época não meterem suas garras. Além de geograficamente estratégico, tinha ilhas grandes e com muita terra cultivável do mais fértil solo vulcânico. O açúcar era um produto valioso na época e a demanda por ele estava aumentando, especialmente depois da colonização do Oeste americano. Era mais fácil levar açúcar de navio do Havaí para San Francisco do que da Costa Leste americana ou de qualquer outro lugar. Através de subornos e favores à corte havaiana, o Havaí logo virou uma grande plantação de cana-de-açúcar, dominada por cinco companhias americanas, que gradativamente foram substituindo a influência britânica. Essas cinco companhias existem até hoje (com os nomes mudados) e ainda dominam como um cartel a indústria turística havaiana, que com o tempo veio a substituir a cultura canavieira. Em 1875, com o lobby dessas empresas, os EUA arrancaram do Havaí um tratado de livre comércio. Em 1893, patrocinaram um golpe de estado que derrubou a monarquia havaiana e implantou uma república-fantoche (tão fantoche que o presidente era americano e a república foi proclamada em 4 de julho…). Em 1898, o Havaí foi anexado como território americano e em 1959, virou o 50º estado do país. Foi uma anexação tão descarada e brutal que muitos americanos hoje, mesmo aqueles normalmente patriotas incondicionais, acham um absurdo o que o país deles fez com o Havaí, praticamente destruindo uma nação soberana por interesses econômicos. Em 1993, Bill Clinton assinou um decreto dando as desculpas oficiais dos EUA ao Havaí pela anexação, mas nada mudou na situação do arquipélago.

Enquanto isso, as cinco companhias também importaram uma vasta quantidade de gente para trabalhar nos canaviais, pois os nativos não só não eram em número suficiente, como ainda davam trabalho e não se deixavam explorar facilmente, com seu forte senso de dignidade. Vieram principalmente chineses, japoneses e filipinos, mas também outros povos: há uma surpreendente comunidade de havaianos de origem portuguesa e o nosso idioma ainda aparece no censo como sendo falado por uma população significativa nas ilhas. Lógico, viviam num regime de exploração semiescrava brutal até poucas décadas atrás, até com as regras de convívio social estabelecidas pelo cartel canavieiro. E, claro, vieram cada vez mais haole do continente norte-americano, para administrar os negócios ou simplesmente para desfrutar da maravilhosa paisagem tropical. Com isso, a população do Havaí hoje é mais ou menos um terço de brancos, um terço de asiáticos e um terço de mestiços variados (o único lugar dos EUA onde a mestiçagem é considerada normal), com os nativos havaianos reduzidos a uma ínfima minoria em sua própria terra.

É essa justamente a realidade que Iz descreve em Hawai‘i ’78, que já começa com a poderosa voz de Iz se contrapondo ao gentil ukulele do fundo e entoando o refrão: Ua mau ke ea o ka ‘aina i ka pono, ‘o Hawai‘i! Tirando o vocativo do final, isso é nada menos que o lema oficial do Havaí, e quer dizer “a vida da terra se perpetua naquilo que é justo e correto”. Foi o que o rei Kamehameha III disse em 1843, quando a Coroa britânica devolveu as ilhas a ele, após uma tentativa não autorizada de anexação por parte de um oficial naval inglês. Em seguida, Iz imagina que os reis do Havaí vissem o que viraram as ilhas hoje, cheias de prédios modernos e autoestradas movimentadas percorrendo o que um dia foram suas terras sagradas, e se pergunta como eles se sentiriam. O palpite dele foi que primeiro eles sorririam, depois chorariam pelos deuses que se foram e pela terra que foi tomada deles, mas no final, ainda seria o Havaí, terra que, assim como os reis havaianos, Iz amou como poucos amaram sua terra. E a quantidade de sentimento que Iz coloca nisso é de arrepiar!

 

A bandeira do Havaí

A bandeira do Havaí

 

Para os havaianos, especialmente os hoje minoritários nativos, essa música não é brincadeira. Virou para eles uma mistura do que para nós é Aquarela do Brasil — uma espécie de hino nacional extraoficial — com o que foi Pra Não Dizer que Não Falei das Flores, do Geraldo Vandré, na época da ditadura: um símbolo tanto de identidade cultural quanto de resistência, mas daquele tipo que “acredita nas flores vencendo o canhão” (e o dinheiro). Quando o Pearl Jam se apresentou em Honolulu em 2006, causou furor ao cantar a música (e Eddie Vedder até que não se saiu tão mal). Iz pertence à mesma linhagem de Gandhi, Rigoberta Menchú e Aung San Suu Kyi, mas usando sua arte para expressar a alma de um povo. E nisso se tornou grande — a única artista de quem consigo me lembrar que pode ser comparada a ele na importância para a cultura e a resistência de um povo é a chilena Violeta Parra, mas com várias diferenças, a começar de que Violeta jamais teve em vida o grau de reconhecimento que Iz, felizmente, teve.

