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Os Pilotos estão desaprendendo a voar?

Os diretores de segurança da Associação dos Pilotos de Linha Aérea (ALPA – Air Line Pilots Association) têm repetido o que o administrador Randy Babbitt da FAA vem falando: Os pilotos de carreira precisam passar mais tempo “voando na mão” suas aeronaves para diminuir o impacto da automação.

“Há diversos casos de acidentes em que você pode olhar para trás e perceber a erosão das habilidades básicas de voo” diz Rory Kay, o presidente executivo de segurança aérea da ALPA.

Rory Kay particpou alguns dias atrás de uma conferência de imprensa em Washington, onde anunciou as três prioridades para o ano: Mudar o sistema de revista de passageiros, melhorar as qualificações e treinamento de pilotos e combater a fadiga da tripulação.

Esta conferência de imprensa foi um adiantamento da reunião que acontecerá no dia 2 de Fevereiro, em que o NTSB (National Transportation Safety Board – orgão que investiga acidentes aéreos no mundo todo) vai revelar o relatório final do acidente do Colgan Air Q400 que caiu perto de Buffalo em Fevereiro de 2009.

Basedo em reuniões anteriores, as recomendações do NTSB irão provavelmente incluir as mesmas três prioridades citadas por Rory, em que o FAA já está trabalhando para resolver.

“O acidente da Colgan foi um reconhecimento de que há problemas para resolver,” disse o presidente da ALPA John Prater.

Incluído na lista de problemas da ALPA está uma crescente dependência da automação e de autopilots, que está fazendo com que os pilotos percam as habilidades básicas de controlar um avião. Babbitt no início do mês disse que traria as empresas aéreas e especialistas em Human Factors para discutir o assunto, observando que várias empresas já o informaram que estão mudando o procedimento operacional para que os pilotos tenham mais chance de “voar” o avião.

A United Air Lines possui essa diretriz há muitos anos, diz Kay, um piloto da empresa. A United ativamente encoraja seus pilotos a “voarem na mão” sempre que possível através dos procedimentos do flight operations manual.
“Eles entendem que habilidades básicas estão se corroendo” diz Kay.
A prática varia entre as empresas, com algumas recomendando que os pilotos engatem o autopilot por volta de 1,000ft (305m). Kay diz que tipicamente ele “voa na mão” a aeronave abaixo de 18.000ft (5,486m).

Leia mais na Flight Global (em inglês)

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Sobre o Autor

Graduado em Manutenção de Aeronaves, com muito bom senso :) 30 anos de aviação comercial (e contando), de Lockheed Electra à Boeing 787. Tentando simplificar a complexidade da aviação.
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