Lembranças dos anos 80 e do início de carreira.
Em 1985 eu tinha 18 anos e todas as 9 licenças do D.A.C. (que agora se chama A.N.A.C e são “apenas” 3 licenças).
Eu não tinha mullets, mas tinha os cabelos raspados na lateral como o Bernard Summer do New Order.
Se eu não tinha mullets e conhecia Bernard Summer, então eu não ouvia Richie, RPM e Blitz – ao contrário, ouvia Ultravox, Smack e Joy Division.
Em 1986 eu entrei na Varig, saí do litoral onde morava com os pais e vim para São Paulo, somente com uma mochila e o dinheiro pra voltar de ônibus.
Como havia mais pessoas formados na mesma escola que eu e que também entraram na Varig, nos juntamos e alugamos uma casa em 8 pessoas (tipo república de faculdade).
Para chegar nesta casa, tínhamos que atravessar a favela do “buraco-quente”, que ficava ali do lado de Congonhas, onde hoje é a avenida Água Espraiada Roberto Marinho.
O salário inicial da Varig mal dava pra comer, e como se não bastasse, por várias vezes perdíamos relógio, tênis e o que houvesse na carteira no caminho para casa.
Eu lembro muito das noites passadas naquela república, da janta de pão com requeijão e café. Por isso eu rio quando leio alguns comentários aqui no Blog que primeiro perguntam do salário para depois saber da profissão.
Mas o alimento principal vinha quando eu deitava no chão (não tinha cama, dormíamos em cima de edredons) e colocava os fones de ouvido de um walkman desses que tocava fita cassete pra dormir me deliciando com o programa de rock da Pool FM que tocava só músicas do lado B (se você não sabe o que é Lado B é porque nasceu depois da invenção do CD e eu nem vou perder tempo explicando..haha).
Nesta época rolavam as bandas alternativas do rock nacional (Chance, Cabine C, Akira S e as Garotas que erraram, Varsóvia [que fazia a linha Joy Division e eu tenho o único LP deles]), e do lado internacional tocava o New Order, Flock of Seagulls, REM (que tava nascendo), o Ultravox com a [batida suicida] Vienna, enfim, tudo de revolucionário para a época (e que tanto influencia o som pop e rock de hoje).
Pra relembrar um pouco esta época, fiz esta coletânea: é só baixar, gravar na sua fita cassete e colocar no roadstar auto-reverse do carro, descer a serra de Santos e ser feliz :)
James – Born Of Frustration
A flock Of Seagulls – I Ran
Naked Eyes – Always Something There To Remind me
R.E.M. – So. Central Rain
The Smiths – This Charming man
Soft Cell – Torch (Single versão 12″)
Talk Talk – Its My Life
:)
Os primeiros acordes de Born Of Frustration são poesia pura, I ran é uma das melhores músicas do Flock of Seagulls e So Central Rain é uma das minhas 100 melhores músicas de todos os tempos.
E a versão de Torch do Soft Cell que está na coletânea é rara, do single de 12 polegadas que tem uma parte cantada por uma mulher (que foi cortada da versão que tocava no rádio)
Espero que gostem, tanto o pessoal da época como os “novinhos”:D
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TAAG Boeing 777 – Bode cheiroso.

Estou aproveitando o 777 da TAAG pra testar um programa de postagem direto pelo meu Nokia N900, se a foto acima ficar feia ou estranha eu já saberei do que se trata. Se funcionar terei um novo meio para atualizar o blog :)
A Taag começou os voos pra Sao Paulo usando os B747-300, mas ultimamente tem vindo de T7.
O apelido de bode cheiroso tem um significado, alguem se arrisca a chutar o porque? Uma dica: tem ironia…
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Estatística global de acidentes aéreos em 2009
Medo de voar talvez seja uma das palavras mais associadas à aviação.
No entanto, SEGURANÇA é a palavra mais usada por todos os profissionais que trabalham na área.
A IATA (International Air Transport Association) divulgou os dados relacionados a acidentes aéreos ocorridos em 2009, e apesar de uma citação surpreendente em relação à erros cometidos por pilotos, 2009 foi o segundo melhor ano para a segurança aeronáutica mundial desde que o índice começou a ser compilado (só ficou atrás do ano de 2006).
