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Panorama da Aviação Comercial – Brasil

Foto do A320NEO da Azul

A320NEO da Azul

Dando sequencia à nossa série, o Brasil nós sabemos bem: economia em retração, cerca de 60 aeronaves devolvidas pelas empresas nos últimos tempos, porém sempre algo de novo no ar. O assunto do momento são as novas condições gerais do transporte aéreo, onde haverá cobrança da bagagem despachada a partir de Março do ano que se avizinha velozmente (se aprovado pelo Congresso).

A LATAM, maior empresa do país, segue liderando o mercado, recebendo aeronaves A320NEO e A350, iniciará a retirada gradual dos Boeing 777-300 de sua linha de voo. Tem renovado sua frota de aviões “domésticos” com a saída dos seus primeiros A319/A320 e mantém uma presença significativa de Airbus A321-200 de 220 lugares. Seguindo a LATAM temos a GOL, em franca reestruturação, nova imagem, retirada de aeronaves mais antigas e venda de outras para operadores asiáticos ou a Delta Airlines.

GOL - Foto de Antônio Souza Lima JR

GOL – Foto de Antônio Souza Lima JR

Um pouco mais atrás das duas líderes, temos a Azul, que completou em 2016 a retirada de aeronaves ex-TRIP, precisamente os Embraer 190, enviados para a TAP Express. Os ATR42-500 e ATR72-500, da antiga maior regional do continente restaram 5 ATR72-600, inclusive com a pintura TRIP atuando na Azul, que teve como grande novidade neste ano a chegada dos Airbus A320NEO em sua frota, tais aviões também foram recebidos por outro importante player, a Avianca Brasil, que começa a receber A320NEO para substituir os Airbus A318-121.

Com dimensões continentais, o país deveria ter uma aviação regional largamente desenvolvida, mas o que temos visto nos últimos anos é a extinção de operadores e redução de frota entre as regionais sobreviventes. A Passaredo, mais antiga empresa em atividade no segmento, com 21 anos reduziu sua capacidade ao devolver 6 dos seus 14 ATR72, ficando com 3 ATR72-600 e 5 ATR72-500, esta ação promoveu a redução de 20% de sua malha em termos de frequências. A empresa segue em recuperação judicial. Por outro lado se a Passaredo devolveu 6 aviões, a amazonense MAP Linhas Aéreas adquiriu um ATR42-320, o lendário PT-MFE, primeiro ATR42 Brasileiro, com isso sua frota passou para 3 ATR42 e 2 ATR72, com os quais atua exclusivamente na região Norte, com intenções de alcançar a região Nordeste nos estados do Maranhão, Piauí e Ceará. Ainda no segmento regional, a paraense Piquiatuba inaugurou algumas rotas no Piauí, através de subsidio governamental e no Pará no mesmo molde, a empresa possui 4 Cessna C208B Caravan e um par de Embraer 120 Brasília, atua também na RPN dos Correios. A cuiabana ASTA se mantém dominante no Mato Grosso, onde a Azul não chega, usando seu trio de Caravans.

Rima

Rima, Rio Madeira Táxi Aéreo – Reprodução empresa

A RIMA – Rio Madeira Taxi Aéreo, atua no regional através de voos sistemáticos em Rondônia e Amazonas, com sua frota de Cessna Grand Caravan, é uma empresa de forte atuação institucional buscando melhorias ao setor de aviação regional. Também com os Cessna Caravans está a TWO Taxi Aéreo, atuando no Projeto de Integração Aérea de Minas Gerais e rotas cargueiras, em sua frota estão 18 aeronaves.

Em situação indefinida está a carioca Flyways, com um único ATR72-500 estocado no Aeroporto da Pampulha, Belo Horizonte, fontes indicam que a Boliviana Amaszonas está auditando a empresa para aquisição.

Mas nem só de passageiros vive a aviação comercial Brasileira, empresas dedicam-se exclusivamente a operação cargueira, em sua maioria operando a RPN dos Correios, são elas a COLT com 1 Boeing 757-200 e 2 Boeing 737-400, a SIDERAL, “bola da vez” com a maior parte das rotas dos Correios, foi a pioneira no país em trazer 737-300 Cargueiro, além dos seus 737-400F, a RIO que possui um 737-400F e 3 Boeing 727-200F, a LATAM Cargo, antiga ABSA com os Boeing 767-300F, a TOTAL, tradicional nome no setor aéreo nacional, que possui 3 ATR42-500 para fretamento de passageiros corporativos e 3 Boeing 727-200F aplicados na RPN. Uma empresa que não iniciou operações é a Modern, portadora de um Boeing 737-400F.

Como é o nosso país, este artigo será complementado no futuro com informações gráficas detalhadas de idade da frota, modelos mais presentes nos aeroportos e outras curiosidades aguardem em próximos posts aqui.

Passaredo – Foto Alexandre Conrado

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Sobre o Autor

Alexandre Conrado, pesquisador de aviação e profissional no segmento desde 2001
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