banner livro

PBN, uma reta entre dois pontos

pbn2

Vem aí uma novidade nos céus do Brasil, o PBN – Navegação Baseada em Performance (Performance Based navigation). Nada mais é do que voar em linha reta entre 2 pontos. Esta novidade no ar deve trazer às companhias aéreas 2,7% de redução com custos do insumo que mais onera suas contas, o combustível! No entanto não espere que estes 2,7% sejam descontados no valor da passagem. O DECEA pretende introduzir o PBN inicialmente nos trechos entre Congonhas (SBSP) e Santos-Dumont (SBRJ), com previsão de economia de 8 minutos no tempo de vôo.

De acordo com a ABEAR, esta medida não gera impacto no volume de custos que as empresas possuem, ela será importante do ponto de vista técnico, ambiental e do passageiro que ficará menos tempo dentro da aeronave. A estimativa é que do custo anual hoje de praticamente R$13 bilhões com consumo de querosene, as empresas economizem 350 milhões de reais nos próximos 5 anos.

O PBN simplesmente é uma mudança significativa no jeito de voar, ao invés de uma navegação orientada por auxílios terrestres como VOR, NDB, os aviões vão seguir satélites, tal como uma linha reta em um GPS aéreo (sem fixos plotados, apenas A e B). Além da redução do tempo de vôo e consumo de combustível, um grande lance da PBN é a redução obviamente de ruídos e emissão de poluentes no ar, afinal quanto mais reto, menor a distância, menor o tempo de motores em serviço. Para a PBN ser implementada, as empresas devem homologar suas aeronaves e tripulantes.

Vale lembrar que o fato de ficar menos no ar, não significa que a eficiência em solo não deva ser melhorada, pois são grandes gargalos hoje nos aeroportos, onde o tempo de taxiamento em certos trechos equivale a 50% do tempo da viagem, bem como engenharia de tráfego em pátios e afins. Este link possui um vídeo bem instrutivo sobre o tema.


Tags: , , ,

Sobre o Autor

Alexandre Conrado, pesquisador de aviação e profissional no segmento desde 2001
Topo