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Os primórdios da VOTEC

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A VOTEC começou bem tímida, “dona” do pedaço do mapa que envolvia parte de Minas e o centro-oeste para cima (adentrando Goiás e Tocantins) até chegar no Pará. Sua operação regional oficial consistia de 4 vôos apenas, todos operados pelo grande BN2A Islander de 8 passageiros. Este eram os vôos:

VO250 Segunda, Quarta e Sexta – Goiânia 09:00/10:15 São Simão 10:30/11:35 Uberlândia
VO251 Segunda, Quarta e Sexta – Uberlândia 14:00/15:05 São Simão 15:20/16:35 Goiânia
VO260 Terça, Quinta e Sábado – Goiânia 09:00/10:30 Aragarças
VO261 Terça, Quinta e Sábado – Aragarças 14:00/15:30 Goiânia

Os Islanders ganharam papel diferente meses depois sendo baseados em São Luís do Maranhão e de lá atendendo a São Bento, Pinheiro, Cururupu, Tiriaçú, Barra do Coda, Grajaú e até em Parnaíba passaram. Já os Bandeirantes chegaram com força na empresa em Dezembro de 1976 e serviram rotas como Rio-Uberaba-Uberlândia-Brasília, Brasília-Belém via Santa Isabel, Santa Terezinha, Campo Alegre, Conceição do Araguaia, Marabá e Tucuruí (ufa!). Em 1986 a VOTEC foi comprada pela TAM e se tornou Brasil Central, os Islanders sairam de cena e se espalharam por particulares e táxi aéreos, os Bandeirantes seguiram para a Brasil Central e por fim chegaram os Fokker 27. A BRASIL CENTRAL tempos depois alocou vários Caravans pelo “Brasil Central” e assim foi até se tornar a TAM Meridional que por sua vez recebeu os A330 em 1998 e voou para Paris, coisas de nossa aviação.

Antes que perguntem da TABA, é desconhecida sua operação em 1976, recebeu seus EMB110 em 1977 e se espalhou entre o Pará, Mato Grosso, Amazonas, Rondônia, Acre, Amapá e toda região norte para resumir.

A TABA merecerá pesquisas posteriores para um artigo mais consistente pois seu trabalho naquela região é tão importante quanto ao que a Panair desenvolveu na época dos Catalinas até o seu desaparecimento em Fevereiro de 1965.

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Sobre o Autor

Alexandre Conrado, pesquisador de aviação e profissional no segmento desde 2001
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