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O Sábado Aéreo, o que foi legal e o que não foi. #FimDeSemanaAereo

O fim de semana aéreo em São Paulo começou hoje com uma bela ajuda de São Pedro, que deu uma segurada na chuva prevista para o Sábado e permitiu até o “full display” da Esquadrilha da Fumaça.

Fui cedo para fazer uma gravação no Banco de Provas dos motores GE J85 do Northrop F-5 Tiger, então achei lugar fácil para parar o carro perto do portão de entrada, coisa que ficou meio impossível para quem chegou na parte da tarde.

Poucas pessoas na parte da manhã do Sábado, e o tempo abrindo.

Estava tranquilo de manhã, com poucas pessoas e aparentemente melhor organizado que o evento que compareci há dois anos, embora com menos aeronaves voando e nenhuma civil, nenhuma. O que me leva ao próximo assunto, já iniciado no post “Como se perde um pouco da história da aviação no Brasil“.

Encontrei a Marta Lúcia Bognar logo que cheguei, impressionante o carisma e reconhecimento que a diva brasileira dos “wing walkers” possui. Todas as crianças paravam para tirar foto, todos perguntavam se ela iria voar no sábado e sabem qual a resposta?

Foto do Lito com Marta Lúcia Bognar

Lito e Marta Lúcia Bognar

A resposta era: “Não”.

E o motivo? O motivo é o que venho falando a tanto tempo por aqui, que o país (governo, empresários, voluntários) precisa incentivar o desenvolvimento da aviação no Brasil. A Marta estava impedida de mostrar a sua arte por falta de patrocínio. Dá para acreditar nisso? Talvez os empresários não saibam que para que ela possa voar e encantar e despertar paixões nas novas gerações, a aeronave precise ser abastecida e necessite passar por manutenção. Um mínimo de 90 mil reais por ANO faria crianças se emocionarem e desejarem ser pilotos, comissários, mecânicos, esportistas. Vemos tanto dinheiro de empresários jorrando em campanhas eleitorais, seria pedir muito que se olhasse para o futuro do País acima dos interesses próprios?
E sabem porque ela estava de macacão de voo mesmo sabendo que não voaria? Em respeito ao público. Isto é integridade.
Boa sorte querida Marta.

F5 Tiger dando rasante no Campo de Marte

Rasante do Northrop F5 Tiger da FAB

Neste sábado tivemos um F5 da FAB fazendo algumas passagens sobre a pista, com comandos cruzados (aileron para um lado e leme para o outro) em “faca”, bem legal. Tive a chance de visitar o banco de provas e a oficina onde são reparados os motores deste caça, com a ajuda do Segundo Sargento (e também professor) Azevedo e quando editar o vídeo farei uma postagem específica sobre isso.

Por volta de 13:30 bateu uma fome e como a Esquadrilha da Fumaça só iria iniciar o show as 15:00, fui comer um “lanche” rápido, e aí veio a surpresa desagradável: todas as barracas estavam cobrando muito caro pelos lanches, com preço de um pastel a R$ 5,00! Um sanduíche de calabresa por R$ 10,00! Tirei foto do pão de mel:

Nem na doceria Ofner, que não vende barato, o pão de mel custa tanto, valendo R$ 2,70. Poxa, tem que ver isso aí, a maioria do público que comparece em evento de portões abertos não é de alto poder aquisitivo e um pastel a R$ 5,00 me pareceu abusivo.

Após o pastel, uma passada rápida na “lojinha” do Beccari que estava expondo e vendendo seu livro de imagens “Na Trilha da Fumaça” (e que vai bater um papo com o AeM em breve), onde os fumaceiros passaram para tirar foto antes do briefing. Como eu estava dentro da loja a foto saiu de costas…hehehe

Fumaceiros e Beccari – Foto Exclusiva dos traseiros de todos :)

E para encerrar o dia, toda a técnica da apresentação da Esquadrilha da Fumaça, fazendo suas últimas apresentações usando o T-27 Tucano, o qual deve ser substituído pelo A-29 Super Tucano. A missão maior da Esquadrilha é atrair o interesse dos jovens para a carreira na Força Aérea, e eles fazem isso com maestria, basta ver o brilho nos olhos das pessoas que os assistem.

É isto aí, se você não pôde comparecer neste sábado, aproveite o Domingo e os portões abertos no Campo de Marte para prestigiar nossa aviação, separe uma graninha a mais pros lanches e se divirta.

Esquadrilha da Fumaça

Os 7 da Esquadrilha finalizando um loop

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Sobre o Autor

Graduado em Manutenção de Aeronaves, com muito bom senso :) 30 anos de aviação comercial (e contando), de Lockheed Electra à Boeing 787. Tentando simplificar a complexidade da aviação.
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