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Nordeste Linhas Aéreas #história

Com a criação do SITAR, as regiões do país foram mapeadas para cada companhia aérea que fizesse parte deste programa cuja sigla significava Sistema Integrado de Transporte Aéreo Regional. Coube ao Governo da Bahia, associado à Transbrasil e a VOTEC a criação da NORDESTE LINHAS AÉREAS. A frota inicial eram coloridos Bandeirantes oriundos da TRANSBRASIL, assim a companhia iniciou operações em 8 Junho de 1976. Logo no primeiro ano de operação amargou um acidente, o que lamentavelmente seria uma constante em sua história.

EMB 110 Bandeirante

EMB 110 Bandeirante

A companhia adentrou os anos 80 com problemas e mais problemas, a própria baixa densidade de tráfego no Nordeste na época, acidentes com os EMB110, brigas de acionistas, intervenção federal, negativa de aquisição de aeronaves maiores, uma década perdida literalmente. No final dos anos 80, o Grupo Coelho (atualmente forte na TV baiana, com a ARATU, que fica justamente na antiga sede da Nordeste) havia adquirido as partes da Votec e Transbrasil e junto ao o Governo da Bahia tocava a empresa, e deu certo enquanto o governador baiano era o Nilo Coelho, cujo sobrenome deixava clara a ligação com o grupo. A empresa chegou aos anos 90 com mais de dez EMB110, um grupo qualificado de mecânicos, hangar em Salvador e hangar de apoio em Recife e Belo Horizonte.

Em 1992 a companhia inovou largamente em Janeiro ao introduzir um Fokker 50, PH-JXK, arrendado da Fokker e encomendou imediatamente 3 aeronaves do tipo. A rota Salvador – Ilhéus – Porto Seguro – Rio de Janeiro – São Paulo foi a eleita para o equipamento, mas a empresa tinha baixa presença de mercado, não desenvolveu uma política comercial para saltar de uma frota de média de 16 assentos para aeronaves de 50 assentos e o avião não vingou.

Fokker 50 Nordeste

Fokker 50 Nordeste

Ao final de 1992 chegou o primeiro EMB120, PT-SRF, o qual deu uma nova cara e um novo fôlego a empresa. Neste período a companhia passou a se chamar NLA, em uma tentativa de mudança de marca.

Com a expansão verticalizada da TAM que havia comprado a VOTEC e a transformado em BR CENTRAL com presença maciça no sudeste e centro-oeste até alcançar o Norte, a RIO-SUL precisava marcar presença e costurou uma negociação sigilosa com o Governo da Bahia e o Grupo Coelho, sem que um soubesse do outro lado negociado, o que deu certo e a empresa foi para a gestão RIO-SUL a partir de 1995.

Com o know-how da regional carioca, filiada a VARIG, a Nordeste retirou seus EMB110, deu condições de vôo para os EMB120 parados, incorporou FOKKER 50, BOEING 737-500, cresceu e apareceu e passou a servir a região com excelentes horários e serviços.

Boeing 737-500 Nordeste pintura antiga

Boeing 737-500 Nordeste pintura antiga

Voei muito pela Nordeste em 2001/2002, inclusive foi nela que fiz meu primeiro jump calço-a-calço no PT-MNE. Ainda nesta época a companhia adotou sua fuselagem como outdoor e teve anúncios da GAZETA MERCANTIL e BR AVIATION estampados acima das janelas. A empresa passava por uma fase extremamente criativa, de ótimos anúncios, atendimento de solo e a bordo acima da média, quando em Setembro de 2002 a Nordeste foi absorvida pela VARIG numa tentativa de salvar a companhia mãe, e que sabemos que não deu certo e coube ainda a Nordeste assumir todo o passivo da VARIG, tornando-se a agora extinta FLEX.

Morria assim em 2006 uma regional que muito desenvolveu a região Nordeste e norte de Minas.

Boeing 737 Nordeste Última Pintura

Boeing 737 Nordeste Última Pintura

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Sobre o Autor

Alexandre Conrado, pesquisador de aviação e profissional no segmento desde 2001
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