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Panorama da Aviação Comercial – Bolívia

Em sequencia à nossa série, chegamos à Bolívia, (vale lembrar que vamos pela ordem alfabética no continente), e este país está em evidência devido ao trágico acidente que fez desaparecer o simpático time de futebol da Chapecoense no fim de Novembro quando um Avro RJ95 da LAMIA sofreu grave acidente, onde preliminares do processo de investigação apontam para uma pane seca. Este acidente provocou uma reviravolta na aviação local, inclusive culminando na suspensão do AOC – Air Operator Certificate da LAMIA, que não operava nenhuma rota regular. O “raio” atingiu também o TAMBO – Transporte Aéreo Militar Boliviano, empresa que já havia sido denunciada pela mídia local diversas vezes pela ausência de regularidade e grande parte da frota inoperante. O TAMBO teve sua licença suspensa e seus Boeings 727-200, 737-200, 737-300 e Bae 146 estão desativados.

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O player mais importante é a estatal BoA, Boliviana de Aviacion, que opera 8 rotas domésticas, 5 internacionais, operando com 9 Boeing 737-300, 2 Boeing 737-700 e 2 Boeing 737-800, além do par de widebodies Boeing 767-300ER. Pretende formalizar uma divisão regional que já atua apenas com nome fantasia sob o seu AOC com um par de CRJ200. A finalidade dessa divisão regional é bater de frente com a Amaszonas, empresa de crescimento vertical na Bolívia, cuja recuperação operacional foi comandada por um experiente planejador de rotas Brasileiro, sua frota de CRJ200 atua nas principais cidades da Bolívia e esta empresa possui filiais no Paraguay e Uruguay e está em fase de auditoria na brasileira Flyways.

Em menor atuação temos a charteira Aeroeste, com um par de Beech 1900D e um par de LET410 e a ECOJET, que opera algumas rotas domésticas usando o Bae Avro RJ85. Ainda temos a TAB, que é uma empresa aérea de carga operando DC10-30 e Lockheed C130 Hércules, esta empresa é ligada a Força Aérea Boliviana e a Minera San Cristóbal.
Nunca é tarde lembrar que o lendário Lloyd Aéreo Boliviano, criado em 1925, pertencente a VASP entre 1995-2003, segue tentando recuperar o seu AOC com um par de Boeing 727-200 e sobrevive prestando serviços de handling e manutenção em Cochabamba

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Sobre o Autor

Alexandre Conrado, pesquisador de aviação e profissional no segmento desde 2001
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