A introdução de Hawai‘i ’78 que abre Facing Future tem a letra um tanto diferente, embora o refrão seja o mesmo. Nela, Iz fala das suas lembranças de criança e especialmente do seu pai. Filho de nativos havaianos (o que, como vimos, é raro hoje em dia), Iz falava havaiano em casa (o que é ainda mais raro) e só aprendeu inglês como segunda língua — pode-se notar que Iz falava e cantava em inglês com sotaque. Nessa introdução, ele conta como perdeu o pai aos 10 anos de idade, vítima de um ataque cardíaco fulminante, e dá a entender que isso foi precipitado pela depressão profunda de que o pai sofria. Iz herdou a mesma depressão, que o acompanhou por toda a vida e o levou a hábitos de comedor compulsivo. Juntando isso com a genética comum nos povos polinésios, que costumam ter uma enorme tendência a engordar (o penúltimo rei de Tonga, pai do atual, pesava 220 kg e obrigava os anfitriões a providenciarem cadeiras especiais quando ele fazia visitas oficiais ao exterior), Iz virou um homem imenso, chegando a ter absurdos 340 kg distribuídos no seu corpanzil de 1,88 m! Mas acho linda a autoestima dele, como ele se gostava mesmo assim, não estava nem aí e não tinha a menor vergonha de mostrar seu corpo imenso nas fotos.

E o jovem Iz foi fazendo carreira no reduzido meio musical de Honolulu, daquele tipo de artista cult que poucos conhecem, mas adoram. O sucesso só veio mesmo depois dos 30 anos, quando ele lançou seu primeiro disco, Ka ʻAnoʻi (que era seu nome do meio), em 1990. Mesmo assim, ele praticamente só era conhecido no Havaí. Foi Facing Future, seu disco seguinte, que o tornou mais conhecido fora de lá, e mais conhecido mesmo, só depois de morto, à medida que o resto do mundo foi descobrindo aos poucos a joia preciosa que aquelas ilhas escondiam. E em vez de virar estrela, Iz continuou levando uma vida simples, a única diferença sendo a de que ele usava sua fama para falar mais a favor da causa dos havaianos. (No videoclipe da versão ao vivo de Hawai‘i ’78, dá para ver a miséria em que os nativos havaianos vivem, chocante para um lugar que, afinal, faz parte do país mais rico do mundo.)

Infelizmente, depressão e obesidade mórbida, se sozinhas já reduzem muito a expectativa de vida de uma pessoa, combinadas são uma receita mortal. Iz passou seus últimos anos de vida com vários problemas sérios de saúde, especialmente cardíacos e complicações de diabetes, e acabou morrendo em Honolulu em 1997, com apenas 38 anos de idade, deixando viúva, uma filha e uma multidão de fãs enlutados. O corpo foi velado no Capitólio estadual em Honolulu — uma honra que só duas pessoas tiveram antes dele, ambas políticos — e dezenas de milhares de pessoas foram prestar suas últimas homenagens. Depois, o corpo foi cremado e as cinzas jogadas ao mar numa procissão tradicional, cujas cenas aparecem no videoclipe oficial de Over the Rainbow, e o que chama a atenção é o amor e a gratidão expressos no rosto das pessoas que acompanhavam o funeral, sufocando a tristeza, como o próprio Iz gostaria. Nada mais digno e apropriado para um homem tão extraordinário em talento, caráter, princípios e exemplo de vida — talento e exemplo esses que permanecem para nós apreciarmos, refletirmos e nos reconciliarmos com nossa humanidade. Iz lives!

 

 

 Para quem quiser ouvir mais

As dicas adicionais de hoje são:

  • A versão ao vivo de Hawai‘i ’78
  • Uma preciosidade: a lindíssima versão original de Hawai‘i ’78 com os Makaha Sons of Niʻihau
  • A introdução de Hawai‘i ’78, que abre Facing Future
  • O Pearl Jam cantando Hawai‘i ’78 em Honolulu, em 2006. Para quem acha que eles estavam capitalizando em cima de Iz, eles nunca lançaram nenhuma gravação disso, nunca tocaram a música em nenhum outro lugar e só existem gravações dos shows feitas pelos fãs na plateia.
  • E Ala E, de 1995, estranhamente (para uma música tão pacífica) usada como vinheta de lutas de MMA
  • Ka Huila Wai, também de Facing Future: que coisa mais deliciosa de se escutar!
  • Uma surpreendente versão de Iz para Take Me Home, Country Road, de John Denver, que se mostra nada fora de lugar no Havaí e demonstra que o talento de Iz era muito versátil
  • OK, é claro que não poderia faltar Over the Rainbow… não há como não gostar da sublime versão de Iz! Esta versão não tem What a Wonderful World, mas tem cenas do funeral de Iz. Duvido muito que Justin Bieber venha a ter um funeral desses, amado por tanta gente de um povo inteiro… (E acho que o fato de só esta versão do vídeo ter 79 milhões de visualizações na data desta postagem diz alguma coisa…)

 

 

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Sobre o Autor

Mineirim de BH exilado em Sampa, ex-informata, atual tradutor técnico, apaixonado por aviões desde o primeiro voo. Adora tititi de aeroporto, cheiro de querosene, barulho de turbina em decolagem. Sabe diferenciar um 737NG de um A320 passando pelo som dos motores. Frustração: não voou no Concorde (mas o viu pousar uma vez).
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