Considerando o quanto o tráfego aéreo cresceu em várias partes do mundo (principalmente na América Latina), só temos que comemorar os números.
A razão de acidentes em 2009 foi de 0.71 por um milhão de voos (em 2006 foi de 0.65). Se for considerado acidentes em empresas que fazem parte da IATA somente (as grandes empresas comerciais), a razão cai para 0.62 por milhão de voos.
Os dados foram derivados da análise de 19 acidentes com aviões construídos no hemisfério ocidental (90 acidentes no total com todos os jatos) contra 22/109 no ano de 2008. No total, 685 fatalidades contabilizadas no ano inteiro.
Para se ter uma idéia, no Brasil morre por ano nas estradas aproximadamente 40.000 pessoas. Só nas estradas federais, em 2009 foram 455 mortos. Na aviação foram 685 fatalidades no mundo todo!
Como diz o Roberto Carvalho, “a única parte realmente perigosa da aviação é o trajeto de casa para o aeroporto e vice-versa“.
Uma coisa bem legal para se comemorar olhando o gráfico é que NENHUM acidente ocorreu com empresas áreas brasileiras que possuem jatos construídos no hemisfério ocidental! (lembrando que o acidente com o Air France AF447 contabilizou para a Europa e não para a América Latina).
Um coisa para se lamentar continua sendo os números muito pobres da África, mas isto infelizmente tem uma explicação (e um dia eu ainda escrevo mais sobre a minha temporada trabalhando no continente africano em 1993).
A África representa apenas 2% de todo o tráfego Global mas contabiliza 26% de todos os acidentes com jatos ocidentais.
Resumo dos números interessantes de 2009:
• 2.3 bilhões de passageiros voaram em 35 milhões de voos (27 Mi em jatos e 8 Mi em turbo-hélices);
• 19 acidentes envolvendo jatos ocidentais contra 22 em 2008;
• 90 acidentes (todos os tipos de avião, ocidentais e orientais) contra 109 em 2008;
• 18 acidentes fatais (todos os tipos de aviões) contra 23 em 2008;
• 685 vítimas fatais comparadas a 502 em 2008.
Seria interessante ter as tabelas de acidentes por tipos (modelos) de aviões, mas a IATA não disponibilizou esses números.
Imagem do gráfico retirada do Flight Global
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Turbulência – A história se repete
Eu já escrevi aqui no blog várias vezes (aqui e aqui por exemplo) sobre a importância dos passageiros manterem o cinto de segurança SEMPRE afivelado.
Não é possível prever CAT (Clear Air Turbulence) e quando ela ocorre não há tempo de se segurar, portanto senhores passageiros, a menos que precisem ir ao banheiro (que afinal é o único motivo realmente plausível para se levantar do seu assento durante um voo) estejam sempre sentados e com o cinto afivelado.
Mais uma dica: Se você estiver dormindo e coberto com uma manta, passe o cinto de segurança meio folgado por FORA da manta. Desta maneira os comissários vão ver que você está de cinto quando o aviso de apertar cintos acender e não vão te acordar.
Sabe aquele grupo de viajantes espertos, que manjam tudo de aviação, não têm medo de voar e que ficam conversando em pé no corredor? São apenas ignorantes sortudos…
Curioso: quem manja mesmo de aviação, incluindo aí os pilotos, NUNCA soltam o cinto.
Turbulência em voo da United Airlines deixa
2018 feridosOs passageiros tiveram apenas ferimentos leves. Boieng 747 ia de Washington, nos Estados Unidos, para Tóquio.
Mais de 2018 pessoas sofreram ferimentos leves durante um voo da capital americana para Tóquio, no Japão. O Boeing 747, da United Airlines, enfrentou uma forte turbulência, com 245 pessoas a bordo. Alguns passageiros tiveram que ser retirados em macas.
Fonte da notícia: Globo.com
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Vídeo da semana – Um tour dentro do Boeing 787 de testes.
Este vídeo é bem interessante, mostra o ZA001 (primeiro 787 a voar) por dentro,, com muitos equipamentos de testes instalados e muitos fios de telemetria por todos os lugares.
Tem também um teste de acionamento da janela foto-cromática.



