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Panorama da Aviação Comercial – Argentina

Foto: http://planepictures.net/v3/show.php?id=1443155

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Voltamos com a nossa série sobre o panorama da aviação comercial ao redor do Brasil, começando pela Argentina. O país após o Mauricio Macri assumir a presidência começou a ter uma abertura do mercado interno, sem privilégios para a dupla estatal Aerolineas Argentinas / Austral, inclusive recentemente houve uma audiência pública, onde operadores puderam pedir novas rotas, inclusive uma start-up chamada FlyBondi que solicitou nada menos que 99 pares de rotas, diversas ao Brasil e pretende ter uma larga frota de Boeing 737-800, no modelo de negócios “Low Cost/Low Fare”.

A Aerolineas Argentinas, buscou ao longo do ano reestruturar malha, frota, processos gerenciais, acelerando o processo de retirada dos Airbus A340-300 e dos Boeing 737-700, a intenção da empresa é ter apenas Airbus A330 e Boeing 737-800 em sua frota, o processo é longo pois são cerca de 6 A340-300 e 16 Boeing 737-700 a serem retirados, ampliando a frota atual de 7 Airbus A330-200 e 23 Boeing 737-800, inclusive recentemente a empresa orgulhosamente anunciou a chegada dos primeiros 737-887, ou seja aviões construídos para a Aerolineas Argentinas, usando customer code da Boeing “87” que são aqueles feitos para esta empresa. Junto a ARSA como é conhecida, a Austral ampliou sua frota de Embraer 190, chegando a quase 30 aeronaves na frota, sua operação centralizada em Buenos Aires, se tornou em Março deste ano a única empresa Argentina a usar toda documentação de operações no formato digital, devido ao cenário econômico Brasileiro, saiu das rotas para Brasília e Belo Horizonte.
Outro player importante é a LATAM Argentina, com 11 anos de atuação no mercado local opera uma rede de rotas a partir do Aeroparque (Buenos Aires) para 13 cidades no país e 4 no exterior a partir de Ezeiza, inclusive Guarulhos. Sua frota está com 15 A320 e 3 Boeing 767-300

Foto: Divulgação Andes

Foto: Divulgação Andes

Em 2016, a Andes completou 10 anos de operações, a empresa baseada na cidade de Salta, Noroeste Argentino manteve seus 4 MD83 em operação e recebeu o primeiro MD88, além de possuir desativados alguns MD82 e MD87, começou a expandir suas rotas no final deste ano, retornando a Córdoba e Mar Del Plata. Pretende até o primeiro trimestre de 2017 receber um par de Boeing 737-800, com os quais iniciará a retirada dos MD80 de serviço, sua operação de fretamentos foi destacada este ano através do convênio com a operadora Travel Rock, realizando viagens de formandos estudantis para Bariloche a partir de várias cidades da Argentina.
A grande novidade em 2017 será a Avianca Argentina, investimento da Avianca no país ao adquirir a Macair Jet (então pertencente ao Grupo Macri), a Avian Lineas Aéreas (sim não é erro de digitação é Avian, nome fantasia será Avianca) deverá atingir 12 ATR72-600 operando a partir de Tucuman, para diversas cidades do país e adentrar o Paraguai e Brasil, neste último precisamente a capital catarinense, Florianópolis, onde sua rede se conectará a Avianca Brasil.

O sul Argentino, região da Patagônia, seria para eles o que é a Amazônia para nós, uma região onde o transporte aéreo é condição sine qua non para obter-se acesso a remédios, saúde, etc, e é nesta região que atua a empresa estatal, divisão da Força Aérea Argentina, LADE – Lineas Aereas Del Estado, que chega a 2017 com um ícone em operação, o lendário Fokker 28, um dos raríssimos em atuação no planeta, atuam em 11 cidades, a frota é complementada pelos Saab 340B e De Havilland Twin Otter.

A American Jet, operadora de voos regionais, além de solicitar novas rotas na audiência pública, manteve sua operação de ATR42-300 e Dornier 228 para as cidades de Rincón de Los Sauces, Rio Colorado, El Trapeal e Loncopue a partir de sua base principal, Neuquén. Sua frota é composta de 5 aeronaves.
Complementam o mercado comercial Argentino a SAPSA e a TAPSA, duas empresas cujas frotas não passam de uma única aeronave. Em 2016 marcou a despedida da SOL Lineas Aereas, empresa que atuou por 10 anos no mercado e quando preparava-se para a fase “jato” adotando os CRJ200 de 50 lugares, teve seu contrato com a Aerolineas Argentinas suspenso, levando a empresa ao colapso.

Foto: Antônio BH

Foto: Antônio BH

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Sobre o Autor

Alexandre Conrado, pesquisador de aviação e profissional no segmento desde 2001
  • Guerino Tomaggi Jr

    Alexandre, como é na Argentina a participação de mercado das principais? A Aerolineas e a Austral tem muita frente em relação às demais ou tem um certo equilibrio entre umas três ou quatro?

  • Paulo Villar

    Alexandre,
    Pesquisei mas gostaria de confirmação:
    A Sapsa opera um Metro 23 e a Tapsa um De Havilland DHC-6 Twin Otter?
    Obrigado

  • joao santos

    Parabéns pela pesquisa e por nos disponibilizar tanta informação sobre os mercados da aviação ao redor do brasil.
    Excelente equipe essa do A&M!!!!!!!

  • Padu Moraes

    Rapaz, e nesse dia 19 foi difícil embarcar no Aeroparque por conta da greve que nos pegou de surpresa!

  • Eduardo Menezes

    A pergunta que fica: quando a Argentina irá baixar suas extorsivas taxas aeroportuárias?

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